Seminário de Qualificação dos Fóruns de Educação e Diversidade Étnico-Racial Nordeste/Norte acontece em Alagoas.


Nos dias 06 e 07 de maio, o estado de Alagoas, berço de Palmares, recebe cerca de cem participantes, dentre professores, professoras, representantes quilombolas, movimento negro, acadêmicos, etc das regiões Nordeste e Norte, representantes dos Fóruns Permanentes de Educação e Diversidade Étnico-Racial que participam do Seminário de Formação de Representante de Fóruns/2010.
Coordenado pela Secretaria de Educação Continuada Alfabetização e Diversidade do Ministério de Educação e Secretaria de Políticas e Promoção da Igualdade Racial, o Seminário de Formação de Representante de Fóruns/2010 tem como objetivo não só a socialização das atividades,troca de experiências entre estados e regiões, como também a qualificação específica com a criação de uma pauta de atuação conjunta para participação empreendedora de diversos segmentos sociais visando a continuidade das ações de implementação da Lei Federal nº 10.639/03.
Após 7 anos de sancionada a implementação da Lei Federal nº 10.639/03, ainda encontra resistências.
Segundo a Coordenadora Geral de Diversidade (Secad/MEC) Leonor Araújo: “A gente consegue avanços para indígenas, mulheres e deficientes, mas quando chega à questão racial a coisa muda de figura”, afirmou, acrescentando que o Ministério se ressente de um maior envolvimento dos gestores locais de educação e das entidades do movimento negro no processo de implantação da lei. Para ressaltar o quanto este envolvimento é fundamental, ela citou um velho ditado africano: "É necessária toda uma comunidade para educar uma criança”.
Araújo, diz : "Entendemos que os fóruns constituem espaços privilegiados de diálogo do Ministério da Educação nos estados".
Uma das oficineiras do Seminário será Verônica Maia assessora técnica da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.
Os Fóruns Estaduais Permanentes de Educação e Diversidade Étnico Racial surgiram como instâncias para proposição e acompanhamento de políticas públicas, comprometidas com a implementação da temática étnicorracial, de gênero e outros temas correlatos, religiosidades, comunidades remanescentes de quilombos, indígenas e demais povos e comunidades tradicionais, no âmbito da educação, cultura e no processo ensino-aprendizagem em toda a rede pública e privada, de acordo com as alterações da LDB pela Lei n.º 10.639,de 9 de janeiro de 2003, do Parecer n.º 03/04 – Conselho Nacional de Educação –CNE/ Conselho Pleno – CP/ Ministério da Educação e Cultura – MEC, da Resolução n.º 01/04 do Conselho Nacional de Educação, da Lei 11.645, de 10 de março de 2008, do Art. 3º do Decreto 6.040, de 07 de fevereiro de 2007, da Deliberação 04/2006 – Conselho Estadual de Educação – CEE.
O Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnicorracial do estado de Alagoas foi o segundo a ser criado no Brasil e o primeiro do Nordeste.
 

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Nós, da pele preta sabemos das metáforas sociais que nos afogam em um mar de retórica ...

