Oxi... Isso é Fake!

Fake: Vídeo com discussão entre jornalista e ex-prefeita é anterior à pandemia

  • Redação*
  • 15/04/2021 12:50
  • Oxi... Isso é Fake!
Ilustração/Internet
Fake News

Circula nas redes sociais um vídeo que mostra uma discussão entre o jornalista Roberto Cabrini e uma mulher. O texto que tem sido compartilhado junto à filmagem afirma que a mulher seria a prefeita de Macapá e a reportagem trataria do superfaturamento em compras relacionadas à Covid-19. O vídeo é de uma reportagem realizada antes da pandemia, portanto o conteúdo compartilhado é falso. 

De acordo com a checagem de faots,a reportagem foi realizada em 2015 e abordou uma investigação sobre fraudes em compras de merenda escolar na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. 

“Roberto Cabrini desembarca em Macapá pra fazer uma reportagem sobre o superfaturamento de 5000% em cima dos kits de Covid-19, olha a reação da prefeita do DEM”, afirma o texto que acompanha o vídeo. “Renanzinho sua vez vai chegar”, diz ainda uma outra mensagem.

As imagens mostram uma discussão ocorrida entre o jornalista Roberto Cabrini e Rivanda Batalha, ex-prefeita do município de São Cristóvão, em Sergipe, em junho de 2015, e aconteceu no estúdio de uma rádio local . A situação aconteceu após uma reportagem, exibida no SBT,  denunciar fraudes no processo de licitação para a compra de merenda escolar.

Outra informação falsa é a de que o Macapá teria uma prefeita filiada ao DEM. Desde 1º de janeiro o executivo municipal é comandado por Antônio Furlan (PTB), sucessor de Clécio Luís, que em 2020 estava filiado à REDE. 

Alagoas Sem Fake

Com foco no combate à desinformação, a editoria Alagoas Sem Fake verifica, todos os dias, mensagens e conteúdos compartilhados, principalmente em redes sociais, sobre assuntos relacionados ao novo coronavírus em Alagoas. O cidadão poderá enviar mensagens, vídeos ou áudios a serem checados por meio do WhatsApp, no número: (82) 98161-5890. Clique aqui  para enviar agora.

*Com Agência Alagoas 

 

É fake que pessoa com Covid tenha sido sepultada viva em SP, como diz vídeo

  • Redação*
  • 06/04/2021 12:12
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Circula no WhatsApp um vídeo gravado no Cemitério Dom Bosco, na zona norte de São Paulo, onde um caixão com o corpo de uma vítima da Covid-19 foi retirado do carro do serviço funerário e aberto por familiares com a justificativa de que a pessoa estaria viva. A Prefeitura de São Paulo esclareceu que a vítima não estava com vida e que a família não aceitou as novas normas para sepultamento, que foi realizado após a Guarda Civil Municipal (GCM) controlar a situação. 

Segundo as informações, no vídeo é possível ver que familiares se aglomeraram ao redor do carro funerário com questionamentos, colocando em dúvida a causa da morte. “Ela não está com Covid não, tudo agora é Covid”, expressa uma mulher. Também relatam que a vítima estaria se mexendo, quando decidem retirar o caixão do veículo e o abrem na capela de velório. Algumas pessoas ainda pedem que a vítima seja levada até o hospital, porque “estava respirando”. 

Além do vídeo, um texto também é compartilhado: “Vale 19 mil ela morta, viva só vale pra família. Está achando que é tudo mentira? que os governos de estados não podem ser tão sacanas assim? Aí está mais uma prova do verdadeiro genocídio e quem são os verdadeiros genocidas. Isso é em SP, cidade da grande SP, Perus, um dos cemitérios do estado”.

O vídeo, de fato, foi gravado no Cemitério Dom Bosco, popularmente conhecido como Cemitério de Perus, na zona norte do município de São Paulo, e a situação ocorreu no dia 26 de março, porém a Prefeitura de São Paulo contesta a acusação e afirma que a vítima não estava com vida. “O sepultamento em questão não permitia velório por conta da causa da morte por Covid e a família não aceitou o fato de realizar o sepultamento direto”, disse em nota. 

Após acompanhamento da Guarda Civil Municipal, o sepultamento foi realizado. “Enquanto a família violava o caixão, a administração da unidade acionou a Guarda Civil Municipal Ambiental que controlou a situação após conversa com a família.O sepultamento foi realizado com acompanhamento da GCM e a família se retirou da unidade sem mais questionamentos”, informou a Prefeitura.

Ainda de acordo com as informações, a vítima citada no vídeo morreu três dias antes do sepultamento, como esclareceu a Prefeitura. “Conforme consta na nota de contratação do funeral, o falecimento foi atestado pelo médico no dia 23 de março. A contratação funerária foi efetuada no dia 25, com sepultamento agendado para o dia 26, por escolha da família”, disse o órgão em nota.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal das Subprefeituras, informou ainda que os velórios para casos suspeitos ou confirmados de Covi-19 estão suspensos, tendo a família um breve momento de despedida no ato do sepultamento, e que o serviço funerário segue as normas estabelecidas no Decreto 59.283/2020 que restringe o acesso às salas de velório. 

Recursos por mortes

Diversos conteúdos falsos já circularam nas redes sociais sobre um suposto recurso que é enviado pelo governo federal aos estados por mortes de Covid-19. A mensagem que circula com o vídeo gravado no Cemitério Dom Bosco afirma que cada morte custaria R$ 19 mil reais. O próprio Ministério da Saúde já desmentiu várias vezes o boato. 

"O Ministério da Saúde informa que não repassa verba para registro de morte. A pasta realiza o repasse de recursos para ações e serviços públicos de saúde. Esta verba é usada por secretarias estaduais e municipais de saúde para custeio dos serviços, aquisição de insumos básicos para o funcionamento dos postos de saúde e de hospitais, por exemplo, além de proporcionar equipamentos e recursos humanos a estados e municípios”, explicou o órgão.

Alagoas Sem Fake

A editoria Alagoas Sem Fake verifica, todos os dias, mensagens e conteúdos compartilhados, principalmente em redes sociais, sobre assuntos relacionados ao novo coronavírus em Alagoas. A iniciativa tem o objetivo de combater a desinformação. O cidadão poderá enviar mensagens, vídeos ou áudios a serem checados por meio do WhatsApp, no número: (82) 98161-5890. Clique aqui para enviar agora.

