Transformar a Gerência Étnica Racial em apêndice de Diretoria da Diversidade não é amplitude. É retrocesso!


Estamos em Brasília na Conferência Nacional de Educação como Delegada por Indicação Nacional para representar o Movimento Negro do Estado.
A iniciativa da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial em assegurar a participação do movimento negro e quilombola na Conferência Nacional legitima um espaço prioritário para inserção da Lei nº 10.639/03 e nos permite agregar pessoas e processos na produção e informação da história como a partilha do aprendizado mútuo com inúmeras possibilidades de construir um outro olhar sobre a realidade da população negra.
É uma conferência buscando a afirmação da diversidade, revelando lacunas nas quais o racismo estrutural torna-se protagonista.
Em pleno domingo participamos de uma reunião com representantes da etnicidade negra, visando a participação de diversos estados para estabelecer estratégias de atuação na CONAE 2010 que acontece de hoje, domingo 28 de março a 1º de abril no Centro de Convenções Ulisses Guimarães. Desse encontro também participaram delegados do Movimento Negro indicados para a CONAE pela SEPPIR
No inicio do processo civilizatório brasileiro a escravidão e o extermínio do povo preto foi a forma mais extrema e cruel do racismo .
Nos espaços contemporâneos o racismo estrutural é a forma mais invisível do racismo, que age de forma invisível, não menos cruel,restringindo espaços de oportunidades,isolando conhecimentos.
Transformar a Gerência de Educação Étnico Racial em apêndice de uma Diretoria de Diversidade não é amplitude. É retrocesso!
A Gerência de Educação Étnico-Racial fruto da Lei Delegada nº 43, de 28 de junho de 2007 tinha/tem um caráter sócio-pedagógico.
A Gerência de Educação Étnico-Racial pensava a educação de uma forma dinâmica e comprometida com uma realidade mais igualitária e justa.
A Gerência de Educação Étnico-Racial possibilitava um diálogo participativo e produtivo com cerca de 40 municípios dos 102 que compõem o cenário de Alagoas.
A Gerência de Educação Étnico-Racial foi assunto de pauta na Câmara Federal em 2004, quando ainda era Núcleo Temático. Pauta positiva.
A Gerência de Educação Étnico-Racial fez de Alagoas referência nacional da implementação da Lei Federal nº 10.639/03 e na sanção da Lei Estadual nº 6.814/07.
A criação da Gerência foi modelo no país e outros estados copiaram a receita. A ação deles continua. A ação da Gerência está com os dias contados.
A Gerência de Educação Étnico-Racial conseguiu envolver 70% das escolas alagoanas na compreensão de um projeto político-educacional que contemple a diversidade cultural e étnico-cultural.
A Gerência de Educação Étnico-Racial realizou em menos de quatro anos 33 Encontros Afros Alagoanos de Educação - Alagoas era o único estado do Brasil a oferecer formação permanente e continuada em diversidade étnico-racial.
A Gerência de Educação Étnico-Racial promoveu encontros sócio-educativos em espaços marginalizados ( presídios, unidades prisionais de internação feminina).
A ação da Gerência de Educação Étnico-Racial possibilitou por unanimidade, a escolha da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas pelo Conselho Nacional dos Secretários de Educação para ser a representante do mesmo, no Grupo Interministerial, criado pelo Ministério da Educação, para a implementação da Lei nº 10.639/03. Era a única Secretaria de Educação do Brasil a fazer parte do referido grupo. ( agosto 2008).
A Gerência de Educação Étnico-Racial estabeleceu parceria acadêmica com os embaixadores de Moçambique, Cabo Verde, Angola, Cônsul de Guiné Bissau e a Comissão dos estudantes africanos da Universidade Federal de Alagoas.
A Gerência de Educação Étnico-Racial mais do que um cargo de comissão em disputa era/é a afirmação política do movimento negro na educação, e esse mesmo movimento assiste estático e silencioso o rolo compressor do corporativismo estatal esmagar um exercício de revisão referencial da geografia do povo preto na história da escola.
A extinção da Gerência de Educação Étnico-Racial é racismo estrutural, com a conivência de tantos e muitos doutores/doutoras que exploram a temática a exaustão e depois pregam o conhecimento na parede.
A extinção da Gerência de Educação Étnico-Racial é um grande equívoco político.

