Raízes da África

A quem interessa tirar o Ministro Joaquim Barbosa do STF?

As relações de poder que imperam no segundo país mais negro do mundo, AINDA não permitem que negros alcem vôos maiores do que determinam as regras sociais da segregação racista. O Ministro Joaquim Barbosa é um representante legítimo do “sim, nós podemos”. E como isso incomoda!!
A quem interessa tirar o Ministro Joaquim Barbosa do STF?
Segue abaixo a nota do Ministro, com quem estivemos em audiência em 26 de junho de 2009.

Nota publicada pelo Ministro Joaquim Barbosa no site do STF a propósito dos ataques sofridos por ele nos últimos dias.
Em razão de notícias veiculadas nos últimos dias em órgãos de imprensa,
tenho a esclarecer:
1) Sofro de dores crônicas nas regiões lombar e
quadril há três anos e meio;
2) Por essa razão, desde fevereiro de 2008, vi-me
forçado a licenciar-me, de início por períodos de uma a três semanas,
para tratamentos que se revelaram insuficientes;
3) O mesmo problema de saúde levou-me, em novembro
de 2009, a renunciar ao prestigioso posto de ministro do Tribunal
Superior Eleitoral, do qual eu me tornaria naturalmente presidente este
ano;
4) Em abril último, resolvi licenciar-me por período mais
longo no intuito de resolver definitivamente o problema, permanecendo
licenciado de 26/04/10 a 30/06/10, com duas interrupções em 13/05/10 e
16/06/10. No período de férias legais, no mês de julho, permaneci em
tratamento na cidade de São Paulo e, no último dia 02 de agosto,
seguindo orientação médica, requeri nova licença por 60 dias, que
agora interrompi por uma semana para participar de julgamentos
pautados no Supremo Tribunal Federal;
5) Os dados médicos e os procedimentos a que me
submeti ao longo dos últimos três anos estão fartamente documentados
no serviço médico do STF;
6) Estes são os fatos e, diante das notícias de caráter
sensacionalista e fotografias de qualidade duvidosa publicadas nos
últimos dias, externo meu repúdio aos aspirantes a paparazzi e
fabricantes de escândalos que, sorrateiramente, invadiram minha
privacidade em alguns poucos momentos de lazer, permitidos e até
aconselhados pelos médicos que me assistem.
7) Por fim, em meio ao esforço redobrado para alcançar
uma plena recuperação, reitero meu compromisso de cumprir com as
atribuições constitucionais que me impõe o honroso exercício do cargo
de ministro do Supremo Tribunal Federal.
Brasília, 09 de agosto de 2010
Ministro Joaquim Barbosa

 

 

Para quem considera que o Movimento Negro não produziu líderes no Brasil, ficam aqui estes pedaços de pensamento

Socializando....

...segue abaixo o texto de Luíza Bairros ( para que não a conhece : Luíza Bairros é uma das fundadoras do Movimento Negro no Brasil ,para resumir Luíza Bairros está pro Brasil como Ângela Davis está pros Estados Unidos e toda organização de esquerda.
Fundadora do MNU Movimento Negro Unificado ... nao quero me estender em sua apresentação , pois há possibilidades de conhecer seu histórico através dos meios virtuais.
desejo aqui um pouco da minha dor pela perda prematura do companheiro de Luta Magno que pude conhecer de perto através da luta do Movimento Negro no Brasil.
e gostaria de socializar esse texto de Luiza Bairros que quem é Magno Cruz...
abraços ainda que tristonho.
Marcos Romão