*Com Agência Alagoas

É fake que Cras abriu processo seletivo para contratação de novos funcionários

  • Redação*
  • 05/04/2021 12:42
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Grupos de Facebook e Whatsapp estão divulgando mensagens falsas sobre um processo seletivo para funcionários do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e para o recebimento de cestas básicas, solicitando o cadastro dos usuários.

A Diretora de Proteção Social Básica da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), Aline Pedrosa, esclarece que essas mensagens são falsas. “A população deve ficar atenta a esses golpes e não deve fornecer seus dados pessoais. Qualquer informação sobre ações, programas e processos seletivos são fornecidas no site e redes sociais da Prefeitura de Maceió”, disse.

*Com Ascom Maceió 

É fake que Renan Filho irá anunciar novas medidas parar proibir a venda de bebidas alcoólicas em Alagoas

  • 24/03/2021 13:42
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Fake News

É fake um texto que está circulando nos grupos de WhatsApp, nesta quarta-feira (24), com a informação que o Governo do Estado de Alagoas irá anunciar novas medidas parar proibir a venda de bebidas alcoólicas no estado.

A mensagem é transmitida de maneira que estivesse nas redes sociais do governador, afirmando que será proibido a venda de bebida alcoólicas nos próximos 15 dias . “Hoje as 17:0 horas, estaremos ao vivo pelo instagram @governodealagoas anunciando novas medidas para inibir a venda de bebidas alcoólicas nos próximos 15 dias em todo estado de Alagoas, com intuito de evitar aglomerações e festas particulares”, diz a mensagem.  

É falso que eficácia da ivermectina no tratamento da Covid-19 tenha sido comprovada

  • Redação*
  • 23/03/2021 14:44
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A pandemia do novo coronavírus fez com que informações falsas sobre tratamentos supostamente preventivos fossem disseminadas pelas redes sociais. Mais um exemplo dessa desinformação é a mensagem que circula em grupos de WhatsApp com uma possível comprovação científica de que o uso do medicamento ivermectina é eficaz no tratamento e prevenção da Covid-19. 

Segundo a assessoria de Comunicação do Governo do Estado, as informações são falsas. Em publicação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que ainda são necessárias pesquisas para confirmar ou descartar descobertas e que, portanto, não há comprovação científica da eficácia. 

A mensagem falsa apresenta como fonte o site “ivmmeta.com”, que, para especialistas ouvidos por vários sites de checagem de informação, como Estadão Verifica e Agência Lupa, não tem validade científica. “Saiu o randomizado da ivermectina, está aí a eficácia e a comprovação científica, para quem queria ‘ciência’ está aí: 90% de eficácia na profilaxia, 80% no tratamento precoce e 50% no tratamento tardio”, informa o conteúdo falso. 

No entanto, a mais recente publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 11 de março de 2021, contendo um resumo de evidências de opções terapêuticas contra a Covid-19, afirma que “há uma certeza muito baixa das evidências” e que “a ivermectina pode não reduzir significativamente a mortalidade e provavelmente não melhora o tempo de resolução dos sintomas”. A OMS informa que pesquisas ainda são necessárias para confirmar ou descartar essas descobertas.

O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) fez, nesta terça-feira (23), um alerta sobre a propagação das informações falsas. O CRF lembra que a própria farmacêutica MSD (Merck Sharp and Dohme), que produz a ivermectina, já afirmou que ainda não há evidências sobre os benefícios do medicamento no tratamento da Covid-19.

O assunto é uma preocupação para o Conselho Regional de Farmácia porque esse tipo de compartilhamento de informações estimula a automedicação.  “A automedicação é um problema no nosso país. A ivermectina é um antiparasitário de baixo potencial de toxicidade desde que ele seja indicado e usado da forma correta, contudo, o que se tem observado é uso indiscriminado deste medicamento e o resultado tem sido hepatite medicamentosa em alguns pacientes”, explica o presidente do CRF/AL, Robert Nicácio.

“A prevenção é seguir as medidas sanitárias de distanciamento social, de lavagem das mãos, de uso de álcool gel e de não aglomerar ”, acrescenta.

*Com assessoria

É falso que beber água a cada 15 minutos evite a Covid-19

  • Redação*
  • 20/03/2021 15:29
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Uma mensagem falsa que circulou nas redes sociais no início da pandemia da Covid-19 voltou a ser compartilhada. Trata-se da possível forma de evitar o contágio do novo coronavírus a partir do consumo de água a cada 15 minutos. O Ministério da Saúde já desmentiu a informação e especialistas alertam sobre medidas sem comprovação científica.

O comunicado apresenta uma solução fácil para combater o novo coronavírus. “Médico infectologista disse que a mídia só fala sobre lavar bem as mãos, usar álcool em gel e não levar a mão aos olhos, boca, etc. Mas um fator importante para não contrair o vírus é beber água de 15 em 15 min. Não precisa beber um copo cheio, mas apenas alguns goles para manter a garganta úmida”, diz a mensagem.

O texto da falsa informação tenta ainda explicar como a água seria capaz de impedir a contaminação: “Ao molhar a garganta, se o vírus estiver ali, ele irá direto ao estômago e não há bactéria ou vírus que resista ao suco gástrico. Se a garganta estiver seca, o vírus vai para o esôfago e dali vai para os pulmões, onde ocorre a dificuldade de respirar e é o que tem levado as pessoas a óbito”.

Ainda em abril de 2020, o Ministério da Saúde desmentiu essa informação , ao orientar que a água só ajuda a impedir a contaminação quando é utilizada com sabão no momento de higienização das mãos. Além disso, alertou ainda que até aquele momento apenas a higienização, máscara e o distanciamento social eram os métodos de se evitar a doença.

“Muitas pesquisas estão sendo desenvolvidas para o combate ao coronavírus (Covid-19), entretanto, até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico (...) que possa prevenir a infecção pelo coronavírus (Covid-19)”, dizia o comunicado oficial do Ministério da Saúde.

O infectologista Fernando Maia recorda que o conteúdo falso segue a mesma linha de outras medidas que não são comprovadas cientificamente. “A mensagem não tem fundamento. Tem semelhança com a história de tomar chá quente, limão e bicarbonato. Nada disso tem fundamento”, disse o médico. 

