Violência emocional não resulta na morte do corpo, mas na morte da alma

Os seios ainda eram só um desenho, púberes não dizia sua idade, entre 10 e 13 anos. Talvez menos ou mais. Independente da idade exata das personagens a cena era surreal. Menina ainda abraçava com lascívia e senso de sexual pertencimento o corpo de menino quase da mesma idade. Eram dois corpos cobertos de farrapos. Ambos negros. Ambos franzinos. Ambas as crianças envoltas em sono acompanhado pelas últimas estrelas incensadas com a eufórica irmandade do primeiro dia do ano. Ano novo!
Ali entrelaçados na vegetação de um grande hotel local como se adultos fossem, eles se pertenciam e se protegiam. E eram invisíveis. Crianças negras, em muitas e muitas situações não são sujeitos de direitos e, por vezes, nem mesmo de piedade.
Era grande o circular de transeuntes uns ainda na virada da festa, outros em caminhadas matinais traçando planos e sonhos para o ano nascido a pouco.
Muitos passantes que literalmente atravessavam a rua com a marcha costumeira da indiferença contemporânea, observavam a realidade focada neles próprios e seguiam adiante.
Crianças e adolescentes negros expostos as cancelas sem proteção das ruas, são nossos semelhantes?
No desconexo do sono ali embaixo do sol quase escaldante, das 6 horas da manhã,na praia de Jatiúca, em Maceió, ela se apertava ao corpo dele na busca de agasalho. Era o primeiro dia de 2010, mas para eles não houve o brinde com sidra do feliz ano novo.
Apesar do cenário do dia universal da paz não combinar com a pressa contemporânea, a pressa ali se fez como a impor a distância não comprometedora com os materiais expostos na grama do hotel; adolescentes,negros,pobres e descartáveis.
O caos do abandono da nossa infância abre lugar para tradução de uma realidade marcada pela indiferença estrutural, ausência de valores e o individualismo nosso de cada dia.
A história do abandono da infância e adolescência das duas crianças negras, sexualmente adultas e de milhares de outras é um retrato sufocante do mundo contemporâneo marcado por um modo de produção excludente, de concentração de renda,racismo, e, conseqüentemente das tramas do poder.
Crianças condenadas a incorporar eternos personagens coadjuvantes na escala das prioridades sociais. Crianças que sofrem com a ausência da família, de condições mínimas de sobrevivência, a perspectiva de futuro.
Segundo Bruce D.Perry “a mais destrutiva das violências não quebra ossos, mas quebra as mentes. Violência emocional não resulta na morte do corpo, mas na morte da alma”.
Muitas almas infantis continuam a ser violentadas. E o que cada um de nós tem feito para desarmar os preconceitos e aproximar nossos e novos passos para inventar um final feliz para as histórias reais das crianças sem infância?

 

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Projeto Raízes de Áfricas realiza Operação Memória - Seminário de Qualificação Política para COLETIVO ORIÓKÀN E OMÓDÈ.

Acontece a partir desta segunda-feira, 04 de janeiro a “Operação Memória - Seminário de Qualificação Política para Juventude Alagoana", com o objetivo de promover a qualificação de jovens do COLETIVO ORIÓKÀN E OMÓDÈ para o exercício da cidadania plena e a conscientização política como agentes multiplicadores para a eleição de 2010. O Seminário está sendo coordenado pelo Projeto Raízes de Áfricas e desenvolverá diversos temas como racismo, eleição 2010, democracia e políticas sócio-étnicas para a juventude,entre outras.O Seminário contará com a participação especial de diversos parceiros.
Criado em 21 de dezembro de 2009, o COLETIVO ORIÓKÀN E OMÓDÈ representado por diversos segmentos da juventude alagoana, tem como objetivo valorizar as experiências positivas do passado, visando a aquisição do conhecimento histórico, técnico e prático, como instrumento de transformação social para despertar o interesse, intervenção e a participação da juventude alagoana na construção política do estado brasileiro e no combate a naturalização da corrupção. No exercício da cidadania a participação do jovem amplia os espaços públicos estabelecendo agrupamentos sociais como força de mobilização.
Do COLETIVO ORIÓKÀN E OMÓDÈ participam várias entidades representativas da juventude alagoana, dentre eles jovens da religião de matriz africana, alunos das escolas estaduais e municipais de Maceió, do município de União dos Palmares, Palmeira dos Índios e Universidade Federal de Alagoas, CESMAC,etc.

