Raízes da África

Cojira-Rio no I Ciclo de Conversas Negras

Maceió (AL) vai sediar o I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou O Que a História Oficial ainda não Conta”, entre os dias 24 e 26 de agosto. A proposta do Projeto Raízes da África, que conta com 150 vagas para inscrições, é fomentar o diálogo e a união de esforços para o enfrentamento do racismo estrutural e suas conseqüências sociais. Além da valorização de atividades acadêmicas focadas na temática do negro no Brasil e do estímulo ao ensino da História da África na rede de ensino pública e privada.
A iniciativa, fruto da interlocução entre o movimento social negro e diversas instituições, dentre elas a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial/Seppir, o Ministério de Educação/Secad, a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Livrarias Paulinas, contará com a participação de atores sociais vindos de várias partes do país. Entre os convidados, a jornalista Sandra Martins representando a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (Cojira-Rio/SJPMRJ).
De acordo com Arísia Barros, coordenadora do Projeto Raízes, “Construir Conversas Negras” é criar possibilidades de reflexão e o redimensionamento da questão estrutural do racismo, “não só nos currículos das escolas alagoanas, mas em todos os espaços formativos na busca da criação de um processo de diálogo que contemple e problematize temas relacionados à discriminação e desigualdades raciais. E, sobretudo, discutir o racismo como violência de caráter endêmico, implantada em um sistema de relações assimétricas, fruto da continuidade de uma longa tradição de práticas institucionalizadas”.
O Ciclo Nacional de Conversas Negras tem como um dos alicerces a transversalidade da Lei Federal nº 10.639/03 – que criou a obrigatoriedade do estudo da África e dos afro-descendentes no currículo escolar – e em Alagoas com a especificidade da Lei Estadual nº 6.814/07, e será aberto a diversas artes que dialoguem sobre pertencimento identitário e nossas histórias afirmativas.

Black August - A inspiração da titulação do I Ciclo Nacional de Conversas Negras:“Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda não Conta” – Black August – tem suas raízes fincadas na década de 1970 na Califórnia, nos Estados Unidos. Este período ficou marcado para a cultura negra, como um mês de grande resistência à repressão e dos esforços individuais e coletivos contra o racismo.
Na época, o movimento, liderado pelo grupo afro-americano Black/New Afrikan Liberation Movement, surgiu das ações de homens e mulheres que se opunham às injustiças contra os afro-descendentes. A repercussão positiva do movimento afroamericano gerou adaptações do Black August à realidade de outros países – como Cuba, Jamaica, África do Sul, França e Rússia – que lutam contra a discriminação e desigualdade racial.

Serviço:
I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou O Que a História Oficial ainda não Conta
Período: 24 e 26 de agosto
Horário: 8h à 18h
Local:Federação das Indústrias do Estado de Alagoas - FIEA.
Av. Fernandes Lima, 385. Ed. Casa da Indústria, auditórios do térreo e 4º andar
57055-902 - Farol – Maceió - AL
Inscrições:e-mails raizesdeafricas@gmail.com, promomaceio@paulinas.com.br
Informações: Tels.: (82) 8815- (82) 8815-5794,8889-0689

 

Líder do Grupo Comulti/UFAL é palestrante no I Ciclo Nacional de Conversas Negras, em Maceió/AL

Líder do Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão Comunicação Multimídia (Comulti/UFAL), Pós-Doutor em Comunicação e Educação-Doutor em Ciências da Linguagem-Grupo Comunicação e Multimídia ,o professor Antônio Freitas será palestrante no I Ciclo de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”, que acontece de 24 a 26 de agosto, nos auditórios térreo e do 4º andar da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas - FIEA. Av. Fernandes Lima, 385. Ed. Casa da Indústria, 5º andar - Farol 57055-902 - Maceió-AL
O Comulti é um Núcleo de pesquisa de Crítica a Economia Política da Comunicação, vinculado ao Grupo Comunicação Multimídia (CNPQ/COS/Ufal)
Na programação do I Ciclo Nacional Freitas abordará o tema: “Entendendo a importância das redes sociais como mídias alternativas e formadoras de opinião nas eleições de 2010: Blogosfera ,Twitter, Orkut, Facebook “, dia 26 às 09 horas.
Sobre o I Ciclo Freitas diz: A iniciativa de levar avante essa importante discussão é muito boa” “