Apesar de não impedir a contaminação do coronavírus, a água é importante para manter uma vida saudável, como explica a nutricionista Caroline Braga. “Cerca de 70% do corpo humano é composto por água, tornando um elemento essencial para um bom funcionamento do corpo humano, sendo um meio de transporte de várias substâncias, porém ela não tem o poder de nos prevenir contra o vírus ao beber água de 15 em 15min. Para a prevenção ao novo coronavírus, é preciso manter os bons hábitos de higiene”, pontuou a nutricionista. 

*Com Agência Alagoas

É falso que alho e vinagre de maçã curem paciente com coronavírus

  • Agência Alagoas
  • 18/03/2021 17:46
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Foto: Agência Alagoas

Tem circulado nas redes sociais e aplicativos de mensagem um vídeo em que um homem, identificado como pastor Jorge, afirma que a cura para o novo coronavírus seria utilizar um dente de alho amassado misturado com vinagre de maçã três vezes ao dia. A informação é falsa.

“Nós descobrimos um remédio caseiro que mata o coronavírus. Um remédio simples que eu vou ensinar pra vocês. Você que está acamado, que está com coronavírus, e está com falta de ar. Aqui na minha casa nós somos cinco pessoas e só teve uma que a situação tentou se agravar mais um pouco, porque ele não fez isso”, diz o suposto pastor, enquanto mostra a receita, que consiste em ingerir um dente de alho amassado a um pouco de vinagre de maçã em uma colher.

Ainda segundo o homem, a mistura é capaz de curar pressão alta e herpes. O motivo da cura seria que os ingredientes seriam capazes de afinar o sangue e fazer com que ele circulasse melhor na corrente sanguínea.

Em checagem realizada pelo portal de notícias G1, em agosto do ano passado, também foi constatado que o conteúdo é falso. Na matéria, o infectologista entrevistado, Ralcyon Teixeira, falou sobre a ineficácia dos alimentos.

“Nós precisamos tomar cuidado com essas recomendações de receitas caseiras, porque até agora não há nada que seja comprovadamente efetivo no tratamento do coronavírus. Nem vinagre nem alho têm efeito antiviral, nem na prevenção, nem para evitar complicações da doença”, reforçou o médico.

A infectologista Mardjane Lemos, que atua no Hospital Escola Hélvio Auto, destacou ainda que é fundamental que a população continue seguindo as medidas preventivas. “É importante continuar seguindo as recomendações de distanciamento social, uso de máscaras e higienização das mãos”, completa.

É falso que quem descumprir decreto estadual será levado a uma delegacia

  • Redação*
  • 18/03/2021 15:03
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Ilustração/Internet
Fake News

É falso um comunicado que circula no WhatsApp com a afirmação de que quem descumprir o decreto do Governo de Alagoas, que restringe o horário de circulação das pessoas na Fase Vermelha no estado, seria levado a uma delegacia de polícia. A mensagem fake também diz que a medida seria uma violação de lei.

O conteúdo começou a ser veiculado após o governador Renan Filho anunciar que Alagoas entra na Fase Vermelha a partir desta sexta-feira (19). "O governador Renan Filho determina horário para o cidadão circular, caso não cumpra será levado a uma delegacia de Polícia. Proibir o cidadão de circular pelas ruas e determinar horário só em estado de 'sítio', cuja competência para determinar é da Presidência da República, artigo 137, parágrafo I", afirma a informação falsa, ao defender que a medida se trata de uma violação de lei.

Entre as medidas determinadas pelo Decreto 73.650, com vigência de 14 dias, está a restrição de horário para a circulação de pessoas em todo o estado das 21h às 5h. No entanto, as normas não incluem a condução de quem descumprir o decreto a uma delegacia, como diz a mensagem compartilhada. A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) esclareceu que as estratégias de atuação para o novo decreto ainda estão sendo discutidas.

O texto do decreto apresenta, no artigo 6, o horário da restrição da circulação de pessoas nas ruas e garante o direito de quem se desloca para o trabalho ou para ter acesso aos serviços essenciais:  “Durante o período determinado no art. 2º deste Decreto, haverá a restrição de horário de circulação das pessoas nas ruas e logradouros públicos das 21h às 5h, para evitar aglomerações, nesse sentido devendo ser interrompidas reuniões para prática de quaisquer atividades sociais, esportivas ou culturais, ressalvando o direito de ir e vir da população para o deslocamento para sua residência e/ou local de trabalho, bem como para os serviços essenciais”.

Outra informação falsa na mensagem é a de que a medida seria uma violação da lei ao associá-la a uma determinação que só seria possível em estado de sítio, um decreto que apenas é de competência do presidente da República.

O advogado e professor de Direito Constitucional Thiago Bonfim reconhece que, de fato, o estado de sítio, uma medida restritiva prevista pela Constituição, só pode ser decretado pela Presidência da República, mas que as ações de combate ao novo coronavírus não se tratam e nem dependem dela.

“O que estamos vivendo aqui é adoção de medidas de combate à pandemia. A própria Constituição estabelece que os entes federativos devem cuidar da saúde dos brasileiros, inclusive no ano passado o Supremo Tribunal Federal reconheceu a competência desses entes federativos para essas medidas. Não há ilegalidade, não há violação da lei, porque o Governo agiu dentro da competência que lhe cabe”, explica Thiago Bonfim.

O professor de Direito Constitucional também esclarece que a restrição de circulação de pessoas não é apenas uma realidade de estado de sítio. “A mensagem tenta falsamente sugerir que ‘toque de recolher’ só poderia haver em estado de sítio, mas em eleições, por exemplo, na possibilidade de violência, o juiz determina essa medida”, justificou o advogado.

 

*Com Agência Alagoas

Mensagem que diz que Alagoas está na Fase Amarela não é atual

  • Redação
  • 13/03/2021 11:28
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Reprodução / Internet
Fake News

Uma mensagem, que circula em diversos grupos em redes sociais, com a informação de que todo o estado de Alagoas teria retornado à fase amarela do Plano de Distanciamento Social Controlado, é falsa. 

O texto, que acompanha um link de um órgão do Governo, elenca as mudanças para as atividades comerciais e eventos gerais. A mensagem é do dia cinco de março deste ano, portanto antiga,  já que os municípios alagoanos estão nas fases Laranja e Vermelha desde o último domingo (07).

“Proibição de eventos e festas em geral; suspensão de cirurgias eletivas pelos próximos 15 dias; suspensão de funcionamento de boates; bares e restaurantes com funcionamento permitido entre 6h e 23h”, diz um trecho do texto.

