Oxi... Isso é Fake!

É falso que exista um site para cadastro em auxílio cesta básica de Alagoas

  • Redação*
  • 21/07/2021 12:48
  • Oxi... Isso é Fake!

É falsa a mensagem que circula em grupos do WhatsApp um link para uma possível consulta e solicitação de Auxílio Cesta Básica oferecido pelo governo. Os dados preenchidos em formulários podem ser usados para golpes. O nome do benefício é encontrado apenas no estado do Ceará.

De acordo com as informações, a mensagem apresenta um link, mas a página não está mais no ar. Apesar disso, o conteúdo viralizou pelas redes sociais. “Olha vê se vc tem direito ao Auxílio Cesta Básica para comprar alimentos, as famílias podem consultar e solicitar o benefício aqui (sic)”, diz o texto com o endereço do site.

Atualmente não existe cadastro, nem consulta a um suposto Auxílio Cesta Básica. Por ter o nome de auxílio, o texto pode levar a crer que seria um programa federal. Um benefício com o mesmo nome existe no estado do Ceará. O auxílio beneficiará 150 mil famílias com um cartão alimentação de R$ 200 reais. No entanto, além de ser restrito aos cearenses, o cadastro foi encerrado em junho.

Muitos conteúdos falsos se aproveitam da crise econômica, causada pela pandemia, para atrair a atenção dos usuários de aplicativos de mensagens na tentativa de ganhar acessos e até mesmo promover golpes.

O site Boatos.org já checou uma mensagem semelhante, mas com outro link. Outros nomes de programas sociais foram inventados com o mesmo foco de enganar as pessoas. Os supostos cadastros para o Vale Gás e Merenda em Casa, por exemplo, também já viralizaram e foram desmentidos pela editoria Alagoas Sem Fake.

Algumas iniciativas governamentais durante a pandemia podem fazer com que as pessoas acreditem neste tipo de mensagem falsa. Em Alagoas, o governo começou a distribuir 250 mil cestas básicas aos 102 municípios por meio do programa Vacina Alagoas. Serão beneficiadas famílias em situação de vulnerabilidade social já cadastradas nos programas sociais. Não houve cadastro e a entrega dos alimentos será feita por meio da Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social. (Seads) e Associação dos Municípios Alagoanos (AMA). No início da pandemia foram 200 mil cestas distribuídas.  

Alagoas Sem Fake

Com foco no combate à desinformação, a editoria Alagoas Sem Fake verifica, todos os dias, mensagens e conteúdos compartilhados, principalmente em redes sociais, sobre assuntos relacionados ao novo coronavírus em Alagoas. O cidadão poderá enviar mensagens, vídeos ou áudios a serem checados por meio do WhatsApp, no número: (82) 98161-5890. Clique aqui para enviar agora.

*Com Alagoas AL 

Teste de anticorpos não serve para avaliar eficácia das vacinas

  • Assessoria
  • 17/07/2021 17:25
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Circula nas redes sociais o vídeo de um dermatologista afirmando que não desenvolveu anticorpos após receber a vacina contra a Covid-19. As informações foram expostas de forma equivocada. Órgãos de saúde e especialistas esclarecem que não são apenas anticorpos neutralizantes (observáveis pelo teste) que garantem imunização.

O posicionamento do médico tenta colocar em dúvida a eficácia da vacina e causa desinformação. “Após seis meses de vacinado, fiz minha titulação de anticorpos e deu negativa. Tomei a Coronavac e não adquiri anticorpos, 10% de resultado enquanto deveria ter dado acima de 20 ou 50%”, afirma ao exigir uma “nova vacinação”.

Apesar da mensagem alarmista, o fato não apresenta anormalidade. Na realidade, o exame sorológico não é capaz de avaliar a proteção das vacinas contra a Covid-19. Por causa da circulação de boatos, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) emitiu uma nota em março de 2021 para explicar como funciona o sistema imunológico ao receber a vacina.

“A resposta imune desenvolvida pela vacinação não depende apenas de anticorpos neutralizantes. Tanto a infecção natural quanto a vacinação estimulam o sistema imunológico de forma mais ampla, gerando também anticorpos não neutralizantes que agem de maneira diferente, e a estimulação de células TCD4+ e TCD8+ (imunidade celular). Contamos também com a imunidade inata, mais um mecanismo de proteção contra infecções”, explica a entidade. “Não se avalia a proteção desenvolvida após vacinação apenas por testes laboratoriais 'in vitro' através da dosagem de anticorpos neutralizantes”, acrescenta.

Com isso, não há recomendação científica para que as pessoas realizem testes de anticorpos para confirmar a imunização, pois eles não foram desenvolvidos com esse objetivo e são ineficazes para determinar a imunidade pós vacinação. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão federal que aprova as vacinas utilizadas no Brasil, esclareceu em nota técnica que “até o momento não existe definição da quantidade mínima de anticorpos neutralizantes necessária para conferir proteção imunológica contra a infecção pelo SARS-Cov-2, uma reinfecção, as formas graves da doença e nem contra as novas variantes circulantes”.

A editoria Alagoas Sem Fake já checou outro conteúdo com o mesmo objetivo de duvidar da proteção que a vacina oferece. A infectologista do Hospital Escola Dr. Hélvio Auto, Madjane Lemos, além de reforçar que a eficácia da vacina não pode ser avaliada pela presença ou não de anticorpos nas pessoas vacinadas, lembra que o teste de anticorpos após a vacinação é feito apenas em casos de vacinas das quais já se sabe o valor que indica a proteção. “No caso da Hepatite B, quando na dosagem de anticorpos a pessoa está acima de 10 significa que ela está protegida, abaixo de 10 será preciso uma nova dosagem”, informa.

Uma nova dose de vacina, além do que cada pessoa pode receber, não é possível como exige o médico que aparece no vídeo. A orientação consta no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19: “Indivíduos que iniciaram a vacinação contra a Covid-19 deverão completar o esquema com a mesma vacina. Neste momento, não se recomenda a administração de doses adicionais de vacinas COVID-19”.

Alagoas Sem Fake

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É fake que imposto estadual seja o maior responsável por preço do gás de cozinha

  • Redação*
  • 13/07/2021 12:52
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Circula nas redes sociais uma imagem com a informação de que o imposto estadual sobre o gás de cozinha representaria mais de 45% do valor total do produto. Os dados apresentados são falsos. Em Alagoas, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) é de 18%. 

De acordo com as informações, a mensagem compartilhada apresenta vários erros e não cita a fonte das informações. “Preço na Petrobrás RS 38,20, frete + distribuição + lucro R$ 14,95, imposto federal R$ 0,85, ICMS estadual R$ 43,00, [valor total:] R$ 95,00 (sic)”, informa a imagem com uma charge. “Entendeu agora quem é que está te roubando?”, questiona ao tentar responsabilizar os governos estaduais pelo preço do produto.

Os números contidos na mensagem também foram manipulados e até o valor final não condiz com a soma dos dados apresentados. O valor total seria R$ 97 reais e não R$ 95 como foi colocado na imagem. O conteúdo desinformativo já circulou em outros estados e com outros valores, como mostrou a Agência Lupa.

De acordo com os dados extraídos do site da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em maio a Petrobrás vendeu cada botijão de gás por R$42,40 para as distribuidoras de Alagoas, fazendo com que o preço final, após ICMS e margem de lucro das distribuidoras e revendedores, fosse em média R$82,46.

Ainda segundo os dados, o aumento no valor do gás de cozinha sentido pelo consumidor ao longo do ano acontece devido à política de preços da Petrobras, que é atrelada ao valor do dólar e flutua em relação ao mercado internacional.

A alíquota de ICMS cobrada pelo Governo de Alagoas é fixada em 18% sobre o valor final, ou seja, o valor do imposto estadual pode diminuir ou aumentar a depender da dinâmica de preços que envolve todo processo de venda, desde a produção até a venda ao consumidor. 

Em março de 2021, o Governo Federal zerou os impostos de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS) e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). No entanto, o consumidor não sentiu diferença com a medida. A soma dos dois impostos até fevereiro era de apenas R$ 2,18. 

Alagoas Sem Fake

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*Com Agência Alagoas

É falso que variante Delta do novo coronavírus não cause febre e tosse

  • Assessoria
  • 07/07/2021 17:34
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Circula nas redes sociais a informação de que a variante Delta do novo coronavírus não causaria tosse nem febre. A mensagem mistura alegações falsas com informações verdadeiras. Apesar de mudanças nas complicações da nova cepa, febre e tosse continuam sendo sintomas da Covid-19.

O texto compartilhado distorce a lista de sintomas da variante indiana. “Com o novo vírus Covid Delta não há tosse, nem febre.  É muita dor nas articulações, dor de cabeça, dor no pescoço e na parte superior das costas, fraqueza geral, perda de apetite e pneumonia, é Covid Delta!”, diz a mensagem.