Sobre o I Ciclo de Conversas Negras: "Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”,

Tendo como objetivo estabelecer movimento concentrado de esforços individuais e coletivos para o enfrentamento do racismo estrutural e suas conseqüências sociais, o I Ciclo conta com a parceria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Polícia Civil, Ministério de Educação/SECAD, Ministério da Igualdade Racial, Caixa Econômica Federal, Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, Faculdade Maurício de Nassau Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos,Centro Universitário de Maceió, BRASKEM, Faculdade Integrada Tiradentes, Instituto Federal de Alagoas , Livraria Paulinas , Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social , Secretaria Municipal de Educação e Secretaria de Estado da Defesa Social.
Os interessados em participar do I Ciclo Nacional de Conversas Negras que acontece de 24 a 26 de agosto, das 08 as 18 horas, com certificação de 30 horas já podem se inscrever. As inscrições são gratuitas para a participação nas palestras do I Ciclo. As oficinas temáticas que acontecerão paralelamente ao encontro terão custo de R$ 10,00 (dez reais). Para solicitar a inscrição basta enviar um e-mail com nome,instituição, telefone,endereço residencial e e-mail para raizesdeafricas@gmail.com ,promaceio@paulinas.com.br
As inscrições também podem ser realizadas nas Livrarias Paulinas em Maceió- Rua Joaquim Távora, 71. Tel.: (82) 3201-6400
As atividades vão acontecer nos auditórios térreo e do 4º andar da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas - FIEA. Av. Fernandes Lima, 385. Ed. Casa da Indústria, 5º andar - Farol 57055-902 - Maceió-AL. A programação totaliza 30 horas, com atividades a serem realizadas no período da manhã, tarde e noite (dia 24/08)
Mais informações podem ser fornecidas pelo telefone 8815-5794/8882-2033/8815-9637.
 

2011-Ano Internacional dos Afro descendentes, no I Ciclo Nacional de Conversas Negras

Convidado para ministrar a Conferência com a temática “As perspectivas políticas para a população negra em 2011-Ano Internacional dos Afro descendentes, segundo a resolução A/64/169 aprovado pela Assembléia Geral da ONU e a Sanção do Estatuto da Igualdade Racial” no I Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta “ que acontece de 24 a 26 de agosto em Maceió/AL na Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, o Ministro da Igualdade Racial, Elói Ferreira comentou que: “iniciativas dessa natureza são instrumentos essenciais para a consolidação dos atuais esforços que o Governo Federal e os governos estaduais e municipais, em parceria com o movimento social organizado, vem empreendendo, para reduzir as desigualdades sócio-econômicas e erradicar as discriminações por motivos étnicos em nosso país.”
Complementando a fala o ministro Elói Ferreira afirma que: “Nesse sentido, é um honra e um prazer participar, na qualidade de palestrante, de um encontro com características tão especiais. A Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República – marco histórico na luta por igualdade racial - trabalha para efetivar uma política de igualdade etnicorracial no Estado brasileiro. Nessa caminhada, é sempre uma honra contar com parceiros como Vossa Senhoria.”

