Raízes da África

CÂMARA DE PIRACICABA ESTEVE PRESENTE NO I CICLO NACIONAL DE CONVERSAS NEGRAS, EM MACEIÓ

Mais notícias  positivas geradas pelo Brasil afora com a realização, em Maceió/AL do I Ciclo Nacional de Conversas Negras. O II Ciclo acontecerá em Piracicaba/ São Paulo e já tem data prevista 25,26 e 27 de agosto de 2011.

Com o objetivo de discutir a temática da identidade racial e a luta contra o racismo, o “Projeto Raízes de Áfricas” realizou na última terça-feira, dia 24, a abertura oficial do “I Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta”.
A próxima etapa do evento acontece em Piracicaba, na segunda quinzena de agosto, possivelmente nas dependências do Salão Nobre "Prof Helly de Campos Melges", que receberá delegações de diversos estados brasileiros.
O encontro em Alagoas teve apoio da Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, se estendendo do dia 24 a 26, no auditório da Casa da Indústria. O ciclo foi uma iniciativa do movimento “Projeto Raízes de Áfricas”.
Estiveram presentes na abertura do encontro, a secretária de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, Marluce Caldas, e a superintendente de Políticas de Promoção da Cidadania e dos Direitos Humanos, Josilene Lira, além do secretário de Estado Defesa Social, Paulo Rubim.
“A partir deste encontro, serão gerados frutos que terão como objetivo fortalecer e multiplicar o movimento no combate ao racismo. Temos que preservar e manter viva a história, a cultura e os valores sociais da identidade racial. A Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos estará sempre de portas abertas”, declarou a secretária Marluce Caldas.
O encontro nacional contou com a participação do Ministério da Educação e Cultura (MEC); Secretaria de Promoção das Políticas para a Igualdade Racial; Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade Racial; Ministério da Educação; Polícia Civil de Alagoas; Secretaria de Estado da Educação e do Esporte; Secretaria Municipal de Educação;Secretaria de Educação de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social; Secretaria de Estado da Defesa Social; Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos; Polícia Militar de Alagoas; Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e faculdades particulares de Alagoas, além de representantes do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e do Coletivo Nacional de Entidades Negras e da ONG Águas Vivas.
A Câmara de Vereadores de Piracicaba esteve presente mediante a atuação do jornalista Martim Vieira Ferreira, que também participou do ciclo de palestrantes, coordenando diversas mesas temáticas, com destaque ao pioneirismo de Piracicaba na implantação de políticas de ações afirmativas, a exemplo da reserva de 20 por cento das vagas para afrodescendentes no serviço público; 40 por cento de participação da comunidade negra na publicação oficial; feriado municipal no dia 20 de novembro, em alusão ao líder negro Zumbi dos Palmares, além de outras iniciativas e programas sociais que evidenciam a comunidade negra piracicabana.
De acordo com a coordenadora do Projeto Raízes de Áfricas, Arísia Barros, o encontro é uma provocação positiva. Na oportunidade foi elaborada a “Carta De Maceió, de 2011 a 2014. Nela, constam as propostas que serão discutidas e apresentadas pela plenária no ciclo nacional.
Arísia Barros informou ainda que a Carta de Maceió será encaminhada para o ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Eloi Ferreira.
“É sempre boa a perspectiva de reunir diversos segmentos sociais no combate ao racismo. O nosso objetivo é trabalhar uma rede que não fique com as ações restritas a Alagoas, mas que ela se estenda para todo o Brasil. A mudança só ocorre quando as pessoas deixam o papel de expectador e assumem o compromissos de fazer a diferença”, acrescentou Arísia Barros.
No primeiro dia de trabalho, a secretária Marluce Caldas participou como moderadora em uma das conferências do evento. A palestra, que foi ministrada por Leonor Araújo (representantes do MEC) e pela vereadora de Aracaju, Rosangela Santana, teve como tema: “As perspectivas políticas para a população negra em 2011 – Ano Internacional dos Afrodescendentes, segundo a resolução A/64/169 aprovada pela Assembleia Geral da ONU - Sansão do Estatuto da Igualdade Racial”.
Na oportunidade, Leonor Araújo abordou a implantação do novo Programa Nacional de Ensino (PNE), que vai orientar as ações educativas no País no período de 2011 a 2020. “A comunidade escolar tem que estar qualificada com a temática das relações étnicas e raciais. Mais de 50 por cento do Brasil é formado por afrodescendentes”, frisou.
Já a vereadora Rosangela Santana aproveitou a temática para apresentar dados sobre a violência contra os negros no Brasil. Segundo levantamento, entre os anos de 1999 e 2005 foram assassinados no País 317.587 pessoas, sendo 118.536 brancas (37,3 por cento ) e 172.626 negras (54,4 por cento ). “É preciso ser feita uma reflexão sobre o tipo de segurança que estamos precisando”, frisou ela.
O II Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta, conforme deliberação da plenária será realizado na cidade de Piracicaba, em São Paulo, na segunda quinze do mês de agosto de 2011.