As informações são diferentes dos dados apresentados pelo relatório do aplicativo Zoe Covid Symptom, usado por residentes do Reino Unidos para informar os sintomas detectados nos pacientes. A ferramenta apresenta resultados diferentes a depender da fase de imunização. Para quem não foi vacinado, os sintomas frequentes são dor de cabeça, dor de garganta, coriza, febre e tosse persistente.

A tosse e a febre desaparecem da lista de sintomas apenas no público imunizado com as duas doses da vacina contra a Covid-19. Neste caso, a partir das informações que chegam até o aplicativo, os pacientes sentem sintomas leves, como dor de cabeça, coriza, espirros, dor de garganta e perda de cheiro.

A grande mudança, na verdade, é sobre a perda do olfato e a falta de ar, que não são mais comuns com a nova cepa. “A perda do olfato aparece no número 9 e a falta de ar está no final da lista, no número 30, indicando que os sintomas registrados anteriormente estão mudando com as variantes em evolução do vírus”, informa o relatório.

Outro ponto da mensagem que chama atenção é a afirmação de que o vírus tem mais taxa de mortalidade. O infectologista Leonardo Weissmann, da Sociedade Brasileira de Infectologia, disse ao Portal G1, que a teoria não passa de uma confusão . "O que acontece é que essa variante Delta é mais contagiosa, mais transmissível e, com isso, mais pessoas podem ser infectadas, ficar doentes e evoluir a óbito. Não que essa variante seja mais letal e mate mais”, esclareceu o médico.

Weissmann também desmente outra informação apresentada no texto de que o teste PCR não seria capaz de detectar a nova variante, tornado o resultado negativo: "Os casos com a variante Delta podem ser detectados pelo [teste] RTPCR e, depois, com o material coletado em nasofaringe, também você conseguir fazer o sequenciamento genético e identificar a variante Delta".

O único trecho verdadeiro da mensagem é o que fala dos cuidados preventivos, como evitar locais lotados, manter o distanciamento social, usar máscara e lavar as mãos com frequência. O texto já foi checado também pelo site Boatos.org.

O Brasil já registrou15 casos da variante Delta do novo coronavírus. Até o momento, entre esses casos, dois óbitos foram confirmados para a variante, um no Maranhão e outro no Paraná. Especialistas já alertam que há casos com transmissão comunitária no estado do Rio de Janeiro, já que os dois pacientes não têm histórico de viagens ao exterior 

Alagoas Sem Fake

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Checado: ônibus escolares padronizados pelo FNDE foram comprados com recursos próprios de Alagoas

  • Agência Alagoas
  • 06/07/2021 08:59
  • Oxi... Isso é Fake!
Foto: Agência Alagoas

Circula em grupos do WhatsApp a informação de que ônibus escolares supostamente doados pelo Ministério da Educação teriam sido plotados com adesivos do Governo de Alagoas. A mensagem é enganosa. Os ônibus são padronizados pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), mas foram adquiridos com recursos próprios do Estado de Alagoas e parte da frota foi adesivada com os símbolos do programa Escola 10. 

A Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc) informou que os veículos com os dois tipos de adesivos, mostrados nas fotos que acompanham a mensagem, são da rede estadual e foram adquiridos com recursos próprios. O investimento de mais de R$ 60 milhões faz parte do projeto “Meu transporte novo”, lançado no dia 08 de julho. O repasse financeiro está detalhado no Portal da Transparência

A mensagem enganosa utiliza imagens de ônibus escolares com o intuito de dizer que o Governo de Alagoas teria se aproveitado de recursos federais para se promover e ocultar investimentos do Governo Federal: “Ônibus escolares doados pelo Ministério da Educação (FNDE), porém Renan Filho mandou plotar todos os ônibus, onde está o adesivo do Min. da Educação, plotou com o adesivo Escola 10, agora pasmem, ainda colocou um adesivo: ônibus adquirido com recursos próprios do Governo de Alagoas, querendo induzir as pessoas com a aquisição de araque. Vamos divulgar pra todos os grupos, até chegar nas autoridades competentes (sic)”, acusa o texto.

A Seduc informa que os 300 ônibus escolares adquiridos serão utilizados em todas as regiões alagoanas, sendo que 200 já começaram a ser fornecidos aos gestores municipais e outros 100 serão utilizados pela rede pública estadual. A Seduc afirma que mais de 75 mil alunos serão contemplados com a entrega dos novos ônibus.

Questionada a respeito da adesivação realizada em Alagoas, a assessoria de comunicação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) confirmou que as informações adesivadas nos veículos não fogem da normalidade. “Pelas imagens encaminhadas não é possível determinar nenhum tipo de irregularidade”, informou a nota, confirmando ainda que as compras foram realizadas com recursos próprios.

FNDE

A compra dos veículos do tipo Ônibus Rural Escolar (ORE) é feita por meio do programa Caminho da Escola, do FNDE, vinculado ao Ministério da Educação. O programa desenvolve padrões para diversos tipos de ônibus escolares e realiza pregões eletrônicos para selecionar empresas aptas a fornecer veículos com o menor preço possível. A partir daí, Estados e Municípios podem, de forma simples, adquirir ônibus escolares construídos especificamente para essa finalidade e que são adequados à realidade de cada região.

Uma das maneiras de Estados e Municípios participarem do programa é comprando os ônibus com recursos próprios, bastando aderir às atas do programa. Esse foi o caso de Alagoas.

Alagoas Sem Fake

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Imposto sobre combustíveis não é alterado desde 2015 em Alagoas

  • Redação*
  • 05/07/2021 14:53
  • Oxi... Isso é Fake!
Cortesia/ Cada Minuto
Preço do combustível no bairro da Cambona aumentou nesta sexta

É falsa a informação acerca de um protesto que ocorreria em Alagoas motivado por um suposto aumento do Estado nos impostos dos combustíveis. Alagoas não altera o valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis desde 2015. O aumento do preço nas bombas é provocado por outros fatores que influenciam o valor final dos combustíveis. O boato se espalhou por diversos grupos de WhatsApp em todo o estado.

O texto, que é compartilhado em formato de imagem, tenta responsabilizar o governo estadual pelo preço final do combustível: "Não aguentamos mais o preço do combustível, o aumento dado por esse governador de Alagoas". Outros conteúdos já circularam com o boato de que o governo teria aumentado o imposto sobre o produto. 

O imposto estadual não tem um valor fixo, e sim um percentual que incide sobre os preços dos produtos. A alíquota de ICMS da gasolina é de 29%, etanol 25% e diesel 18% desde 2015 em Alagoas. De lá pra cá, esse percentual não sofreu alteração. Por outro lado, quando o preço do produto varia, o valor do ICMS acompanha esse movimento, para mais ou para menos.

A porcentagem do ICMS que incide sobre os combustíveis não se refere, necessariamente, ao valor pago na bomba pelo consumidor. Isso acontece porque os combustíveis fazem parte do regime de substituição tributária. Os tributos são recolhidos diretamente nas refinarias de petróleo. A Petrobras embute todos os impostos no preço dos produtos antes de vendê-los às distribuidoras.

Em abril, a Petrobras anunciou um novo reajuste no valor da gasolina. A estatal elevou o preço do litro do combustível nas refinarias em 1,9%. Até março, o combustível teve uma alta acumulada de 54% nas distribuidoras do país. O acréscimo determinou o aumento no preço médio do produto, o que acaba sendo refletido no valor final do ICMS.

Como não seria possível prever quanto o consumidor pagaria por aquele combustível em cada posto, a refinaria precisa se basear em uma média de preços informada pelas secretarias da Fazenda de cada estado: o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF).

O PMPF é calculado a partir da tabela utilizada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Essa tabela é elaborada pelos estados a partir do preço praticado nos postos de combustíveis. A partir desse preço é que se define o valor para a base de cálculo do ICMS pago pelo consumidor.

O aumento nos combustíveis observado pelos consumidores é influenciado por vários fatores determinantes: preço do barril de petróleo no mercado internacional, cotação do dólar, custo das refinarias, custo do etanol que é adicionado à gasolina, impostos federais e custo de logística da entrega do produto para a comercialização. A partir deste preço final, já nas bombas, os estados calculam - a cada 15 dias - o valor médio do produto e chegam ao PMPF.

Sefaz

Em nota, a Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas reforçou que não houve reajuste do ICMS. “Alagoas não mudou a base de cálculo do ICMS sobre combustível, que deve ser feita por lei. Nenhuma lei foi promulgada no Estado de Alagoas. O preço da gasolina subiu esse ano por um único motivo: a política de preços adotada pela Petrobras. A Petrobras flutua com o preço nas distribuidoras conforme o preço varia no mercado internacional e do valor do câmbio”, informou o comunicado.