 

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Ser branco no Brasil é ter privilégios, já dizia uma mestra da geração

Era um corpo perplexo jogado na calçada. Um ser humano demolido da sua dignidade. Nos olhos lágrimas estupradas pela intolerância humana. Na roupa surrada pela ação do tempo, o apartheid da pandemia social de “sempre” vê-lo por entre olhares de soslaio da desconfiança secular. Na pele o crime perfeito: era/é negro!
Espalhados ao chão os produtos que havia comprado. Ao lado a nota fiscal. Acusaram-no de roubo. Pessoas ao redor se afastaram anônimas temendo o envolvimento com “problemas alheios”.
Homens transvestidos de autoridade abusavam da posição golpeando a auto-estima de um outro homem. Pessoas anônimas tornavam-se invisíveis e esquivam-se de “ver”. Era/é um homem negro, pobre e morador da favela. Veredicto: culpado!
Era/é um homem negro, pés sujos, roupas pinceladas com tintas do tempo, morador de uma das grotas de Maceió, com sangue escorrendo do nariz. E uma nota fiscal nas mãos.
O homem chorava, enxugando as lágrimas em mangas de camisa: Eu não sou ladrão! Só porque a gente é pobre eles acham que podem bater - completava com a alma combalida.
As “autoridades” justificavam a prática da violência arbitrária atribuindo a vitima, a “culpa” por desafiar o movimento da demarcação de espaços sociais.
Onde já se viu um morador da grota, pobre e negro com dinheiro para pagar compras? Na sutileza da memória humana, negro e pobre está associado à lógica do escravismo, da subalternidade, da dependência de outrem. São as cadeias invisíveis e históricas do preconceito que segregam e expelem o que não é igual.
Na lógica das “autoridades” de plantão isonomia é sinônimo de salário, nada a ver com princípios de igualdade humana.
Uma das autoridades abusadoras ainda afirmava: “Eu” ia lhe dar uma cesta básica e você vem aqui se alterar!
As benesses do poder.
O homem negro, pobre e maltrapilho chorava. A nota fiscal na mão.
Em nome de uma fictícia “segurança coletiva” o bom senso foi atropelado pela aceitação universal e tácita : até provar o contrário negro é sempre culpado.
A isso daremos o nome de segregacionismo social.
Ser branco no Brasil é ter privilégios já dizia uma mestra da geração em que o saber explodia na convivência diária e não em oficinas metódicas e emparedadas em conceitos não revisitados.
O homem negro, pobre e maltrapilho que chorava foi lesionado por ser homem negro, pobre e maltrapilho.
Ou o homem foi execrado porque era pobre?
Também!
 

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Zezé Motta prestigia Encontro Etnicidades Brasil, em Alagoas

A militante negra, atriz, cantora e Superintendente de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Estado do Rio de Janeiro, Maria José Motta de Oliveira, conhecida como Zezé Motta participa em Alagoas do IV Encontro Etnicidades Brasil: “Todos os Perfis. Todas as Áfricas e todos os Brasis na Palestra de Zezé Motta”, que ocorrerá nos dias 19 e 20 de março.
O IV Encontro Etnicidades Brasil, uma realização do Projeto Raízes de Áfricas, traz como patrocinadores as Secretarias Estaduais de Comunicação e Educação, a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Faculdade Maurício de Nassau, Polícia Civil e Instituto Magna Mater e tem como objetivo promover uma intervenção substantiva no silêncio social estrutural que estimule o canto coletivo da igualdade compromissada com o entendimento dos valores sócio-étnicos, identificando lembrando, discutindo, refletindo e associando ao 21 de março- o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial,novas possibilidades de discussão e apreensão entre os pares e os ímpares sujeitos sociais,da afro-alagoanidade, que revise o passado na intenção de compreender o presente.
O IV Encontro Etnicidades Brasil: “Todos os Perfis. Todas as Áfricas e todos os Brasis na Palestra de Zezé Motta”,consta de uma extensa programação, entre palestras,entrega de comenda, almoço empresarial e o Show Divina Saudade , em homenagem a cantora Elizeth Cardoso

Sobre Zezé Motta.

