ONU Mulheres seleciona jornalista para ministrar curso.

ONU Mulheres seleciona jornalista para ministrar curso de gênero, raça e etnia para a imprensa
Iniciativa é uma das ações previstas no marco da cooperação entre a ONU Mulheres e a FENAJ - Federação Nacional dos Jornalistas. Curso está previsto para acontecer em oito cidades: Maceió (AL), Manaus (AM), Fortaleza (CE), Belém (PA), Recife (PE), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS).

Brasília, 23 de maio de 2011 – A ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres seleciona, até o dia 30 de maio de 2011, profissional com graduação em Jornalismo para ministrar o Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas e administrar blog e redes sociais relacionados ao curso. Faça aqui o download do termo de referência com informações sobre a vaga e do formulário Personal History Form para candidatura.
A iniciativa está programada para acontecer em oito cidades: Maceió (AL), Manaus (AM), Fortaleza (CE), Belém (PA), Recife (PE), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS). Cada curso deverá ser realizado pelo período de dois dias, com uma carga horária total de oito horas. Podem participar da seleção jornalistas diplomados/as com conhecimento avançado das temáticas gênero, raça e etnia, por meio da comprovação de experiência profissional ou acadêmica na área, produção de publicações ou reportagens sobre o tema, ou pela participação em eventos com foco em gênero, raça e etnia; experiência comprovada em redação (veículos de comunicação); e disponibilidade para viagens.
O curso será ministrado baseado em plano pedagógico fornecido pela ONU Mulheres, por meio do Programa Interagencial para a Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia e do Programa Regional de Gênero, Raça, Etnia e Pobreza, e pela FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas, assim como outros materiais pedagógicos tais como matérias ilustrativas e vídeos.

Cooperação – ONU Mulheres e FENAJ
O Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas é uma das ações previstas no Memorando de Entendimento firmado entre a ONU Mulheres e a FENAJ no 34º Congresso Nacional dos Jornalistas.
São os termos da esfera de cooperação: apoio da ONU Mulheres à realização de ações da FENAJ para o enfrentamento do racismo, sexismo e etnocentrismo; especialização de jornalistas nas temáticas de gênero, raça e etnia; incentivo à criação de instâncias organizativas de gênero e raça nos sindicatos de jornalistas com a finalidade de implementar políticas de combate ao racismo, ao sexismo e ao etnocentrismo e promoção da igualdade; realização do censo do jornalismo brasileiro; adoção da autodeclaração étnicorracial nas fichas sindicais; apoio às políticas focalistas para empresas jornalísticas; produção de indicadores referentes à cobertura dos temas gênero, raça e etnia na imprensa; produção de conhecimento e de materiais para subsidiar o debate sobre jornalismo e relações étnicorraciais e de gênero, entre outras iniciativas que versem pelo pleno cumprimento dos princípios dos direitos humanos e marcos internacionais referentes a gênero, raça e etnia no Brasil e no mundo estabelecidos por organismos nacionais e internacionais à luz da liberdade de imprensa.

Candidatura:
Termo de Referência
Personal History Form

 

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Grafite foi chamado de “negro de merda” e “macaco”.

Sobre o racismo no Brasil e o faz-de-contas dos tribunais...