Alagoas Sem Fake

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É falso que Governo de Alagoas seja alvo de operação da Polícia Federal

  • Agência Alagoas
  • 23/06/2021 12:48
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Foto: Agência Alagoas

Circula nas redes sociais um vídeo afirmando que uma operação da Polícia Federal estaria investigando o governador de Alagoas por desvios de verbas destinadas para combater a pandemia. A informação é falsa. A Operação Sufocamento faz parte de investigação que apura possíveis ilegalidades na compra de uma central de oxigênio e respiradores para o hospital de campanha municipal de Girau do Ponciano, interior de Alagoas.

Narrado por um homem que se identifica como comentarista político, o vídeo mistura informações verdadeiras e falsas: “A PF investiga desvios de verbas para o combate à pandemia no hospital de campanha de ‘geral de pontociano’ (sic) em Alagoas de Renan Filho”.

É possível perceber erros na narração do texto, como a pronúncia errada do nome do município. Um texto no vídeo deixa claro que o objetivo do conteúdo é construir a narrativa de que o alvo da operação seria o governador de Alagoas. “A casa caiu! Filho de Renan Calheiros desesperado! PF determina mandados de prisão”, diz o título fixo na tela.

A informação não procede. Na verdade, a Operação Sufocamento deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (17), em conjunto com a Controladoria-Geral da União e o Ministério Público Federal, investiga um grupo criminoso que atuou nas simulações de dois procedimentos de dispensa de licitação no município de Girau do Ponciano, interior de Alagoas, e em desvios de recursos públicos federais destinados ao enfrentamento da pandemia da Covid-19 na cidade. 

Como informou o site oficial da Polícia Federal,  o grupo simulou dois processos de dispensa de licitação para o fornecimento de uma central de gases e respiradores mecânicos para tratamento de pacientes no Hospital de Campanha de Girau do Ponciano. Mais de 80 policiais federais e auditores da Controladoria Geral da União dão cumprimento simultâneo a 19 Mandados de Busca e Apreensão em Maceió, Girau do Ponciano, Arapiraca/AL, Campo Grande/AL (1), Rio de Janeiro/RJ (4), Belford Roxo/RJ (1) e Alegre/ES (2).

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) esclareceu que a implantação, gerenciamento e financiamento do Hospital de Campanha de Girau do Ponciano, voltado ao atendimento de pacientes com a Covid-19, é de responsabilidade exclusiva da gestão municipal.

“A operação deflagrada pela Polícia Federal (PF), na última quinta-feira (17), investiga, exclusivamente, as contratações e aquisições realizadas no âmbito do município, que é o gestor daquela unidade hospitalar. O hospital de Girau do Ponciano é municipal, ou seja, não tem ligação com o Governo de Alagoas”, informou a Sesau.

Alagoas Sem Fake

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É falso que laboratório não tenha identificado vírus da Covid-19 em testes positivos

  • Redação*
  • 22/06/2021 15:51
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É falsa a informação que circula nas redes sociais de que supostos testes de laboratório não encontraram o vírus Sars-CoV-2 em 1.500 exames positivos para Covid-19 nos Estados Unidos. 

Não há dados com o resultado da suposta pesquisa e o nome do virologista mencionado como autor não aparece em nenhuma publicação científica.

O link compartilhado no WhatsApp é de um site que reproduz várias informações falsas. “O cientista clínico e imunologista-virologista Dr. Derek Knauss e sua equipe de imunologistas atuando no sul da Califórnia examinaram 1.500 testes que deram 'positivo' para Covid-19. Os resultados dos testes de laboratório foram desconcertantes. Nenhum teste foi encontrado para ter Covid. Simplesmente não havia vestígios deste vírus. Os cientistas encontraram apenas os vírus influenza A e B. Dr”, diz a mensagem. 

Não há qualquer registro da existência da pesquisa mencionada. O primeiro fato curioso é que nem o nome do virologista é encontrado em sites de bases científicas, como Google Scholar, PubMed, Scopus e Researchgate. Além disso, nenhuma informação é encontrada em sites onde são registrados resultados de pesquisas científicas, como Clinical Trials, OMS (Organização Mundial da Saúde) e Wiley Online Library.

O texto também afirma que o CDC (Centers for Disease Control, órgão de saúde do governo americano) não quis enviar amostras do vírus Sars-Cov-2 para análise. No entanto, no dia 20 de janeiro do ano passado, o CDC iniciou um processo de isolamento e análise da amostra do patógeno coletado do primeiro americano infectado por Covid-19 no país. Além disso, o vírus isolado ficou disponível para toda a comunidade científica.

Durante todo o texto são apresentadas informações alarmistas. O virologista Rômulo Neris, doutorando da Universidade Federal do Rio de Janeiro, disse ao Portal G1 que outros fatores também descartam as informações apresentadas: que as 1.500 amostras foram analisadas a partir dos postulados de Koch (critérios que definem como determinar que um microrganismo causa uma doença) e de microscopia eletrônica.

"A gente não pode usar o postulado de Koch na íntegra para detectar o coronavírus, como um agente patogênico, porque a gente não pode pegar o vírus e reinfectar pessoas para confirmar que ele causa a doença. Isso viola qualquer protocolo de ética. Mesmo se assim fosse, é um processo longo. É improvável que um grupo de pesquisa consiga fazer esse procedimento todo com 1.500 amostras. Precisaria de uma equipe gigante, vários institutos mobilizados ao mesmo tempo", pontuou Neris. 

Além do G1, os sites Aos Fatos e Boatos.org fizeram a checagem do caso. Também há verificações internacionais dos canais Maldita, Open.online e AFP.

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*Com assessoria

Checado: rótulo da vacina em vídeo é padrão adotado pela FioCruz para AstraZeneca

  • Agência Alagoas
  • 16/06/2021 13:46
  • Oxi... Isso é Fake!
Foto: Agência Alagoas

Circula no WhatsApp um vídeo onde um homem, durante a vacinação, questiona a ausência do nome do fabricante em um frasco de vacina. O episódio aconteceu no município de Santos, em São Paulo. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) esclarece que o rótulo mostrado no vídeo é o padrão adotado pela instituição, que é a responsável pela fabricação de doses da vacina Oxford/AstraZeneca no Brasil. O imunizante também é encontrado em outras apresentações, já que pode ser adquirido de diferentes laboratórios ao redor do mundo.

O homem se identifica como portuário e questiona o fato do frasco não conter o nome do fabricante. “Não tem o nome Astrazeneca no frasco, estão usando sem nome. Quero a vacina com nome”, diz irritado. Um dos profissionais tenta conseguir uma dose da vacina produzida por outro laboratório que tem nome do fabricante no frasco, mas é informado que já não tinha mais disponível. “Como vou saber se tomei a verdadeira?”, pergunta o portuário ao julgar a vacina como “genérica”. 

Após insistir, ele foi acompanhado por uma profissional até a área restrita aos funcionários para conferir as caixas fechadas do imunizante. O homem não ficou satisfeito com as informações contidas nas embalagens. Após isso, reclamou que era “obrigado” a tomar a dose, dando a entender que decidiu tomar mesmo assim. 

A Prefeitura de Santos, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), esclareceu que as doses da vacina usadas para a imunização da população foram enviadas ao município pelo Ministério da Saúde e Governo do Estado de São Paulo. “Nas últimas remessas, foram enviadas vacinas com a tecnologia Oxford/AstraZeneca de dois fabricantes diferentes: da brasileira Fiocruz e da estrangeira Covax Supply. Em ambos os frascos, há a indicação de vacina Covid-19 recombinante, que é a tecnologia desenvolvida pela Oxford/AstraZeneca”, informou por meio de nota.

O órgão detalhou ainda a diferença entre os rótulos: “O frasco e a caixa da vacina da Covax Supply apresentam a inscrição “Covid-19 Vaccine AstraZeneca recombinant”. Já os da fabricante Fiocruz – apresentados no vídeo - vêm com frascos identificados com a inscrição “Vacina Covid-19 (recombinante)”, cujas caixas apresentam o logo do fabricante”. A SMS de Santos caracterizou ainda as informações divulgadas no vídeo como equivocadas e que elas contribuem para desinformar e confundir a população. 

Vacina AstraZeneca fornecida pelo COVAX Supply (Ascom Sesau)

O rótulo mostrado no vídeo é o padrão da Fiocruz. O laboratório confirmou as informações e lembrou que é normal a diferença entre as embalagens. “Cada produtor estabelece seu rótulo, com informações de lote, por ser o responsável legal pelo produto”, explicou a Fiocruz.