Inscrições para o I Ciclo podem ser realizadas na Livrarias Paulinas,em Maceió


Os interessados em participar do I Ciclo Nacional de Conversas Negras que acontece de 24 a 26 de agosto, das 08 as 18 horas, com certificação de 30 horas já podem se inscrever. As inscrições são gratuitas para a participação nas palestras do I Ciclo. As oficinas temáticas que acontecerão paralelamente ao encontro terão custo de R$ 10,00 (dez reais). Para solicitar a inscrição basta enviar um e-mail com nome,instituição, telefone,endereço residencial e e-mail para raizesdeafricas@gmail.com ,promaceio@paulinas.com.br
As inscrições também podem ser realizadas nas Livrarias Paulinas em Maceió- Rua Joaquim Távora, 71. Tel.: (82) 3201-6400
As atividades vão acontecer nos auditórios térreo e do 4º andar da  Federação das Indústrias do Estado de Alagoas - FIEA. Av. Fernandes Lima, 385. Ed. Casa da Indústria, 5º andar - Farol 57055-902 - Maceió-AL. A programação totaliza 30 horas, com atividades a serem realizadas no período da manhã, tarde e noite (dia 24/08)
Mais informações podem ser fornecidas pelo telefone 8815-5794/8882-2033/88159637.


 

Programa Salto para o Futuro participa do I Ciclo de Conversas Negras, em Maceió/AL

Republicado por conter informações incorretas.


Rosa Helena Mendonça exerce o cargo de supervisora pedagógica do TV Escola/Programa Salto para o Futuro que teve início em 1991, em fase experimental, como "Jornal da Educação - Edição do Professor", concebido e produzido pela Fundação Roquette-Pinto, hoje Associação de Comunicação Educativa Roquette-Pinto (ACERP) para atender às diretrizes políticas do Governo Federal, a fim de fomentar programas de Educação a Distância, com o financiamento do FNDE. Em 1992, já com abrangência nacional, passou a chamar-se Um Salto para o futuro. Em 1995, denominando-se Salto para o Futuro, foi incorporado à grade da TV Escola, ocupando uma das faixas da programação do canal.
Doutoranda pelo PROPED/UERJ, Rosa Helena Mendonça confirmou participação no I Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” quando ministrará palestra sobre -“A Voz das Africanidades Brasileiras no Salto para o Futuro”, que acontece as 10h20 do dia 26 de agosto, 2º dia do encontro.
Segundo Rosa: “Salto para o Futuro, programa da TV Escola, canal educativo do Ministério da Educação, tem como proposta a formação continuada de professores. O Salto, como é conhecido entre os professores, conjuga os recursos da Educação a Distância como a utilização de material impresso, recursos tecnológicos como TV, fax, telefone e Internet a momentos presenciais, nas telessalas de recepção organizada, nas quais, com a mediação de um orientador de aprendizagem, os professores discutem e participam com questões que são constituintes do programa.”

Já estão abertas as inscrições para o I Ciclo de Nacional de Conversas Negras
O I Ciclo Nacional de Conversas Negras:”Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” acontecerá nos dias 24 (terça-feira) , 25 (quarta-feira) e 26 (quinta-feira) de agosto, das 08 às 18 horas, na Federação das Indústrias do Estado de Alagoas - FIEA. Av. Fernandes Lima, 385. Ed. Casa da Indústria, 5º andar - Farol 57055-902 - Maceió-AL
O objetivo é estabelecer movimento concentrado de esforços individuais e coletivos para o enfrentamento do racismo estrutural e suas conseqüências sociais.
Para inscrever-se no I Ciclo Nacional basta enviar um e-mail com os seguintes dados: nome completo, endereço, instituição, telefone residencial e celular para raizesdeafricas@gmail.com ou promaceio@paulinas.com.br,com. Cada inscrição será confirmada pela organização do I Ciclo. A certificação do encontro é de 30 horas e as vagas são limitadas.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefones: 8815-5794/8882-2033/88159637.
O I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta” conta com a efetiva parceria de diversas instituições, dentre elas, o Ministério de Educação/SECAD, Ministério da Igualdade Racial, Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Caixa Econômica Federal, Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, Faculdade Maurício de Nassau Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos,Centro Universitário de Maceió, BRASKEM, Faculdade Integrada Tiradentes Instituto Federal de Alagoas , Livraria Paulinas e Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social, para o enfrentamento do racismo estrutural e suas conseqüências sociais e traz como principio o estabelecimento de canais de comunicação entre a população e as instituições locais, incentivando o sentimento de pertencimento étnico e social.
Tendo como um dos alicerces a Lei nº10. 639/03, que criou a obrigatoriedade do estudo da África e dos afro-descendentes no currículo escolar, o I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta”, será aberto a diversas artes nacionais e internacionais que conversem sobre “identidade étnica”.