Desde a meia-noite do último domingo, as medidas restritivas em Alagoas para combater o coronavírus foram divididas em duas fases, conforme o avanço da Covid-19 nas regiões sanitárias. Estão na Fase Vermelha, desde o decreto N° 73.518 publicado na edição do Diário Oficial do dia 08, as regiões do Agreste e Sertão que integram a 7ª, 8ª, 9ª e 10ª regiões. O restante do estado, que inclui a capital Maceió, está na Fase Laranja de medidas restritivas.

 

Alagoas Sem Fake

Com foco no combate à desinformação, a editoria Alagoas Sem Fake verifica, todos os dias, mensagens e conteúdos compartilhados, principalmente em redes sociais, sobre assuntos relacionados ao novo coronavírus em Alagoas. O cidadão poderá enviar mensagens, vídeos ou áudios a serem checados por meio do WhatsApp, no número: (82) 98161-5890. Clique aqui para enviar agora.

Mensagem com cronograma de vacinação contra a Covid-19 por idade é falsa

  • Redação*
  • 09/03/2021 16:06
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Foto: Reprodução / Agência Alagoas

É falso um texto que vem sendo compartilhado nas redes sociais contendo um suposto calendário com datas para a vacinação contra a Covid-19 por idade. A mensagem sequer especifica de qual estado ou cidade seria o cronograma, que não condiz com a realidade.

“Repassando Calendário de Março Atualizado - Previsão Primeira fase de Imunização dos Idosos”, diz o conteúdo da mensagem, que segue apontando dias para a imunização de diversas idades, inclusive para pessoas abaixo de 60 anos, ou seja, não idosas.

A mensagem falsa surgiu no Rio de Janeiro, mas já circula em todo o país e tem sido desmentida por diversos estados e municípios.

Alagoas recebeu seis remessas de vacinas do Ministério da Saúde desde janeiro, totalizando 228.860 doses da AstraZeneca e CoronaVac. De acordo com a projeção populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2021, o estado possui cerca de 395 mil idosos, população superior ao número de vacinas disponibilizadas até o momento. 

Além disso, considerando que a pirâmide etária desenvolvida pelo IBGE mostra que quanto mais baixa idade, mais pessoas há naquela faixa etária, e que as remessas de vacina enviadas pelo Ministério da Saúde não são definidas com muita antecedência, os calendários de vacinação vão sendo elaborados à medida que a chegada de novas doses de vacina é confirmada.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) reforçou que não procede a informação sobre calendários de imunização: “A Sesau esclarece que a vacinação para imunizar a população contra a Covid-19 segue um direcionamento organizado pelo Ministério da Saúde, com as suas diretrizes contidas no Plano Estadual de Vacinação, que pode ser baixado no www.saude.al.gov.br.

Ainda segundo a Sesau, as faixas etárias para a vacinação são definidas mediante o quantitativo de vacinas que são enviadas pelo Ministério da Saúde aos estados.

“Por fim, a Sesau esclarece também que assim que as vacinas chegam ao Estado de Alagoas, o Governo informa qual público será vacinado e quando as doses estarão disponíveis para os municípios, que são os responsáveis pela vacinação”, explica a secretaria.

 

*Com Agência Alagoas

Ocupação de leitos de Covid-19 não está em 86,96%, como afirma imagem fake

  • Redação*
  • 25/02/2021 14:27
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Ilustração/Internet
Fake News

É falso o print de uma publicação, feita no perfil pessoal do Instagram do médico Ricardo César Cavalcanti, a qual aponta a ocupação de 86,96% dos leitos destinados à Covid-19.

A mensagem falsa está sendo compartilhada no Whatsapp, sem especificar sobre que hospitais se tratava a informação, o que levou várias pessoas a acreditarem que a taxa de ocupação diz respeito ao estado inteiro, o que não é verdade.

A assessoria de comunicação do Hospital do Coração de Alagoas, onde o médico Ricardo César Cavalcanti é diretor, esclareceu que esta taxa de ocupação de 86,96% se refere apenas à situação do próprio hospital privado.  

Inclusive, em uma publicação mais recente o médico informa que o índice de internamentos no Hospital do Coração registrou novo aumento, chegando à taxa de ocupação de 95,65% dos leitos destinados à Covid-19.

Fonte: Sesau/AL

Ocupação em Alagoas

Segundo dados do último boletim de ocupação de leitos destinados à Covid-19 divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, Alagoas está atualmente com uma taxa de 55% de ocupação dos 830 leitos disponíveis. Esta taxa é de 66% para os leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva), de 52% para os leitos clínicos e 18% para leitos de UTI intermediária.

 

*Com Agência Alagoas

É fake que secretário da Saúde de Alagoas emitiu mensagem sobre pico da Covid-19

  • Redação*
  • 09/12/2020 15:50
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Ilustração/Internet
Fake News

É fake um texto que está circulando nos grupos de WhatsApp, desde esta terça-feira (8), com diversas informações sobre os avanços da Covid-19. Embora não tenha assinatura, a mensagem está sendo atribuída ao secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres. De acordo com a assessoria da Sesau, Ayres não concedeu qualquer declaração sobre o tema abordado no texto.

A mensagem intitulada como “Chegamos ao Pico” faz uma alusão a um suposto ápice no número de infecções pela doença em Alagoas. “Nunca concedi uma entrevista ou falei sobre este assunto dessa forma. Todo o conteúdo que levamos ao conhecimento da população tem, prioritariamente, base na ciência e nas decisões que o Governo de Alagoas toma no contínuo enfrentamento à pandemia da Covid-19. Portanto, a mensagem que vem sendo distribuída é falsa”, destacou o secretário Alexandre Ayres.

 

Imagem: Ascom Sesau

 

*Com Agência Alagoas

Penedo: Ibrape denuncia falsa pesquisa divulgada em nome do instituto

  • Redação
  • 14/11/2020 08:23
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Foto: Divulgação

 O Ibrape vai denunciar uma falsa pesquisa realizada e divulgada em nome do instituto sobre as eleições no município de Penedo, interior alagoano.

A falsa pesquisa foi divulgada nesta sexta-feira (13), no Jornal do Povo. No entanto, o Ibrape desconhece a autoria da pesquisa, vai denunciar e tomar as medidas judiciais necessárias.

 

Abono emergencial de Natal é golpe; veja como se proteger

  • Redação com O Globo
  • 29/10/2020 19:37
  • Oxi... Isso é Fake!
Foto: Reprodução / Extra
Há casos em que, ao cair no golpe, o usuário estará contratando um serviço pago de telefonia móvel sem saber.