Qual a situação da população negra alagoana na ótica do processo político atual?
Quais os projetos efetivos, com resultados, que ao longo dos últimos anos os/as os poderes judiciários, executivo e legislativo trouxeram como forma de contribuição na busca de um estado não racista e menos excludente ?
Porque, nós dos muitos movimentos negros em Alagoas, não nos apropriamos do desafio coletivo de redimensionar nosso micro-território de atuação, transformando-o em território político na busca de agregar não só nossa vizinhança, mas um maior entorno nas nossas fronteiras pessoais?
Como vamos ser capazes de criarmos outros espaços se somos apartadamente homogêneos em nosso universo de concepção?
É preciso que determinemos um horizonte, um ponto comum onde nossas diferenças possam se encontrar e assim possamos africanizar pontos de vistas.
Precisamos criar novos instrumentos de inteireza que nos traga a percepção da mobilidade étnica, como forma estratégica de estilhaçar o reducionismo dos grupos e descolonizar os caminhos de via única.
Mobilidade étnica que traga consigo o poder de induzir projetos políticos que contemplem grupos historicamente excluídos e subalternizados.
Ao longo do processo construtório do movimento negro enfrentamos inúmeras turbulências e calmarias, quedas e baixas com um objetivo comum a quebra do apartheid social. E agora, porque do nosso isolamento geográfico/social?
Precisamos voltar ao flerte explicito. Flertar como possibilidade da comunicação humana. A palavra feito arte do encontro.
A construção do orgulho negro pede um esforço suplementar e coletivo em nome da dimensão plural. O flerte olho-no-olho é o desafio às nossas diferenças.
Nós, da pele preta sabemos dos altos índices de exclusão a que somos submetidos. E dos estereótipos sociais que nos são atribuídos.
Nós, da pele preta sabemos das metáforas sociais que nos afogam em um mar de retórica plena de sentidos dúbios e armadilhas conservadas em formol.
Nós da pele preta sabemos que somos frutos de uma cultura que produziu riquezas hoje invisibilizada em nome da “democracia racial contemporânea”.
Nós da pele preta sabemos que muitos e diversos traçam um painel de nossa realidade vivida, de acordo com valores e conceitos preconcebidos pelo espaço social no qual estão inseridos e se percebem legítimos em suas teorias.
Legitimidade é viver o cotidiano árido dessa história exclusivista e mesmo assim promover a insubordinação a cultura ideóloga dos colonizadores contemporâneos, de plantão.
Legitimidade é ter a coragem da nossa gente preta que a gerações vem desbravando seus orixás, suas crenças, recontando a história no universo da escola. Leia-se a Lei Federal nº 10.639/03.
As gentes de pele preta somam um percentual quantitativo e qualitativo da população alagoana, entretanto ser muitos e espalhados nos torna vulneráveis e cativos às manobras conceituais e a internalizada miopia do estado político.
Como bem nos ensina a filosofia africana é preciso continuar caminhando, agregando o coletivo como valor dinâmico das novas trilhas...
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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico terá representante da população negra

Reproduzimos o e-mail recebido de Verônica L. O. Maia, assessora Técnica Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR Subsecretaria de Políticas de Ações Afirmativas –SUBAA:
Prezada Arísia,
Já que vocês saíram da Conferência Regional de CT&I peço que divulgue para os acadêmicos que puder. Atualmente não temos dados sobre pesquisadores negros no CNPq, apenas que são muito poucos e que a questão da igualdade racial não se constitui numa linha de pesquisa e nem em uma pauta freqüente na instituição. É preciso colocar mais negros no CNPq.
No I simpósio - A população negra na Ciência e Tecnologia, que foi realizado de 06 a 08 de abril, em Pirassununga pela SEPPIR em parceria com a faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP, tomamos conhecimento de que o prazo para indicação de novos membros para o Conselho Administrativo do CNPq, está em aberto até 30/04/2010.
Nesse sentido gostaríamos de solicitar as professoras, professores, pesquisadoras e pesquisadores aptos a indicarem e serem indicados que atuem no sentido de indicarem representantes da população negra, a fim de criarem maiores oportunidades para a promoção da pesquisa e da Ciência e Tecnologia com inclusão da população negra. Leiam abaixo as indicações que estão no site do CNPq. Basta indicar e os nomes indicados serão apreciados pelo Conselho Deliberativo.