A artista é uma das fundadoras e Presidente de Honra do “CIDAN” Centro Brasileiro de Informações e Documentação do Artista Negro, que existe desde 1984. Zezé é também pela segunda vez Diretora Social da SOCINPRO (Sociedade Brasileira de Administração e Proteção de Direitos Intelectuais), Superintendente da Secretaria Estadual de Igualdade Racial do Estado do Rio de Janeiro, atuante em programas comunitários e mestre de cerimônias. Atenta ao que acontece no país e no mundo exerce atividades extras, estimulando a formação de novos talentos e defendendo a classe artística.
Zezé Motta buscou sempre e continua buscando ampliar o espaço dos negros.
Nascida em Campos, cidade do norte fluminense, logo aos dois anos de idade veio para o Rio de Janeiro, onde passou a estudar em um colégio interno. Um dia, levada pelas mãos de Maria Clara Machado, foi como bolsista, fazer um curso de teatro no Tablado, e começou a se interessar pela arte de representar. Em 1967 já estava profissionalizada.
Como atriz, ZEZÉ MOTTA tem carreira fulgurante. Sua estréia no teatro se deu em 1967, com “Roda Viva”, sob direção de José Celso Martinez Corrêa e, desde então, participou do elenco de importantes peças como: “Fígaro, Fígaro”, “Arena conta Zumbi”, “A Vida Escrachada de Joana Martine e Baby Stompanato”, em 1969; “Orfeu Negro”, em 1972, e “Godspell”, em 1974, entre outras. (do site oficial da atriz)

O Quê? IV Encontro Etnicidades Brasil: “Todos os Perfis. Todas as Áfricas e todos os Brasis na Palestra de Zezé Motta”.
Quando:19 e 20 de março
Inscrições limitadas :solicitar pelo e-mail negrasnoticias@yahoo.com.br
Informações: (82)8815-5794/8855-1930

 

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Como promover a igualdade racial se no Brasil a essência da liberdade é estrangulada pela estruturação social na perspectiva racista?

Como promover a liberdade sem igualdade?
Liberdade sem igualdade é sinônimo de desigualdade. Desigualdade rima com exclusão. Exclusão é a promotora da paralisia e incorpora o silêncio da consciência social. Paralisia é imobilidade humana. Imobilidade humana é deficiência no princípio de igualdade.
Em 1960 o exército da cidade de Johanesburgo, capital da África do Sul, executou no bairro de Shaperville, sessenta e nove, dos vinte mil negros que lutavam pela essência particular do ser livre, o direito de ir e vir.
69 negros foram assassinados e mais 186 outros ficaram feridos. Homens negros que lutavam pela independência de ser simplesmente humanos, na revolucionária insubordinação à submissão escravagista.
Em memória à tragédia, a ONU – Organização das Nações Unidas – instituiu 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.
Segundo o artigo I da Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial "Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra”.
No Brasil o 21 de março ainda convive com o racismo colonizador que aprisiona a idéia da identidade étnica que cruza com a questão da decomposição da igualdade para a partilha das diferenças.Se o Estado brasileiro fosse guiado pela política da promoção do bem comum legitimaria um padrão de justiça social.
A liberdade e a igualdade quando somadas geram equidade. Uma fórmula simples assim.
Como promover a igualdade racial se no Brasil a essência da liberdade é estrangulada pela estruturação social na perspectiva racista?
Qual o significado do 21 de março para um povo que após 122 anos de abolição ainda vive sub-representada na estrutura sócio-político do Estado brasileiro?
 

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Mulheres negras trazem na alma a geografia da luta delineada pela fome voraz da conquista. Sem fronteiras!