Fonte:
Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos
 

 

ASPPIR participa de debate sobre igualdade racial em Maceió

A realização do  I Ciclo Nacional de Conversas Negras tem produzido notícias  positivas  para Alagoas nas questões de promoção da igualdade racial

ASPPIR participa de debate sobre igualdade racial em Maceió

 

Representantes da Assessoria de Promoção de Políticas Públicas para a Igualdade Racial (ASPPIR) da Prefeitura de Goiânia participaram do I Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta, evento realizado em Maceió (AL) de 24 a 26 de agosto. A proposta do encontro era a difusão do debate em torno do enfrentamento do racismo estrutural e as consequências dessa política.

 

Segundo Alessandra Macedo, assessora do titular da ASPPIR e representante do órgão no evento o objetivo é fortalecer as discussões e fomentar políticas públicas voltadas para a igualdade racial e os direitos humanos, dando assim continuidade a avanços obtidos durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos exemplos é a sanção do Estatuto da Igualdade Racial.

 

A professora e coordenadora do Projeto Raízes de Áfricas, Arísia Barros, diz que é preciso consolidar movimentos permanentes que combatam todo tipo de ideias, conceitos e preconceitos que interfiram na construção do ideário socioétnico. Segundo Barros, o ciclo de debates funcionou como espaço para o surgimento de novos olhares sobre conceitos velhos e estigmatizantes.

 

O evento contou com a participação de representantes das esferas públicas e privadas de vários estados brasileiros, ampliando a reflexão em torno das ações afirmativas que dizem respeito à igualdade racial. Para a professora Selma Maria da Silva, do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial e coordenadora do Comitê Estadual Etnicorracial da Secretaria de Estado da Educação do Rio de Janeiro é necessário promover e criar condições para que sujeitos historicamente discriminados tenham condições de empoderamento. “É preciso perceber que as nossas diferenças nos tornam cada vez mais iguais”, alerta.

 

A coordenadora-geral da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, do Estado do Espírito Santo, Leonor Franco Araújo, considera que o Plano Nacional de Educação não contempla questões de diversidade. De acordo com ela, poucas pessoas conhecem a Resolução 01/2004 do Conselho Nacional de Educação Conselho Pleno, que defende a temática para todos os níveis de ensino e etapas. “Nós avançamos, mas nossos opositores também avançaram. Dizem agora que nós é que somos racistas. Mas não estamos numa democracia racial porque não temos as mesmas oportunidades.”

 

A ASPPIR aproveitou também sua participação no encontro para divulgar as ações concretas que têm sido realizadas no Município de Goiânia, dentre elas o Selo Milton Gonçalves, o Prêmio Milton Santos e a Feira das Nações. As iniciativas vêm sendo realizadas graças à colaboração, apoio e respaldo do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT).

 

Durante o evento, foi elaborada a Carta de Maceió. O documento será entregue ao ministro Elói Ferreira, em setembro, propondo ações concretas relativas à promoção da igualdade racial entre no período de 2011 a 2014. A ASPPIR foi uma das participantes do encontro a assinar a carta. A assessoria integrará a comissão organizadora do II Ciclo de Debates, será realizado em Piracicaba (SP) em agosto de 2011.


Abraços, Alessandra Macedo.

P.S.: Arísia ao ler esta notícia substitua a palavra evento por encontro...risos. E PALMAS PARA ARÍSIA BARROS.

 

 

O I Ciclo Nacional de Conversas Negras verbalizou as culturas das muitas gentes.

O I Ciclo Nacional de Conversas Negras verbalizou as culturas das muitas gentes, oferecendo uma maior compreensão de nossas próprias naturezas, reinventando nosso senso de pertencimento, a partir da afrobrasilidade.
Com tantas gentes de tantos lugares ficou mais fácil dialogar, encontrar saídas...
O Ailton Ferreira, Secretário de Reparação de Salvador/BA nos contempla com palavras revestidas de poesia que  “imodéstiamente” socializo:
Arizia ou Arísia,
Barro de chão puro
Feita da luta cotidiana.
Obrigado pelos dias de conversas negras e risíveis.
Obrigado pelas noites negras risíveis, alegres e ébrias.
Não deve ser fácil ser você aqui nas Alagoas.
Fico a imaginar, a partir de Salvador, onde também não é fácil.
Você empretece as Alagoas de luz.
Siga em frente clarão.
Siga Zumbi contemporânea.
Caneta em vez de espada,
Mas espada, se preciso for”.
O I Ciclo celebrou caminhos possíveis, desbravou cerrados ligando pontos estratégicos entre o verdejar do sol e o amanhecer das chuvaradas que fez florescer possibilidades no ‘antes’ descampado de pessoas.
O I Ciclo foi um cultivo de interesses e afetos, como nos remete a Sandra Martins, da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial: “Olho no olho, orelha com orelha, ombro com ombro com conversas negras e momentos coloridamente fofos e aconchegantes. Saboreamos as energéticas conversas.”
De longe, lá de Goiás me vem Alessandra Macedo, Secretária Executiva da Assessoria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial/ASPPIR.
Alessandra não mediu esforços para ser presença participativa. Denominei-a “minha assessora de Goiás”.
Fato inesperado: no segundo dia do Ciclo uma surda-muda nos solicitou participação e na falta de intérprete de Libras, Alessandra se dispôs a fazê-lo. Eficiência, afetividade e muito profissionalismo, são adjetivos que descrevem essa mulher que literalmente me troxe o desejo da partilha como símbolo da ancestralidade do continente.
Obrigada Alessandra!
E ainda tem mais...
 