Procedimentos para Indicação de Nomes para a Renovação de CAs do CNPq/2010
Consulta
Está aberto o processo de renovação de membros dos Comitês de Assessoramento (CAs), cujos mandatos terminam até dezembro deste ano, nas áreas relacionadas no Anexo I. Para que essa renovação seja feita, o CNPq considera fundamental a consulta a pesquisadores, associações e sociedades científicas nacionais e entidades atuantes na pesquisa tecnológica e inovação.
A finalidade dessa consulta é ter uma relação de nomes que possam efetivamente contribuir para o avanço da C&T no País e para uma melhor atuação do CNPq.
Escolha, designação e formas de assessoramento
É da exclusiva competência do Conselho Deliberativo (CD) a escolha dos assessores e a duração de cada mandato individual. Assim:
1. o número de indicações não é fator preponderante na escolha de membros dos CAs;
2. serão consideradas também a diversidade de sub-áreas do conhecimento e a distribuição institucional e regional;
3. O CD poderá considerar nomes não indicados pelos consultados;
4. a designação de cada assessor será feita por um período de 2 ou 3 anos, vedada a recondução. Poderá haver nova designação somente após o interstício correspondente ao mandato anterior, e
5. os assessores escolhidos pelo CD serão convidados e nomeados pelo Presidente do CNPq.
Normas para indicação
1. Deverão ser indicados bolsistas de produtividade em pesquisa da categoria I do CNPq ou pesquisadores de qualificação equivalente, excluídos os que atualmente integram os Comitês, cuja relação/composição pode ser encontrada no endereço
http://www.cnpq.br/cas/cas.htm
2. Relacionados com as áreas que estão sendo renovadas, serão consultados:
- pesquisadores 1 constantes atualmente do Programa de Bolsas de Produtividade em Pesquisa do CNPq;
- sociedades científicas e tecnológicas de âmbito nacional, e
- associações civis de âmbito nacional com atuação na área tecnológica e inovação;
3. Ao fazer sua indicação, o pesquisador deverá necessariamente registrar 3 (três) nomes de especialistas, de diferentes instituições, para a(s) área(s) em renovação.
4. O pesquisador poderá indicar nomes para a sua área (caso o mandato de assessores dela esteja a se encerrar) e para as outras que estejam sendo renovadas no mesmo Comitê. Assim, p. ex., o pesquisador de Educação Física poderá indicar 3 nomes não só para a sua área como também 3 para a de Fisioterapia e Terapia Ocupacional e 3 para a de Fonoaudiologia (as três áreas pertencem a um mesmo Comitê e o mandato de seus representantes está sendo renovado) ou o pesquisador de Demografia, que, mesmo não estando o mandato de assessor de sua área em renovação, poderá indicar nomes para a área de Arquitetura (onde está havendo renovação), já que as duas pertencem a um mesmo Comitê. No Anexo I estão relacionadas a Área do Pesquisador, as Áreas que estão sendo renovadas, as quais o pesquisador poderá indicar nomes, e os Comitês respectivos, e
5. As sociedades e associações (Anexo II), aprovadas pelo Conselho Deliberativo (CD) e com seus dados atualizados no Cadastro de Informações Institucionais (CADI) do CNPq (di_atend@cnpq.br), indicarão necessariamente três nomes de pesquisadores, de diferentes instituições, de suas áreas respectivas, podendo também fazê-lo para as outras áreas que estão sendo renovadas pertencentes ao mesmo comitê, quando for o caso.
Obs.: O sistema eletrônico travará o envio on-line da indicação caso não seja atendido o solicitado nos itens 3, 4 e 5 acima.
Como indicar
Para que se proceda a indicação, o(a) consultado(a) deve clicar em:
https://wwws.cnpq.br/sigef_imp/owa/pservicos.entrada?opcao=indicacão
A página de cada indicação estará acessível até que ela seja concluída. Não é permitida a retificação, complementação, nem consulta à indicação já enviada ao CNPq. Caso o pesquisador possa e queira fazer indicações para outra área, deverá reiniciar o processo.

 

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Com todo respeito, Excelentíssimo Senhor Governador, permita-me discordar...