Vacina AstraZeneca fornecida pela FioCruz (Ascom Sesau)

A assessoria de comunicação da Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz responsável pelos imunizantes, informou ainda que a imagem do rótulo da vacina está disponível no site oficial. “É importante ressaltar que, por ser o maior fornecedor da vacina.Oxford/AstraZeneca no Brasil, a população pode ficar segura ao receber sua dose de frasco com o rótulo “Vacina COVID-19 (recombinante)”, acrescentou. 

O estado de Alagoas tem recebido do Ministério da Saúde vacinas da AstraZeneca fornecidas tanto pelo COVAX Facility, iniciativa da OMS para distribuição de vacinas, quanto pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz). Apesar das diferenças na embalagem e no rótulo, o conteúdo da vacina é o mesmo. 

Alagoas Sem Fake

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É falso que vacinas contra Covid-19 causem infertilidade ou câncer de próstata

  • Agencia Alagoas
  • 16/06/2021 08:39
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Circula no WhatsApp uma imagem com a notícia de que um urologista da Flórida teria encontrado sinais de infertilidade e câncer de próstata em homens vacinados contra Covid-19. A informação é falsa. O médico norte-americano informou, na verdade, que a vacina pode elevar, temporariamente, os níveis de antígenos e alterar o resultado de exames.

O site que aparece na captura de tela não é identificado. “Urologista da Flórida encontra sinais de infertilidade e câncer de próstata em homens tratados com vacinas Covid-19”, diz o título. "Um urologista do condado de Palm Beach, Flórida, está alertando que as vacinas Covid podem estar causando um aumento nos valores do antígeno específico da próstata (PSA), um problema comum em homens que sofrem de infertilidade e câncer de próstata", diz o conteúdo alarmista.

As informações são falsas. O conteúdo se aproveita de uma reportagem do canal WPEC CBS 12 com o médico Diego Rubinowicz para distorcer o contexto da matéria. O que o médico explica durante a entrevista é que tem observado, em seu consultório, resultados falso-positivos no exame de PSA (Antígeno Prostático Específico) em homens que se vacinaram contra a covid a menos de 6 semanas.

A reportagem original explica que o exame de PSA serve como um diagnóstico inicial para o câncer de próstata. Por essa razão, Rubinowicz recomenda que os homens aguardem 6 semanas após a vacinação para poder fazer o exame ou conversem com seus médicos para discutir a necessidade de refazer um teste já feito.

Alagoas Sem Fake

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É falso que relatório do TCU questione mortes por Covid-19 no Brasil

  • 09/06/2021 16:31
  • Oxi... Isso é Fake!

Circula no WhatsApp a informação de que um suposto relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que 50% das mortes registradas por Covid-19 tenham sido provocadas por outras doenças. A informação é falsa. O TCU se posicionou e esclareceu que seus técnicos não produziram o documento que tem circulado nas redes sociais.

O texto compartilhado é acompanhado de um vídeo da declaração do presidente Jair Bolsonaro com a “antecipação” da informação. “Urgente: relatório do Tribunal de Contas da União, aponta que, do total de mortes registrados em 2020 no país, como Covid-19 — 50% dos óbitos não eram Covid-19. Fraudemia!” (sic), afirma a mensagem. 

Além do texto em tom alarmista e da declaração do presidente, também foram compartilhadas imagens de um suposto relatório nas redes sociais. Os conteúdos colocam em dúvida o número de mortes da Covid-19. O Ministério da Saúde contabiliza mais de 474 mil mortes no Brasil desde o início da pandemia, dados atualizados diariamente no site Coronavírus Brasil

Após a repercussão dos conteúdos falsos, o Tribunal de Contas da União divulgou uma nota em seu site oficial e garantiu que não produziu qualquer relatório com os dados que estão sendo compartilhados no WhatsApp.

Veja a nota na íntegra:

O TCU esclarece que não há informações em relatórios do tribunal que apontem que “em torno de 50% dos óbitos por Covid no ano passado não foram por Covid”, conforme afirmação do Presidente Jair Bolsonaro divulgada hoje.

O TCU reforça que não é o autor de documento que circula na imprensa e nas redes sociais intitulado "Da possível supernotificação de óbitos causados por Covid-19 no Brasil".

É fake: Caixa de dinheiro mostrada em vídeo não foi encontrada em Alagoas, nem tem relação com a pandemia

  • Redação*
  • 04/06/2021 10:19
  • Oxi... Isso é Fake!

Circula no WhatsApp um vídeo que mostra policiais em uma apreensão de malas e caixas de dinheiro. O texto da legenda diz que se trata de uma operação na casa de uma suposta secretária de Saúde de Alagoas. A informação é falsa. O vídeo mostra o resultado do trabalho da Polícia Federal na operação “Distração”, no estado de Sergipe, que investigou crimes relacionados a casas de apostas clandestinas.

Conforme as informações, o vídeo é compartilhado em Alagoas e, pela quantidade de compartilhamentos, a mensagem recebeu o selo “encaminhada com frequência”, quando o próprio WhatsApp alerta os usuários de que a veracidade do conteúdo deve ser confirmada antes de a mensagem ser encaminhada. "PF encontrou milhões escondido na casa da secretaria de saúde do Alagoas. Verba do governo federal enviado para o combate a Covid-19 (sic)", diz o texto que legenda o vídeo. 

Ainda de acordo com as informações, a primeira informação falsa está no próprio texto do vídeo. O conteúdo diz que Alagoas teria uma mulher como secretária de Saúde. Na verdade, o secretário estadual de Saúde de Alagoas é um homem. Ainda no texto, a expressão “do Alagoas” também soa estranha para os alagoanos, o que é um indício de que o vídeo fake tenha sido editado em um outro estado. A acusação tenta gerar dúvida quanto ao gerenciamento dos recursos para as ações contra a Covid-19. Por outro lado, o Governo de Alagoas disponibiliza todos os dados de sua prestação de contas no Portal da Transparência.

O vídeo que mostra malas e caixas de dinheiro sendo apreendidas se trata, na verdade, de um procedimento da Polícia Federal realizado em março deste ano, durante a Operação Distração, realizada no estado de Sergipe. O alvo foi um site de apostas e seus proprietários. Na ação, foram apreendidas malas e caixas de dinheiro em espécie e carros de luxo com o objetivo de obter provas contra supostas práticas de exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa, como noticiou o portal UOL.  

Em outra versão, o vídeo foi compartilhado com a informação de que a operação teria como alvo o secretário de Saúde do Maranhão. Uma publicação no Facebook também diz que a apreensão teria acontecido no município de Imperatriz, no Maranhão. Ambas as alegações já foram checadas e desmentidas pela Agência Lupa.

Alagoas Sem Fake

Com foco no combate à desinformação, a editoria Alagoas Sem Fake verifica, todos os dias, mensagens e conteúdos compartilhados, principalmente em redes sociais, sobre assuntos relacionados ao novo coronavírus em Alagoas. O cidadão poderá enviar mensagens, vídeos ou áudios a serem checados por meio do WhatsApp, no número: (82) 98161-5890. Clique aqui para enviar agora.

*Com Agência Alagoas

É falso que máscaras descartáveis contenham parasitas

  • Agência Alagoas
  • 02/06/2021 13:10
  • Oxi... Isso é Fake!
Foto: Agência Alagoas

Circulam nas redes sociais vários vídeos com a informação de que parasitas circulariam em máscaras descartáveis, itens essenciais no combate à covid-19. Os conteúdos são falsos. Testes laboratoriais mostram apenas fragmentos de tecido em máscaras novas e, após o uso, pêlos, fibras vegetais e outras impurezas retidas pela trama.

A ideia tem se espalhado por meio de vídeos gravados em diversos idiomas com um suposto teste. Uma versão em português sugere que o uso da máscara provocaria uma hipotética ativação de parasitas. “Fizemos o teste! Minha amiga tem microscópio digital, vimos alguns parasitas, basta a pessoa usar a máscara. A própria respiração, ar úmido e quente da boca ativam os parasitas. Estes parasitas entram pela nossa mucosa. Creio que estas máscaras venham da China”, diz a mensagem.

O texto circula no Brasil com um vídeo - em português lusitano - no qual uma mulher aparece na tentativa de provar a ideia com um teste. Ela pôs uma máscara descartável sobre o vapor d’água para analisar a presença dos supostos vermes. Apesar de comentar que vários casos foram comprovados por testes semelhantes em todo o mundo, nenhuma anormalidade é observada até o final da gravação. 

A pedido da editoria Alagoas Sem Fake, o biomédico Anderson Guedes realizou uma análise laboratorial no Hospital São Vicente de Paulo, em União dos Palmares. O especialista analisou no microscópio três máscaras descartáveis novas e uma após duas horas de uso. Não foi detectado parasita em nenhuma delas. “Não há risco de ter parasita em máscara descartável, conforme foi falado no vídeo. Na máscara que foi usada por duas horas surgiram apenas partículas de sujeira, ou seja, a máscara é uma barreira de proteção, e isso mostra o quanto é essencial a utilização do item. Os vídeos que tentam mostrar o contrário, não têm base científica”, esclareceu Guedes. 