Racismo nos tribunais
O número de casos de discriminação julgados no Brasil vem crescendo e a quantidade de acusados considerados inocentes também - quase 70% deles saem livres do banco dos réus
Solange Azevedo
INJÚRIA
Vera diz ter sido chamada de “macaca”  e “negra imunda” recentemente
Quando criança, a cabeleireira Vera Maria da Silva ouviu baterem palmas no portão e foi atender. “Podemos falar com a dona da casa?”, perguntaram dois vendedores de livros. Momentos depois, na presença deles, a mãe de Vera quis saber se a filha havia gostado dos livros. Os rapazes estranharam o questionamento da “dona da casa”, uma mulher branca, e um deles se voltou contra Vera: “Olha, negrinha, você não tem de dar opinião. Quem decide é a sua patroa.” Aquela foi a primeira vez que a cabeleireira lembra ter sido discriminada. Não foi a única. No mês passado, aos 59 anos, Vera diz ter sido xingada de “macaca” e “negra imunda” pelo comerciante Cláudio Kubo, de Sorocaba, no interior paulista, onde mora. Kubo sugeriu, ainda, que ela montasse “num urubu” e voltasse para a África. “Cresci ouvindo essas coisas e nunca tinha tido oportunidade de tomar providências”, conta Vera. “Duas testemunhas do crime prestaram depoimento”, afirma o delegado Fábio Cafisso. Autuado por injúria racial, Kubo foi preso em flagrante. Passou 24 horas na cadeia. Ele alega inocência.
Racismo – assim como injúria racial – é crime no Brasil desde a Constituição de 1988. Injúria é xingamento. Já o racismo fica caracterizado quando a vítima, por exemplo, é impedida de entrar em algum lugar ou preterida numa vaga de trabalho. Embora esse tenha sido um importante avanço na legislação, punir os agressores tem se mostrado complicado. Uma pesquisa do Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais (Laeser), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, revela que os julgamentos de racismo e injúria racial vêm crescendo, mas o número de acusados considerados inocentes também. Depois de passar um pente-fino nos portais dos tribunais de segunda instância de todo o País, o Laeser localizou 84 ações julgadas entre 2005 e 2006. Nos dois anos seguintes, foram 148. Enquanto no primeiro biênio os réus venceram 52,4% dos processos, em 2007 e 2008 eles levaram a melhor em 66,9%.

Em 2005, o argentino Desábato foi preso depois de ofender Grafite, ex-jogador do São Paulo

“Juízes conservadores têm dificuldade de lidar com esses delitos e, às vezes, desqualificam a fala das vítimas”, diz Marcelo Paixão, coordenador do Laeser. “O mito da democracia racial, de que não existiria racismo no Brasil, também pode influenciar os magistrados.” Cleber Julião Costa, pesquisador do Laeser e professor de Direito da Universidade Estadual da Bahia, afirma que muitos processos são mal fundamentados porque os profissionais da área não são bem preparados para trabalhar com a temática. Por isso, na segunda instância, onde as questões técnicas têm mais peso, os réus acabam beneficiados. “Em muitos casos, o juiz muda o tipo penal de racismo para injúria qualificada. Só que o prazo para a suposta vítima propor uma ação por injúria é de 6 meses e, como o tempo de tramitação dos processos é maior do que isso, ela acaba perdendo esse direito”, relata Costa. “Mas, apesar disso, essas ações são importantes porque têm um caráter pedagógico para os réus e para a sociedade.”
Levar esses processos adiante, no entanto, pode ser penoso para as vítimas. Em 2005, durante um jogo, o ex-atacante são-paulino Grafite foi chamado de “negro de merda” e “macaco” pelo zagueiro argentino Leandro Desábato. Depois da partida, disputada no Morumbi e televisionada para vários países, Desábato foi preso em flagrante. Passou dois dias na cadeia. O episódio repercutiu mundialmente e motivou debates sobre o racismo no futebol. Menos de seis meses depois, Grafite desistiu de propor uma ação penal. “Logo depois do jogo, tinha muita gente ao meu lado”, relata Grafite à ISTOÉ. “Mas o tempo foi passando e eu fui ficando sozinho, sem apoio. Minha filha tinha 7 anos e não queria ir à escola porque ficavam perguntando o que eu ia fazer. Fiquei com raiva de ser discriminado naquele dia, mas era muito pior quando eu não era famoso. Eu vendia sacos de lixo e muita gente olhava esquisito quando via um negro batendo no portão.”
 

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A procissão dos miseráveis nas ruas da Cidade Sorriso ou será Estado Gargalhada?