Leio em semanário local entrevista em que Vossa Excelência afirma que (...) criamos programas para fortalecer a cidadania em todas as áreas”.
Com todo respeito, permita-me discordar...
Foi nas Alagoas de um passado recente em que se deu uma das primeiras revoluções buscando a promoção da igualdade humana , lá na Serra da Barriga inchada com a sub-abolição da população negra alagoana.
Alagoas é hoje o segundo menor estado no mapa político do país e o primeiro e maior no Mapa da Violência.
Alagoas é o estado em que o racismo traduzido como desigualdade social seqüestra, cada vez mais cedo, a possibilidade de futuro de milhares de meninos negros. Um seqüestro que silencia vozes e identidades. Eles morrem no presente!
Segundo o Mapa da Violência, Anatomia dos Homicídios no Brasil lançado na terça feira, dia 30 de março,pelo Instituto Sangari, em São Paulo, que analisou dados coletados entre os anos de 1997 e 2007, do Subsistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde, as maiores vítimas da violência no Brasil são os jovens de 15 a 24 anos, negros e pobres.
O estado de Alagoas apresentou o maior crescimento na taxa de assassinatos de jovens entre 1997 e 2007. Passou de 170 mortes em 1997 para 763 mortes dez anos depois (crescimento de 348,8%). O risco segundo a pesquisa de um jovem negro alagoano morrer assassinado é 130% maior do que um jovem não negro.
A violência alcança negros e não negros de uma forma diferenciada, portanto é preciso a utilização de estratégias diferenciadas para combatê-las.
A questão racial não é um assunto único e exclusivo da população negra, porque o racismo não é um problema do negro, mas da sociedade que o estrutura e o dissemina. A violência como conseqüência da discriminação racial é um problema social e deve ser pensada como ação estratégica na agenda dos poderes executivo,legislativo e judiciário.
Um projeto político de governo que pensa o bem comum da população alagoana não pode desconsiderar o fato.
Qual o projeto político do governo do estado de Alagoas para a promoção de políticas voltado à população negra?
Qual o panorama afirmativo que o governo pode traçar das ações e praticas que efetivamente investiram na promoção humana dos grupos historicamente excluídos e subalternizados, dentre eles a população negra?
O pesquisador e sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, do Instituto Sangari afirma que uma das formas de modificar esse quadro é remodelar e investir na educação. “Pela dimensão continental, penso que a nossa estratégia é notadamente educacional. A escola tem um papel muito grande, primeiro porque a própria escola é um foco de violência. E essa violência está, nesse momento, desestimulando os estudos”.
Investir em educação, Excelência, é bem mais do que projetar mudanças. É aglutinar vozes com os diferentes saberes da escola e do entorno desta. Um projeto que gera saber tem que entender o processo histórico das transformações sociais, senão nosso modelo educacional continuará a produzir analfabetos que se evadem da escola para não ter que repetir por infindáveis anos (distorção idade-série) a homogênea cartilha repleta das repetíveis contradições sócio-educacionais.
O analfabetismo em Alagoas Excelência é uma fratura exposta. E o desenho político dessa fratura tem identidade étnica: atinge percentualmente a população de meninas e meninos negros.
Como as escolas alagoanas combatem a violência do racismo? A cultura da paz não se fará se continuarmos a mimetizar o poder tsunami do racismo ou desafricanizar valores.
Em 02 de julho de 2007 o governo de Vossa Excelência sancionou a Lei Estadual nº 6.814/07, entretanto o racismo institucional, a burocracia e a neutralidade estatal blindaram a ação nascida do próprio governo.
Isso é contradição ou retrocesso, Excelência?
Um projeto político de governo precisa se despir das verdades imutáveis e tornar-se receptivo ao desafio de ouvir, de verdade, as demandas sociais.
Quando isso acontece o governo soma com o povo que o elegeu como interprete de um coletivo de idéias.
Em outro momento da entrevista Vossa Excelência afirma que para reconstruirmos(...) foi preciso tirar Alagoas da lista negra do governo federal.
O estado negro de Zumbi, Excelência, possui  uma extensa e afirmativa lista negra de homens e mulheres que apesar dos efeitos colaterais da sub-abolição compartilham  saberes com a história contemporânea.
O Palácio República dos Palmares, atual sede do governo, conta essa história.
Cidadania em todas as áreas Excelência é criação  de acessos  eoportunidades sociais  para que grupos historicamente excluídos se tornem sujeitos do próprio destino.
 

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Carta de Recomendação dos Grupos Historicamente Excluídos e Subalternizados

Nos dias 15 e 16 de abril, o estado de Alagoas foi sede da Conferência Regional Nordeste de Ciências, Tecnologia e Inovação, etapa anterior à Conferência Nacional, que acontecerá em Brasília, no no período de 26 a 28 de maio.
A Conferência aconteceu no Centro de Convenções e Exposições Ruth Cardoso e congregou mais de 500 representantes dos estados do Nordeste, dentre cientistas,pesquisadoras,pesquisadores,professoras, professores,estudantes,representantes dos movimentos sociais,de diversas instituições locais e nacionais e teve como objetivo aprimorar as discussões sobre desenvolvimento científico e as possíveis inovações para adequá-lo as diversas especificidades da região Nordeste.
Participamos da Conferência Regional como representante do movimento social negro e evidenciamos a urgente e necessária democratização da Ciência na criação de oportunidades mais efetivas para esse segmento da população.
Ao participamos de oficinas temáticas fizemos sugestões e as elencamos em uma carta de recomendação que foi entregue à mesa de encerramento.
Diante do consenso da plenária a carta de recomedação foi integrada aos documentos finais da Conferência Regional de Ciências, Tecnologia e Inovação e será assunto de debate, em Brasília, no período de 26 a 28 de maio, na Conferência Nacional.