O I Ciclo Nacional de Conversas Negras foi um aprendizado de pessoas.

O I Ciclo Nacional de Conversas Negras foi um aprendizado de pessoas. Pessoas que me chegaram como tiaras brilhantes juntando caminhos.
Com essas pessoas aprendo a ver a amplitude do mundo. Deixo de ser “eu” para ser nós. Uma Comissão Nacional de idéias humanizantes. Ao vivenciarmos um ciclo de conhecimentos estabelecemos a troca de experiências rompemos com o princípio do isolamento geográfico.
Um pequeno grupo formado, por não mais de 20 pessoas, todos politicamente negr@s, independente da cor de pele. Símbolos de resistência.
Um”nós”construindo canoas para atravessar águas, ainda revoltas. O racismo institucional não é beligerante.
Temos ideais comuns.
Revitalizamos-nos com a intimidade da busca. Somos, dentro, de nossas limitações, gentes que compreendem o imperativo do racismo e em uma marcha pausada, buscam a unicidade na igualdade dos direitos constitucionais.
Gentes que investem no futuro: “Depois de tantos projetos e sonhos, o sabor de Maceió ao lado de novos e antigos parceiros... Rumo a Piracicaba”.
Sim além de amig@s nos tornamos parceir@s grita a emoção da Rosa Helena da TV Escola/Programa Salto para o Futuro.
Sim, ainda podemos saltar!
Foi uma emoção estranha conviver com gentes que nos permitem reconhecer a possibilidade de agregar sonhos e partilhar caminhadas reconhecendo a mão estendida como ação de continuidade:
“Tomei um porre de carinho. Um porre de informação, um encontro de idéias e de gente cheia de graça. Volto alimentada e esperançosa. Palmas para Arísia”
Essa é a fala da Schuma Schumaher da Rede de Desenvolvimento Humano/REDEH/Rio.
Palmas para tod@s nós Schuma.
Sem titubear agarramos a oportunidade de sermos mais íntim@s. A humanidade caminha a passos largos para o egocentrismo.
Nosso grito de estímulo durante o I Ciclo foi Palmas!
As mesmas palmas que há mais de 3.000 anos eram usadas para invocar os deuses protetores das artes.
Lançamos um olhar sobre os saberes como mostra do parentesco identitário com Áfricas e o André Santana, do Instituto Mídia Étnica de Salvador Bahia nos diz:
“Em meio a brutalidade do racismo, nós negros, temos criado espaços, momentos de convivência, compartilhamentos, trocas de experiências, dores e alegrias.
O I Ciclo de Conversas Negras confirma a verdade de que nossas conquistas são coletivas e construídas com muitos diálogos, interações e respeito a caminhada individual que muito contribui.”
Invadimos o subsolo dos silêncios cúmplices da nossa histórica invisibilidade.
Continua...

Parte da carga de preconceitos introjectados na infância é alimentada na escola.

Sem cerimônia chega a menina. É pequena e esperta tem uns nove anos.
O sorriso é descampado, dentes cariados enfeitam a ingenuidade de não sabê-los. Tem os cabelos lisos e a pele da democracia racial no Brasil. É morena!
A menina com a desenvoltura da recém-saída infância chega mais perto e pergunta-me arvorando a mão em meus cabelos crespos: Isso é cabelo de verdade?
Tento estabelecer contato e, em movimento contínuo, pego no cabelo da garota afirmando: sim é de verdade, assim como o seu.
Retruca: Não, o meu é bonito. O seu cabelo é feio! Parece mais uma peruca!
O mundo da infância da menina pobre que as políticas públicas de saúde e educação ainda não alcançam transvestiu em discurso a ideologia da separação racista.
Abecedário social: Se preto é feio, cabelo de preto também o é!
Por que cabelo não pode ser simplesmente cabelo?
Somos uma dupla inseparável eu, mulher assumidamente negra e meu cabelo.
Meus cabelos têm muitos fios que enraízam uma história de resistência e me dá identidade plena.
Somos eu e ele cúmplices de uma história de vida construída.
E, me volto para a garota inquirindo sobre a escola. Responde de pronto: estudo na X (escola estadual), no bairro tal. O bairro tal localiza-se entre a trilha da pobreza e exclusão: os "melhorzinhos para direita. O resto para o buraco do nada. É a fartura dos miseráveis. Falta água encanada, escola, posto de saúde, comida na mesa, trabalho para o pai da menina que bebe cachaça-todo-dia.
Pedagogia escolar? É a merenda de leite com chocolate e biscoito doce.
Ousando esticar a conversa indago se em sua escola não tem meninas com o cabelo igual o meu. A resposta chega enviesada pelo discurso ideológico da separação: tem um monte, mas nenhuma delas “é” minha amiga.
E fala com o conhecimento vocacional do apartheid internalizado nos espaços sociais da segunda nação mais negra do planeta.
A menina reflete o olhar social que mutila a positividade da representação negra na geografia dos espaços contemporâneos. O olhar para o cabelo negro é limitante,fragiliza auto-estima.
Segundo estudios@s parte da carga de preconceitos introjectados na infância é alimentada na escola.
Como se dá a sistematização da Lei Federal nº 10.639/03 nos planos de ação das escolas alagoanas?
Se bem administrada a Lei nº 10.639/03 seria instrumento estratégico para que valores estigmatizantes como os que carrega a menina de cabelos lisos, pudessem ser administrados numa pedagogia mais ampla do que ensinar a ler letras e escrever palavras.
A Lei Federal nº 10.639/ 03 antes de chegar a puberdade foi tirada a ferro e fórceps dos espaços estratégicos das escolas alagoanas.
Cometeram o crime de infanticídio com a Lei Estadual n° 6.814/07. Foi posta em túneis de esquecimento.
Entretanto, acreditamos que como o processo nocivo dos quase quatro séculos da escravidão brasileira o elaborado "esquecimento institucional" sofrerá os salutares e esperados estágios de mudanças de lugares. É assim que funciona a democracia.
Ao não criar espaços estratégicos e propícios para desconstruir os estereótipos racistas as escolas alagoanas alimentam a obesidade mórbida do ideal racista que começa na infância.