Eram em torno de 40 crianças e adolescentes. Um turbilhão de gente armada com a selvageria das ruas. Eram muitos e causaram o pânico às pessoas, que alvoroçadas pela violência cotidiana, buscaram abrigo em um Supermercado. Eram meninos e meninas, mas tinham no olhar e na caminhada, de gestos firmes, a certeza da força coletiva.
Houve pânico nas ruas próximas a um Supermercado, no bairro nobre do Stela Maris, em Maceió. Eram só 18 horas e 30 minutos dessa sexta-feira, 20 de maio e eles estavam lá.
Dentro do Supermercado as pessoas se agitaram com vigias diligentes a correr para baixar as portas. As 18h30 minutos de uma sexta-feira, na cidade de Maceió, um Supermercado cerrou suas próprias com medo da violência compacta de meninos e meninas. Um arrastão!
Um arrastão tão imenso que o motorista de nome Clayton dizia atordoado: Eu já vi todo tipo de violência, mas uma coisa como essa, é assustadora.
A antes pacata cidade sorriso experimentou o terror causado por meninos e meninas ,corpos invisíveis, a luz das políticas públicas, jogados à margem da cidadania.
A miserabilidade em Alagoas estabelece a ruptura social. É o jogo do poder do "vai ou racha".
Meninos e meninos libertos dos valores morais, corrompidos pelas zonas do descaso desfilaram sua força em um bairro nobre de Maceió.
Meninos e meninas anti-sociais foram protagonistas da procissão dos miseráveis. Eram muitos e causaram pânico.
Uns diziam- esses filhos da p* deveriam ser mortos!
O medo e o isolamento social nos fez perder nossa condição de humanidade.
E eram só 18h30 minutos de uma sexta-feira
A pobreza extrema no estado de Alagoas tem pressa!
Enquanto isso, a corte gargalha!
Quem sabe não é o prenúncio do fim do mundo?
 

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É preciso tomar cuidado com sermões e pregações contra homossexuais, judeus, nordestinos...

O que é mesmo o respeito a diversidade? Eis  a questão...

Comunidade judaica critica proposta de Marta Suplicy que permite ofensas a minorias em cultos
BRASÍLIA - Entidades da comunidade judaica criticaram nesta quinta-feira a proposta da senadora Marta Suplicy (PT-SP) que altera a Lei Afonso Arinos e abre brecha para permitir que religiosos possam ofender homossexuais durante os cultos. Marta é relatora do projeto que prevê criminalização da homofobia. A petista incluiu a proposta no artigo 20 da lei, que penaliza quem pratica a discriminação e incita o preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional (estrangeiros).
É rasgar a lei, que é espetacular no combate aos crimes raciais e invejada em outros países
DIREITOS IGUAIS: Marcha contra homofobia reúne milhares em Brasília
Segundo o texto proposto pela senadora, manifestações em cultos não poderiam ser enquadradas como crime de preconceito racial, religioso ou mesmo sexual. O advogado criminalista Octavio Aronis, que trabalha de forma voluntária para a Federação Israelita Paulista e a Confederação Israelita do Brasil (Conib) foi duro nas críticas e afirmou que a emenda de Marta joga no lixo a Lei Afonso Arinos.
- Essa modificação não faz o menor sentido e vai abrir precedentes porque é muito difícil julgar o que é manifestação pacífica de pensamento. Vai abrir margem para qualquer coisa. Imagine nos tribunais: não, foi uma manifestação pacífica, não quis ofender e nem acusar ninguém! É rasgar a lei, que é espetacular no combate aos crimes raciais e invejada em outros países. E altera o artigo 20, que é o artigo capital, o mais importante, que se permite trazer a materialidade do crime - afirmou Octavio Aronis, que citou o exemplo dos próprios judeus.
Para Rabino, liberdade de expressão não é absoluta
O rabino Michel Schlesinger, da Congregação Israelita Paulista (CIP), afirmou que a liberdade de expressão não pode ser absoluta e também questionou a proposta da senadora.
- A liberdade de expressão não pode ser absoluta. A liberdade de expressão pode entrar em choque com valores da sociedade. Mais uma vez esse conflito, que envolve padres, rabinos, pastores, xeiques. Se podem ou não falar sobre muitos assuntos, essa liberdade não pode ser ilimitada. É preciso tomar cuidado. Sermões e pregações contra homossexuais, judeus, nordestinos... É péssimo, é terrível. É um desafio velho: fomentar a liberdade de expressão e colocar limite. Acho prudente que a senadora repense a inclusão dessa emenda - disse o rabino Schlesinger.
Marta Suplicy argumentou que não se deve punir por discriminação os casos de "manifestação pacífica de pensamento fundada na liberdade de consciência e de crença". A senadora justificou que não se deve ignorar que muitas religiões consideram a prática homossexual uma conduta a ser evitada. A petista afirmou nesta quarta-feira que pode retirar essa emenda do texto em função da polêmica que está causando e ainda do risco de ser considerada inconstitucional.

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Nunca é tarde para dizer obrigada.