Nós, representantes dos estados do Nordeste aqui reunidos na Conferência Nordeste de Ciência, Tecnologia e Inovação, que acontece na cidade de Maceió-AL acreditamos que é de fundamental importância reunir, em um mesmo ambiente o universo do mundo acadêmico,instituições governamentais e sociedade civil visando a troca acumulativa de saberes com o propósito de inovar a formação e desenvolvimento da cultura da ciência que agrega e visibiliza os mútiplos e diversos contributos sociais.
Partindo do pressuposto de que a ciência deve ser uma ferramenta a serviço do bem estar comum, propomos ao Ministério da Ciência e Tecnologia e a todos órgãos com legitimidade e competência no processo de, ao inovar, promover ações diferenciadas, um olhar mais abrangente com ações profícuas e que possibilitem a eficiente inclusão dos grupos historicamente excluídos e subalternizados, dentre eles negros e indígenas.
Em recente pesquisa negros são números qualitativos no diagnóstico da exclusão digital.
Recomendamos, ainda a efetivação de nos próximos editais a inclusão de propostas de pesquisas cientificas que possibilitem autonomia e impacto real na qualidade de vida,da sociedade, com as especificidades dos grupos historicamente excluídos.
Recomendamos a elaboração de um maior número de editais de Cooperação Internacional com os países africanos de língua portuguesa estabelecendo um processo de cooperação com estes países refletindo sobre as políticas da exclusão sócio-histórica da população negra.
Recomendar aos editais voltados para as populações tradicionais (comunidades quilombolas, religiões de matriz-africana, etc.) o retorno dos resultados obtidos, visando o fedebeck social.
Recomendar aos Institutos Federais de Educação Ciência e Tecnologia, os antigos CEFETS o cumprimento determinado pelo Ministério de Educação para inclusão da educação anti-racista prevista na Lei Federal nº 10.639-03, que garante o estudo da história de África e dos afro descendentes no currículo escolar de todas as áreas do conhecimento.
Por fim afirmamos que pensar ciência é repensar paradigmas na promoção da real inclusão da sociedade.
 

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É verdade, aconteceu em primeiro de abril.

Em 1º de Abril de 1964 a liberdade do povo brasileiro foi seqüestrada. Um golpe militar tirou do poder presidente João Goulart e exilou os direitos civis da população. A ditadura instalou-se no Brasil.
Ditadura é o centralismo do poder. É a imposição da lei da chibata.
O território brasileiro viveu durante 21 anos sob o jugo ditatorial do regime militar: centralismo e exílio da liberdade. Aprisionaram a democracia!
O Brasil entrava no estágio da involução. Censurou-se o direito a vida.
O 1º de abril de 2010 marca em Brasília, Capital Federal da República, o encerramento da Conferência Nacional de Educação, que apesar de um rasgo de autoritarismo que a memória remeteu ao período da ditadura militar, foi um momento ímpar para o movimento social brasileiro, com ênfase para o movimento negro.
O rasgo do autoritarismo na Conferência ocorreu quando durante a leitura do regimento interno um oficial de justiça da Capital Federal da República entregou à mesa-coordenadora um recurso do Judiciário “solicitando” evacuação do auditório em que os trabalhos estavam sendo realizados, com ameaças de que caso não ocorresse em tempo hábil haveria sérias conseqüências.
A coordenação da mesa pressionada pressionou a plenária que por sua vez apressou a aprovação do regimento que foi atropelado pela pressão da justiça.
Alguém explica?!
Em 1º de abril de 2010, no processo da Conferência Nacional de Educação, em Brasília, Capital da República, inúmeros e inúmeras representantes do movimento de afirmação da diversidade promoveram outra revolução: a reinterpretação coletiva da subalternização, segmentação e das muitas espécies de violências perpetradas pelos grupos dominantes em nome da universalização do ensino.
Em 1º de abril de 2010, no processo da Conferência Nacional de Educação diversos representantes do movimento social negro, (Alagoas presente!) dos fóruns permanentes de educação étnicorracial, quilombolas do território brasileiro sublinharam ,reafirmaram-se como grupo de resistência à ditadura hegemônica da cultura eurocentrica do segundo país mais negro do planeta e esboçaram novos paradigmas para um sistema nacional de educação articulado com a diversidade étnica e especificidades da população brasileira.
Promovemos uma articulada e dialogada Marcha do Povo Negro pela Liberdade contra uma guerra civil não-declarada no Brasil: o racismo institucionalizado.
Em 1º de abril de 1977 Ernesto Geisel, na epóca presidente do Brasil, fechou o Congresso Nacional e impôs um conjunto de medidas arbitrárias, que ficaram conhecidas como "Pacote de Abril”.
O Pacote de Abril de 2010 traz em si uma história vibrante que contém como base referencial os direitos civis da população brasileira como organismos vivos e busca traduzir a realidade dos princípios democráticos. E que venha a Lei nº 10.639/03!
46 anos após o golpe de 64 o Congresso Brasileiro tem em suas mãos a missão de garantir, ao legitimar juridicamente no Plano Nacional de Educação, o contexto das reformas propostas, dentre elas, as da militância social resgatando a consciência da educação ao reafirmar na história da escola contemporânea as liberdades individuas e coletivas reconhecendo a luta de todos os povos ,como estruturante ,para a conquista da democracia brasileira.
Cabe ao Congresso Brasileiro dá um verdadeiro golpe contra a historiografia ideológica da segregação, preconceito e da discriminação racial.
O 1º de abril de 2010 da Conferência Nacional de Educação abre um universo de possibilidades para que movimentos sociais negros e não-negros passem a perceber a importância da força impulsionadora da sua articulação interna como víeis prático para a mobilização popular em torno das nossas questões.