Criminosos têm utilizado uma falsa notícia sobre um " abono emergencial de Natal" para atrair vítimas para um novo golpe , que está circulando no WhatsApp. Segundo a empresa de cibersegurança Kaspersky, a fraude começa com uma mensagem afirmando que beneficiários do auxílio emergencial, Bolsa Família e pensionistas teriam direito a um abono de R$ 800 que seria liberado pelo governo federal.

Para ter direito ao falso benefício, os usuários são convidados a clicar em um link que os redireciona a uma página com uma apresentação semelhante ao aplicativo de um banco nacional. Nela, é solicitado que o internauta responda a um questionário e forneça dados privados (como nome e CPF). Por fim, para confirmar que a pessoa não é um "robô", o site pede que ela clique em um link para compartilhar a inscrição no status do Facebook. A página avisa ainda que será enviado um SMS de confirmação.

Além disso, a página pede que o usuário compartilhe a mensagem com os contatos do WhatsApp, o que, para Fabio Assolini, analista de segurança sênior da Kaspersky, é um dos principais indícios de que se trata de um golpe:

"Tem uma questão por trás do golpe que é a engenharia social. Para receber o abono é preciso compartilhar a mensagem, isso é comum em todos os golpes, essa questão viral. Golpes desse tipo têm um alcance enorme, já que o WhatsApp é muito popular, está instalado em mais de 100 milhões de celulares no Brasil. Além disso, esse é um tema de interesse de muita gente. Já vimos uma campanha desse tipo que teve tanto acesso que chegou a tirar o site falso do ar."

Procurado, o Ministério da Cidadania informou por meio de nota que a informação sobre um novo abono de R$ 800 é falsa. "Tanto na lei que instituiu o auxílio emergencial de R$ 600, quanto na Medida Provisória que atribuiu o valor de R$ 300 ao auxílio emergencial, não há qualquer menção a abonos de Natal", esclareceu a pasta.

O ministério acrescentou ainda que o período de solicitação para receber o auxílio emergencial foi encerrado no dia 02/07/2020. "Não há mais como se inscrever para receber o benefício do auxílio emergencial do governo federal", reforçou a nota.

Perigos do golpe

Segundo Assolini, o golpe pode prejudicar o usuário de diversas formas. Na melhor das hipóteses, a vítima será apenas direcionada para uma página com muitas propagandas. Mas há casos em que, ao realizar a suposta confirmação, o usuário estará contratando um serviço pago de telefonia móvel sem saber. 

"A cobrança será feita em sua próxima fatura, e muitos acabam pagando sem nem mesmo perceber. Isso acontece porque os fraudadores estão criando cadastros em plataformas de serviços de valor agregado de operadores e, assim, utilizando a estrutura de cobrança dessas empresas para obter ganhos financeiros. Às vezes o cadastramento é feito em empresas internacionais, e aí o cancelamento pode gerar bastante trabalho", explica o especialista.

O caso mais grave, no entanto, é aquele em que a vítima é levada a baixar um aplicativo malicioso, que poderá roubar senhas e até mesmo os dados do cartão de crédito.

Como se proteger

1) Fabio Assolini, especialista da Kaspersky, destaca que o usuário pode ficar atento a alguns rastros deixados pelos golpistas. No caso do golpe do falso abono de Natal, os primeiros indícios constam logo da mensagem inicial: erros de ortografia e direcionamento para um endereço (link) sem nenhuma ligação com o banco.

2) Verifique se a notícia é verdadeira acessando o site oficial da empresa ou organização, além dos perfis oficiais nas redes sociais. Busque em sites de notícias confiáveis informações sobre o tema.

3) Suspeite sempre de links recebidos por e-mails, SMS ou mensagens de WhatsApp, principalmente quando o endereço parece suspeito ou estranho.

4) Se não tiver certeza de que o site da empresa é real e seguro, não insira informações pessoais.

5) Quando receber notícias falsas ou links suspeitos de amigos e familiares pelo WhatsApp, avise que se trata de um golpe ou fake news.

6) Use soluções de segurança confiáveis para ter uma proteção em tempo real para quaisquer tipos de ameaças. Há opções de antivírus gratuitas no mercado. 

 

É falso que vitamina D cure ou previna a Covid-19

  • Redação*
  • 31/07/2020 11:43
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Em um vídeo que circula nos grupos de WhatsApp, um homem mostra a gravação em que uma suposta médica afirma que a causa da Covid-19 é falta de sol. Apesar da repercussão causada, a informação é falsa.

Nas imagens, a pessoa mostra um suposto estudo que correlacionaria os casos do novo coronavírus com os níveis de vitamina D no organismo. “A vitamina D acima de 80 a pessoa nem sequer percebeu que tinha pego o vírus, mas todos os casos que tinham vitamina D abaixo de 17 morreram. O que significa isso? Que nossa verdadeira pandemia mundial é a falta de sol”, diz a mulher no vídeo com informações equivocadas.

Ainda no vídeo, um professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) é citado como suposto autor do estudo, no entanto a única publicação da instituição sobre o tema é um artigo de opinião do docente, que não pode ser considerado um estudo científico.

O Ministério da Saúde considera falsa a informação. “Até o momento, não há nenhum medicamento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus”, informa o órgão.

Em abril, a Associação Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo emitiram uma nota conjunta repudiando recomendações da utilização de altas doses de vitamina D como estratégia de combate ao novo coronavírus.

De acordo com as instituições médicas, não existe nenhum estudo clínico randomizado que demonstre uma relação de causa e efeito entre os níveis de vitamina D no organismo e o novo coronavírus, não havendo qualquer benefício no uso de vitamina D para prevenção ou tratamento da doença.

“Dessa forma, reforçando o compromisso da SBEM e da ABRASSO com a divulgação de informações corretas, relevantes e com respaldo científico, reprovamos de maneira veemente qualquer profissional ou associação que tente se aproveitar deste momento de crise para divulgar notícias ou posicionamentos distorcidos, desprovidos de respaldo científico e com possível impacto deletério para a saúde da população brasileira”, conclui a nota.

Alagoas Sem Fake

Com foco no combate à desinformação, a editoria Alagoas Sem Fake verifica, todos os dias, mensagens e conteúdos compartilhados, principalmente em redes sociais, sobre assuntos relacionados ao novo coronavírus em Alagoas. O cidadão poderá enviar mensagens, vídeos ou áudios a serem checados por meio do WhatsApp, no número: (82) 98161-5890. Clique aqui para enviar agora.