A agência de notícias AFP também já apurou os vídeos com as informações falsas. Os especialistas consultados pela reportagem informaram que, de acordo como as máscaras são manuseadas, elas podem acumular pêlos, fibras vegetais e outras impurezas. 

Marina Jovanovic, especialista em Ciências Biológicas e pesquisadora associada ao Instituto de Química Geral e Física de Belgrado, fez a análise a pedido da AFP e informou o resultado: “Quando colocamos uma máscara, a tocamos com as mãos, temos germes nas mãos, tocamos diferentes superfícies que podem conter microorganismos. Além dos micróbios, é possível transferir resíduos às máscaras, como pêlos, fibras vegetais e outras impurezas. O que vimos no microscópio em uma máscara usada não são parasitas, nem nada vivo. São apenas restos de material”.

Uso adequado

O infectologista Cláudio Cotrim, que atende no Hospital Geral do Estado (HGE), reforça que as máscaras são um meio seguro de prevenir a prevenção. “As máscaras cirúrgicas são usadas para impedir a transmissão por gotículas que podem conter o novo coronavírus. São utilizadas por quatro horas e devem ser descartadas quando apresentar umidade”, orientou o médico.

“As máscaras de tecido podem ser lavadas e reutilizadas. Todas as máscaras servem de barreiras contra o contágio da Covid-19, mas é preciso que sejam associadas ao hábito de higienizar corretamente as mãos, com frequência, usando água e sabão ou álcool em gel”, acrescentou o infectologista. A eficácia das máscaras na prevenção da Covid-19 é comprovada, mas é preciso cuidado na utilização correta das máscaras, como evitar tocá-las. No caso das reutilizáveis, o cuidado deve ser redobrado para evitar a proliferação de bactérias. Especialistas ouvidos pelo jornal Estado de Minas alertam que máscaras de pano exigem higienização com água e sabão, uso individual e troca quando úmida. Ainda, é essencial descartar as máscaras que não se ajustam mais ao rosto.

Alagoas Sem Fake

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Checado: relaxamento de medidas pode ter provocado aumento de mortes por covid-19 no Chile

  • Agência Alagoas
  • 01/06/2021 13:05
  • Oxi... Isso é Fake!
Foto: Agência Alagoas

Circula nas redes sociais a informação de que o número de mortes por Covid-19 aumentou no Chile após o início da vacinação. O aumento nos números é verdadeiro, mas a correlação com a vacina é falsa. Especialistas apontam que um dos motivos para o novo aumento é o relaxamento das medidas de distanciamento social após o verão. 

O conteúdo de um site, que publica textos alarmistas e sem fontes científicas, tenta convencer de que a imunização provocou o aumento do número de mortes por covid no país. “Cinco meses após o início de sua vacinação, o Chile apresenta uma média semanal de 98 óbitos por Covid-19. Ou seja, cinco meses após o início de sua campanha nacional de vacinação, que deveria estar salvando vidas, o Chile apresenta uma média diária de mortos por Covid-19 mais de duas vezes superior àquela registrada antes do uso das vacinas”, diz o texto.

De fato, desde dezembro - quando iniciou o processo de vacinação - o país registrou aumento no número de óbitos. Na última semana de novembro, o Chile contabilizou uma média diária de 34 mortes, enquanto na última semana de maio foram 93 óbitos por dia. 

O aumento relativo dos casos e óbitos não está ligado ao avanço no processo de vacinação, que até agora alcançou 52% da população. Para especialistas ouvidos pela BBC as causas do novo aumento são diversas. O relaxamento drástico de medidas de distanciamento foi apontado como uma delas. O país determinou o retorno às aulas presenciais, liberou viagens de turismo e reabriu centros comerciais e cassinos.

"O governo autorizou licenças especiais de férias e isso fez com que entre 4 e 5 milhões de pessoas se mobilizassem para diferentes áreas que hoje vivem crises muito extremas, com hospitais com leitos lotados, com percentuais muito elevados de testes positivos, em alguns casos superiores à primeira onda", argumenta Claudia Cortés, da Universidade do Chile e vice-presidente da Sociedade Chilena de Infectologia.

Cortés observa que desde o início da vacinação a população relaxou nos cuidados para a prevenção. “Muitas pessoas pensaram que, como as vacinas já haviam chegado, o problema havia acabado e as medidas de autocuidado foram bastante relaxadas", acrescenta.

O Ministério da Saúde do Chile reconheceu que as férias de verão desempenharam um papel fundamental na atual situação. "O aumento de casos tem a ver principalmente com o relaxamento das regras de autocuidado durante o verão, o que também aconteceu em outros países do mundo", explicou. 

Juan Carlos Said, mestre em Saúde Pública pelo Imperial College de Londres, destaca que o efeito da vacinação não é a curto prazo. "As vacinas não funcionam imediatamente. Muitas vacinas, como a Sinovac, que é a maioria por aqui, exigem a aplicação de duas doses em intervalos de três semanas e a imunidade máxima começa a ser alcançada a partir da segunda semana após a segunda dose. Para diminuir o número de internações e óbitos é preciso que 80% da população esteja vacinada e ainda estamos muito longe disso", afirmou à reportagem. 

Alagoas Sem Fake

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Site apócrifo incentiva automedicação contra Covid-19

  • Assessoria
  • 25/05/2021 17:23
  • Oxi... Isso é Fake!
Ilustração/Internet

Circula nas redes sociais o link de um site que disponibiliza um suposto “protocolo de tratamento precoce e preventivo da Covid-19”. A página fornece receitas de medicamentos, inclusive com recomendação de doses, incentivando a automedicação da população. O diagnóstico e a prescrição de medicamentos são atos de competência exclusiva de médicos, portanto o conteúdo apócrifo é falso.

Médicos especialistas que estão na linha de frente contra a pandemia negam que exista tal tratamento e o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas alerta que a automedicação pode provocar efeitos adversos graves. 

Vários medicamentos e vitaminas são listados com posologia e todos os detalhes, orientando as pessoas a tomar remédios por conta própria. O site, cujo criador é desconhecido, usa um tom alarmante ao defender que os remédios sejam utilizados a partir do surgimento de pelo menos dois sintomas da doença “para que então seja feito o Tratamento Precoce de forma eficaz”. 

Não há recomendação de especialistas e órgãos de saúde para o uso desse tratamento por não existir comprovação científica. A Organização Mundial da Saúde já concluiu, por exemplo, que a hidroxicloroquina não funciona para o tratamento da Covid-19 . A  farmacêutica Merck, fabricante da ivermectina, já comunicou que não há evidência científica de que o medicamento seja capaz de combater o novo coronavírus. O próprio diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária reconheceu que não há comprovação científica sobre a eficácia do tratamento detalhado pelo site.

Questionada pelo site Viva Bem, a infectologista Layla Almeida que atende no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) e clínica geral do Hospital São Vicente da Gávea (RJ) lembra que só há indicação de medicamentos que aliviam os sintomas.  “Não existe tratamento precoce nem profilático [preventivo] contra a Covid-19. Ainda não há nenhum estudo que comprove que algum remédio seja eficaz no manejo precoce da doença. São indicados apenas os medicamentos que controlam os sintomas de pessoas infectadas, como os antitérmicos em casos de febre, por exemplo”, informou a médica.

As pessoas que seguem o suposto tratamento podem correr sérios riscos de saúde, como explica Robert Nicácio, presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas. “A  automedicação é um grande problema de saúde que causa intoxicação, efeitos adversos potencialmente graves, além de mascarar sintomas das doenças, retardando o diagnóstico delas e pode causar interações medicamentosas”, alerta. 

 “Os estudos científicos, as orientações da OMS e do Ministério da Saúde mostram que não existe eficácia e segurança do chamado tratamento precoce e que a prevenção se dá pelo uso das máscaras, álcool, distanciamento social e vacinação da população. A publicidade sobre tratamento precoce e preventivo vem causando pânico e confusão na população que acaba se automedicando”,  apontou Nicácio.

Cadastro para programas “Vale-Gás” e “Merenda em Casa” é falso

  • Agência Alagoas
  • 20/05/2021 08:13
  • Oxi... Isso é Fake!
Foto: Agência Alagoas

Circulam em grupos do WhatsApp links para cadastros de programas sociais intitulados como “Vale Gás” e “Merenda em Casa”. Os auxílios beneficiariam pessoas de baixa renda, aposentados, beneficiários do auxílio emergencial, Bolsa Família e pais e mãe de alunos. As informações são falsas. O cadastramento não existe e preenchimento de formulário pode ser golpe. 