 

O Documento: Carta de Maceió "Conversas Negras de 2011 a 2014"


Carta de Maceió “Conversas Negras de 2011 a 2014”
Documento referencial do I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”


De 24 a 26 de agosto de 2010, decorridos 122 anos da abolição inconclusa foi realizado em Maceió, AL, o I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”, um espaço de idéias, análises, reflexões sobre as temáticas e políticas referentes a contemporânea situação sócio-política, cultural e econômica da população negra brasileira.
O I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” teve como intento estabelecer conversas universalizantes e marcadas por uma lógica redistributivista, na perspectiva de buscar propostas que garantam o enfrentamento dos desafios impostos por todas as formas de discriminação, com ênfase na discriminação racial, sexismo e lesbofobia.
Temas estratégicos na contemporaneidade foram debatidos buscando um novo desenho das fronteiras cartográficas da afrodescendência investindo e construindo politicamente as perspectivas para 2011- Ano Internacional d@s Afrodescendentes”, instituído pela Assembléia Geral das Nações Unidas.
O I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” representou uma importante oportunidade de reunir lideranças, juntar
vozes do movimento negro nacional, representantes de instituições públicas, universitári@s,professor@s que tratam de questões para promoção da igualdade de gênero e raça refazendo passos da construção coletiva e a participação de sujeitos políticos em prol de uma causa comum:a igualdade de direitos constitucionais no contexto das diferenças étnico-regionais.
A realização do I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” pelo Projeto Raízes de Áfricas, como representação do movimento negro alagoano, na terra negra de Palmares, despertou uma postura favorável e pró-ativa da Câmara Municipal de Piracicaba/São Paulo que tendo como interlocutor o jornalista Martim Vieira Ferreira, enviou convite oficial para que a realização do II Ciclo aconteça em terras piracicabanas, como um projeto de formação e conversas continuadas e de permanente intercâmbio nacional.
E, recordando que a Constituição da segunda nação mais negra do planeta é reconhecida internacionalmente pela valorização à cidadania e aos diretos humanos;
Recordando, ainda, que a segunda nação mais negra do planeta é signatária de diversos tratados, convenções e pactos internacionais de defesa dos direitos humanos e de combate a todos os tipos de preconceito, discriminação e racismo, entre elas a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, ratificada pelo Brasil 1969, O Pacto internacional sobre direitos civis e políticos, ratificado pelo Brasil em 1992, Convenção Americana sobre Direitos Humanos, ratificada pelo Brasil em 1992, da Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Formas Correlatas de Intolerância-Durban/África do Sul em 2001, e inúmeros resoluções nacionais, tais como Resoluções da II CONAPIR em 2009, da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), em 2009, Resoluções contidas na sanção do Plano Nacional para Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais de Educação para as Relações Etnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, Resoluções dos Encontros Nacionais das Mulheres Negras, Quilombolas, Juventude Negra, do Estatuto da Igualdade Racial em 2010, Resoluções da Assembléia do VI Congresso Brasileiro de Pesquisador@s Negr@s em 2010, e buscando dar continuidade as conversas negras fundamentadas em todos os pressupostos acima, nós, a plenária presente no encerramento no I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”, manifestamos a nossa disposição ao diálogo afirmando que é urgente e necessária a ratificação e cumprimento dos documentos citados.
Assim, reiterando o caráter dialógico do I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” e enfatizando que o direito à igualdade é um bem de todos, e, é compromisso do estado, deliberamos e recomendamos pelo:
1-Estabelecimento de mecanismos que subsidiem as políticas públicas para o enfrentamento ao racismo na segunda nação mais negra do planeta;
2-Real implementação do Plano Nacional para Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais de Educação para as Relações Etnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana/Lei Federal nº 10.639:03 nas escolas brasileiras; uma exigência da LDB (Lei de Diretrizes Básicas da Educação Nacional) alterada pelo artigo 26-A.
3- Definição de uma agenda comum entre a Política Etnicorracial e as de Direitos Humanos;
4- Definição de uma agenda comum entre as Secretarias que compõem o Ministério de Educação, para o desenvolvimento de práticas que divulguem e consolidem a Lei Federal n 10.639/03;
5-Ampla divulgação das resoluções do Estatuto da Igualdade Racial, recém sancionado pelo Presidente da República;
7- Desenvolvimento de um conjunto de políticas públicas que possibilitem programas de empreendedorismo sócio-étnico, qualificando e divulgando quadros de profissionais e territórios patrimoniais, como o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga, em Palmares/AL;
6- Por uma política de cultura, comunicação e mídias igualitárias, e não discriminatórias.
Por estas e muitas tantas razões, a plenária presente no encerramento do I Ciclo registra por oportuno a necessidade da realização de audiências públicas com os candidat@s ao cargos da presidência da segunda nação mais negra do mundo, visando com isso a legitimação do discurso político de tratar as diferenças sem transformá-las em desigualdades sociais.