Sobre perdas e ganhos

Assim como vocês, ainda estou impactada e triste com a partida de Magno. Mas, de
algum modo, também me sinto reconfortada com as homenagens que ele recebeu nas
cerimônias de despedida. Espero poder compartilhar com vocês este sentimento.
A ida a São Luís para o adeus a um amigo de tanto tempo me permitiu testemunhar as
cenas mais lindas/emocionantes que já vi até hoje de respeito pela trajetória de um
militante do Movimento Negro. E já perdemos várias/os do maior valor!
Na viagem de volta a Salvador, pensei muito no que disse José Correia Leite, sobre os
tempos de militância na Frente Negra Brasileira. Sem mágoas, ele constatava que só
tinha conseguido o reconhecimento, a confiança no trabalho que realizava na
comunidade negra lá pelos anos 50, três décadas depois de ter se dedicado a inúmeras
iniciativas de combate à discriminação e de organização dos negros na cidade de São
Paulo.
Para minha alegria, depois de tudo que vi, concluo que Magno pôde experimentar este
reconhecimento ainda em vida. Só assim consigo explicar toda a mobilização causada
por sua prematura partida. As manifestações que vi e que me foram contadas não
poderiam ser improvisadas apenas em função de sentimentos que nos movem diante
da morte de alguém. Não reproduziam o que muitos consideram ser um espasmo da
influência cristã em nossa cultura. O que Magno recebeu dos maranhenses, ontem, dia
04 de agosto de 2010, foi fruto de algo mais profundo, reconhecido por todos ao longo
de sua vida. Estou certa disso!
Era de se esperar que o Centro de Cultura Negra do Maranhão/CCN e o Akomabu
estivessem presentes, como estiveram, desde que a doença se anunciou até o seu
desfecho. Mas, além destas organizações, que Magno ajudou a criar e a se manter,
também se mobilizaram, entre muitos outros, os quilombolas, os sindicalistas
urbanitários, os movimentos pelos direitos humanos, os em defesa das crianças e das
mulheres, as rádios comunitárias, o povo do reggae, do hip hop, da pastoral, os
sanfoneiros. Todas as tribos lamentando igualmente, relembrando como Magno
participou de lutas importantes seja enfrentando a repressão, escrevendo um cordel,
um roteiro de programa de rádio, seja defendendo em reuniões e assembléias as
posturas mais coerentes que acabavam por inibir qualquer tentativa de manipulação.
Também testemunharam como, muitas vezes, Magno “falava” bem alto com o seu
silêncio.
Mas, não apenas os politicamente organizados participaram das despedidas. Talvez
por intuírem que eu não era de São Luís, ao longo do cortejo, alguns se aproximaram
para contar como tinham sido ajudados por Magno e sua família no enfrentamento de
dramas pessoais. Estes indivíduos souberam da noticia pela TV. Nem a afiliada local
da rede Globo pôde ignorar tamanha perda, tendo, na seqüência, que levar ao ar uma
matéria sobre o sepultamento!
Para mim, o momento também foi de conhecer a família de Magno, da qual ele tanto se
orgulhava e na qual era super presente, ao contrário do que ocorre com muitos
militantes homens. Foi de reencontrar a antiga militância do Maranhão, que colocou o
Movimento Negro no caminho das lutas quilombolas, que sustentou a idéia dos
Encontros de Negros do Norte e Nordeste e, felizmente, continua se renovando.
Trocamos muitas promessas de nos procurar mais, de saber mais umas das outras,
para além dos compromissos que sempre utilizamos como desculpa. Escondido em
algum lugar, o sentimento de que fazemos parte de uma geração que está
desaparecendo fisicamente. E desaparecendo cedo demais, no auge da maturidade!
Para quem considera que o Movimento Negro não produziu líderes no Brasil, ficam
aqui estes pedaços de pensamento que, espero, nos ajudem a saber: de que matéria é
feita uma liderança, nas condições em que se desenvolvem as nossas lutas?
Aprendemos com o CCN uma música cujo refrão pergunta Que bandeira é aquela? E
responde É Luther King, é Zumbi, Nelson Mandela. Que se dane a métrica, a resposta temque ser É Magno Cruz, é Luther King, é Zumbi, Nelson Mandela.
Luiza Bairros
Salvador, 05 de agosto de 2010.