Mulheres negras têm fome plural. A fome por uma cidadania completa, verdadeira. Cidadania carregada de dignidade e oportunidades igualitárias. Cidadania que cotidianamente é estuprada pelo racismo metódico e intransigente.
Mulheres negras exigem muito mais do que uma cidadania ficcional.
Mulheres negras contemporâneas buscam a partir da geração de uma memória visceral, a legitimidade de ser pessoa, no país encrespado por uma miscigenação utópica.
Mulheres negras vão bem mais além do universo internalizado da mucama, da negra boazuda, da mulher parruda e de tantos outros axiomas sociais. O Brasil consolida imagens reprodutoras de uma existência colonizadora, de uma a sociedade eurocêntrica e de relações pessoais de submissão: Õ essa nega fulô!
Mulheres negras trazem na alma a geografia da luta delineada pela fome voraz da conquista. Sem fronteiras!
Mulheres negras vivem grávidas da experiência que combina existência humana com resistência. Resistir a dura e rígida hierarquia da sociedade escravista, machista e patrimonial.
Mulheres negras são guardiãs de segredos ancestrais!
Somos mais de 41 milhões de mulheres que se auto-declararam negras, aproximadamente a metade da população negra brasileira é composta de mulheres.
O registro da pele preta é o renascimento da consciência étnico-político de um gênero muitas vezes sem rosto, inominável, com traços semi-invisíveis, coadjuvantes no protagonismo social, subalternizadas no universo feminino.
Mulheres negras são mais fortes que seus destinos traçados na cartilha das perversas teorias do eugenismo social.
Mulheres negras são sinônimos de ruptura e antônimos das muitas e diversas possibilidades humanas.
Mulheres negras ainda são donas de uma cidadania inconclusa.
Esse é o caráter mal disfarçado do racismo brasileiro nos cem anos do dia internacional das muitas mulheres.

 

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É inaceitável, que o pensamento dos Senhores de Engenho se expresse em atitudes no Parlamento Brasileiro.

Em nome de uma cultura de gênero em que direitos e oportunidades sejam iguais , socializamos a Carta de Repúdio das Conselheiras e Conselheiros do Conselho Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - CNPIR

Carta de Repúdio

Nós, Conselheiras e Conselheiros do Conselho Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - CNPIR vimos através desta, repudiar a opinião expressada pelo excelentíssimo senador da república sr. Demóstenes Torres, Presidente da Comissão de Constituição Justiça e Cidadania do Senado Federal, no seu pronunciamento durante a Audiência Pública no Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF), no dia 03 de Março de 2010, que analisava o recurso instituído pelo Partido Democratas contra as Cotas para Negros na Universidade de Brasília.
Na oportunidade o mesmo afirmou que: as mulheres negras não foram vítimas dos abusos sexuais, dos estupros cometidos pelos Senhores de Escravos e, que houve sim consentimento por parte destas mulheres. Na sua opinião: Tudo era consensual!. O Excelentíssimo Senador da República Demóstenes Torres, continua sua fala descartando a possibilidade da violência física e sexual vivida por negras africanas neste período supracitado. Relembra-nos a frase: Estupra, mas não mata!!!.
O Excelentíssimo Senador Demóstenes aprofunda mais ainda seu discurso machista e racista, quando afirma que as mulheres negras usam de um discurso vitimizado ao afirmarem que são as vítimas diretas dos maus tratos e discriminações no que se refere ao atendimento destas na saúde pública. Que as pesquisas apresentadas para justificar a necessidade de políticas públicas específicas, são duvidosas e que nem sempre são confiáveis, pois podem ser burladas e conter números falsos.
Enquanto o estado brasileiro reconhece a situação de violência física e sexual sofrida pelas mulheres brasileiras, criando mecanismos de proteção como a Lei Maria da Penha, quando neste ano comemoramos 100 anos do Dia Internacional da Mulher, o excelentíssimo senador, vem na contramão da história e dos fatos expressando o mais refinado preconceito, machismo e racismo incrustado na sociedade brasileira. Por isso, vimos através desta carta ao Povo Brasileiro repudiar a atitude do excelentíssimo senador Demóstenes Torres.
Ao tempo em que resgatamos a dignidade das mulheres negras e indígenas, que durante a formação desta grande nação, foram SIM abusadas, foram SIM estupradas, foram SIM torturadas, foram SIM violentadas em seu físico e sua dignidade. Aos filhos dos seus algozes, o leite do seu peito, aos seus filhos, o chicote. Não nos curvaremos ao discurso machista e racista do Senador! É inaceitável, que o pensamento dos Senhores de Engenho se expresse em atitudes no Parlamento Brasileiro.