Operação Memória-Seminário de Qualificação Política para Juventude Alagoana

A primeira conversa política Operação Memória - Seminário de Qualificação Política para Juventude Alagoana acontece dia 04 de janeiro, na Rua Nadir Maia Gomes Rego- Stela Maris e será coordenada pelo professor Luis Sávio de Almeida e traz como tema “Experiências e Memória da História Alagoana’.
A segunda rodada terá a participação da vereadora Heloisa Helena e ocorrerá dia 11 de janeiro, das 09 ás 11 horas, na Federação das Indústrias, e terá como tema: Democracia , Políticas Sócio-Étnicas e a Eleição de 2010. Em que avançamos?

Serviço:
O Quê: Operação Memória - Seminário de Qualificação Política para Juventude Alagoana
Quando: 04 e 11 de janeiro
Onde: Rua Nadir Maia GomesRego- Stela Maris-Maceió-Alagoas
Federação das Indústrias do Estado de Alagoas,Farol
Realização: Projeto Raízes de Áfricas
Informações: (82)8815-5794


 

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Em 2010 que tenhamos diante dos sonhos uma idade indefinida.

Que venha 2010!
Com uma consciência ampliada do mundo entre a crítica e a construção. Nada da inveja humana desagregadora. Que tenhamos diante dos sonhos uma idade indefinida.
Que deixemos de lado o jogo cênico da convivência humana. Que possamos ser sinceros na medida em que a sinceridade não ofenda princípios e comícios e não coloque nossas vidas na ponta da flecha. Precisamos da coerência. Que não tenhamos idéias simetricamente uníssonas, mas que aprendamos a lidar com as diferenças de nossas idéias e nossas próprias diferenças.
Que não esqueçamos que vivemos em permanente transição e essa transição vai além do novo ano. Uma transição casuísta entre o bem e o mal, o possível e o que não pode ser. Somos arquitetos e arquitetas de outra história e histórias não se fazem de repente. Elas se fazem ao longo de muitos natais e vários e curtidos anos. Que possamos na nossa vida cotidiana conjugar questões essenciais sem desaprender o sorriso, a lembrança, as pessoas especiais. Contemporaneamente o tempo é nosso pior inimigo. Não temos mais tempo. Só para o trabalho e a família. Amizade hoje é artigo descartável Que nossa vontade de compartilhar vidas e conhecimento seja andarilha, ampliando o alcance da melodia renascida pela presença “transitória?” do novo ano.
Que possamos apreciar, de verdade, a mistura de gentes sem esquecer nosso verniz pessoal.
Que possamos escrever no caderno-diário a meia dúzia de sonhos simples(sem envolvimento do crescimento financeiro), que a escassez de tempo nos permite ter. Somos mimetizados pela urgência. Não nos preocupamos mais em desapontar pessoas. O que nos importa verdadeiramente é garantir o futuro. Somos, hoje, antropofágicos de um tempo em sintonia com o supérfluo das relações humanas e nos entregamos a uma desenfreada autodissolução de valores e laços afetivos até que a morte nos puxa para valoração do momento presente.
Essa é à hora, ou metaforicamente, de cantarolar as músicas frescas com tantos e tantas que habitam a memória de nossas histórias. O individualismo nos abraça com uma intimidade avassaladora e fragmenta o continente de possibilidades de parcerias no jogo dos reflexos humanos. Estabelecemos uma comunicação meticulosa e introspecta com um número seletivo de amigos/amigas cúmplices do nosso mimetismo relacional.
Que não nos contentemos com o estado mínimo de direitos. Precisamos dos bastantes, numa justa fruição de legado do representante político eleito por nós. Vejam, somos nós que os/as elegemos! Homens e mulheres que só comem panetone no Natal. Precisamos de bastante respeito à pessoa humana. Precisamos começar a decidir o nosso destino político.
Que nossas teorias e reflexões tomem corpo e espírito e transformem-se em atitudes. Precisamos estabelecer, novamente, a interação com o outro ou outra que habita nesse conglomerado mundo de meu Deus, Olorum, Tupã e aí formar redes, alem da internet.
Precisamos voltar a cultivar a delicadeza de ser humano eliminando monólogos e estimulando o agrupamento e interlocução de novos protagonistas, sem arredar pé do idealismo que faz do universo um ponto de encontro entre o sonho, esperança e as possibilidades de mudança. Ok! O primitivo e o civilizado fazem parte da essência humana.
É preciso que prestemos atenção ao silêncio do nosso grupo social que em muitos reflete a nossa contemporânea omissão cidadã .
Estamos muito silenciosos diante das caminhadas contemporâneas? Somos uma sociedade participativa, agregadora?
É preciso que tenhamos tempo para compreender a verdadeira dimensão do ano que sem subterfúgios rompe parecido com tantos outros nascimentos, portanto é urgente que inventemos encaixes diferenciais para desfrutar a delícia e o desafio de um novo ano.
E que possamos vivencias nossas raízes africanas. Sem preconceitos!
Seja bem-vindo 2010!