Com referências de Notas
*Rosa Helena Mendonça - Supervisora pedagógica do programa Salto para o Futuro/TV Escola. 1 Bartolomé Pina. - "Sistemas multimídia". In Para uma tecnologia educacional.
Juana Sancho, (org.). Porto Alegre, ArtMed, 1998.
 

Eles vieram de madrugada e invadiram o terreiro

Socializando  a palavra de Maurício Macedo que denuncia de forma poética  a segregação da religião afrodescendente.

1912 : A diáspora dos deuses*

Maurício de Macedo

Eles são brancos,
se entendem.
A gente não tem nada com isso.
Mas eles vieram de madrugada,
invadiram o terreiro,
destruiram o peji.
Tocaram fogo na palhoça,
bateram na velhinha
até o sangue correr.

A gente não tem nada com isso.
Os políticos,às vezes,aparecem por aqui,
mas a gente não tem nada com isso.
A gente só quer falar com os deuses,
rodopiando o corpo ao som dos atabaques,
sacudindo nos ombros as dores do mundo,
quando o orixá desce
para aliviar o sofrer.

Eles são brancos,
se entendem.
A gente não tem nada com isso.
Mas eles vieram de madrugada
e prenderam nosso pai.
Silenciaram os atabaques
e proibiram os deuses de descer.
E,agora,como vamos agüentar
o peso da vida nos ombros
se os deuses não descem
para aliviar o sofrer?!


*Poema publicado no livro"Esfinge Caeté" (Maceió,ed.Catavento,1999).
 

Uma lição que toda escola deveria aprender

Essa lição toda escola deveria reaprender. Vale  a pena...

O celular de Luciana Landrino tocou às 19h30m do domingo retrasado. Dooutro lado da linha, uma voz perguntou: "Você é a diretora da EscolaJoão de Deus? Gostaria de parabenizá-la." Era a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, que tinha acabado de receber os dados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2009. A escola tirou o primeiro lugar no Estado do Rio na 1ª à 5ª série do Ensino Fundamental, com uma meta prevista para ser alcançada só em 2021. Na terça-feira, Cláudia e o prefeito visitaram a pequena escola da Penha Circular, na Zona Norte, que tem 13 professores e atende 314 alunos daregião, entre 4 e 12 anos. A nota média do Rio foi 4,7-6 é ensino de Primeiro Mundo. A João de Deus-nada a ver com o papa e sim com o poeta português -tirou 7,8, à frente de escolas como Pedro II e CAp. O colégio foi inaugurado em 1992, de forma emergencial, previsto para durar sete anos. É pré-fabricado, com telhado de zinco. Uma caldeira.
Na visita, Eduardo Paes disse: "Vocês deram um show. Tudo o que pedirem vou comprar." Ela brinca: "A lista está sendo tão grande que não acabamos." Na verdade, o sonho maior é a climatização. E a reforma do clube vizinho, que está abandonado, para abrigar atividades.Muito pouco para uma escola campeã.