Brasília, 05 de Março de 2010.

 

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Um convite para quem está na lista.

A Fundação W.K. Kellogg convida lideranças e organizações do movimento negro, professores, lideranças políticas, pesquisadores, gestores, sociedade civil para a reunião "Discutindo a sustentabilidade da causa da equidade racial no Brasil", que acontecerá no dia 13 de março, sábado, das 08 às 17 horas, no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas.
A reunião é mais esta etapa do Programa de Equidade Racial e Inclusão com o propósito de promover a devolutiva dos dados e a informação dos avanços da programação do mapeamento inicial de organizações, lideranças, políticas e iniciativas no campo da equidade racial. A pesquisa utilizou de uma metodologia participativa contribuindo para comunicar a proposta da Fundação W.K. Kellogg e realizar o mapeamento para orientar a programação e a construção do mecanismo. Em Alagoas o mapeamento ocorreu em 06 e 07 de julho de 2009.
O objetivo do Programa de Equidade Racial e Inclusão da Fundação W.K. Kellogg é apoiar a construção de um mecanismo de apoio à sustentabilidade da causa da equidade racial no Brasil.
Para garantir um momento de devolutiva ampliada, o Projeto Raízes de Áfricas, articulador local da reunião "Discutindo a sustentabilidade da causa da equidade racial no Brasil", convida pessoas e representantes de instituições participantes da primeira etapa do mapeamento e outras pessoas interessadas na temática para ampliação do conhecimento como instrumento de estímulo a produção de trabalhos científicos e processos inovadores que propulsionem a pesquisa e o desenvolvimento sustentável da comunidade negra.