Assinam esta carta:
A plenária presente e
Projeto Raízes de Áfricas- Alagoas
Instituto Mídia Étnica- Salvador/Bahia
Assessoria Especial de Políticas da Igualdade Racial- Goiânia- Goiás
Coletivo de Entidades Negras- CEN/Pernambuco
Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Etnicorracial da Federação Nacional dos Jornalistas/CONAJIRA;
Rede de Desenvolvimento Humano- REDEH- Rio de Janeiro
Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial- COJIRA- Alagoas/Rio de Janeiro/Distrito Federal/São Paulo
Coletivo de Clubes Sociais Negros do Rio Grande do Sul- RS
Secretaria Municipal de Reparação- Salvador/Bahia
Câmara Municipal de Piracicaba- São Paulo

 

Carta de Maceió “Conversas Negras de 2011 a 2014”

A Carta de Maceió “Conversas Negras de 2011 a 2014” documento referencial do I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”, ocorrido de 24 a 26 de agosto, em Maceió/AL reafirma a necessidade de ratificação pelo Estado Brasileiro das resoluções nacionais e acordos internacionais de combate ao racismo.
Construída pela plenária do I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “ Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” marcou o encerramento da atividade,desenvolvida pelo Projeto Raízes de Áfricas/AL em parceria com diversas entidades.
O palco da discussão foi o auditório da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, no bairro do Farol e contou com a marcante presença e participação de diversas representações do movimento negro do Brasil, dentre eles: Instituto Mídia Étnica- Salvador/Bahia, Assessoria Especial de Políticas da Igualdade Racial- Goiânia- Goiás
Coletivo de Entidades Negras- CEN/Pernambuco, Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Etnicorracial da Federação Nacional dos Jornalistas/CONAJIRA, Rede de Desenvolvimento Humano- REDEH- Rio de Janeiro, Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial- COJIRA- Alagoas/Rio de Janeiro/Distrito Federal/São Paulo, Coletivo de Clubes Sociais Negros do Rio Grande do Sul- RS, Quilombo Sesmaria/Mato Grosso,Fundação Afonso Arinos,ONG Águas Vivas, como também representantes de Secretarias de Educação do Estado do Rio de Janeiro/Alagoas/Viçosa/Paulo Jacinto/Atalaia, Escola Paulo Bandeira/SEMED/Maceió, Secretaria de Ciências e Tecnologia/AL, NEAB,UNITINS/EADCentro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, Alunas orientadas da professora Nanci Franco/UFAL/AL, Universitários da FITS, FACIMA, ULBRA, Colégio Nossa Senhora do Amparo,  Instituto Federal de Alagoas,CESMAC,UFAL,Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, Polícia Civil de Alagoas,Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do Rio de Janeiro e Goiânia, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, Secretaria de Educação Especial, Secretaria de Tecnologia, Programa Salto Para o Futuro, Universidade de Mato Grosso, Câmara de Vereadores de Piracicaba/SP , Ministério da Igualdade Racial/SEPPIR, dentre outros
A Carta é o documento norteador para realização do II Ciclo Nacional de Conversas Negras, que acontecerá em Piracicaba, São Paulo, nos dias 25, 26 e 27 de agosto em 2011.
O II Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” surge como projeto de formação e conversas continuadas...

 

Programação do I Ciclo Nacional de Conversas Negras “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta”.

Programação:

1° Dia- Terça-Feira- Dia 24/08/2010

7h00 às 08 horas- Entrega de material
09h0- Composição da mesa:
Execução do Hino Nacional e Hino de Alagoas ao Som do saxofone:
Soldado Lucas Roger- Polícia Militar de Alagoas
Poema: 1912: A diáspora dos deuses- Maurício de Macedo - poeta alagoano
Projeto Capoeira-Arte – Prof. Alex Sandro
Apresentação de vídeo-documentário
9h30- Conferência
“As perspectivas políticas para a população negra em 2011-Ano Internacional dos Afro descendentes, segundo a resolução A/64/169 aprovado pela Assembléia Geral da ONU Sanção do Estatuto da Igualdade Racial”
Conferencistas:
Leonor Franco Araujo- Coordenadora Geral de Diversidade/SECAD/MEC- Estado do Espírito Santo
Rosangela Santana - Professora, vereadora- Estado de Sergipe
Moderação: Marluce Caldas- Promotora e Secretária da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos- Estado de Alagoas
11h00-“A importância da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro em Redenção - Ceará para construção das relações sócio-históricas do nordeste brasileiro com o continente africano,”.
Palestrantes: Andréia Lisboa de Sousa- Doutoranda em Educação na Universidade do Texas/Austin/USA, representante do movimento social negro/Estado de São Paulo.
Carlos Nobre Cruz- formado em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)- Estado de Sergipe
Moderação: Luis Carlos Oliveira- Movimento Social Negro-Estado do Rio Grande do Sul
12h10- Debate Ampliado-
12h50- Pausa para almoço
14h00- Mesa Redonda de Conversas: “Planos para a Lei nº 10.639/03”:
1-“Os Fóruns Permanentes de Educação e Diversidade Étnicorraciais e as Diferentes Possibilidades de Construção de Outros Olhares na Educação Formal”-
Palestrante:
Bárbara Rosa- Técnica de Assuntos Educacionais da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade/Ministério de Educação. Estado de São Paulo
14h20 –Debate Ampliado
Moderação: Rita de Cássia Rodrigues da Silva- Coordenadora de Diversidade Educacional do Estado do Rio de Janeiro
14h40- Relatos de Experiências:
A Experiência Política do Fórum no Sistema Formal da Educação-
Professora Ma Selma Maria da Silva - Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do Estado do Rio de Janeiro
Coordenação da mesa: Coordenadora do Fórum Permanente Educação e Diversidade Étnico-Racial do Estado de Goiás.
Viviane Farias- Fórum Permanente de Educação e Diversidade do Estado do Piauí
15h50- Pausa para flexionar as pernas e colher afro-idéias
16h00- Conversa Especialíssima:
“Deficiência e Negritude” - A deficiência como hiato racial entre negros e brancos.
Palestrante:
Martinha Clarete Dutrados Santos- Diretora de Políticas de Educação Especial da Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação. Estado do Paraná
16h30- Debate Ampliado
Moderação: Simone Marques Menezes- Delegada e Diretora da Academia da Polícia Civil
17h00- Pausa para flexionar as pernas, colher outras afro-idéias e trocar conhecimentos

Duplo Lançamento Literário
I Ciclo Nacional de Conversas Negras
“Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta”.
20h00- Composição da mesa
20h15- Um debate sobre livros, idéias e ações afirmativas
Schuma Schumaher - Coordenadora do projeto Mulher: 500 Anos Atrás dos Panos e da ONG Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh)
Carlos Nobre Cruz- jornalista, pesquisador, professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio e mestre em Ciências Penais (Universidade Cândido Mendes)
Mediação: Leonor Franco de Araújo- Ministério da Educação
21h00- Sessão de autógrafos, seguido de coquetel.
22h00- Encerramento

1- “O negro na Polícia Militar: cor, crime e carreira no Rio de Janeiro” , de Carlos Nobre Cruz é um experiente jornalista, pesquisador, professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio e mestre em Ciências Penais (Universidade Cândido Mendes) R$ 35,00 9 trinta e cinco reais)
"Mulheres Negras do Brasil", de Schuma Schumaher, nascida Maria Aparecida Schumaher é a coordenadora do projeto Mulher: 500 Anos Atrás dos Panos e da ONG Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh) que busca resgatar a participação feminina no Brasil de todas as épocas.
“Mulheres Negras do Brasil”- R$ 100,00 (cem reais)

2º Dia Quarta-Feira- Dia 25/08/2010


Uma Mesa Redonda de Conversas sobre Sustentabilidade:
8h 00- 1- A Tecnologia Social demarcando territórios na CT&I para Sustentabilidade das comunidades de remanescentes quilombolas. 30 minutos
Projeto ganhador do Prêmio Objetivos do Desenvolvimento do Milênio em 2007 e finalista do Prêmio Empreendedor Social 2009 da Folha de São Paulo
Palestrantes:
Nicolau Priante Filho- Diretor Operacional da Cooperativa de Pescadores e Artesãos de 8h 20- Pai André e Bom Sucesso e professor pesquisador da Universidade de Mato Grosso
Aluízio Sarat da Silva- Quilombola Sesmaria Boa Vida Quilombo Mata Cavalo, N. Sra do Livramento – MT-
8h40--A Política Afirmativas de Habitação para as Comunidades Quilombolas /Caixa Econômica/Alagoas. Ana Lília Guerreiro Carneiro- Gerencia de Apoio ao Desenvolvimento Urbano
09h10- Debate Ampliado
Moderação: Jandecy Oliveira/Movimento social/-Instituto Bem-Querer de Arte Cultura/AL
Diálogo Literário I
09h30-- De olho no preconceito: uma análise sobre os personagens negros em livros para crianças e adolescentes-
Profa. Dra. Nanci Franco-Universidade Federal de Alagoas
09h50- Debate
Moderação: Amilton Barreto- Secretaria de Estado da Educação/ Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do estado do Pará.
10h30- Pausa para flexionar as pernas e colher outras idéias
Ciclo de Projetos em Exposição:
10h40-Mulheres Negras construindo seu papel social-
Expositora:
Schuma Schumaher- Pedagoga.Feminista. Coordenadora Executiva da Organização Não Governamental Feminista- REDEH- Rede de Desenvolvimento Humano/Rio de Janeiro
11h00- Tramas Transversais- Um olhar étnico sobre Riacho Doce/AL-30 minutos
Expositora:
Patrícia Mourão- Cineasta. Especialista em turismo. Coordenadora Executiva do Instituto Magna Mater. Coordenadora do Projeto Tramas em Riacho Doce
11h20- Enfrentamento do Racismo Institucional, Defesa e Liberdade Religiosa-30 minutos
Expositor:
Jorge Arruda- Assessor Especial e Comitê Estadual de Promoção da Igualdade Etnicorracial do estado de Pernambuco
11h40-“Emy- a concepção iorubana do universo”, ganhador do 1º Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras, patrocinado pela Petrobras, em parceria com a Fundação Palmares
Expositor: Amilton Barreto- Secretaria de Estado da Educação/ Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do Estado do Pará.
12h15- Debate Ampliado
Moderação: Valdice Gomes- Presidente do Sindicato de Jornalista e da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Estado de Alagoas
12h30- Pausa para o almoço