 

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Mensagem da Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos sobre Luta contra a Discriminação

Antigas e novas formas de discriminação e intolerância continuam dividindo comunidades no mundo inteiro. Os sentimentos de xenofobia estão aumentando. Muitas vezes são manipulados para fins demagógicos ou mesmo em defesa de objetivos políticos sinistros. Dia após dia, os seus efeitos corrosivos põem em causa os direitos de inúmeras vítimas.
É por esta razão que hoje, Dia dos Direitos Humanos, a ONU está pedindo a todas as pessoas, em todas as partes do mundo, que apóiem a diversidade e acabem com a discriminação. A discriminação pode assumir muitas formas, dissimuladas ou gritantes, e pode manifestar-se na esfera pública ou privada. Pode surgir como racismo institucionalizado ou como conflitos étnicos ou manifestar-se em episódios de intolerância e rejeição que escapam a qualquer controle. As suas vítimas são os indivíduos ou grupos mais vulneráveis a ataques – todos aqueles que, devido à sua raça, cor, sexo, língua, religião, opiniões políticas ou de outra natureza, origem nacional ou social,posses,parentesco,estatuto,deficiências e orientação sexual são considerados diferentes.
A discriminação apresenta freqüentemente muitos níveis. Grupos que são
marginalizados com base em sua origem ou estatuto são também alvo de exclusão e privados do exercício de seus direitos, quando tentam obter o acesso que o direito internacional lhes confere à habitação, alimentação, cuidados de saúde e educação.
As pessoas com deficiência são a minoria mais numerosa e mais desfavorecida do mundo. Por exemplo, 98% das crianças com deficiência dos países em desenvolvimento não freqüentam a escola. Os povos indígenas representam 5% da população mundial, mas são 15% das pessoas mais pobres do mundo. As mulheres são responsáveis por dois terços das horas de trabalho no mundo inteiro e produzem metade dos alimentos do
planeta. No entanto, devido à discriminação e às definições estereotipadas de papéis em função do sexo, auferem apenas 10% do rendimento do mundo e possuem menos de 1% dos bens em nível mundial.
A história tem demonstrado repetidas vezes que, quando se permite que se implantem, a discriminação, a desigualdade e a intolerância podem destruir os próprios alicerces das sociedades e causar danos que perduram durante gerações. Se não forem controladas, podem ultrapassar fronteiras e envenenar as relações entre os países. A história tem igualmente demonstrado que estas práticas abomináveis não têm quaisquer aspectos benéficos. A discriminação mina a coesão social e econômica das sociedades. Depaupera seus recursos. Desperdiça talentos. Marginaliza indivíduos e grupos produtivos, jogando fora sua criatividade e iniciativa. Temos que combater o fanatismo e os interesses mesquinhos que geram discriminação, e temos conseguido fazê-lo. A visão dos defensores dos direitos humanos, a sua firme determinação e energia têm produzido resultados, sensibilizando o público e dado origem a uma série de tratados sobre direitos humanos, que contêm disposições destinadas a combater a discriminação e a promover a igualdade. Estes tratados constituem uma teia de obrigações de proteção que os Estados têm que respeitar. Restabelecem a dignidade anteriormente negada a milhões de mulheres, homens e crianças.
Com base neste acervo de normas, foi convocada, em 2001, em Durban, a
Conferência Mundial contra o Racismo a Discriminação Racial, a Xenofobia e a Intolerância Conexa, e, em abril passado, realizou-se a Conferência de Revisão, em Genebra, para examinar alguns dos aspectos mais insidiosos da discriminação. Esta última terminou com um amplo acordo, em que 182 Estados se comprometeram a prevenir, proibir e combater todas as manifestações de racismo e intolerância. A conferência de Genebra reforçou a determinação e o propósito, expressos em Durban, de erradicar o flagelo vergonhoso e tão antigo do racismo e proporcionou uma plataforma para relançar a luta contra a discriminação em todos os níveis.
É inegável que se têm registrado progressos extraordinários, mas não
devemos parar. A discriminação não vai desaparecer sozinha. Tem que ser permanentemente contestada. Temos que avançar – e rapidamente.
Nunca devemos perder de vista que o exercício dos direitos humanos
enriquece a todos. Inversamente, quando a dignidade humana é posta em causa ou negada através de violações dos direitos humanos, esses abusos afetam a todos. Isto é especialmente verdade em nossas sociedades, cada vez mais multiétnicas e multiculturais. É especialmente urgente combater a discriminação em tempos de crise, como a atual recessão econômica, já que as crises têm um impacto desproporcional nos meios de vida dos grupos mais vulneráveis e já marginalizados da sociedade, pois a competição por recursos cada vez mais escassos expõe as minorias a suspeitas e ataques.
Neste mesmo dia em 1948, a Declaração Universal dos Direitos do Homem afirmou inequivocamente que todos os seres humanos nascem iguais em dignidade e direitos. Passados mais de sessenta anos, essas palavras ressoam com a mesma acuidade. Tornemos os princípios da igualdade, liberdade e dignidade para todos consagrados na Declaração Universal uma realidade em toda a parte. A tolerância universal e o respeito
pela diversidade são nosso objetivo.