O IV Festival Alagoano das Palavras Pretas, acontecido em 13 de maio, no Auditório do SESC-Poço foi repleto das cores de Áfricas, palavras recheadas de identidade e jovens , muitos jovens soletrando a essência da palavra-poesia.
Foi um Festival que fez o público dançar, cantar e sem cerimônia crianças e adolescentes, adultos subiram ao palco e soltaram a alma na leitura de poemas de escritor@s african@s, afrobrasileir@s e afrocuban@s, entremeados pela sonora cadência da música negra.
Foram sons e silêncios revestidos pelo perfeito cerimonial do grande artista alagoano, o apresentador do programa Alagoas Arte e Cultura/TV Assembléia, Paulo Poeta.O programa é exibido diariamente pela Big TV no canal 15, na NET.O Alagoas Arte e Cultura é um programa que prestigia a arte e a cultura local, com música, poesia, entrevista e informação.
Paulo Poeta, que já tem a poesia no nome,como mestre de cerimônia, fez uma performance maravilhosa , ao lado de Thais Hernadez que mostrou no palco os dotes artísticos que tem uma cubana- norte-americana arretada.
Thaís Hernandez está em Alagoas, através de um intercâmbio da Stanford University. No palco do IV Festival mostrou que tem talento artístico de sobra.
Meninas e meninos da Escola Municipal Paulo Henrique Costa Bandeira, lá do bairro do Benedito Bentes deram um show com o Coral executando a música “Mama África”, e mais show de capoeira.
Está de parabéns a direção e professor@s da Escola Municipal Paulo Bandeira que investem na integração educacional desses meninos e meninas, bem mais além do que manda a cartilha do abcedário tradicional.
Avani Rodrigues é dessas educadoras que assume os ócios do ofício. É singular e especial.Uma grande parceira educacional.
Dia 25 de maio- Dia da Libertação de África, Avani Rodrigues diretora da Escola Municipal Paulo Bandeira, recebe a Comenda Selma Bandeira. Premiação extremamente justa, pois assim como Selma Bandeira e o professor Paulo Bandeira, Ivani Rodrigues traz tatuada n”alma, derme e epiderme a bandeira da luta em defesa dos princípios educacionais, do direito de seus meninos, meninas e seu corpo docente de ter cidadania plena.
Eu estufo o peito para dizer: Obrigada, senhora vereadora Tereza Nelma pela homenagem a essa grande mulher. Eu assino embaixo.
Difícil não falar da Banda Afro de Viçosa, os meninos deram um show de musicalidade, harmonia e amor as raízes negras.
Júnior, o maestro da Banda Afro, esbanjou no palco a dinâmica do comando compartilhado. Quem não esteve lá, perdeu de conhecer esses pequenos artistas que são alimentados artisticamente pela visão dinâmica do fazer cultura na administração do prefeito Flaubert Filho. Os meninos e meninas são realmente bons. Fecharam com chave de ouro o IV Festival.
Carlos Moore,etnólogo e cientista político cubano ficou encantado com arte que explodiu no palco do Festival e já marcou retorno para participar do próximo.
O embaixador de Cabo Verde, Daniel Antonio Pereira deleitou-se com o canto lírico da cantora alagoana, Madalena Oliveira, juntamente com sua equipe, nos encheu de orgulho ao interpretar, especialmente, para o embaixador o Hino de Cabo Verde. O embaixador da República africana de Cabo Verde, Daniel Antonio Pereira trouxe sua voz em leitura de poemas das terras africanas.
Foi soberba a nossa seleção de artistas da terra, Vânia Rodrigues celebrou “O Canto das Três Raças” com a força de sua voz lírica.
Ignoban Rocha, o cantor sempre eletriza platéias com a voz que rima com talento.
O 13 de maio- Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo- nos proporcionou um riquíssimo encontro com as diferenças musicais e poéticas.
E como não falar da grande poetisa alagoana Maria Puresa de Amorim, preciosa e seleta presença cativa em nossos festivais.
Como também não posso deixar de falar de minha mãe que com seus 79 anos ainda insiste em investigar a vida, através da escrita de poesias. Marcou presença ao ler um poema africano.
Foram muitas gentes que subiram ao palco e afirmaram a necessidade de consolidar espaços onde o povo possa exercitar a arte de ser povo, através da poesia.
Obrigada a cada parceiro institucional ou não que continua apostando.
Obrigada, a cada pessoa que se fez presente e até o próximo!