 

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Sutilezas do Racismo em Escola Pública

Publicamos a carta de uma professora carioca que se permite caminhar estabelecendo para si  a concepção crítica e cidadã de que toda  equidade social deve ser baseada no respeito às diferenças. Será que fatos como o relatado pela professora ocorrem nas escolas de Alagoas?

Relato de uma professora, a respeito das sutis práticas racistas de uma escola carioca.


"Denuncio, lamentando, as práticas racistas sutis, porém profundamente perversas e danosas à construção da identidade negra de jovens alunos e alunas no interior da escola.
A Escola que deve ser o lugar onde a pluralidade habita e as identidades devam se projetar de maneira afirmativa envoltas em respeito e dignidade. Não é bem assim que as relações raciais se dão neste lugar.
Nesta semana uma “importante” (sic) professora de português do ensino médio do CP II estava de posse da lista de nomes do(a)s aluno(a)s que não tinham devolvido o livro da série anterior para pegar o livro da série atual. A professora comunica aos aluno(a)s que está com a lista negra do(a)s aluno(a)s que não devolveram o livro. A professora foi questionada por uma aluna sobre o uso da palavra negra e responde “reparando” “ironicamente” dizendo: a “lista afrodescendente” afirmando que assim seria politicamente correto.
Este fato ofende e ofendeu jovens estudantes que tem consciência racial e ainda tem que ter aula com uma professora que demonstra profunda falta de respeito a negros e negras.
É lamentável ver uma professora que é especialista em análise de discurso praticar tal ato, pois esta sabia muito bem o que estava dizendo, sabendo bem o emprego e significado da palavra negra neste contexto.
Lamento pelos alunos e alunas que tem que se educar na defensiva. A sala de aula que deveria ser o espaço do direito e respeito às diferenças étnico-raciais não é assim que se apresenta.
Lamento ser nesta escola – CP II – uma escola federal que não aplica, que ignora o teor da LDB alterada pela Lei 10639/03, que é um mecanismo pedagógico para o combate ao racismo e ampliação da democracia.
Lamento pelos alunos e alunas não negro(a)s que continuarão naturalizando práticas racistas pela deseducação promovida pela professora.
Lamento que no espaço educativo não se promova o combate ao racismo e a igualdade racial e infelizmente acentua traços de uma escola de formação velha, conservadora, elitista e racista.
Lamento mais ainda que as ações de desrespeito praticadas pela professora não parem por aí. Ela costuma pintar as unhas com a logomarca do seu partido, exemplificar atividades com alusões a sua militância partidária e informar aos alunos(as) sobre o site do seu partido. Isso é assédio, não é democrático pois só ela fala, não há diálogo, não existe a preocupação em saber se jovens alunos e alunas também participam de militância político partidária ou não e como eles se sentem. Mas como tudo é educativo, para o bem ou para o mal, este fato serve como exemplo de como a militância do partido da referida professora opera no coletivo, com ações bastante antidemocráticas e racistas!
Lamento não haver um amplo debate sobre ações afirmativas no interior desta escola, pois ainda no ensino médio, um professor – homem branco – afirma que se fosse prestar exame vestibular hoje, ele pegaria sol e se autodeclararia negro, pois o objetivo é obter a vaga. Com esta declaração o professor branco estimula o estelionato acadêmico, PASMEM!!!!!
Chamo atenção para que esta equipe do ensino médio tenha mais cuidado com o que apresenta aos seus alunos e alunas, nossa juventude. Educação não é vale tudo.
Estamos e estaremos atento(a)s e acompanhando a juventude negra do Colégio para fortalecê – los para o enfrentamento ao racismo institucional, para o combate a discriminação racial na escola e na vida."

Glorya Ramos
Professora


 

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Pretos ainda são hóspedes incômodos na seara dos "morenos”.