 Alta Comissária das Nações Unidas para os
Direitos Humanos, Navi Pillay

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Panorama Político

O Presidente Lula e o Governador Sérgio Cabral já conversaram com prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias. Ambos defendem que ele seja candidato ao Senado. As prévias do PT derrotaram a tese de candidatura própria e aprovaram a coligação com o PMDB. Mas como a votação foi praticamente meio a meio, há risco de uma ala do partido se sentir alijada do projeto vitorioso. Presidente eleito, o deputado Luiz Sérgio; tem agora a tarefa de unir os petistas. Por isso, seus aliados defendem que em nome da integração partidária se deve sacrificar a candidatura de Benedita da Silva.

(Comentário do internauta Rogério José)

Será que a Ex- Governadora Benedita da Silva ainda acredita que o PT tem algum respeito por ela? Ja não basta a quantidade de humilhações que ela passou e continua passando. O partido realmente conseguiu destruir a visibilidade e a força nacional que ela tinha. Veja só, uma mulher com dimensão politica dela não conseguir eleger o marido vereador. É um bom exemplo para refletir e pensar se as agremiações partidárias contemplam nossas questões. Muitos acreditam que sim e talvez estejam certos, mas sabemos que a forma como a Ex-governadora Benedita lidou com o PT lhe rendeu mas ônus do que bônus. A força masculina e branca no PT prevalece e atropela qualquer impecilho "à unidade do partido" leia-se negras, negros, deficientes fisicos etc. Quanto tempo levaremos para ter uma outra mulher negra com a mesma dimensão nacional que outrora teve a Benedita? Como chegaremos a tal unidade? Se chegarmos as siglas que aí estão será compativél com nosso projeto de país? Será que conseguiremos poensar um projeto para o Brasil que não esteja subordinado a branquitude e que seja realista, rico e agregador?
Duvidas e perguntas que assolam minha cabeça nesse final de 2009.
Um próspero 2010 para todos

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Kwanzaa, uma celebração da cultura afro-americana ofuscada pelo Natal

Washington, 24 dez (EFE).- Quando as luzes do Natal se apagam e o Ano Novo se aproxima, muitos afro-americanos festejam o Kwanzaa, uma desconhecida celebração da cultura negra.

A festa mais familiar é o Natal e a mais famosa o Reveillon, mas para milhões de famílias negras dos Estados Unidos, o dia mais esperado é 26 de dezembro, quando tiram a poeira de um grande candelabro e colocam três velas verdes à esquerda, três vermelhas à direita e uma preta no centro.

Todas as manhãs, de 26 de dezembro a 1º de janeiro, as famílias acenderão uma delas, que representam os sete princípios do Kwanzaa, uma festa criada em 1966 pelo professor e ativista negro Malulana Karenga.

A tradição, cujo nome significa "primeiros frutos" em swahili, tentou reviver durante mais de 40 anos o sentimento da comunidade negra dos Estados Unidos em torno de suas raízes e a cultura da África.

No entanto, cada vez são menos as crianças afro-americanas escutam as histórias de seus pais sobre o significado das sete velas e sobre aquele continente distante de onde seus ancestrais vieram.