REVISTA O GLOBO: O que explica o sucesso da escola?
LUCIANA LANDRINO: O índice de aprovação sempre foi bom, mas sentimos que os alunostinham dificuldade de interpretar o que era solicitado.
Sabiam o conteúdo, sabiam fazer contas, mas havia a preguiça de ler. Com isso, erravam a questão. O jeito era estimular a leitura, mas pelo prazer, não pela obrigação. Temos o projeto Gosto pela Leitura. Todo fim de semana eles pegam dois livros, levam para casa e lêem. Depois o professor pergunta se leram tudo e se gostaram, para ver que tipo de leitura agrada mais. Nessa hora, não é cobrado o conteúdo, a
gramática, a interpretação de texto. Temos jornal mural, saraus de poesia, dia da contação de história. Nas paredes da escola, estão expostos os trabalhos. Há também o correio escolar, em que eles escrevem cartas para colegas e professores, e depositam numa caixa de verdade, emprestada pelos Correios.

Foi fácil implantar o projeto Gosto pela Leitura? Tivemos que fazer um
trabalho de conscientização.

No início, os livros estragavam com facilidade. O cachorro comia, o irmão menor rasgava, a chuva molhava. Ou então não eram devolvidos. Hoje não. Descobrimos que eles gostam de poesia. Eles se acham uns poetas. Criamos o Dia do Autógrafo. Os alunos fazem livrinhos em sala de aula e chamamos a comunidade para conhecer seus novos escritores. Nas aulas, trabalhamos autores como Cecília Meireles, Vinicius, Pedro
Bandeira, Machado de Assis. As mães são todas de classes mais baixas? Tenho mãe dentista, advogada. A filha de uma empresária, dona de um jardim de infância particular, ficou três anos com a gente. Ela nos agradeceu, viu o crescimento da filha, que passou a fazer poesia. Essas mães ouvem falar de crianças que saíram daqui e foram para as séries seguintes, onde estão sempre bem classificadas. Tudo isso graças à base que demos. Tivemos um menino que passou para o Colégio Militar e veio aqui todo fardado. Ano passado, oito crianças nossas passaram para o Pedro II e o Colégio de Aplicação, sem cursinho. Os quatro filhos de uma senhora que mora no Morro do Cruzeiro estudaram aqui e estão encaminhados. Jorge Lafond foi nosso aluno.
Pelo Orkut, recebemos mensagem de um ex-aluno, hoje designer da Sony Music.
Vocês têm conseguido reduzir preconceitos, não? Há a mentalidade de que o aluno da rede pública é um coitadinho. Os pais acham que não podem exigir qualidade porque não estão pagando. Ou então aceitam que o resultado do filho seja baixo porque está em escola pública. Temos mudado isso. Também há a idéia, por parte de mães de crianças
especiais (com síndromes e deficiências), de que o filho está ali apenas para se socializar, conviver com colegas, sem condições de acompanhar a turma. Alteramos isso. Temos sete alunos especiais. Um ex-aluno com paralisia cerebral concluiu o Ensino Médio, outra está concluindo. Na escola, faltam professores de informática, quadra esportiva, auditório, ar-condicionado... Mas sobra trabalho, comprometimento,
perseverança, motivação. Não temos computadores nas salas, mas não são eles que vão desenvolver o gosto pela leitura e pela escrita. Estou há 20 anos como diretora (a eleição é de três em três anos e na última, há dois, foi reeleita com 97% dos votos de alunos, pais e professores). Se quiser posso me aposentar ontem, mas gosto do que
faço. Não nos acomodamos com o primeiro lugar. Está todo mundo torcendo: "Ah, agora quero ver." Mas vamos
 

Para que todos nós possamos refletir e reforçar nossa luta diária contra a Discriminação.

Estamos socializando e-mail enviado por Leonor Araújo Coordenadora Geral de Diversidade do Ministério da Educação. Segue:

Palavras de Petronilha Gonçalves ao final do Parecer CNE/CEP 03/2004.
 