*Com assessoria

É falso que álcool em gel em chave tenha causado incêndio em veículo

  • Redação*
  • 21/07/2020 15:59
  • Oxi... Isso é Fake!
Foto: Agência Alagoas

É falsa uma imagem que está circulando em grupos de WhatsApp de Alagoas com um texto afirmando que um carro teria incendiado após o proprietário dar partida utilizando uma chave que havia sido limpa com álcool em gel.

“Não higienize a chave do carro com álcool gel ou líquido 70%. Muitos acidentes estão ocorrendo por isso. O incêndio que houve em uma garagem, em Belém, foi decorrente de uma chave que foi higienizada com álcool gel, que, ao ser colocada na ignição do veículo gerou uma faísca e incendiou o carro e vários outros estacionados próximo”, diz um trecho da mensagem.

Sem qualquer relação com a cidade de Belém, localizada no Agreste alagoano, o boato se iniciou em Belém, capital do estado do Pará, região Norte do país, onde um incêndio realmente acabou destruindo diversos carros em um estacionamento.

No entanto, militares do Corpo de Bombeiros daquele estado negaram que o uso de álcool gel em veículos tenha sido a causa de qualquer incêndio ocorrido nos últimos meses. Além disso, o síndico do prédio onde o incêndio ocorreu afirma que o condutor do veículo em momento algum fez uso de álcool gel na chave ou em qualquer outra parte do veículo.

De acordo com o supervisor técnico da área automotiva do Senai Alagoas, Ailton Silva, não é possível que um incêndio ocorra a partir da chave de um veículo. “O habitáculo da chave não tem contato elétrico. Existe um computador que está ligado a esse habitáculo por uma haste que faz o contato elétrico, que é fechado quase que hermeticamente. A partida do carro só existe depois do contato fechado. Se o contato já está fechado não existe possibilidade de ignição”, esclarece.

 

*Com Agência Alagoas

Texto dizendo que pessoas assintomáticas não transmitem o coronavírus é falso

  • Redação*
  • 17/07/2020 17:29
  • Oxi... Isso é Fake!
Foto: Agência Alagoas

É falso um texto que circula nos grupos de WhatsApp de Alagoas afirmando que pessoas assintomáticas não transmitem coronavírus. O autor do conteúdo atribui a informação à Organização Mundial de Saúde (OMS) e completa dizendo que 80% da população seria imune ao vírus. As informações são falsas.

“A OMS admitindo que assintomáticos não transmitem e agora descobrimos que 80% da população é imune porque o sistema imunológico consegue reagir ao Covid-19 como se fosse um resfriado comum”, diz um trecho da mensagem.

Ao contrário do que diz a mensagem, pessoas assintomáticas podem transmitir o vírus para outras pessoas, de acordo com a OMS, que defendeu a manutenção das medidas de isolamento. “Descobrir, isolar e testar pessoas com sintomas, rastreando e colocando em quarentena seus contatos, é a maneira mais eficaz de se interromper a transmissão da COVID-19”, disse Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS.

Sobre a imunidade à Covid-19, a OMS também já se manifestou sobre o assunto, ao afirmar que mesmo nas regiões mais afetadas, a proporção da população com anticorpos contra o novo coronavírus não supera o índice de 20%. Em alguns lugares esse índice é menor do que 10%, segundo estudos. "Em outras palavras, a maioria da população do mundo segue em uma situação de suscetibilidade em relação ao vírus. O risco segue elevado e ainda nos resta um longo caminho a percorrer", explicou Tedros.

Sobre 80% da população ser imune ao vírus, informação que no boato é atribuída ao neurocientista Karl Friston, da Universidade College London, no Reino Unido, o próprio pesquisador esclareceu em conversa com o Estadão que o número foi uma “estimativa otimista” e que estudos mais completos já foram publicados posteriormente.

 

*Com Agência Alagoas

Ivermectina não tem evidências de prevenção ou cura para Covid-19, como diz vídeo fake

  • Redação*
  • 10/07/2020 13:22
  • Oxi... Isso é Fake!
Foto: Agência Alagoas

É falso o vídeo que está circulando em diversos grupos de Whatsapp, em Alagoas, no qual um suposto médico recomenda o uso de ivermectina para prevenir e combater o coronavírus, porém, não existem evidências científicas de que o medicamento tenha esses efeitos. Nas imagens, o homem chega a ingerir três comprimidos.

“Acabei de chegar de um plantão noturno tratando o coronavírus. Eu venho tomando ivermectina há mais de 15 dias. Passei em alta escala esse remédio porque tem eficácia e tem cura. Lhe garanto que é uma droga segura que previne, combate e cura essa doença com toda certeza”, diz um trecho do vídeo.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, a Agência Nacional de Saúde (Anvisa) ressaltou que, até o momento, não há solicitações de estudos clínicos com ivermectina para o tratamento de Covid-19, mas que em alguns países do mundo, como Irã, Índia e Egito, estão sendo realizados estudos com a substância para investigar a eficácia do medicamento contra a doença. No entanto, até agora, não há resultados conclusivos.

“É necessário esclarecer que as indicações que constam na bula de um medicamento são aquelas para as quais foram submetidos estudos comprovando a eficácia do produto para o tratamento em questão. De acordo com o texto da bula: “a Ivermectina é indicada para o tratamento de várias condições causadas por vermes ou parasitas”, disse o órgão regulador.

Em nota técnica emitida no dia 2 de julho, o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo informou que a ação antiviral da ivermectina só mostrou resultados positivos em laboratório com doses tão altas que não podem ser replicadas em humanos. Além disso, o conselho profissional também alerta para os possíveis efeitos adversos do medicamento.

“A ivermectina pode causar reações adversas que devem ser monitoradas, como, por exemplo, problemas oculares (irritação ocular ou palpebral, dor, vermelhidão ou inchaço), também pode causar febre, coceira ou erupção cutânea, dor nas articulações ou nos músculos, glândulas dolorosas e sensíveis no pescoço, axilas ou virilhas”, diz o CRF-SP.

 

*Com Agência Alagoas

 

É falso que hospitais recebem dinheiro a cada morte registrada por Covid-19

  • Redação*
  • 08/07/2020 09:35
  • Oxi... Isso é Fake!