Segundo Keith Mayes, autor de um livro sobre a celebração, 2 milhões de americanos festejam hoje o Kwanzaa, uma proporção muito pequena comparada com os 40 milhões registrados no último censo como afro-americanos.

Não é segredo para ninguém, nem sequer para seus mais fortes seguidores, que a tradição viveu seu esplendor durante suas duas primeiras décadas, e que, desde então, os níveis de participação caíram substancialmente.

A chave do sucesso estava no movimento de libertação negra que tomou força na década de 70 e que serviu como motor para a celebração, criada expressamente para reforçar a identidade de uma comunidade em busca de progresso.

Mas a agitação foi se enfraquecendo e a decadência foi inevitável.

O profundo desconhecimento da tradição em nível mundial é refletido no documentário "The Black Candle", dirigido por M. K. Asante Jr, em 2008.

"Quando perguntei aos jovens de EUA, África, Europa e Caribe se sabiam o que era o Kwanzaa, as respostas iam desde \'é o Natal\' ou \'algo relacionado com o amor\' até \'não tenho nem ideia. O que é?", conta Asante em seu filme.

No primeiro natal da família do presidente americano, Barack Obama, cujo pai era queniano, o líder não celebrará o Kwanzaa, mas deve emitir uma mensagem por escrito simpática à tradição.

Obama não é o único afro-americano que tem orgulhos de suas raízes, mas que não abraça a tradição. Milhões de negros se negaram a celebrá-la, inclusive quando ele se tornou moda, indignados por seu caráter pagão ou pela controvertida figura de Karenga, seu criador, um radical ex-convicto.

Quando o Kwanzaa foi criado, Karenga costumava promovê-lo como uma alternativa ao Natal, qualificando o cristianismo de religião branca e convocando os negros a repeli-la.

No entanto, a celebração foi mudando na medida em que ganhou mais adeptos, e seus promotores afirmam agora que não se trata de uma tradição religiosa, mas cultural, e que não é, portanto, incompatível com o Natal ou com o Hannukah judeu.

Concorra ou não com o Natal, o Kwanzaa tem seu próprio "Papai Noel": o "Umoja", um contador de histórias que narra lendas africanas. Os presentes, por outro lado, continuam sendo responsabilidade do bom velhinho.

Quando a última vela é acesa, começa o esperado karamu, uma festa de Ano Novo que honra a memória dos escravos, com a exuberante gastronomia africana e o irresistíveis ritmos do continente.

 

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Professor dá a aluno nota maior que Saresp

Há uma significativa distância entre o que se vê em sala de aula e o que é revelado pelo Saresp, o sistema oficial de avaliação da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo.
Estudo feito por três pesquisadores do departamento de economia da USP -Ricardo Madeira, Marcos Rangel e Fernando Botelho- mostra que os professores da rede estadual dão notas maiores a seus alunos do que as que os mesmos estudantes recebem no Saresp.
Além disso, há diferença entre as notas do boletim escolar em comparações raciais e de gênero. Negros e brancos com resultado idêntico no Saresp e as mesmas características têm notas diferentes em sala de aula, em favor dos brancos. O mesmo ocorre, com intensidade maior, a favor das meninas.
Esse é o primeiro estudo que confronta o desempenho de estudantes no Saresp com as notas dos boletins escolares.
A maior discrepância foi verificada nas provas de matemática do 3º ano do ensino médio. Na escala do Saresp, só 36% dos alunos eram proficientes. Para os professores, no entanto, quase todos (93%) atingiram o patamar mínimo de aprendizado considerado adequado.
Nas provas de língua portuguesa da 4ª série, a distância foi menor: 79% de proficientes, segundo o Saresp, e 95%, de acordo com os professores.
"O que percebemos é que o professor está avaliando seus alunos de maneira diferente do Estado. Será que isso acontece porque ele é ruim e não tem capacidade de discernir adequadamente sobre a proficiência dos estudantes? Talvez. Mas, antes de jogar pedra, temos que considerar que ele vê em sala de aula características individuais que o Estado não consegue ver", dizem os autores.
Entre essas características, eles citam capacidade de expressão oral, comportamento, organização e a vivência extraclasse. Se um aluno trabalha bem em grupo, tem bom relacionamento com colegas e se mostra esforçado, isso não aparecerá no cálculo de sua nota no Saresp, mas o professor pode estar levando isso em conta no momento de avaliá-lo.
"Se a sociedade considera que a missão da escola é mais do que apenas ensinar conteúdos, é de se esperar que o professor avalie isso também. Portanto, antes de concluir que o professor é ruim, temos que considerar que pode ser que o Saresp e outros exames similares sejam instrumentos incompletos de avaliação."
No caso das diferenças de sexo e raça, os autores identificaram que a distância é significativa mesmo depois de controladas todas as variáveis observáveis. Ou seja, alunos com mesma nota no Saresp, que estudam na mesma turma e com características socioeconômicas semelhantes têm desempenhos diferentes no boletim escolar, conforme sexo ou raça.
No caso da diferença entre brancos e negros (o estudo soma autodeclarados pretos e pardos), uma hipótese é que seja resultado de discriminação.
Os autores alertam, no entanto, que o trabalho não permite comprovar empiricamente essa suspeita, até porque não foi possível identificar comportamento diferenciado de professores brancos ou negros.
Se o preconceito racial explicasse a diferença, era de se esperar que os professores negros não agissem da mesma maneira que seus colegas brancos.
Para eles, é preciso fazer mais estudos para entender por que a diferença a favor de brancos persiste mesmo considerando todas as variáveis observáveis estatisticamente.
"Entender se essa desigualdade é fruto de discriminação racial ou de diferenças socioeconômicas é importante para subsidiar políticas públicas de ação afirmativa", diz Madeira.