 

 

 

Roda de Conversa para blogueiros, blogueiras, twitteiros, twitteiras é um dos temas em debate no I Ciclo Nacional de Conversas Negras

No dia 26 de agosto, quinta-feira, no “I Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” especialistas nas temáticas, intelectuais e militantes negros debatem sobre o panorama dos usos das mídias sociais e suas possíveis influências no processo de construção de subsídios simbólicos que estabelecem parâmetros dos perfis e pensamentos da sociedade contemporâneas,como também na decisão do voto nas eleições 2010.
É uma apresentação de idéias visando o lançamento de novos olhares sobre conceitos antigos e estigmatizados.
Palestras que compõem a Roda de Conversas: “Instituto Mídia Étnica e do Portal Correio Nagô- 05 anos de atuação na luta pela diversidade étnico-racial na mídia e a inclusão negra no campo das novas tecnologias”,”Entendendo a importância das redes sociais como mídias alternativas e formadoras de opinião nas eleições de 2010: Blogosfera ,Twitter, Orkut, Facebook “, “Cultura e Mídia Não Discriminatórias e/ou Mais Mulheres Negras no Poder”, e “A Voz das Africanidades Brasileiras no Salto para o Futuro”.
A realização do “I Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta’ traz como proposição o estabelecimento de um movimento concentrado de esforços individuais e coletivo visando difundir e
debater o enfrentamento do racismo estrutural e suas conseqüências sociais.
A realização do I Ciclo é do Projeto Raízes de Áfricas conta com o apoio do Ministério da Igualdade Racial, Ministério da Educação, Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Centro de Estudos Universitários-CESMAC,Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, BRASKEM Secretaria de Estado da Mulher Cidadania e Direitos Humanos, Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social, Secretaria Municipal de Educação, Caixa Econômica Federal, Secretaria de Estado da Defesa Social, Polícia Civil do Estado de Alagoas, Faculdade Maurício de Nassau, Livrarias Paulinas, Faculdade Integrada Tiradentes, Instituto Federal de Alagoas, Prefeitura de Viçosa/AL e Polícia Militar.
O I Ciclo acontecerá entre os dias 24 e 26 de agosto na Federação das Indústrias do Estado de Alagoas - FIEA. Av. Fernandes Lima, 385. Ed. Casa da Indústria, auditórios do térreo e 4º andar 57055-902 - Farol – Maceió - AL e contará com a participação de diversos intelectuais negros e negras e especialistas na questão.
Para solicitar sua inscrição gratuitamente, envie um e-mail, com os seguintes dados: nome, instituição, endereço, e-mail e telefone para: raizesdeafricas@gmail.com, promomaceio@paulinas.com.br ou podem ser feitas nas Livrarias Paulinas em Maceió- Rua Joaquim Távora, 71. Tel.: (82) 3201-6400 Mais informações: 8815-5794/8898-0689/8882-2033
O credenciamento ocorrerá no dia 24, das 07 às 8h30 da manhã, no local do encontro.
São 150 vagas disponíveis. Certificação de 30 horas.As oficinas temáticas terão custo de R$10,00 (dez reais)
 

Projeto finalista do Prêmio Empreendedor Social 2009 da Folha de São Paulo é apresentado no I Ciclo Nacional de Conversas Negras.