Mais uma onda de notícias falsas tem se espalhado em Alagoas. Dessa vez, um vídeo tem circulado em grupos de WhatsApp onde um homem, não identificado, mostra o atestado de óbito de uma pessoa que teria falecido com suspeita de Covid-19 e diz que o laudo médico teria sido alterado para que o hospital, sem dizer de qual estado, recebesse R$ 18 mil pelo registro da morte como sendo causada pelo novo coronavírus. A informação não procede.

"Ele infartou dormindo, tem um bocado de causa-morte e no final o médico botou suspeita de Covid-19. É mentira isso aqui, o senhor de idade apenas sofreu um infarto. Aí depois eu conversei com o médico na boa, ele me disse que é porque toda vez que sai esse tipo de laudo com esse tipo de morte o hospital ganha R$ 18 mil”, diz o homem, num trecho do vídeo.

Em nota, o Ministério da Saúde confirma que não há repasse de verbas por mortes registradas, desmentindo a informação falsa do vídeo, e afirma ainda que todos os recursos repassados são para ações e serviços públicos de saúde em geral.

"O Ministério da Saúde informa que não repassa verba para registro de morte. Esta verba é usada por secretarias estaduais e municipais de saúde para custeio dos serviços, aquisição de insumos básicos para o funcionamento dos postos de saúde e de hospitais, por exemplo, além de proporcionar equipamentos e recursos humanos a estados e municípios”, explicou o órgão.

A resposta do órgão é respaldada pela publicação do Diário Oficial da União, de 07 de fevereiro de 2020, que estabelece as diretrizes para a gestão das medidas de enfrentamento ao coronavírus neste período.

A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) esclareceu que parte dos recursos que chegam ao Estado é destinada às testagens de pacientes, a ações para combater a propagação do novo coronavírus e ao tratamento das pessoas já diagnosticadas. Nenhum recurso é decorrente das mortes registradas pela doença.

Ainda de acordo com a Sesau, qualquer cidadão pode conferir a origem dos recursos recebidos e onde estão sendo aplicados, por meio de uma página exclusiva dentro do Portal da Transparência.

“As informações podem ser acessadas por todos os cidadãos alagoanos. Para facilitar a navegação do usuário, a Controladoria-Geral do Estado (CGE) implantou uma melhoria no site: todos os investimentos referentes à Covid-19 foram agrupados em uma página exclusiva, que pode ser acessada por meio do menu do Portal da Transparência”, disse a secretaria em nota.

Alagoas Sem Fake

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*Com assessoria

É falso que hospitais estejam registrando vítimas de acidentes como Covid-19

  • Redação*
  • 06/07/2020 14:36
  • Oxi... Isso é Fake!

São falsos os vídeos e mensagens que circulam em grupos de WhatsApp de Alagoas afirmando que pessoas falecidas em decorrência de acidentes ou outras doenças estariam sendo registradas, na certidão de óbito, como casos suspeitos de Covid-19, acarretando em problemas aos familiares para a realização dos funerais. Pacientes que deram entrada nos hospitais por outros motivos podem vir a apresentar sintomas do coronavírus durante o tratamento. Nesses casos, serão seguidos todos os protocolos para casos suspeitos de infecção.

“Minha irmã teve um acidente, teve um traumatismo craniano e outras coisas a mais. Só que saindo do HGE eles colocaram como suspeita do Coronavírus. Sem poder abrir o caixão porque eles não permitem. [...] Eu tenho convicção e a família tem convicção de que ela não estava com coronavírus coisa nenhuma”, diz homem em vídeo gravado em cemitério não identificado.

Em nota, a gerência do Hospital Geral do Estado (HGE) informa que segue as recomendações do Ministério da Saúde para o manejo de corpos no contexto do novo coronavírus. E lembra que, além disso, enterros e velórios devem respeitar o disposto nos decretos municipais que disciplinam novas regras para as cerimônias, seja de casos relacionados à doença ou não.

“Para casos suspeitos ou confirmados para Covid-19, o reconhecimento do corpo passou a ser limitado a um único familiar ou responsável legal. É necessário manter a distância de dois metros entre o corpo e o visitante. Aproximações são autorizadas mediante uso de máscara cirúrgica, luvas e aventais de proteção”, informa o hospital.

No caso de pacientes que entraram na unidade hospitalar por conta de acidentes ou de outras doenças e acabaram vindo a óbito, será verificado se antes do falecimento apresentaram algum sintoma de Covid-19. Em caso positivo, o manejo do obituado seguirá os protocolos para suspeita de coronavírus.

De acordo com o decreto nº 8.908, da Prefeitura de Maceió, casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus deverão seguir as seguintes regras para velórios e enterros:

  • Duração máxima de 01 (uma) hora por velório e enterro, com o caixão fechado.
  • Limite de 10 (dez) pessoas por velório e enterro.
  • Proibição do procedimento de tanatopraxia (preparação para velórios).
  • Os outros casos de óbitos na capital também devem seguir certos protocolos:
  • Duração máxima de 03 (três) horas por velório e enterro.
  • Limite de 20 (vinte) pessoas por velório e enterro.
  • Evitar tocar na pessoa velada.

Ainda de acordo com o decreto municipal, em ambos os casos os idosos com mais de 60 anos, doentes crônicos e as pessoas suspeitas de terem contraído coronavírus não devem comparecer a velórios e enterros.

 

*Com Agência Alagoas

 

Mensagem sobre uso de aspirina para cura do novo coronavírus é falsa

  • Redação*
  • 28/06/2020 11:38
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É falsa a mensagem que circula nos grupos de WhatsApp de Alagoas afirmando que o novo coronavírus não seria um vírus, mas sim uma bactéria. O conteúdo compartilhado ainda diz que a Covid-19 poderia ser curada com o uso de aspirina. As informações são falsas.

“Somente um país do mundo vai denunciar a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Itália. Eles sabem que não é um vírus, mas uma bactéria. Com a simples aspirina se cura esse mal que matou tanta gente. Curado com remédio em casa, nada de hospital”, diz um trecho do áudio.

Em uma página especial, criada pelo Ministério da Saúde da Itália para esclarecer questões relacionadas ao assunto, o órgão deixa claro que o novo coronavírus é um vírus, batizado de SARS-CoV-2, termo escolhido pela OMS.

As autoridades italianas também destacam que existem vários tipos de coronavírus, capazes de infectar humanos e animais, mas o SARS-Cov-2 foi uma descoberta recente. “Um novo coronavírus é uma nova cepa de coronavírus que nunca foi identificada anteriormente em seres humanos. Em particular, o chamado SARS-CoV-2 (anteriormente 2019-nCoV), nunca foi identificado antes de ser relatado em Wuhan, China, em dezembro de 2019”, diz o Ministério da Saúde da Itália.