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NOTA PÚBLICA

NÓS DA REDE RELIGIOSA DE MATRIZ AFRICANA DO SUBÚRBIO (RREMAS[1]), VIMOS A PÚBLICO MANIFESTAR NOSSA INDIGNAÇÃO DIANTE DE MAIS UMA BRUTALIDADE QUE A IGNORÂNCIA POPULAR ATRIBUI A NóS COMO PRÁTICA RELIGIOSA. MAIS AINDA, NOS INDIGNAMOS COM O FATO EM SÍ QUE VITIMOU UM SER PEQUENINO NO TAMANHO, MAS GRANDE EM SUA ESSÊNCIA , INOCENTE E POR TUDO ISSO SAGRADO PARA NóS: UMA CRIANÇA (QUE ATÉ O NOME ESQUECERAM E QUE ESTÁ SENDO CHAMADO “MENINO DAS AGULHAS”); VÍTIMADA PELA INSANIDADE DE PESSOAS VISIVELMENTE DESCOMPENSADAS.

TÃO PASMOS COMO TODA POPULAÇÃO, TEMOS ACOMPANHADO AS REPORTAGENS ESPERANDO PARA ELE UM DESFECHO POSITIVO E QUE OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO ACORRAM ÀS NOSSAS LIDERANÇAS RELIGIOSAS PARA ALGUMA DECLARAÇÃO, COMO É DE PRAXE SE FAZER, EM CIRCUNSTÂNCIAS COMO ESTA , QUANDO UM IMPORTANTE SEGMENTO DA SOCIEDADE É CITADO OU RESPONSABILIZADO.

VIMOS A FALA DO MÉDIUM DIVALDO FRANCO, POR QUEM DEVOTAMOS RESPEITO; CONTUDO, NÃO PODE SER CONSIDERADA COMO BASTANTE A PONTO DE NÃO SE BUSCAR OUVIR OUTROS SEGMENTOS ESPIRITUALISTAS, PRINCIPALMENTE, O CITADO PELO REU-CONFESSO.

PREOCUPADOS COM O CRESCIMENTO DA CALÚNIA, ESTAMOS NOS ANTECIPANDO, PARA QUE NÃO CRESÇA SOBRE NÓS A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA OU PIOR, O ÓDIO RELIGIOSO, JÁ TÃO FORTEMENTE DISCEMINADO POR DETERMINADOS SETORES NEOPENTECOSTAIS, ATRAVÉS DE SUAS TÃO PÚBLICAS E “NOTÓRIAS” ATIVIDADES MERCADOLÓGICAS.

PORTANTO, DECLARAMOS QUE NUNCA HOUVE E NÃO HÁ EM NENHUMA DAS NAÇÕES RELIGIOSAS, DE CULTO A ANCESTRALIDADE AFRICANA E BRASILEIRA, AS QUAIS CHAMAMOS DE “RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA”, RITUAL, DE QUALQUER OBJETIVO, ENVOLVENDO SACRIFÍCIO DE VIDA HUMANA, SEJA QUAL FOR A FAIXA ETÁRIA, MUITO MENOS HAVERIA DA INFANTIL, QUE É POR NÓS TÃO RESPEITADA.