 

Estas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, na medida em que procedem de ditames constitucionais e de marcos legais nacionais, na medida em que se referem ao resgate de uma comunidade que povoou e construiu a nação brasileira, atingem o âmago do pacto federativo.
Nessa medida, cabe aos conselhos de Educação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios aclimatar tais diretrizes, dentro do regime de colaboração e da autonomia de entes federativos, a seus respectivos sistemas, dando ênfase à importância de os planejamentos valorizarem, sem omitir outras regiões, a participação dos afrodescendentes, do período escravista aos nossos dias, na sociedade, economia, política, cultura da região e da localidade; definindo medidas urgentes para formação de professores; incentivando o desenvolvimento de pesquisas
bem como envolvimento comunitário.
A esses órgãos normativos cabe, pois, a tarefa de adequar o proposto neste parecer à realidade de cada sistema de ensino. E, a partir daí, deverá ser competência dos órgãos executores - administrações de cada sistema de ensino, das escolas - definir estratégias que, quando postas em ação, viabilizarão o cumprimento efetivo da Lei de Diretrizes e Bases que estabelece a formação básica comum, o respeito aos valores culturais, como princípios constitucionais da educação tanto quanto da dignidade da pessoa humana (inciso III do art.1°), garantindo-se a promoção do bem de todos, sem preconceitos (inciso IV do Art.3°), a prevalência dos direitos humanos (inciso II do art. 4°) e repúdio ao racismo (inciso VIII do art. 4°).
Cumprir a Lei é, pois, responsabilidade de todos e não apenas do professor em sala de aula.
Exige-se, assim, um comprometimento solidário dos vários elos do sistema de ensino brasileiro, tendo-se como ponto de partida o presente parecer, que junto com outras diretrizes e pareceres e resoluções, têm o papel articulador e coordenador da organização da educação nacional.


Leonor Franco de Araujo
Coordenadora Geral de Diversidade
Departamento de Diversidade
Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade - SECAD
Ministério da Educação - MEC
Esplanada dos Ministérios, Bloco L, Anexo I, sala 403
CEP: 70047-900 Brasília - DF
 

Ministério das Relações Exteriores afirma que não houve racismo

No comentário do blog recebemos um desmentido de um funcionário do Ministério das Relações sobre a denúncia de racismo quando o artista plástico do Camarões radicado na Espanha, Boniface Ofogo Nkama teria sido impedido de entrar no Brasil, por ser africano, como convidado a participar de um simpósio cultural .
Abaixo o desmentido:

A afirmação de “… que houve PRECONCEITO COM UM AFRICANO, POR SER
NEGRO E ARTISTA…” é equivocada, merecendo, portanto, não somente comentários.
Todas as informações relacionadas ao controle migratório estão difundidasnos sites governamentais, de forma a evitar transtornos aos passageiros eà fiscalização.
Nesta matéria, o propósito da estada do passageiro no Brasil era de caráter cultural, sendo indispensável portar o visto correspondente conforme determina a lei 6.815/80, veja o artigo 4° e 13°.
Quanto à exigência de vistos estabelecida nos acordos internacionais, o MRE disponibiliza em seu site as devidas informações, onde é possível constatar que apenas os portadores de passaporte diplomático e passaporte oficial têm dispensa de visto para estada até 90 dias, o que, neste caso,não era correspondente.
http://www.itamaraty.gov.br/o-ministerio/conheca-o-ministerio/comunidades-brasileiras/divisao-de-documentos-de-viagem-ddv/regime-de-vistos?searchterm=vistos
Conclusão: Para a organização de eventos no Brasil com participação de estrangeiros,recomenda-se atentar às leis e acordos internacionais vigentes, observando a atividade a ser exercida pelo estrangeiro e sua nacionalidade definida no respectivo documento de viagem.
A tentativa de manipular a opinião pública convertendo a ação fiscalizadora legítima de uma instituição séria, em detrimento de sua moral, idoneidade e credibilidade, com o agravante de induzir a disseminação da afirmação de prática de ato que denota racismo é, ainda, lesiva e ofensiva.“

 

Abertas inscrições para o I Ciclo Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta”