A implantação do programa “Vale-Gás Social” é justificado pelo aumento no valor do preço do gás de cozinha e que a solicitação para ter acesso seria por meio de um “app social”. “O governo está liberando o Vale Gás Social às famílias de baixa renda em decorrência do aumento excessivo do preço do gás de cozinha, no valor de R$110/mês por família. Tem direito a receber o benefício pessoas de baixa renda, aposentados e beneficiários do auxílio emergencial e bolsa família. Solicite o seu através do App Social”, informa o texto que acompanha o link, que inclusive não apresenta nenhuma identificação oficial.

O programa citado não existe, muito menos há possibilidade de solicitação. Inclusive, a mensagem já circulou com vários valores que o beneficiário receberia. Já houve postagens informando pagamentos de R$ 90 e de R$ 110. 

Por meio das redes sociais, o Ministério da Cidadania alertou que a população não acesse os links divulgados. “Alerta de fake news: é falsa mensagem que circula nas redes sociais sobre suposto Vale Gás Social de R$ 90, que seria pago a aposentados, pensionistas e beneficiários do Bolsa Família e do Auxílio Emergencial. O benefício não existe. Não clique em links duvidosos e certifique-se sempre de verificar as informações nos canais oficiais do Governo Federal”, informou o órgão no Facebook. As informações sobre todas as ações e programas do governo federal estão disponíveis no site oficial do Ministério da Cidadania.

Já com relação ao programa “Merenda em Casa”, a mensagem falsa informa que o governo pagaria entre R$ 55 e R$ 120 mensal aos pais de alunos após solicitação em um site. “Olha, vê se você tem direito: o programa Merenda em Casa tá pagando um auxílio que varia de R$55 a R$120 reais todo o mês para pais e mães de crianças que estudam. Ele é pra ajudar na compra de alimentos para refeição. E o depósito cai em 3 dias na conta”, diz a mensagem que informa um link para o possível cadastro.

O conteúdo também é falso. Existe o Merenda em Casa, mas se trata de uma medida emergencial adotada pelo Governo de São Paulo que destina o valor fixo de R$ 55 a cada estudante da rede estadual que já seja beneficiário do Bolsa Família ou seja classificado como de baixa renda no Cadastro Único. O responsável pelo aluno tem acesso ao benefício por meio do aplicativo PicPay e não é necessário cadastro.

As informações falsas já foram checadas por sites especialistas em verificação de informações que circulam nas redes sociais, como Agência Agência LupaBoatos.org, que alertam que os links são ferramentas para golpes. “Trata-se, na verdade, de um golpe para roubar informações das pessoas que acabam preenchendo o formulário. Não passa de mais uma tentativa de golpe que se aproveita da necessidade de muitas pessoas em meio à pandemia”, informam os sites. 

Assistência em Alagoas

Para assegurar a melhoria da qualidade nutricional da primeira infância, o Governo de Alagoas lançou, em fevereiro, o Cartão CRIA com o objetivo de beneficiar até o final de 2021 cerca de 180 mil famílias com gestantes, bebês e crianças de até 6 anos de idade, além das crianças de até 7 anos de idade portadoras da síndrome congênita por Zika vírus. As gestantes que vivem em pobreza ou extrema pobreza, inscritas no CadÚnico, podem solicitar o recurso no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo. Confira mais informações aqui

Alagoas Sem Fake

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Ministério da Saúde não realiza agendamento de vacinação por WhatsApp

  • Assessoria
  • 19/05/2021 15:48
  • Oxi... Isso é Fake!

Diversas pessoas têm relatado o recebimento de uma mensagem para um suposto agendamento para a vacinação contra a Covid-19 no WhatsApp . O cadastro não existe e se trata de tentativa de golpe. O Ministério da Saúde já divulgou que não entra em contato com a população para marcar o dia da imunização. 

Uma das mensagens foi enviada por um número com o DDD 96, do Amapá. "Olá, sou a Alessandra Vieira, representante do Ministério da Saúde contra a Covid-19. Venho através da nossa plataforma online realizar o agendamento da sua vacinação. Por favor, me informe o número de protocolo de 6 dígitos enviados via SMS", informa o conteúdo falso. 

Não existe cadastro para agendar o dia e hora que a população deve comparecer para tomar a vacina. A mensagem do falso agendamento começou a circular em janeiro quando a imunização teve início no Brasil. A tentativa de golpe já foi realizada por meio de ligações e mensagens de texto. 

O Ministério da Saúde já fez vários alertas sobre a situação. “O Ministério da Saúde informa a toda a população que não entra em contato por telefone (ligação, SMS ou aplicativo) para agendar data de vacinação contra a Covid-19. Caso receba mensagem sobre isso em seu app de mensagens, desconfie, pois trata-se de uma fraude”, orientou o órgão nas redes sociais.⁣ “Criminosos utilizam tática de enviar código via SMS para clonar seu aplicativo de mensagens”, acrescenta a postagem.

Golpe

Ao receber a mensagem, o usuário do aplicativo não deve responder. Caso o passo-a-passo exigido pelo falso cadastro seja seguido, o WhatsApp da vítima pode ser clonado, como explica o site Olhar Digital. Entre as ações comuns, o envio de mensagens para a lista de contatos solicitando dinheiro é uma das práticas mais realizadas. 

Vacinação

A ordem de vacinação, na verdade, é estabelecida pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19, a qual os estados devem seguir. Em Alagoas, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) divulgou que até essa terça-feira (18) foram aplicadas 810.931 doses, sendo 560.177 pessoas com a primeira dose e 250.754 já imunizadas com a segunda dose. A vacinação é realizada por meio do Programa Nacional de Imunização em Alagoas (PNI/AL) com o apoio técnico do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems/AL).

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Fala de virologista compartilhada nas redes distorce fatos sobre a vacinação da Covid-19

  • Assessoria
  • 14/05/2021 16:17
  • Oxi... Isso é Fake!

Circula no WhatsApp uma matéria que repercute afirmações de um virologista belga que defende a interrupção da imunização contra a Covid-19. Geert Vanden Bossche, como é identificado, argumenta que a vacinação em massa provocaria o surgimento de variantes ainda mais infecciosas e incontroláveis. Especialistas, entretanto, afirmam que o discurso está distorcido e que os benefícios da imunização superam qualquer risco.

Em tom alarmista, a matéria faz um balanço das ideias do cientista. “Os bloqueios e o uso de máscaras fortaleceram o vírus, as implantações de vacinação em massa em andamento são altamente prováveis ​​de aumentar ainda mais o escape imunológico 'adaptativo', pois nenhuma das vacinas atuais impedirá a replicação/transmissão de variantes virais. Quanto mais usarmos essas vacinas para imunizar pessoas no meio de uma pandemia, mais infeccioso (mutante) se tornará o vírus e com o aumento da infecciosidade, aumenta a probabilidade de resistência viral às vacinas”, cita o texto.

As teorias são contestadas por especialistas. Ouvidos pelo Estadão, pesquisadores explicam ponto a ponto de cada “argumento distorcido”, como é chamado. Flávio Fonseca, virologista da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por exemplo, explica que a tese de Geert Vanden Bossche apresenta deturpações, pois novas variantes não são novidades. “Por isso, já está sendo discutido no mundo inteiro que as vacinas se adaptem a essas novas variantes, fazemos isso todo ano contra a gripe”, esclareceu.

O site americano Deplatform Dicease, que realiza checagem de informações sobre a vacinação contra a Covid-19, ressalta que as alegações sobre a vacina são especulativas e que não possuem evidências. Mencionado pelo site de checagem brasileiro Boato.org, o esclarecimento afirma que o argumento do virologista está baseado apenas na ideia de que as vacinas não têm um efeito significativo na transmissão, diferente do que dizem os estudos.

Outra informação que vai de encontro ao pensamento do virologista belga é que as vacinas existentes contra a Covid-19 podem sim proteger contra as variantes. Como informou a Fiocruz, o imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, demonstrou eficácia em neutralizar a variante do novo coronavírus que foi identificada em janeiro, em Manaus. A vacina CoronaVac, imunizante fabricado pelo Instituto Butantan e pela farmacêutica chinesa Sinovac também apresenta eficácia contra a variante, como divulgado pelo grupo Vebra Covid-19.

As vacinas utilizadas atualmente são reconhecidas e recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que disponibiliza um site com todas as informações sobre a imunização e a eficácia. O portal oferece links com informações detalhadas de cada vacina. 

Alagoas Sem Fake

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É falso que não existam óbitos por Covid-19 nos hospitais militares

  • Assessoria
  • 13/05/2021 15:32
  • Oxi... Isso é Fake!