Nicolau Priante Filho é físico de formação com doutorado em engenharia mecânica e pós-doutorado em ecologia. Atualmente é Diretor Operacional da Cooperativa de Pescadores e Artesãos de Pai André e Bom Sucesso COORIMBATÁ.
A Coorimbatá é uma cooperativa que gera alternativas de renda para comunidades com baixo poder aquisitivo, dentre eles os remanescentes quilombolas.
Professor universitário Priante investiu na pesquisa da inovação e na figura do pesquisador cooperado, que cria relações de confiança entre empresas, governo, universidades e comunidades carentes, pautando-se no desenvolvimento solidário.
Desde 1997 a Coorimbatá já beneficiou mais de 5.600 pessoas, sobretudo na Baixada Cuiabana.
Durante o I Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta, de 24 a 26 de agosto, em Maceió/Al , o professor pesquisador da Universidade de Mato Grosso estará discutindo sobre “A Tecnologia Social demarcando territórios na CT&I para Sustentabilidade das comunidades de remanescentes quilombolas”.
O representante da comunidade quilombola Sesmaria Boa Vida Quilombo Mata Cavalo, N. Sra do Livramento – MT Aluízio Sarat da Silva participa como multiplicador dos resultados concretos da Cooperativa.
O I Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” é uma realização do Projeto Raízes de Áfricas em parceria com a Federação das Indústrias do estado de Alagoas,Ministério da Educação,Ministério da Igualdade Racial,Centro de Estudos Universitários-CESMAC,BRASKEM,Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, Secretaria de Estado da Mulher Cidadania e Direitos Humanos, Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social, Secretaria Municipal de Educação, Caixa Econômica Federal, Secretaria de Estado da Defesa Social, Polícia Civil do Estado de Alagoas, Faculdade Maurício de Nassau, Livrarias Paulinas, Faculdade Integrada Tiradentes, Instituto Federal de Alagoas e Polícia Militar.
As palestras do I Ciclo são gratuitas e abertas ao público e as inscrições podem ser feitas através dos e-mails:raizesdeafricas@gmail.com,promomaceio@paulinas.com.br. As oficinas temáticas terão custo de R$10.00(dez reais).
A abertura do I Ciclo acontecerá na terça-feira, 24 de agosto, as 08h30 da manhã. Á entrada é aberta ao público, mediante inscrição, e será realizado nos auditórios térreo e do 4º andar da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, bairro do Farol. Certificação do encontro é de 30 horas e as vagas são limitadas.
 

Cojira-Rio no I Ciclo de Conversas Negras

Maceió (AL) vai sediar o I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou O Que a História Oficial ainda não Conta”, entre os dias 24 e 26 de agosto. A proposta do Projeto Raízes da África, que conta com 150 vagas para inscrições, é fomentar o diálogo e a união de esforços para o enfrentamento do racismo estrutural e suas conseqüências sociais. Além da valorização de atividades acadêmicas focadas na temática do negro no Brasil e do estímulo ao ensino da História da África na rede de ensino pública e privada.
A iniciativa, fruto da interlocução entre o movimento social negro e diversas instituições, dentre elas a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial/Seppir, o Ministério de Educação/Secad, a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Livrarias Paulinas, contará com a participação de atores sociais vindos de várias partes do país. Entre os convidados, a jornalista Sandra Martins representando a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (Cojira-Rio/SJPMRJ).
De acordo com Arísia Barros, coordenadora do Projeto Raízes, “Construir Conversas Negras” é criar possibilidades de reflexão e o redimensionamento da questão estrutural do racismo, “não só nos currículos das escolas alagoanas, mas em todos os espaços formativos na busca da criação de um processo de diálogo que contemple e problematize temas relacionados à discriminação e desigualdades raciais. E, sobretudo, discutir o racismo como violência de caráter endêmico, implantada em um sistema de relações assimétricas, fruto da continuidade de uma longa tradição de práticas institucionalizadas”.
O Ciclo Nacional de Conversas Negras tem como um dos alicerces a transversalidade da Lei Federal nº 10.639/03 – que criou a obrigatoriedade do estudo da África e dos afro-descendentes no currículo escolar – e em Alagoas com a especificidade da Lei Estadual nº 6.814/07, e será aberto a diversas artes que dialoguem sobre pertencimento identitário e nossas histórias afirmativas.

Black August - A inspiração da titulação do I Ciclo Nacional de Conversas Negras:“Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda não Conta” – Black August – tem suas raízes fincadas na década de 1970 na Califórnia, nos Estados Unidos. Este período ficou marcado para a cultura negra, como um mês de grande resistência à repressão e dos esforços individuais e coletivos contra o racismo.
Na época, o movimento, liderado pelo grupo afro-americano Black/New Afrikan Liberation Movement, surgiu das ações de homens e mulheres que se opunham às injustiças contra os afro-descendentes. A repercussão positiva do movimento afroamericano gerou adaptações do Black August à realidade de outros países – como Cuba, Jamaica, África do Sul, França e Rússia – que lutam contra a discriminação e desigualdade racial.