LISTA DE PARTICIPANTES ALAGOAS

NOME                                         INSTITUIÇÃO
1 Adalberto Tavares                           UFAL
2 Admar Gomes Estudante               IAENE
3 Adriana F. H. Lira                       Comunidade Sabalongá
4 Alessandra Bertulino                       E. E. A. T.
5 Allex Sander                              Pastoral da IBP
6 Álvaro José de Oliveira                 IFAL/CEFET-AL
7 Ana Cristina dos Santos            Com. Tabuleiro dos Negros
8 Ana Margareth                                 AMUNEAL
9 Ana Paula Quintella                          SEADES
10 Ana Paula Santos                          SEADES
11 Anderson da Silva                          Associação
12 Antônio Carlos dos Santos                SEFEN
13 Antônio Nascimento                       Fund. Kellog
14 Aristéia Nascimento da Silva          SEMED – Campo Alegre
15 Brenda O. M. S.
16 Caroline A. Toledo                          SEMCDH
17 Cássia Nicândio                             ANAJÔ
18 Ciléia da Silva E. M. Pedro Calmon  /Viçosa
19 Clara S. Fernandes                         NEAB/UFAL
20 Cláudia Puentes                               FADE
21 Claudiano dos Santos Castro          Ass. Quilombola
22 Cremilda Ermínia Máximo                APM
23 Daniel Barros M. S. (Manoel S.)
24 Dayse Karoline P. Andrade              Sec. da Mulher
25 Dênio Pereira                                    ESAMC
26 Denison Costa                                Quilombo/Capoeira
27 Eliseo Lopes                                    SEMCDH
28 Emílio Quilombola
29 Eriton                                           Abaça de Angola Oyá-Balé
30 Eudson S. Santos                                NEAB
31 Fatumata B. Djelo                                 UFAL
32 Feme Yara R. da Silva                Ass. Afro Brasileira Ofá-Omi
34 Flaubert Torres .                                    Viçosa
35 Flora Regina Costa                                  SEE
36 Francisco M.                                         Agnus Dei
37 Givanildo de Lima                                   AHBT/BSA
38 Hallbate Barbosa Crima                           UFAL
39 Helciane Angélica S. Pereira               Cojira/ANAJÔ
40 Helcias Pereira                                         ANAJÔ
41 Heloisa Lima de Carvalho                 Esc. Alberto Torres
42 Irani Neves                                     GEERG/SEE/AL
43 Ismael N. D. Gomes                                 UFAL
44 Jacira Maria dos Santos                             APM
45 José Ferreira Santana
46 José Leonardo SESI
47 José Sandro Santos                        Quilombo Tabuleiro dos Negros
48 José Wagner UFAL
49 José Xxx.                                           Associação de Quilombos
50 Joseane Gomes da Silva                          Agrucenup
51 Joselene A. Lima                                 Secretaria da Mulher
52 Karinne Dantas                                            SEMCDH
53 Kátia
54 Kelly Maria                                                       CUFA
55 Larissa Lima Pessoa Veiga                           SEADES
56 Léa Alves Martins                            Secretaria Municipal de Educação
57 Linderberg Farias                                             Agnus Dei
58 Luzenida Santos                                    Comunidade Sabalongá
59 Margarida Félix da Silva                  Comunidade Paus Pretos Quilombola
60 Maria Aparecida N. da Silva                   SEMED – Campo Alegre
61 Maria Graciela da Costa Cá UFAL
62 Maria José da Silva Santos              Movimento de Lésbicas de M. Dandara
63 Maria Ieda da Silva                             Comunidade Sabalongá
64 Maria Lúcia da Silva                            E. M. São José/Viçosa
65 Maria Neide Vítor Silva                        Esc. Est. Maria Amália
66 Maria Quitéria Pereira Matias                Associação
67 Marilene Luiz Santos                            Campo Alegre
68 Marilene Machado de Araújo              Sec. Mun. de Marechal Deodoro
69 Marinete Andrade SMCDH
70 Maristela Pozitano MOVPAZ/              Maceió Voluntário
71 Nadja Cristina da Silva Dias
72 Newman Kátia O. do Nascimento       Escola Moreira e Silva
73 Rabelo                                                  Pref. Viçosa
74 Roberval Souza                                   CUFA-AL
75 Rodrigo Mero S. da Silva                     IFAL/CEFET/AL
76 Rosália Santos                                     A. S. S. Q. S. T. A.
77 Rosário de Fátima da Silva                  NEDER/SEMED
78 Roseane M. Lima Silva                         CUFA-AL
79 Sannhab Cá Manuel                              Esc. Téc. S. Bárbara
80 Tainá Puentes                                        UFPE
81 Tatyana A. Carvalho                              Sec. da Mulher
82 Tereza Nelma                                      Câmara dos Vereadores
83 Thácia Simone                                      Comunicação Viçosa
84 Tatiane Santos                                      Unegro/Muzenza
85 Valdice Gomes                                      Sindjornal/Cojira
86 Vânia Carlos da Silva                            Esc. Est. Maria Amália
87 Vicente Rodolfo Cezar                           IF/AL
88 Vilma da Silva Aldeia Wassu Cocal
89 Veronildes R. da Silva                            (Mãe Vera) Abaça de Angola Oyá-Balé
90 NÃO DÁ PRA LER NOME
91 Wedna Miranda                                       SEMCDH/AL
92 Zenaide de Almeida                                 Ag. Cultural
 

 

 

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No sítio do Picapau Amarelo todos os negros são escravos, descobre o menino-leitor do alto dos seus dez anos. Com licença Seu Lobato!