Circula em grupos do Whatsapp a informação de que não existem mortes por Covid-19 em hospitais militares do Brasil. A mensagem é falsa. Apesar de não divulgar números específicos das mortes nos leitos dos hospitais das Forças Armadas, o Ministério da Defesa informou que 3.450 usuários do sistema de saúde militar vieram a óbito por complicações da doença, sendo 113 deles militares da ativa.

A mensagem compartilhada não informa o autor do texto, tem erros gramaticais e apresenta a ideia conspiratória de que a pandemia seria uma armação. “Sou da ativa e denuncio aqui, não tem morte de covid em hospitais militares, sou oficial da ativa, trabalho com mais de 2.000 homens, e nenhum morreu de Covid! Porque não tem hospital militar lotado? Resposta: hospital militar não recebe verba destinada a esse fim, logo não tem mortes. Médicos escolhem, e dão laudo de morte por covid, assim seus hospitais ganham mais $$. acordem brasileiros! (sic)”, diz o conteúdo. 

Na última quarta-feira (12), o Ministério da Defesa divulgou alguns dados internos referentes ao contágio de Covid-19 para a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. Na ocasião, o instrutor da Escola Superior de Guerra, tenente-coronel José Roberto Pinho de Andrade Lima, revelou que, até o momento, 113 militares da ativa morreram devido a complicações causadas pela Covid-19. 

De acordo com Lima, 84.601 usuários do sistema de saúde militar - militares da ativa, da reserva, dependentes e pensionistas - foram infectados pelo novo coronavírus e 3.450 acabaram falecendo em decorrência das complicações causadas pela covid-19. 

números militares

Entre os infectados, 54.791 eram militares da ativa, o que representa 16% de todo o efetivo das Forças Armadas. Entre estes, 113 não resistiram e morreram. O tenente-coronel demonstrou preocupação com o aumento dos óbitos nas Forças. De acordo com ele, o número de mortes cresceu 11% nos últimos 15 dias. “É a maior perda de militares da ativa desde a Segunda Guerra Mundial”, disse.

Sobre a acusação de que médicos receberiam algum valor adicional por atestado com o diagnóstico de Covid-19, a informação já foi esclarecida pelo Ministério da Saúde e, portanto, também é falsa.

Alagoas Sem Fake

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É falso que suco de cebola e alho cure falta de ar causada por Covid-19

  • Agência Alagoas
  • 07/05/2021 11:32
  • Oxi... Isso é Fake!

Circula no WhatsApp o vídeo de um homem identificado como “Dr. Raiz” que ensina e recomenda o suco de cebola com alho como remédio contra a falta de ar, um dos sintomas da Covid-19. A informação é falsa. O responsável pelo conteúdo foi preso em maio de 2020 no município de Santa Rita, na Paraíba, e foi indiciado por crime contra a saúde pública.

O homem narra a receita no vídeo e garante que ela cura fibrose pulmonar provocada pela Covid-19, sem a necessidade de procurar um hospital. “Quando estiver sentindo falta de ar, você vai pegar uma cebola pequena e um dente de alho, triturar no liquidificador com 200ml de água, coar e tomar. Se não for diabético, pode acrescentar quatro a cinco colheres de mel para matar o gosto forte. Tome de uma vez e você fica bom em poucos minutos”, promete o “Dr. Raiz, o Lula de Marcos Moura”. 

O conteúdo é falso e é mais uma das inúmeras ideias de cura da Covid-19 sem recomendação médica que circulam nas redes sociais. A história já foi desmentida em checagem do Portal G1, que ouviu a pneumologista Patrícia Canto Ribeiro, da Escola Nacional de Saúde Pública. "A pessoa que tem Covid deve procurar um serviço de saúde o mais breve possível. O fato de ficar tentando amenizar sintomas com receitas caseiras certamente vai agravar o quadro e pode levar o paciente à morte, inclusive em casa ou levar o paciente já em situação crítica para o hospital”, afirma.

Patrícia alerta que a fibrose pulmonar já é um quadro avançado da doença: "O quadro inicial do comprometimento pulmonar pela Covid é uma pneumonia viral, que pode ser agravada por pneumonias bacterianas, que podem progredir para uma fibrose pulmonar. A única coisa que pode salvar essa pessoa é um atendimento hospitalar o mais breve possível, colocação em oxigênio ou até mesmo uma intubação”. 

O vídeo possivelmente foi gravado ainda no início da pandemia e o responsável também já divulgava as falsas promessas de cura nas redes sociais, além de vender em um estabelecimento os produtos que curariam até câncer e Aids. Após investigações e uma ação com a participação do Ministério Público do Estado da Paraíba, Polícia Civil e Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa/PB), o homem foi preso e o estabelecimento interditado. O caso aconteceu no município de Santa Rita (PB). 

Alagoas Sem Fake

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É fake que lei contra “stalking” tem relação com medidas de distanciamento social

  • Redação*
  • 06/05/2021 09:36
  • Oxi... Isso é Fake!
Ilustração/Internet

Circula no WhatsApp um vídeo de um agente de segurança que interpreta a lei contra “stalking” como uma forma de combater as medidas de isolamento social, adotadas por prefeitos e governadores. A informação é falsa. De acordo com as informações, a lei citada estabeleceu o crime de perseguição e não tem relação com ações contra a Covid-19. 

O próprio responsável pelo vídeo lê parte do texto da lei, mas em uma entonação de comemoração de que a novidade barraria medidas municipais e estaduais relacionadas ao distanciamento social. 

“Comemore povo brasileiro, agora é crime, policial, militar civil, federal, guarda municipal ou fiscal público que lhe persiga no tocante a sua liberdade de locomoção ou ao trabalho, lei 14.132 de 31 de março de 2021, decretada pelo nosso presidente Jair Bolsonaro: qualquer servidor que restringir ou ameaçar a sua integridade física ou psicológica restringindo-lhe a locomoção de qualquer forma, perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade, comete crime passivo de um ano a quatro anos de prisão”, afirma “agente castanho”, como é identificado. “Ainda não nos transformamos no comunismo, seremos resistência sempre, estamos vivendo num país democrático”, acrescenta.

Ainda segundo as informações, a lei Nº 14.132, de 31 de março de 2021, foi exposta em um contexto totalmente diferente e, portanto, a informação é falsa. A lei sancionada estabeleceu o crime de perseguição, conhecido como “stalking”, que consiste, como apresenta o texto dalei, em “perseguir alguém, reiteradamente e por qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade física ou psicológica, restringindo-lhe a capacidade de locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade”. A reclusão prevista é de 6 meses a 2 anos, mas pode chegar a 3 anos com agravantes.

O conteúdo é mais uma tentativa de criticar as medidas de distanciamento social, reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde, como as únicas eficazes para conter a propagação do vírus, além da vacinação, uso de máscaras e a higienização das mãos. 

As restrições para a circulação das pessoas, adotadas pelo Governo de Alagoas, não afetam a liberdade dos cidadãos, garantida por lei. “A própria Constituição estabelece que os entes federativos devem cuidar da saúde dos brasileiros, inclusive no ano passado o Supremo Tribunal Federal reconheceu a competência desses entes federativos para essas medidas. Não há ilegalidade, não há violação da lei, porque o Governo agiu dentro da competência que lhe cabe”, explica o advogado Thiago Bonfim,  professor de Direito Constitucional.

Lei contra fake news

Para combater a propagação de informações falsas, o governador Renan Filho sancionou, em junho de 2020, a lei Lei nº 8.266 que pune a divulgação de “fake news” sobre epidemias, endemias e pandemias em Alagoas. A lei prevê o pagamento de multa de R$ 5.394 por quem divulgar ou compartilhar informação falsa sobre essas situações de emergência sanitária. O valor pode variar de acordo com as circunstâncias. 

*Com Agência Alagoas

O consumo de bebidas alcoólicas não altera os efeitos da vacina contra a Covid-19

  • Assessoria
  • 03/05/2021 16:26
  • Oxi... Isso é Fake!

Circula em Alagoas o boato de que quem recebe a vacina contra a Covid-19 deve ficar vários dias ou até semanas sem consumir bebidas alcoólicas. Não é verdade. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) desconhece qualquer recomendação neste sentido.

Desde o surgimento dos primeiros imunizantes contra a Covid-19, inúmeras informações falsas têm sido espalhadas pelas redes sociais e até quem não tem acesso ao mundo virtual recebe e propaga os boatos. A ideia de que a aplicação de um dos imunizantes exige a suspensão do consumo de bebida alcoólica por um determinado período tem deixado muita gente em dúvida.  

A informação, que pode acabar desestimulando parte da população a se vacinar, não procede. Mônica Levi, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), afirmou em entrevista à CNN Brasil que a ideia não passa de uma mentira. “Já era comum as pessoas perguntarem se poderiam tomar cerveja após tomar uma vacina. Agora se esse mito volta em plena pandemia com uma vacinação em massa, pode ser prejudicial ao processo de imunização”, ressalta a médica que já tem experiência com vacinação há 25 anos.  