Serviço:
I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou O Que a História Oficial ainda não Conta
Período: 24 e 26 de agosto
Horário: 8h à 18h
Local:Federação das Indústrias do Estado de Alagoas - FIEA.
Av. Fernandes Lima, 385. Ed. Casa da Indústria, auditórios do térreo e 4º andar
57055-902 - Farol – Maceió - AL
Inscrições:e-mails raizesdeafricas@gmail.com, promomaceio@paulinas.com.br
Informações: Tels.: (82) 8815- (82) 8815-5794,8889-0689

 

Líder do Grupo Comulti/UFAL é palestrante no I Ciclo Nacional de Conversas Negras, em Maceió/AL

Líder do Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão Comunicação Multimídia (Comulti/UFAL), Pós-Doutor em Comunicação e Educação-Doutor em Ciências da Linguagem-Grupo Comunicação e Multimídia ,o professor Antônio Freitas será palestrante no I Ciclo de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”, que acontece de 24 a 26 de agosto, nos auditórios térreo e do 4º andar da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas - FIEA. Av. Fernandes Lima, 385. Ed. Casa da Indústria, 5º andar - Farol 57055-902 - Maceió-AL
O Comulti é um Núcleo de pesquisa de Crítica a Economia Política da Comunicação, vinculado ao Grupo Comunicação Multimídia (CNPQ/COS/Ufal)
Na programação do I Ciclo Nacional Freitas abordará o tema: “Entendendo a importância das redes sociais como mídias alternativas e formadoras de opinião nas eleições de 2010: Blogosfera ,Twitter, Orkut, Facebook “, dia 26 às 09 horas.
Sobre o I Ciclo Freitas diz: A iniciativa de levar avante essa importante discussão é muito boa” “

Sobre o I Ciclo de Conversas Negras: "Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”,

Tendo como objetivo estabelecer movimento concentrado de esforços individuais e coletivos para o enfrentamento do racismo estrutural e suas conseqüências sociais, o I Ciclo conta com a parceria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Polícia Civil, Ministério de Educação/SECAD, Ministério da Igualdade Racial, Caixa Econômica Federal, Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, Faculdade Maurício de Nassau Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos,Centro Universitário de Maceió, BRASKEM, Faculdade Integrada Tiradentes, Instituto Federal de Alagoas , Livraria Paulinas , Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social , Secretaria Municipal de Educação e Secretaria de Estado da Defesa Social.
Os interessados em participar do I Ciclo Nacional de Conversas Negras que acontece de 24 a 26 de agosto, das 08 as 18 horas, com certificação de 30 horas já podem se inscrever. As inscrições são gratuitas para a participação nas palestras do I Ciclo. As oficinas temáticas que acontecerão paralelamente ao encontro terão custo de R$ 10,00 (dez reais). Para solicitar a inscrição basta enviar um e-mail com nome,instituição, telefone,endereço residencial e e-mail para raizesdeafricas@gmail.com ,promaceio@paulinas.com.br
As inscrições também podem ser realizadas nas Livrarias Paulinas em Maceió- Rua Joaquim Távora, 71. Tel.: (82) 3201-6400
As atividades vão acontecer nos auditórios térreo e do 4º andar da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas - FIEA. Av. Fernandes Lima, 385. Ed. Casa da Indústria, 5º andar - Farol 57055-902 - Maceió-AL. A programação totaliza 30 horas, com atividades a serem realizadas no período da manhã, tarde e noite (dia 24/08)
Mais informações podem ser fornecidas pelo telefone 8815-5794/8882-2033/8815-9637.
 