Diálogo Literário II: Revisitando Essa Nêga Fulô:
14h00-O ponto e o contrapondo do texto literário ou Essa Nêga Fulô, de Jorge de Lima a Oliveira Silveira
Palestrante:
Maurício de Macedo- poeta alagoano, médico-auditor e professor universitário
Debate Ampliado-
14h20- Informes formando opiniões:
Um Diálogo com o Censo/2010: Declare-se: não deixe sua Cor passar em branco
Amilton Barreto- Secretaria de Estado da Educação/ Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do estado do Estado do Pará.
Representante Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/Estado de Alagoas
14h40- Debate Ampliado
Moderação: Rosa Helena Mendonça- TV Escola/Salto para o Futuro- Estado do Rio de Janeiro
15h10- Conversa da Plenária:
Os estados propõem ações públicas para constar na Carta de Maceió- Uma Conversa Negra sobre Diversidade de 2011 a 2014, sob o olhar do Estatuto da Igualdade Racial.
Moderação: Antonio Carlos - Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do Distrito Federal
Selma Maria da Silva – Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do Estado do Rio de Janeiro
18h00- Encerramento

3° Dia Quinta-feira- 26//08/2010

Roda de Conversa para Blogueiros/Blogueiras, Twiteiros/Twiteiras e Afins:
8h00- Instituto Mídia Étnica e do Portal Correio Nagô- 05 anos de atuação na luta pela diversidade étnico-racial na mídia e a inclusão negra no campo das novas tecnologias. André Luís Oliveira de Santana- Instituto Mídia Étnica e do Portal Correio Nagô- Estado da Bahia
Entendendo a importância das redes sociais como mídias alternativas e formadoras de opinião nas eleições de 2010: Blogosfera ,Twitter, Orkut, Facebook
Palestrantes:
8h20- Prof. Antonio Freitas-Pós-Doutor em Comunicação e Educação-Doutor em Ciências da Linguagem-Grupo Comunicação e Multimídia (COMULTI)-Universidade Federal do Estado de Alagoas
8h40- José Wagner Ribeiro- Jornalista/Universidade Federal do Estado de Alagoas
09h00-José Amaral Neto- Jornalista/Uberlândia- Estado de Minas Gerais
Cultura e Mídia Não Discriminatórias e/ou Mais Mulheres Negras no Poder
09h20- Sandra Martins- Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial no Sindicato dos Jornalistas Profissionais- Estado do Rio de Janeiro
09h40- Ailton Ferreira-Sociólogo, especializado em Comunicação, Mobilização e Cidadania pela UFBA/UNEB/UNB-Secretario Municipal de Reparação/Salvador/Bahia
09h50- Debate Ampliado
Moderação: Helciane Angélica- jornalista- Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Estado de Alagoas
09h40-- Pausa para flexionar as pernas e colher outras afro-idéias
10h00-“A Voz das Africanidades Brasileiras no Salto para o Futuro”.
Palestrante: Rosa Helena Mendonça- TV Escola/Salto para o Futuro- Estado do Rio de Janeiro
Moderação: Sônia Maria Farias Azevedo- Secretaria de Estado da Educação e do Esporte- Estado de Alagoas
10h20- Questionando a Conversa:O Brasil é Quilombola?
Projetos para o Desenvolvimento Sustentável dos Remanescentes Quilombolas -
Vera Gomes - Secretaria Especial de Promoção das Políticas para Igualdade Racial
10h40- Debate Ampliado
Moderação: José Wagner Ribeiro- Jornalista/Universidade Federal do Estado de Alagoas
12h00- Pausa Almoço
14h00- Conversando sobre o Estatuto da Igualdade Racial
Sandra Rodrigues Cabral- Ministério da Igualdade Racial
Conversa Construída Coletivamente:
Apresentação dos resultados dos grupos e apresentação da Carta de Maceió Conversas Negras de 2011 a 2014 sob o olhar do Estatuto da Igualdade Racial.
Moderação: Selma Maria da Silva – Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do Estado do Rio de Janeiro
Antonio Carlos - Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do Distrito Federal
18h00- Mesa de Encerramento