A partir de hoje, 30 de julho, os interessados já podem solicitar a inscrição para participação no I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta”.
Para solicitar a inscrição basta enviar um e-mail com os seguintes dados: nome completo, endereço, instituição, telefone residencial e celular para raizesdeafricas@gmail.com ou promaceio@paulinas.com.br,com. Cada inscrição será confirmada pela organização do I Ciclo. A certificação do encontro é de 30 horas e as vagas são limitadas.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefones: 8815-5794/8882-2033/88159637.
O I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta” que acontece no período de 24 a 26 de agosto, é movimento concentrado de esforços individuais e coletivos para o enfrentamento do racismo estrutural e suas conseqüências sociais e traz como principio o estabelecimento de canais de comunicação entre a população e as instituições locais, incentivando o sentimento de pertencimento étnico e social e nasce de uma interlocução entre o movimento social negro/Projeto Raízes de Áfricas e diversas instituições, dentre elas, a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Ministério de Educação/SECAD, Secretária Especial de Educação/MEC, Ministério da Igualdade Racial, Caixa Econômica Federal, Polícia Civil do Estado de Alagoas, Livrarias Paulinas, BRASKEM, Faculdade Integrada Tiradentes, , Instituto Federal de Alagoas, Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, Secretaria Municipal de Educação, CESMAC, Secretaria da Mulher , Cidadania e Direitos Humanos, Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, dentre outras, e tem como objetivo construir e consolidar movimentos permanentes para a promoção da abolição de idéias, conceitos, preconceitos que interferem na construção do ideário sócio-étnico.
Como também aproximar a sociedade do ideário acadêmico e a academia das conversas negra/sociais e de pesquisas que exploram de forma positiva a etnicidade negra.
Tendo como um dos alicerces a transversalidade da Lei Federal nº10.639/03, que criou a obrigatoriedade do estudo da África e dos afro-descendentes no currículo escolar,em Alagoas com a especificidade da Lei Estadual nº 6.814/07, o I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta”, será aberto a diversas artes que dialoguem sobre pertencimento identitário e nossas histórias afirmativas.

O (Black Agost) Agosto Negro
O (Black Agost) Agosto Negro surgiu na década de 70 na Califórnia, nos Estados Unidos, caracterizando-se como um mês de grande significado para a cultura negra por ser uma data de resistência contra à repressão e de esforços individuais e coletivos contra o racismo.
Na época, o movimento foi comandado pelo grupo americano Black/New Afrikan Liberation Moviment e nasceu a partir de ações de homens e mulheres que lutaram contra as injustiças sobre os afro descendentes.
A repercussão positiva do movimento negro norte-americano originou adaptações do Black Agost à realidade local de outros países - como Cuba, Jamaica, África do Sul, França e Rússia - que enfrentam a discriminação e desigualdade racial.
Construir Conversas Negras é criar possibilidades de reflexão e o redimensionamento da questão estrutural do racismo, não só nos currículos das escolas alagoanas, mas em todos os espaços formativos na busca de criar um processo de diálogo social que contemple e problematize temas relacionados com a descriminação e desigualdades raciais.
E, sobretudo discutir o racismo como violência de caráter endêmico, implantada em um sistema de relações assimétricas, fruto da continuidade de uma longa tradição de práticas institucionalizadas.
 