2011-Ano Internacional dos Afro descendentes, no I Ciclo Nacional de Conversas Negras

Convidado para ministrar a Conferência com a temática “As perspectivas políticas para a população negra em 2011-Ano Internacional dos Afro descendentes, segundo a resolução A/64/169 aprovado pela Assembléia Geral da ONU e a Sanção do Estatuto da Igualdade Racial” no I Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta “ que acontece de 24 a 26 de agosto em Maceió/AL na Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, o Ministro da Igualdade Racial, Elói Ferreira comentou que: “iniciativas dessa natureza são instrumentos essenciais para a consolidação dos atuais esforços que o Governo Federal e os governos estaduais e municipais, em parceria com o movimento social organizado, vem empreendendo, para reduzir as desigualdades sócio-econômicas e erradicar as discriminações por motivos étnicos em nosso país.”
Complementando a fala o ministro Elói Ferreira afirma que: “Nesse sentido, é um honra e um prazer participar, na qualidade de palestrante, de um encontro com características tão especiais. A Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República – marco histórico na luta por igualdade racial - trabalha para efetivar uma política de igualdade etnicorracial no Estado brasileiro. Nessa caminhada, é sempre uma honra contar com parceiros como Vossa Senhoria.”

Inscrições para o I Ciclo podem ser realizadas na Livrarias Paulinas,em Maceió


Os interessados em participar do I Ciclo Nacional de Conversas Negras que acontece de 24 a 26 de agosto, das 08 as 18 horas, com certificação de 30 horas já podem se inscrever. As inscrições são gratuitas para a participação nas palestras do I Ciclo. As oficinas temáticas que acontecerão paralelamente ao encontro terão custo de R$ 10,00 (dez reais). Para solicitar a inscrição basta enviar um e-mail com nome,instituição, telefone,endereço residencial e e-mail para raizesdeafricas@gmail.com ,promaceio@paulinas.com.br
As inscrições também podem ser realizadas nas Livrarias Paulinas em Maceió- Rua Joaquim Távora, 71. Tel.: (82) 3201-6400
As atividades vão acontecer nos auditórios térreo e do 4º andar da  Federação das Indústrias do Estado de Alagoas - FIEA. Av. Fernandes Lima, 385. Ed. Casa da Indústria, 5º andar - Farol 57055-902 - Maceió-AL. A programação totaliza 30 horas, com atividades a serem realizadas no período da manhã, tarde e noite (dia 24/08)
Mais informações podem ser fornecidas pelo telefone 8815-5794/8882-2033/88159637.


 

Programa Salto para o Futuro participa do I Ciclo de Conversas Negras, em Maceió/AL

Republicado por conter informações incorretas.


Rosa Helena Mendonça exerce o cargo de supervisora pedagógica do TV Escola/Programa Salto para o Futuro que teve início em 1991, em fase experimental, como "Jornal da Educação - Edição do Professor", concebido e produzido pela Fundação Roquette-Pinto, hoje Associação de Comunicação Educativa Roquette-Pinto (ACERP) para atender às diretrizes políticas do Governo Federal, a fim de fomentar programas de Educação a Distância, com o financiamento do FNDE. Em 1992, já com abrangência nacional, passou a chamar-se Um Salto para o futuro. Em 1995, denominando-se Salto para o Futuro, foi incorporado à grade da TV Escola, ocupando uma das faixas da programação do canal.
Doutoranda pelo PROPED/UERJ, Rosa Helena Mendonça confirmou participação no I Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” quando ministrará palestra sobre -“A Voz das Africanidades Brasileiras no Salto para o Futuro”, que acontece as 10h20 do dia 26 de agosto, 2º dia do encontro.
Segundo Rosa: “Salto para o Futuro, programa da TV Escola, canal educativo do Ministério da Educação, tem como proposta a formação continuada de professores. O Salto, como é conhecido entre os professores, conjuga os recursos da Educação a Distância como a utilização de material impresso, recursos tecnológicos como TV, fax, telefone e Internet a momentos presenciais, nas telessalas de recepção organizada, nas quais, com a mediação de um orientador de aprendizagem, os professores discutem e participam com questões que são constituintes do programa.”