VALE RESSALTAR, QUE NÃO HÁ EM NENHUM DOS SACRIFÍCIOS RITUAIS QUE REALIZAMOS COM ANIMAIS, REQUINTES DE CRUELDADE. AS FAMÍLIAS BRASILEIRAS CONSOMEM TODOS OS DIAS, TONELADAS E MAIS TONELADAS DE CARNE ANIMAL SEM QUESTIONAR QUAIS OS MÉTODOS ADOTADOS PARA ABATÊ-LOS E, PODEMOS GARANTIR QUE NÃO SÃO NADA GENEROSOS, BOA PARTE DELES SÃO EXTREMAMENTE CRUÉIS. A DISPEITO DO QUE TRATAMOS AQUI, CONSIDERAMOS UMA RESSALVA IMPORTANTE, POIS QUE COMPLETA A INFORMAÇÃO E SE ANTECIPA AS ARGUMENTAÇÕES, HIPÓCRITAS E AMORAL EM SUA MAIORIA , DE QUE SACRIFICAMOS ANIMAIS.

AINDA VALE OUTRA RESSALVA, PARA O FATO DE QUE MESMO SE UMA DAS ACUSADAS FOSSE IYÁLÒRIXÁ (“MÃE DE SANTO”), NÃO SE PODERIA CONDENAR O CANDOMBLÉ; POIS QUE QUANDO UM MÉDICO ERRA, NÃO SE CONDENA TODA A MÉDICINA. ASSIM COMO O ERRO DE LÍDERES RELIGIOSOS, NÃO SE ATRIBUE ÀS SUAS MATRIZES RELIGIOSAS.

NÃO HÁ HISTÓRICO NEM LUGAR PARA ESTA MONSTRUOSIDADE QUE INSISTEM EM DAR VISIBILIDADE NO DISCURSO IGNORANTE E NÃO INOCENTE (PORQUE BUSCA SE EXIMIR DA RESPONSABILIDADE), DO CRIMONOSO, DE QUE UMA DAS ACUSADAS USAVA “OS CABOCLOS E ORIXÁS”, PARA SUA PRÁTICA ASSASSINA E DOENTIA. OS CABOCLOS, ORIXAS, VODUNS E INQUICES, DE CERTO VÃO COBRAR DELE E DE QUEM MAIS AFIRMAR TAL BARBARIDADE. ELES SÃO SERES DE LUZ E NA LUZ, RESPONSÁVEIS PELO EQUILÍBRIO DA TERRA, DAS PESSOAS E DE SUAS RELAÇÕES.

POR FIM, CONCLAMAMOS A TODAS AS ORGANIZAÇÕES DOS “POVOS DE SANTO” A QUEM PREFERIMOS CHAMAR DE “POVOS DE TERREIRO”, DA BAHIA E DE TODO O PAÍS, A SE MANIFESTAREM, PARA QUE MAIS ESTA INJUSTIÇA _ QUE ALIÁS, JÁ DESPONTA EM OUTROS ESTADOS , A EXEMPLO DO MARANHÃO, COMO “MAGIA NEGRA” E, AÍ AUTOMATICAMENTE AFIRMAM AUTORIA A Nós _ NÃO SE ATRIBUA A NOSSA TÃO BONITA RELIGIÃO. EMBORA, DIGA-SE DE PASSAGEM, NADA TEM HAVER O TERMO “MAGIA NEGRA” COM O CONHECIMENTO DA MAGIA AFRICANA, PASSADA DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO HÁ MILHARES DE ANOS, , QUE MANIPULA OS ELEMENTOS DA NATUREZA PARA NOS EQUILIBRAR DIANTE DELA E NOS RELIGAR A ANCESTRALIDADE, LEMBRANDO QUE A HUMANIDADE SURGIU NA ÁFRICA. VALE DESTACAR, QUE MAGIA NEGRA é COISA DE SÉCULOS REMOTOS DA EUROPA.

AXÉ.
 

 


[1]Comissão Organizadora: ILÊ AXÉ TORRUNDÊ / ILÊ AXÉ ODETOLÁ / ILÊ AXÉ OYÁ DEJI / ILÊ AXÉ OMIN ALA / ILÊ AXÉ GEDEMERÊ / TERREIRO GÊGE DAHOMÉ / ILÊ AXÉ IYÁ TOMIN / ILÊ AXÉ OGODOGÊ / ILÊ AXÉ LOGEMIN – contatos: 9966-6506 / 3394-8184,Guilherme de Xangô - Bàbálòrixá; 9908-5566 / 3408-1455 Valdo Lumumba-Ogan; 8716-5833 Edvaldo Pena - Huntó; 3521-1423 Dari Mota – Bàbálòrixá; 3394-8175, Wilson Santos - Bàbálòrixá.
 