Reunião de parceiros discute o I Ciclo Nacional de Conversas Negras

1280420389foto1

O Projeto Raízes de Áfricas, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Ministério de Educação/SECAD, Ministério da Igualdade Racial, Caixa Econômica Federal , Polícia Civil do Estado de Alagoas, Livrarias Paulinas, Instituto Federal de Alagoas, Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, Secretaria Municipal de Educação vai realizar de 24 a 26 de agosto, o I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta” e tendo em vistas a socialização e deliberações de providências visando a otimização de realização do I Ciclo aconteceu no último dia 28 de agosto, das 10 às 11h20, no auditório da Livraria Paulinas, reunião preparatória do encontro com as entidades parceiras.
Todos se mostraram extremamente motivados e seguros de que a instituição ao tornar-se parceira do processo cria-se valiosos instrumentos de mobilização social como ação de construção coletiva de novos paradigmas educacionais, dentre eles a Lei Federal nº 10.639/03.
Presente à reunião a Caixa Econômica Federal, representada pelo Sr. Guido José Pereira Palmeira se colocou a disposição da ação, pois segundo ele, a Caixa também tem como missão a interação com o movimento social, frisando que este é o primeiro momento em Alagoas que a Caixa faz parceria com ações para a etnicidade negra alagoana.
A professora e socióloga, Ana Cláudia Laurindo esteve pela Secretaria Municipal de Educação e falou do olhar institucional na busca do fortalecimento desse trabalho coletivo e parceiro entre secretaria e movimento social.Falou ainda da responsabilidade que as secretarias têm de investir na mobilização de profissionais da educação municipal para a participação nesse processo de formação e informação continuada.
Magda Zanotto falou em nome do Instituto Federal dizendo do enorme desafio que é trabalhar a diversidade de forma integradora respeitando as especificidades de cada uma das ditas minorias e que o Instituto já vem iniciando paulatinamente esta caminhada....
O professor Brancildes Galdino representando o CESMAC falou do interesse da instituição acadêmica em se apropriar dos valores temáticos relevantes para a construção do conhecimento integrador.
Os jornalistas Odilon Rios e Flávio Gomes de Barros (Tribuna Independente) ampliaram o debate com um olhar midiático sobre a questão.
Parceira em todos as realizações do Projeto Raízes de Áfricas, a Polícia Civil teve como representante Mary Anne Moura, da Academia da Polícia que relatou os devidos encaminhamentos para a consecução da parceria.
A secretaria de Estado da Educação foi representada pela professora Anabela Nascimento.
Presente ainda o Sr. Amaurício de Jesus, representando a Secretaria da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos.
No decorrer da reunião a coordenadora do Projeto Raízes de Áfricas, Arísia Barros fez explanações sobre as ações em andamento, como também apresentou um breve cronograma da responsabilidade de cada instituição parceira na ação.
Foi apresentado ainda três esboços de leiautes, após vários entendimentos foi escolhido o leiaute em anexo, com proposições de alterações ( já realizadas).
Ficou acordado uma próxima reunião para o dia 03 de julho, terça- feira às 9 horas quando teremos uma nova rodada de diálogos.
Algumas instituições convidadas a entrar na rede da parceria ainda não se pronunciaram positivamente para a efetivação da ação parceira.
No decorre da reunião a coordenadora do Projeto Raízes de Áfricas, Arísia Barros fez explanações sobre as ações em andamento, como também apresentou um breve cronograma da responsabilidade de cada instituição parceira na ação.
Foi apresentado ainda três esboços de leiautes, após vários entendimentos foi escolhido o leiaute em anexo, com proposições de alterações ( já realizadas).
Ficou acordado uma próxima reunião para o dia 03 de julho, terça- feira às 9 horas quando teremos um segundo momento de diálogo no auditório da Livraria Paulinas
O I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta” é movimento concentrado de esforços individuais e coletivos,do movimento social negro, iniciativa privada e diversas instituições para o enfrentamento do racismo estrutural , questões de gênero e suas conseqüências sociais e traz como principio o estabelecimento de canais de comunicação entre a população e as instituições locais, incentivando o sentimento de pertencimento étnico e social.
Tendo como um dos alicerces a Lei nº10. 639/03, que criou a obrigatoriedade do estudo da África e dos afro-descendentes no currículo escolar, o I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta”, será aberto a diversas artes nacionais e internacionais que conversem sobre “identidade étnica”

Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 comercial@cadaminuto.com.br
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 cadaminutoalagoas@hotmail.com