Já estão abertas as inscrições para o I Ciclo de Nacional de Conversas Negras
O I Ciclo Nacional de Conversas Negras:”Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” acontecerá nos dias 24 (terça-feira) , 25 (quarta-feira) e 26 (quinta-feira) de agosto, das 08 às 18 horas, na Federação das Indústrias do Estado de Alagoas - FIEA. Av. Fernandes Lima, 385. Ed. Casa da Indústria, 5º andar - Farol 57055-902 - Maceió-AL
O objetivo é estabelecer movimento concentrado de esforços individuais e coletivos para o enfrentamento do racismo estrutural e suas conseqüências sociais.
Para inscrever-se no I Ciclo Nacional basta enviar um e-mail com os seguintes dados: nome completo, endereço, instituição, telefone residencial e celular para raizesdeafricas@gmail.com ou promaceio@paulinas.com.br,com. Cada inscrição será confirmada pela organização do I Ciclo. A certificação do encontro é de 30 horas e as vagas são limitadas.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefones: 8815-5794/8882-2033/88159637.
O I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta” conta com a efetiva parceria de diversas instituições, dentre elas, o Ministério de Educação/SECAD, Ministério da Igualdade Racial, Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Caixa Econômica Federal, Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, Faculdade Maurício de Nassau Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos,Centro Universitário de Maceió, BRASKEM, Faculdade Integrada Tiradentes Instituto Federal de Alagoas , Livraria Paulinas e Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social, para o enfrentamento do racismo estrutural e suas conseqüências sociais e traz como principio o estabelecimento de canais de comunicação entre a população e as instituições locais, incentivando o sentimento de pertencimento étnico e social.
Tendo como um dos alicerces a Lei nº10. 639/03, que criou a obrigatoriedade do estudo da África e dos afro-descendentes no currículo escolar, o I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta”, será aberto a diversas artes nacionais e internacionais que conversem sobre “identidade étnica”.

Com referências de Notas
*Rosa Helena Mendonça - Supervisora pedagógica do programa Salto para o Futuro/TV Escola. 1 Bartolomé Pina. - "Sistemas multimídia". In Para uma tecnologia educacional.
Juana Sancho, (org.). Porto Alegre, ArtMed, 1998.
 

Eles vieram de madrugada e invadiram o terreiro

Socializando  a palavra de Maurício Macedo que denuncia de forma poética  a segregação da religião afrodescendente.

1912 : A diáspora dos deuses*

Maurício de Macedo

Eles são brancos,
se entendem.
A gente não tem nada com isso.
Mas eles vieram de madrugada,
invadiram o terreiro,
destruiram o peji.
Tocaram fogo na palhoça,
bateram na velhinha
até o sangue correr.

A gente não tem nada com isso.
Os políticos,às vezes,aparecem por aqui,
mas a gente não tem nada com isso.
A gente só quer falar com os deuses,
rodopiando o corpo ao som dos atabaques,
sacudindo nos ombros as dores do mundo,
quando o orixá desce
para aliviar o sofrer.

Eles são brancos,
se entendem.
A gente não tem nada com isso.
Mas eles vieram de madrugada
e prenderam nosso pai.
Silenciaram os atabaques
e proibiram os deuses de descer.
E,agora,como vamos agüentar
o peso da vida nos ombros
se os deuses não descem
para aliviar o sofrer?!


*Poema publicado no livro"Esfinge Caeté" (Maceió,ed.Catavento,1999).
 

Uma lição que toda escola deveria aprender

Essa lição toda escola deveria reaprender. Vale  a pena...

O celular de Luciana Landrino tocou às 19h30m do domingo retrasado. Dooutro lado da linha, uma voz perguntou: "Você é a diretora da EscolaJoão de Deus? Gostaria de parabenizá-la." Era a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, que tinha acabado de receber os dados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2009. A escola tirou o primeiro lugar no Estado do Rio na 1ª à 5ª série do Ensino Fundamental, com uma meta prevista para ser alcançada só em 2021. Na terça-feira, Cláudia e o prefeito visitaram a pequena escola da Penha Circular, na Zona Norte, que tem 13 professores e atende 314 alunos daregião, entre 4 e 12 anos. A nota média do Rio foi 4,7-6 é ensino de Primeiro Mundo. A João de Deus-nada a ver com o papa e sim com o poeta português -tirou 7,8, à frente de escolas como Pedro II e CAp. O colégio foi inaugurado em 1992, de forma emergencial, previsto para durar sete anos. É pré-fabricado, com telhado de zinco. Uma caldeira.
Na visita, Eduardo Paes disse: "Vocês deram um show. Tudo o que pedirem vou comprar." Ela brinca: "A lista está sendo tão grande que não acabamos." Na verdade, o sonho maior é a climatização. E a reforma do clube vizinho, que está abandonado, para abrigar atividades.Muito pouco para uma escola campeã.