A escola deveria ser um grande porto/porta para um mundo novo repleto de sons, cores e experiências cotidianas.
Mais do que caminhos, a escola deveria também apontar atalhos que desemboquem em trilhas de recomeço.É assim que se constrói novos mundos.
Os exercícios escolares bem que poderiam ter o ritmo contagiante de quem ensina e de quem aprende. Ritmo marcado pela cadência da legitima troca de saberes.
A escola é um lugar de transformações. Na teoria e na prática.
É certo e mais que urgente que a escola estabeleça um consenso entre o “certo” e o “errado”, refletindo sobre o interesse individual e coletivo.
O nome escola deveria rimar com encaminhamentos e possibilidades. As possibilidades da igualdade entre diferentes. A alquimia da mudança.
Escola é bem mais do que a soma de números que estabelecem a quota que aprova e a outra que massacra os diferentes tempos de aprendizagem.
Se escola é troca porque só reprova aluno/aluna?
Escola é o espaço das muitas linguagens, de muitos e diversificados sujeitos sociais. Identidade e alteridades.
Escola é referência para a construção de identidade. Descobertas!
No sítio do Picapau Amarelo todos os negros são escravos, descobre o menino-leitor do alto dos seus dez anos. Com licença Seu Lobato!
Um bom ensinamento para a escola é ensinar o "saber do fazer" ou o "fazer-sabendo". Como a conta dos nove fora ou o “somos diferentes, mas merecemos direitos iguais”.
Tia, porque dói tanto ser negro? Pergunta outro menino da escola.
O que responde a escola?
 

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Estratégia de Mudança: Equidade Racial e Inclusão Social no Estado de Alagoas.

Em 2008 a Fundação Kellogg iniciou o Programa de Equidade Racial e Inclusão Social no Nordeste com o propósito de construir um mecanismo de sustentabilidade da causa. Para a implantação da programação foi desenhado um modelo que articula diferentes ações em três fases como estratégia de mudança.
No final de 2009 várias metas da primeira etapa da programação foram alcançadas: o mapeamento realizado pelo CEAFRO, o desenvolvimento de idéias por meio de contatos reuniões, seminários e articulações com outros doadores, apoio a projetos estratégicos, elaboração de um programa de capacitação/formação de lideranças e fortalecimento de organizações do movimento negro. Todos estes processos desencadearam novos processos de continuidade.
Um dos objetivos mais importantes desta fase foi o de iniciar a criação de uma ambiência para a construção do novo mecanismo. Neste período foi constituído o Comitê Programático com o papel de assessorar a programação e a responsabilidade de construir o novo mecanismo reunindo e agregando todas as contribuições geradas no processo de desenvolvimento de idéias, do qual o mapeamento ocupa lugar central; o Comitê Financeiro responsável pelo aspecto financeiro da constituição do mecanismo, no âmbito da FUNDEP, também já esta em funcionamento.
O CEAFRO foi a instituição responsável por realizar em 2009 o mapeamento de organizações, lideranças, políticas e iniciativas no campo da equidade racial nos nove estados do Nordeste. A pesquisa utilizou de uma metodologia participativa contribuindo para comunicar a proposta da Fundação e realizar o mapeamento para orientar a programação e a construção do NOVO MECANISMO. Um dos compromissos assumidos durante o mapeamento foi a devolutiva dos dados e a informação dos avanços da programação.
Para dar os passos que devem articular a primeira fase da programação com as fases seguintes e atender os compromissos assumidos durante o mapeamento, estamos organizando uma série de reuniões, em cada um dos Estados do Nordeste.
No estado de Alagoas, o Projeto Raízes de Áfricas, sob a coordenação da professora Arísia Barros é o articulador/responsável para promover a mobilização de lideranças, organizações do movimento negro e sociedade civil em todas as fases do processo.
No Estado de Alagoas os trabalhos serão desenvolvidos na programação do II Encontro Etnicidades Nordeste: Promoção da Igualdade Racial em Alagoas: Teoria e Prática, sob a coordenação do Projeto Raízes de Áfricas.
Aos participantes será entregue um CD com o relatório do Estado e o Relatório geral do CEAFRO.

