O segundo dia de julgamento do ex-cabo da Polícia Militar, acusado do homicídio do sargento Osmário, avançou nesta sexta-feira (12) com os debates entre a acusação e a defesa no Fórum de Maceió.
O réu, que integrava os quadros da corporação à época do crime, foi expulso da Polícia Militar após investigações sobre o histórico de delitos atribuídos aos "irmãos Galvão", grupo do qual fazia parte.
O crime ocorreu em 17 de dezembro de 1999, e o corpo do sargento Osmário foi localizado quatro dias após o desaparecimento.
Durante a sessão, a promotora de Justiça, Dra. Adilza de Freitas, e o assistente de acusação, Dr. Thiago Cavalcante, dividiram a bancada com a advogada Cinara, filha da vítima, reforçando o pedido de condenação do acusado com base na crueldade do assassinato.
A tese da acusação sustentou a validade do reconhecimento do suspeito efetuado pela viúva da vítima, a sargento Nair.
Segundo os autos, investigações iniciais tentaram atribuir o crime a um homem identificado como Cristiano, hipótese descartada pela viúva.
Com base nos relatos dela, foi confeccionado um retrato falado e, posteriormente, a testemunha identificou formalmente o cabo Galvão entre outras pessoas apresentadas na delegacia.
O assistente de acusação, Thiago Cavalcante, relatou em plenário o impacto do crime na rotina da família do militar, pontuando os traumas e as restrições de convivência social enfrentadas pela filha da vítima ao longo dos anos.
A promotora Adilza de Freitas enfatizou aos jurados que a atuação da acusação cumpre o papel de representar a vítima e os familiares sobreviventes que buscam a resolução judicial do caso após mais de duas décadas.