Política é arte, portanto deverá ser exercida como tal.
Política é arte de governar com a percepção de que o discurso político é uma costura do tecido social alinhavado com as diversas produções humanas .
Política é a ciência da mobilidade social das histórias humanas no contexto do estado.
A arte da política contemporânea é um permanente ensaio de projetos hegemônicos que excluem, esfacelam possibilidades humanas. E, eleição após eleição continuamos permitindo...
O discurso da política contemporâneo imprime, com a conivência popular,uma invisibilidade escrava para “problemas” menores.
Pretos ainda são hóspedes incômodos na seara dos” morenos”.
Apesar dos 120 anos da sub-abolição e do longo período de discriminação racial no país, somado aos números da desigualdade,pobreza material e mortandade dos negros atropelando o processo de uma “segunda abolição”, o discurso sobre o racismo continua a ser minimizado pela “neutralidade” eurocêntrica da ótica miscigênica da pobreza.
Ser pobre é cartão postal para a teorização dos muitos cientistas políticos que vêem a desigualdade social do Brasil como fruto da escassez econômica do povo . E ponto final!
Precisamos entender que a “pobreza” de políticas públicas para a população negra/e/ou populações historicamente marginalizadas e subalternizadas é uma forma de explicitar o pensamento social-coletivo da democratização dos espaços, ou como se dá relação de igualdade entre diferentes.
Fazer política é bem mais do que transitar no cômodo território do discurso paternalista de “acabar” com a pobreza, engessando-a a programas assistencialistas.
“ A gente não quer só comida. A gente que comida, diversão e arte.” Arte de ser pessoa. Ter identidade. Ser história.
A política do bom combate aniquila com o estado mínimo.
E por falar em cotas: Quantos negros existem nos parlamentos dos ‘morenos’?
Fazer política é ter a capacidade de avaliar, criteriosamente, como o conjunto das propostas e ações de uma candidatura pode contribuir para agregar o bem estar da coletividade como riqueza social.
A arte da política quando bem exercida torna-se uma ciência. A ciência construtora da equidade social a partir das diferenças humanas.

 

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O Festival da Palavra é uma ação estatal que merece aplausos

A força-motriz do Festival foi a palavra. Cantada ou escrita fez-se verbo. Protagonista de histórias. Na verdade o I Festival de Artes e Cultura dos Servidores Públicos do Estado de Alagoas, ocorrido em 19 e 20 de março  foi um terreno adubado de brotos. Talentos hibernando entre papéis obrigações. Ponto de entrada e saída. Com a vírgula agregando arte , o som da música e as possibilidades...
Iniciativa singular da Secretaria de Estado da Gestão Pública (Segesp),o Festival da Palavra trouxe a visão inovadora do despertar de talentos na criação de pontes de diálogos entre servidoras/servidores e o estado.
Uma ação estatal que realmente merece aplausos!
Parabéns a toda equipe da Segesp responsável pelo Festival
Com o conto Passagem ficamos entre os dez finalistas na categoria palavra escrita do Festival da Palavra. Ei-lo:


O tempo a seguia enroscando-se nas varizes estouradas de seu corpo. O tempo fazia-lhe sombra , como uma vida emprestada.
Tivera uma vida difícil -pensara consigo-pontilhada de dores, sonhos, amores partidos ao meio. Já fora jovem um belo espécime de mulher. Bonita, feliz.
O sorriso amarelado espalhou-se pelo rosto das lembranças que inquietas saltavam-lhe dos pensamentos.
Já fora mais ousada quando o amor lhe chegara com a força das ondas arrebatando os dias iguais atirou-se nos braços da paixão esquecendo a ponderação uma característica tão sua.
O companheiro, antes príncipe encantado estava migrando da vida. A morte já traçara o atalho de chegada.
O sangue explode dentro das veias do marido, o coração espreguiça-se e arma cadeira de descanso, mas o homem insiste em permanecer vivo. Dia após dia contrariando o prognostico médico abre os olhos e a olha com um amor desmedido.
Ela olha os olhos dele e chora. Choro de cansaço, impotência. Noites inteiras ao pé do leito. A primeira chuva da madrugada fazem-na despertar para o cheiro do orvalho anunciando mais um desafio transposto.
Vai ao banheiro do quarto de hospital molhar o rosto e espantar a tristeza. Expõe-se na frente do espelho. Conta as rugas, inúmeras... O espelho puxa lembranças..
Muitos o chamam de mestre. Mestre na arte de moldar ferro e fazê-lo objetos de arte. Mestre na arte do sorriso solto, no conquistar fregueses. É funileiro. Passeou pela vida moldando ferro.
Houve um tempo que a vida deles merecia uma bela moldura de futuro. Futuro que lhe trouxera uma carrada de filhos. Nove. Diferentes. Impenetráveis.
A dor inquieta incomoda a faz chorar calada para não espantar a certeza do companheiro. Pensa o quão difícil é ser gente grande, adulto. Revê a juventude assoprando palavras aos ouvidos emparedados pela idade. O companheiro partirá mais cedo ou mais tarde.
Chora.
Chora a relação adormecida. O amor que virou costume e tornou-se compreensivo. A mulher enlaça braços do mudo desespero do homem naufrago que apela por socorro. Um bote para evitar o afogamento- pensa ela.
É a experiência do outono quando as folhas desprendem das árvores para renascer na próxima estação. Ela sente falta do calor aconchegante do sol.
O sol tem o poder de aquecer a alma da friagem da tristeza.
Pensa em rezar, entretanto as palavras do salmo preferido se escondem na mente. Esquecimento.
O correr dos anos deixara a sensação de cansaço. Estava se sentindo exausta. Tornara irmã-siamesa do companheiro e após a partida- se pergunta- o que fará com o vazio de não ter a outra parte?
Senta na soleira do mundo esperando a dor se aclamar.
E amanhã é outro dia!