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CMA HIPHOP INFORMA


Cultura Negra dá dinheiro? Para o bolso de quem? A pergunta lançada pela Babu Comunicação & Produção causou tanto reboliço que até a atriz Zezé Mota decidiu aparecer em Salvador na primeira semana de Janeiro de 2010 para falar do assunto. Essa frase provocante é tema do festival de música mais esperado da capital baiana – Circuito Real Rotação, que acontece de 06 a 09 de Janeiro na Praça Pedro Arcanjo no Pelourinho, a partir das 19h. A entrada varia de R$ 0,40 até R$ 5.

Com rica programação que vai desde o Talk Show intitulado Conversa Afinada até a Batalha de MC’s Fora de Órbita em Rotação e o Baile Black em Homenagem ao Rei Tim Maia o Circuito Real Rotação levará para o Pelô quatro dias de shows inéditos, entre eles, o lançamento da Mix Tape Rotação 33 do Dj de Rap mais respeitado do país - DJ KLJay, integrante do grupo de rap Racionais M’Cs.

Para os que nunca ouviram falar, Mixtape é uma compilação de canções, normalmente adquiridas de fontes alternativas, gravadas tradicionalmente em fita-cassete de forma sequencial ou agrupadas por características comuns – no caso do ROTAÇÃO 33, a colagem musical mistura o melhor do rap nacional. O Lançamento da Mix Rotação 33 acontece no terceiro dia do evento com um show de 11MC’s de grupos de rap renomados do país, entre eles, Max B.O, Kamau e Aori estarão juntos no mesmo palco acompanhados pela discotecagem do mestre KLJay executando a mesma música de uma só vez.

“A idéia de fazer este evento surgiu em meio a muitas inquietações do meu dia a dia, onde uma pergunta antiga, passou a fazer parte das minhas conversas quotidianas - Preto e dinheiro. Qual é o $ da questão? - A resposta aparentemente óbvia, parecia fácil, mas é difícil e por conta dela surgiu o Circuito Real Rotação”, afirma Elenira Onija idealizadora do evento. Veja abaixo a programação completa do Circuito Real Rotação:


PROGRAMAÇÃO
Onde: De 06 a 09 de Janeiro, sempre ás 19h.
Quando: Praça Pedro Arcanjo, Pelourinho
Entrada: Ingressos no local os preços variam de R$ 0,40 a R$ 5

06/01/10 – Conversa Afinada (Talk Show) – Cultura Negra dá Dinheiro? Para o bolso de quem?
Entrevistados/ as: Zezé Motta, Pestana (Editor Chefe da Revista Raça) e o cantor Dão
Part. cantora Dona Liu e o rapper Lukas Kintê.

07/01/10 - Batalha de MC\'s - Fora de Órbita Em Rotação. Campeonato de Free Style - O 1º lugar leva 700 conto, 2º 500 e o 3º vai ganhar quase um salário.
Part. grupos de rap Versu2 e Nova Saga.

08/01/10 – Lançamento da Mix Tape Rotação 33 – 1 DJ, 11 MCs. O Dj KLJay assume o comando das picapes enquanto 11 rappers cantam uma única música juntos no mesmo palco entre os MC\'s estão: Max B.O, Kamau, Aori, De Leve, Lívia Cruz, Sombra, Gaspar, Parte Hum, Phantom e Indião da dupla Andrômeda.

09/01/10 - Baile Black Especial Tim Maia com os DJs KLJay, Mauro Telefunksoul e Bandido.

- Vídeo tape: http://mais.uol.com.br/view/gw4cn8l6j5e4/circuito-real-rotacao-04023668D48193E6?types=A&
- Blog: www.realrotacao.blogspot.com
- Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Home.aspx?tab=m0
- Twitter: http://twitter.com/#replies - @RealRotação

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O que diz a Lei Federal nº 10.639, de 09 de janeiro de 2003



Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
LEI No 10.639, DE 9 DE JANEIRO DE 2003.
Mensagem de veto
Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o A Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 26-A, 79-A e 79-B:
“Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.
§ 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.
§ 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras.
§ 3o (VETADO)”“Art. 79-A. (VETADO)”
“Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’.”
Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 9 de janeiro de 2003; 182o da Independência e 115o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque
 

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