Sobre o uso de aspirina, o médico infectologista Renê Oliveira é contundente ao falar que não há qualquer relação ou evidência científica de que o medicamento cure ou trate pessoas com o novo coronavírus.

“Não tem qualquer relação. Neste caso, a aspirina pode até agravar. Fazer o uso sem recomendação médica pode, inclusive, levar o paciente a um estado complicado de saúde. Por exemplo, nos casos de dengue, o uso desse medicamento pode levar o paciente a ter uma hemorragia”, explicou o especialista.

Em 19 de abril, a OMS publicou um resumo científico que atesta que não há evidências científicas que comprovem a eficácia dos medicamentos anti-inflamatórios, como é o caso da aspirina.

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*Com assessoria

Fake News: é falso que homem tenha sido enterrado vivo ao ser declarado morto pela Covid-19 em AL

  • Redação*
  • 25/06/2020 07:48
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A informação de quem homem foi declarado morto e enterrado vivo, que circula em grupos de Whatsapp de Alagoas, é falsa. De acordo com o Governo do Estado, a gravação foi feita em janeiro de 2019, em um cemitério da cidade de Tarauacá, no interior do Acre, na região Norte do Brasil e não tem qualquer relação com a pandemia do coronavírus, decretada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) apenas em 11 de março deste ano.

A mensagem bastante propagada vem através de um vídeo onde aparece um homem sendo retirado de um túmulo por policiais militares. O material é acompanhado por um áudio gravado por uma pessoa não identificada que diz que o homem teria sido enterrado vivo após ser diagnosticado erroneamente com o novo coronavírus. A informação é falsa.

“O camarada com problema de coração foi enterrado vivo. O médico diagnosticou que ele estava com Covid e disse que o homem tinha morrido, mas só tinha desmaiado. E agora o coveiro ia passando na hora e viu um som na catacumba. Então chamaram a polícia. A vergonha dos médicos brasileiros”, diz um trecho do áudio.

De acordo com informações de um dos maiores sites de notícias do Acre, o homem teria ficado preso no túmulo após ingressar no espaço na tentativa de se despedir do pai, que havia falecido dias antes na cidade.

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*Com informações da Assessoria. 

É falso que homem tenha sido enterrado vivo ao ser declarado morto pela Covid-19 em AL

  • Redação*
  • 23/06/2020 17:02
  • Oxi... Isso é Fake!
Foto: Ilustração / Internet

Trata-se de mais uma fake news o vídeo onde aparece um homem sendo retirado de um túmulo por policiais militares. Através de um áudio gravado, de autoria não identificada, uma pessoa diz que o homem teria sido enterrado vivo após ser diagnosticado por engano com o novo coronavírus. A informação é falsa.

“O camarada com problema de coração foi enterrado vivo. O médico diagnosticou que ele estava com Covid e disse que o homem tinha morrido, mas só tinha desmaiado. E agora o coveiro ia passando na hora e viu um som na catacumba. Então chamaram a polícia. A vergonha dos médicos brasileiros”, diz um trecho do áudio.

Na realidade, a gravação foi feita em janeiro de 2019, em um cemitério da cidade de Tarauacá, no interior do Acre, na região Norte do Brasil e não tem qualquer relação com a pandemia do coronavírus, decretada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) apenas em 11 de março deste ano.

De acordo com informações de um dos maiores sites de notícias do Acre, o homem teria ficado preso no túmulo após ingressar no espaço na tentativa de se despedir do pai, que havia falecido dias antes na cidade.

 

*Com Agência Alagoas

É falsa afirmação sobre o ‘coronavírus’ ser causado ‘por avanço da Covid-19’

  • Redação*
  • 17/06/2020 17:26
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Foto: Agência Alagoas

Um áudio com informações falsas está circulando em grupos de Whatsapp sobre o desenvolvimento da Covid-19, que aconteceria de forma progressiva até se transformar em "coronavírus". No áudio, uma mulher diz ter testado positivo para a doença e afirma que ela pode avançar do que seria o estágio 19 até o 35. Todas as informações contidas nesta mensagem são falsas.

“(...) Vai aumentando até virar ‘coronavírus’, que é onde já não tem mais jeito. Por isso eles me liberaram de lá o mais rápido possível, pra mim não ser contaminada com o ‘coronavírus’. (...) É desse jeito: vem o Covid e conforme o Covid, vai virando ‘coronavírus’. Ele vai aumentando os graus. Vai do 19... Acho que até o 30, ou é 35, e já vai para o ‘coronavírus’”, diz parte do áudio.

Segundo a Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), existem sete tipos de coronavírus já identificados em todo o mundo, que geralmente são responsáveis por causar resfriados comuns, mas nenhum deles se desenvolve em escala progressiva como sugere o áudio.

“Ao todo, sete coronavírus humanos (HCoVs) já foram identificados: HCoV-229E, HCoV-OC43, HCoV-NL63, HCoV-HKU1, SARS-COV (que causa síndrome respiratória aguda grave), MERS-COV (que causa síndrome respiratória do Oriente Médio) e o mais recente, o novo coronavírus”, explicou a OPAS.

Para diferenciar dos outros tipo de coronavírus já existentes, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu ao novo coronavírus uma nomenclatura temporária, Sars-CoV-2, que significa síndrome respiratória aguda grave – coronavírus 2. O nome Covid-19, atribuído à doença causada pelo Sars-CoV-2, foi oficializado pela OMS em fevereiro deste ano, e vem de Corona Virus Disease (Doença do Coronavírus), enquanto que “19” se refere ao ano do surgimento dos primeiros casos, em dezembro do ano passado, em Wuhan, região da China.

A infectologista Mardjane Lemos ressalta que, além de não existir a evolução da Covid-19 até o estágio 35, como sugere a mensagem, apesar de os nomes serem diferentes (coronavírus para o vírus e Covid-19 para a doença) o vírus é o mesmo. “O que vai determinar a evolução ou não para outras fases complicadas é a própria reação do organismo e/ou a presença de fatores de risco - como quem tem doenças crônicas e principalmente os que não se cuidam ou não estão bem controlados - que podem evoluir para as fases mais complicadas. Mas o vírus é o mesmo”, explicou.

 

*Com Agência Alagoas