 

Oficinas temáticas:
1- As tranças d’Áfricas- Um Diálogo com e sobre os livros afro brasileiros- Facilitadora: Livrarias Paulinas
Dia: 25 de agosto: 08 às 12 horas
Auditório 4º andar
Federação das Indústrias do Estado de Alagoas
Investimento: R$10.00 ( dez reais)
Inscrição: Afroespaço Paulinas- I Ciclo

2- Uma visão multicultural do jeito de viver as histórias infantis de nosso mundo. Da menina bonita do laço de fita às Tranças de Bintou.
Facilitadora: Roseane Ramos Silva dos Santos- Psicóloga Educacional na Equipe Multissetorial da Coordenação de Ensino Especial - COEE/GO/ Membro da Rede Goiana de Pesquisa Interdisciplinar em Educação Especial.
Dia: 25 de agosto: 08 às 12 horas
Auditório 4º andar
Federação das Indústrias do Estado de Alagoas
Investimento:R$10.00 ( dez reais)
Inscrição: Afroespaço Paulinas no I Ciclo
Informações: (82)8815-5794

 

Convite para uma noite de palavras, idéias, experiências e afro-descobertas.

Palavras abrem caminhos agò yagò em nossa língua “brasileira”, por favor. Dá-me licença!
Palavras vestem-se de afro aconchego: adupé! Que na língua africana quer dizer obrigada!
Palavras colecionam idéias e idéias fazem o mundo girar trazendo muita gente, mais histórias experiências juntas.
E para partilhar uma agradabilíssima noite de palavras, idéias, experiências e afro-descobertas temos o prazer de convidá-l@s para o lançamento dos livros:


1- “O negro na Polícia Militar: cor, crime e carreira no Rio de Janeiro” , de Carlos Nobre Cruz é um experiente jornalista, pesquisador, professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio e mestre em Ciências Penais (Universidade Cândido Mendes) R$ 35,00

2-"Mulheres Negras do Brasil", de Schuma Schumaher, nascida Maria Aparecida Schumaher é a coordenadora do projeto Mulher: 500 Anos Atrás dos Panos e da ONG Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh) que busca resgatar a participação feminina no Brasil de todas as épocas.
“Mulheres Negras do Brasil”- R$ 100,00 (cem reais)

 


Dia: 24 de agosto, às 20 horas
Local: Federação das Indústrias do Estado de Alagoas ( Casa da Indústria)
Av. Fernandes Lima, nº 385 Farol
Informações: (82) 8815-5794
Aberto ao público
 

Encaminhamentos a@s moderador@s do I Ciclo Nacional de Conversas Negras.


Car@s,
Inicialmente queremos agradecer o comprometimento de um@ de vocês ao pautar em suas agendas a ação voluntária de participação como moderador@s nas palestras no I Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”, que acontece em Maceió/Alagoas, a partir da terça-feira, 24 até 26 de agosto.
Um voluntariado capaz de estabelecer caminhos possíveis para exaltar as diferenças e celebrar as similaridades.
E agora permitam-me escrever alguns encaminhamentos básicos:
A primeira mediadora será convidada a assumir a mesa pela mestra de cerimônia a jornalista integrante da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do estado de Alagoas, Helciane Angélica.
Ao assumir a mesa a moderadora faz um auto-apresentação sucinta e objetiva, após convida @s palestrantes apresentando um mini-currículo. No término da sua mesa cada mediador@ deverá apresentar a mesa seguinte e assim sucessivamente....
Atentamos que cada moderador@ terá a responsabilidade de monitorar e ajustar a fala d@s palestrantes ao tempo previsto.
Cada palestrante terá exatos 20 (vinte) minutos para condução de suas idéias. É preciso o dinamismo na condução para que não haja extrapolação do tempo.O debate também terá duração de 20 (vinte) minutos.
As perguntas poderão ser formuladas oralmente (com a entrega de crachás à mesa ) ou escritas. É importante priorizar perguntas que tenham a identificação: nome e instituição.
São 20 minutos para perguntas e respostas que cada um de vocês deverá distribuir e monitorar conforme a configuração da mesa.
Os casos omissos neste processo deverão ser resolvidas pel@ mediadora em comum acordo com os palestrantes e/ou plenária.
Acreditamos que a partir da moderação de cada um@ de vocês no I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”, que acontece na terra negra das Alagoas, Zumbi,Aqualtune, a terra de Palmares ficará bem mais fácil dialogar, encontrar saídas para o auto-conhecimento, a troca de experiências.
Ficará mais fácil transformar os caminhos que nos levam a construção de um pais antirracista em uma política afirmativa de cunho popular.
Uma política em que a valorização das culturas gera riquezas humanas: gentes!
Gentes repletas de cores, amores, vontades. Gentes reinventando o senso do pertencimento.
Gentes assim como vocês. Sintam-se em casa!
Obrigada!

Arísia Barros
Coordenadora do Projeto Raízes de Áfricas

 

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