Serviço: I

I Encontro Etnicidades Nordeste: ‘Promoção da Igualdade Racial, em Alagoas: Teoria e Prática”
Dia: 13 de março 2010
Local: Auditório Antônio Cansanção -Federação das Indústrias do Estado de Alagoas- Av. Fernandes Lima, 385-Farol( a confirmar)
Informações e Inscrições: 8827-3656/8815-5794
Será servido almoço aos participantes
Inscrições limitadas. Não haverá inscrições no dia do II Encontro.

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Sueli Carneiro, uma das ativistas mais importantes do movimento social negro brasileiro participa, no Mês da Mulher, do II Encontro Etnicidades Nordeste.


Sueli Carneiro é uma das ativistas mais importantes do movimento negro brasileiro. Filha de uma ex-costureira e de um ferroviário é dona de uma negritude ativista e empreendedora. Feminista e intelectual, Doutora em Educação pela Universidade de São, fundou o Geledés - Instituto da Mulher Negra, primeira organização negra e feminista independente de São Paulo e atualmente faz parte da Coordenação Executiva da instituição.
*Sua militância política faz parte do cenário espacial, político e geográfico do movimento social negro contemporâneo
Sueli Carneiro é pioneira. Criou o único programa brasileiro de orientação na área de saúde específico para mulheres negras. Semanalmente mais de trinta mulheres são atendidas por psicólogos e assistentes sociais e participam de palestras sobre sexualidade, contracepção, saúde física e mental na sede do Geledés.
Sueli Carneiro é Literatura. Foi uma das biografadas na Coleção Retratos do Brasil Negro,da Editora Selo Negro: Biografias, Diários, Memórias e Correspondências, tendo Rosane da Silva Borges como autora.
Doutora em Filosofia da Educação, Sueli Carneiro tem mais de 150 artigos publicados em jornais, revistas e livros e é organizadora de três obras. “Seus textos traduzem o engajamento político, a critica conseqüente e a polêmica externa e interna aos movimentos”, conclui Rosane, a autora da biografia.
Dia 13 de março, Sueli Carneiro participa do II Encontro Etnicidades Nordeste: “Promoção da Igualdade Racial, em Alagoas - Teoria e Prática”, coordenado pelo Projeto Raízes de Áfricas, sob patrocínio da Fundação W.K. Kellogg e Federação das Indústrias do Estado de Alagoas.Durante o II Encontro Etnicidades Nordeste a Fundação W.K. Kellogg e o Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO da Universidade Federal da Bahia (UFBA) CEAFRO.

O Que é o II Encontro Etnicidades Nordeste: “Promoção da Igualdade Racial, em Alagoas - Teoria e Prática”.

Dia 13 de março de 2010, a Fundação Fundação W.K. Kellogg e o Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO da Universidade Federal da Bahia (UFBA) CEAFRO, com a articulação local do Projeto Raízes de Áfricas e apoio da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas e Polícia Civil estarão apresentando às lideranças locais, professores, pesquisadores, acadêmicos, gestores e profissionais e interessando na temática, o resultado do mapeamento das ações de promoção para a Equidade Racial e Inclusão em Alagoas, (abordagem de implementação da LEI Federal nº 10.639/03), como também a troca de experiências e idéias para a construção de Marco de Referência, mecanismo de apoio à sustentabilidade da causa da Equidade Racial, como resultado da pesquisa participativa realizada em julho de 2009. O mapeamento surge como instrumento de estímulo a produção de trabalhos científicos e processos inovadores que propulsionem a pesquisa e o desenvolvimento sustentável da comunidade negra alagoana.
Sueli Carneio faz parte do Comitê Programático da ação conjunta.


Serviço: II Encontro Etnicidades Nordeste: ‘Promoção da Igualdade Racial, em Alagoas: Teoria e Prática”
Dia: 13 de março 2010
Local: Auditório Antônio Cansanção -Federação das Indústrias do Estado de Alagoas- Av. Fernandes Lima, 385-Farol( a confirmar)
Informações e Inscrições: 8827-3656/8815-5794
Será servido almoço aos participantes
Inscrições limitadas. Não haverá inscrições no dia do II Encontro.


*Com informações da web
 

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