REVISTA O GLOBO: O que explica o sucesso da escola?
LUCIANA LANDRINO: O índice de aprovação sempre foi bom, mas sentimos que os alunostinham dificuldade de interpretar o que era solicitado.
Sabiam o conteúdo, sabiam fazer contas, mas havia a preguiça de ler. Com isso, erravam a questão. O jeito era estimular a leitura, mas pelo prazer, não pela obrigação. Temos o projeto Gosto pela Leitura. Todo fim de semana eles pegam dois livros, levam para casa e lêem. Depois o professor pergunta se leram tudo e se gostaram, para ver que tipo de leitura agrada mais. Nessa hora, não é cobrado o conteúdo, a
gramática, a interpretação de texto. Temos jornal mural, saraus de poesia, dia da contação de história. Nas paredes da escola, estão expostos os trabalhos. Há também o correio escolar, em que eles escrevem cartas para colegas e professores, e depositam numa caixa de verdade, emprestada pelos Correios.

Foi fácil implantar o projeto Gosto pela Leitura? Tivemos que fazer um
trabalho de conscientização.

No início, os livros estragavam com facilidade. O cachorro comia, o irmão menor rasgava, a chuva molhava. Ou então não eram devolvidos. Hoje não. Descobrimos que eles gostam de poesia. Eles se acham uns poetas. Criamos o Dia do Autógrafo. Os alunos fazem livrinhos em sala de aula e chamamos a comunidade para conhecer seus novos escritores. Nas aulas, trabalhamos autores como Cecília Meireles, Vinicius, Pedro
Bandeira, Machado de Assis. As mães são todas de classes mais baixas? Tenho mãe dentista, advogada. A filha de uma empresária, dona de um jardim de infância particular, ficou três anos com a gente. Ela nos agradeceu, viu o crescimento da filha, que passou a fazer poesia. Essas mães ouvem falar de crianças que saíram daqui e foram para as séries seguintes, onde estão sempre bem classificadas. Tudo isso graças à base que demos. Tivemos um menino que passou para o Colégio Militar e veio aqui todo fardado. Ano passado, oito crianças nossas passaram para o Pedro II e o Colégio de Aplicação, sem cursinho. Os quatro filhos de uma senhora que mora no Morro do Cruzeiro estudaram aqui e estão encaminhados. Jorge Lafond foi nosso aluno.
Pelo Orkut, recebemos mensagem de um ex-aluno, hoje designer da Sony Music.
Vocês têm conseguido reduzir preconceitos, não? Há a mentalidade de que o aluno da rede pública é um coitadinho. Os pais acham que não podem exigir qualidade porque não estão pagando. Ou então aceitam que o resultado do filho seja baixo porque está em escola pública. Temos mudado isso. Também há a idéia, por parte de mães de crianças
especiais (com síndromes e deficiências), de que o filho está ali apenas para se socializar, conviver com colegas, sem condições de acompanhar a turma. Alteramos isso. Temos sete alunos especiais. Um ex-aluno com paralisia cerebral concluiu o Ensino Médio, outra está concluindo. Na escola, faltam professores de informática, quadra esportiva, auditório, ar-condicionado... Mas sobra trabalho, comprometimento,
perseverança, motivação. Não temos computadores nas salas, mas não são eles que vão desenvolver o gosto pela leitura e pela escrita. Estou há 20 anos como diretora (a eleição é de três em três anos e na última, há dois, foi reeleita com 97% dos votos de alunos, pais e professores). Se quiser posso me aposentar ontem, mas gosto do que
faço. Não nos acomodamos com o primeiro lugar. Está todo mundo torcendo: "Ah, agora quero ver." Mas vamos
 

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