Os fabricantes dos imunizantes usados no Brasil e o Ministério da Saúde informaram ao jornal O Globo que não veem comprometimento do efeito nem risco de eventos adversos ligados às bebidas.  

Mesmo sem ter relação com a vacina, os médicos alertam que o uso crônico e abuso de álcool pode enfraquecer o sistema imunológico e aumentar o risco de infecção por vírus e bactérias. “O uso abusivo do álcool não é recomendado porque ele faz mal a nossa saúde, ele diminui a nossa imunidade e pode provocar cirrose e câncer no fígado. Então o consumo do álcool deve ser com moderação", esclarece a infectologista da Unicamp, Raquel Stucchi.

Checado: flexibilização de uso de máscara nos EUA só vale para vacinados e em situações específicas

  • Assessoria
  • 29/04/2021 14:36
  • Oxi... Isso é Fake!

Circulam no WhatsApp várias mensagens com a informação de que os Estados Unidos suspenderam o uso de máscaras. O vídeo compartilhado do presidente é verdadeiro, mas a flexibilização do uso de máscara só vale para a população totalmente vacinada e em algumas circunstância, como atividades ao ar livre em grupos pequenos. O país imunizou 29,5% dos norte-americanos e 43% já receberam ao menos uma dose da vacina.

Uma das mensagens compartilhadas é com o link do vídeo do presidente americano Joe Biden, que anunciou a novidade. O texto que acompanha o conteúdo ironiza quem defende o uso de máscara. “Biden quer que o povo americano saia sem máscara. Negacionista? Genocida? Cadê a CNN, NY Times, Globo? Vão fazer o impeachment dele lá por determinação da Suprema Corte?”, questiona. 

No entanto, sem os detalhes da nova medida, o compartilhamento tem gerado uma interpretação equivocada. Como o próprio presidente Biden explica no vídeo, a recomendação é do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, o CDC (sigla em inglês), que levou em consideração o avanço do combate ao novo coronavírus. 

Os dados da agência reguladora de saúde dos Estados Unidos apontam que 29,5% de toda população norte-americana está totalmente vacinada e que 43% já recebeu ao menos a primeira dose. Outro ponto destacado pelo presidente é a queda no número de casos da doença no país. Em janeiro, foi registrada uma média semanal de mais de 300 mil casos, já nos últimos sete dias foram notificados 53.803 casos. “Com o avanço da vacinação, apresentamos uma queda de 70% em hospitalizações, nós estamos salvando milhares de vidas dia a dia”, informou o presidente ao anunciar as novas recomendações. 

A novidade sobre a flexibilização do uso da máscara foi divulgada na última terça-feira (27) pelo CDC. Os detalhes foram publicados no site oficial. Agora os americanos chamados de “plenamente vacinados” podem, por exemplo, realizar atividades e pequenos encontros ao ar livre entre pessoas também já vacinadas. Para atividades em locais fechados, os participantes devem continuar com o uso da máscara, mesmo aqueles que já receberam as duas doses da vacina. 

Ainda durante o pronunciamento, o presidente Joe Biden incentivou que a população tome a vacina: “O avanço de não ser necessário mais usar a máscara em algumas situações é mais um motivo para que você se vacine, a vacina vai permitir o retorno das normalidades da vida. Usar máscara e tomar a vacina é sua responsabilidade como cidadão patriota, então eu peço a todos os americanos que sigam as orientações, tomem vacina, é grátis”. 

Os EUA liberaram a vacinação para todos os adultos. Estão disponíveis as vacinas Pfizer, Moderna, aplicadas em duas doses, e a Johnson & Johnson com dose única, todas produzidas no próprio país.

Alagoas Sem Fake

Com foco no combate à desinformação, a editoria Alagoas Sem Fake verifica, todos os dias, mensagens e conteúdos compartilhados, principalmente em redes sociais, sobre assuntos relacionados ao novo coronavírus em Alagoas. O cidadão poderá enviar mensagens, vídeos ou áudios a serem checados por meio do WhatsApp, no número: (82) 98161-5890. Clique aqui para enviar agora.

Ao contrário do que diz mensagem falsa, hospitalização por Covid-19 reduziu entre idosos

  • Assessoria
  • 26/04/2021 16:02
  • Oxi... Isso é Fake!

Circula em grupos do WhatsApp a informação de que a chegada da vacina contra a Covid-19 no Brasil teria provocado o aumento de mortes dos pacientes acometidos pela doença. O conteúdo é falso. A mensagem tenta convencer que há mortes causadas pelo imunizante, além de defender tratamento sem eficácia comprovada e criticar o Supremo Tribunal Federal (STF).

A mensagem reúne várias informações falsas, mas com o mesmo objetivo: argumentar que  a vacina contra a Covid-19 não ajuda a combater a pandemia e que a solução seria o tratamento precoce, além de criticar imprensa, Supremo Tribunal Federal, governadores e prefeitos que adotam medidas de distanciamento social.

“Com a vacina, as mortes continuarão acontecendo (até aumentaram) mas, a narrativa do pessoal da NOM [Nova Ordem Mundial], incluindo todos os presidentes americanos, será de que cessaram, mas sabemos que tanto lá quanto cá aumentaram com as vacinas (coágulos no cérebro e pulmões). Lembrem que a vacina não tem garantia, está matando”, afirma o texto, ao citar o caso de Agnaldo Timóteo, que faleceu após a vacinação.

Não dá para relacionar o aumento de mortes no Brasil com a chegada da vacina. Entre o fim de novembro de 2020 e final de janeiro de 2021, a curva dos números de mortes já apresentava crescimento, como mostra o gráfico do Ministério da Saúde . A vacinação foi iniciada lentamente pelo estado de São Paulo a partir do dia 17 de janeiro. 

Os números mais recentes mostram um efeito contrário ao apresentado pela mensagem falsa. Até sábado (24), mesmo com apenas 5,9% da população brasileira imunizada com a segunda dose em três meses de vacinação, o Brasil registrou pela primeira vez, desde o início de novembro, uma tendência de queda de mortes por Covid-19.   

Outra informação que vai de contra aos dados falsos que circulam nas redes sociais é que vários estados registraram quedas nas taxas de internações de idosos contaminados com o novo coronavírus, como é o caso de Alagoas. No dia 23 de março, o índice era de 17,31% da taxa do risco de internação dos idosos acima de 80 anos nos hospitais gerenciados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesau), já no no dia 06 de abril caiu para 11,46%.Não é um caso isolado. O Distrito Federal, Tocantins, Rio Janeiro e Ceará, por exemplo, também já divulgaram que registraram quedas nos números de internações do público já vacinado. 

Sobre os supostos casos de pessoas que morreram após receber uma das doses da vacina, o texto com informações falsas cita como exemplo a morte de Agnaldo Timóteo. A assessoria do cantor informou à BBC que ele havia tomado a segunda dose dois dias antes de ser internado, o que sugere que ele foi infectado entre a primeira e a segunda doses. 

A bióloga e divulgadora científica brasileira, fundadora e presidente do Instituto Questão de Ciência, Natalia Pasternak, ressalta a eficácia da vacina e explica que o objetivo dela é de reduzir a chance do surgimento de sintomas, a necessidade de internação e até de morte. A microbiologista lembrou que se a pessoa contaminada pelo novo coronavírus já tiver doenças como obesidade, diabetes, hipertensão ou asma, a chance de desenvolver um quadro mais grave da doença é maior, mesmo já tendo sido vacinada. 

Natália fez uma analogia para melhor entendimento do efeito da imunização: "Uma boa vacina é como um bom goleiro. Sabemos que ele é bom pelo histórico dele, a frequência com a qual ele faz defesas. Se ele defende com frequência, ele é um bom goleiro. Isso não quer dizer que ele é invicto, que ele nunca vai deixar de tomar gol. Mas, mesmo se tomar gol, ele não deixa de ser um bom goleiro. Agora se a defesa do time dele for uma droga, ele vai tomar mais gol, porque vai ter muito mais bolas indo para o gol, então a probabilidade de ele errar aumenta”. 

A especialista continuou a explicação: "Se a defesa não usa máscara, faz aglomeração, haverá muito mais vírus circulando, ou seja, mais bolas para o gol, então a probabilidade de ele tomar gol é maior. A mesma coisa acontece com uma vacina. Ela diminui o seu risco de ficar doente, agora se você estiver numa área onde a defesa do time é ruim, onde o vírus está circulando muito, a chance de você ficar doente aumenta. Ou seja, as bolas ao gol. E a vacina é o goleiro".

Alagoas Sem Fake

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