 

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Henrique Cunha por ele mesmo

Segue o currículo mais expressivo de uma das grandes militâncias negras na academia brasileira

QUEM SOU EU?

Quem seguir a seqüência de artigos e sites realizados na proposta poderá perceber que as minhas propostas não são de hoje e fazem parte de uma vida de militância nos movimentos negros. Eu sou neto de militantes do movimento negro, nossa família esta neste movimento desde 1904. Entretanto fiz carreira profissional e acadêmica como engenheiro eletricista, formado pela USP em 1975. Hoje leciono tanto na engenharia elétrica, na pós-graduação a disciplina de Planejamento Energético e na graduação Introdução a Engenharia Elétrica, como também na Faculdade de Educação, na pós-graduação as disciplinas de Cultura Brasileira e de Etnia e Gênero na perspectiva dos Afrodescendentes. Estou orientado seis mestrados e doutoramentos em Educação na atualidade com temas relevantes a população negra. Já orientei mais de 30 mestrados e doutoramentos, em educação e engenharia elétrica. Nós implementamos desde 1999 uma linha de pesquisa em Sociopoética e Relações Étnicas, dentro do eixo de Movimentos Sociais, Educação Popular e Escola. Leciono também na graduação em pedagogia a disciplina de História dos Afrodescendentes. Ajudei a formar um dos grupos importantes em relações étnicas e educação do Brasil.
Como experiência internacional fui professor do Instituto Politécnico de Lorraine – Nancy – França. Também fui professor da Universidade de São Paulo – USP. Fui engenheiro e pesquisador do Instituto de Pesquisa Tecnológicas do Estado de São Paulo. Fui consultor do Instituto Nacional de pesquisas Espaciais – INPE. Fui professor Visitante e Conselheiro Externo da Universidade de Guiana – Guiana. Fui acadêmico visitante do Centro de Africana Studies de Cornell – USA. Fui bolsista de pós-doutoramento do DAAD, da Alemanha na Universidade Técnica de Berlin, em 1985. Sou, desde 1995, Professor Titular (cargo docente final da carreira das universidades brasileiras) concursado pela Universidade Federal do Ceará. Tenho também o Titulo de Livre Docente da Universidade de São Paulo em 1994 (grau acadêmico por concurso realizado depois do doutoramento com defesa de uma segunda tese).
Participei do movimento docente da Universidade de São Paulo e fui diretor da Adusp (Associação Sindical dos Docentes da USP) no período de 1987 – 1988.
Participei em 2000 da Coordenação das nove Conferências da Fundação Palmares de preparação para a Conferência Mundial Contra o Racismo de Duban – 2001 – África do Sul. Estive na nesta Conferencia Mundial de Durban na condição de assessor da CPLP, organismo reconhecido pela ONU.
Tenho como um dos interesses de trabalho os problemas da educação e desenvolvimento sustentável das comunidades de quilombo, e o da educação matemática e de ciências nos bairros de maioria negra. Sou um dos fundadores da Associação de Pesquisadores Negros em 2000. Sou também fundador do Núcleo de Consciência Negra na USP em 1988. Participei de diversos grupos e jornais do movimento negro brasileiro. Hoje sou membro diretor do Instituto de Pesquisa da Afrodescendência – IPAD – Brasil. Sou também membro do NUPE – Núcleo Negro da UNESP para Pesquisa e Extensão. Sou também membro do NACE, Núcleo de Africanidades Cearense. Como escritor, participei do inicio do Quilombo Hoje literatura tendo publicado em 15 dos livros destes 32 anos Cadernos Negros. Sou autor de Tear Africano, livro de contos da Editora Selo Negro. Tenho outros livros e capítulos de livros tratando da educação da população negra.
Na Conferência Nacional de Educação - CONAE – 2010 fui delegado de representação nacional do movimento negro.
 

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