 

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Seguem abertas inscrições para o Ìgbà, em Alagoas.

 

ÌGBÀ na língua africana quer dizer encontro.

Estabelecer espaços de formação continuada, socializando instrumentos e mecanismos válidos que contribuam para a discussão social sobre o racismo e as possibilidades de rompê-lo, nos vários campos da sociedade, criando o enfrentamento às vulnerabilidades e diferentes violências - racial, de gênero e social - a que estão sujeitas as meninas e mulheres é um dos objetivos do Ígbà-III Seminário Afro-Alagoano, que acontece dia 25 de maio-Dia da Libertação da África, das 08 às 16 horas.
O Ígbà-III Seminário Afro-Alagoano realização do Projeto Raízes de Áfricas conta com a parceria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, da Fundação Municipal de Ação Cultural de Maceió, da Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte e da Polícia Civil do estado de Alagoas.
 A programação é aberta ao público e as inscrições online estão disponíveis até o dia 22 de maio e podem ser realizadas através do formulário disponibilizado abaixo e enviado para o seguinte e-mail:raizesdeafricas@gmail.com
Os participantes receberão certificação de 10 horas.

Sobre o 25 de maio- Dia da Libertação de África.
Em reunião acontecida em 25 de maio de 1963, em Adis Abeba, capital da Etiópia, líderes africanos criaram a OUA (Organização da Unidade Africana), hoje, União Africana..
Dada a importância, a ONU (Organização das Nações Unidas), instituiu em 1972, o dia 25 de Maio, como o Dia da Libertação de África. A OUA ao mostrar-se incapaz de resolver os conflitos surgidos, em todo o continente (guerras, golpes de estado, enorme dívida externa,…), em 1979, percebeu necessidade de criação de uma Comunidade Econômica Africana (CEA), semelhante à existente na Europa naquela altura. Dez anos depois (1990), a idéia deu os primeiros passos. Chefes de estados da OUA, convidados pelo seu homólogo Líbio, Mouamar Khadafi, reuniram-se extraordinariamente na cidade de Sirte para a criação da União Africana (UA). No dia 11 de Julho de 2002, a UA foi institucionalizada, em Durban, África do Sul, tendo como objetivo fazer face aos desafios com que o continente se defronta, perante às mudanças sociais, econômicas e políticas, bem como aos objetivos enunciados na carta da OUA e no projeto de criação da Comunidade Econômica Africana.

Serviço: Ígbà- III Seminário Afro-Alagoano
Data: 25 de maio
Horário: 08 às 16 horas.
Certificação: 10 horas
Local: Federação das Indústrias do Estado de Alagoas
Avenida Fernandes Lima, 385 Casa da Indústria,
Informações: (82)8827-3656
 

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Como resguardar as meninas da violência sexual dentro de casa?


Familiares que deveriam cuidar da integridade física e moral violentam meninas entre as quatro paredes da segurança do lar. Como lidar com essa situação? Quais são as alternativas de enfrentamento? Como resguardar meninas da violência sexual dentro de casa?
Como lidar com o racismo social que invade a auto-estima das meninas?
Essas e outras questões serão debatidas na palestra “O impacto do racismo e da violência sexual na construção identitária das meninas”, parte integrante do Ìgbà- III Seminário Afro-alagoano, uma ação conjunta envolvendo vários segmentos da sociedade, será realizado no 25 de maio , Dia da Libertação da África,no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas.
 O seminário, conta com a presença da entidade das Nações Unidas e tem por objetivo potencializar espaços de discussão e construção do conhecimento acerca dos objetivos de igualdade para atender as necessidades e demandas das mulheres e meninas do mundo inteiro.
Ana Carolina Querino- Coordenadora de Direitos Econômicos da ONU Mulheres, estará em Alagoas participando do “Ígbà- III Seminário Afro-Alagoano: “A ONU Mulheres e a Equidade de Gênero” e promoverá o lançamento da coletânea audiovisual “Mulheres no Cone Sul”.
O Ígbà-III Seminário Afro-Alagoano realização do Projeto Raízes de Áfricas conta com a parceria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, da Fundação Municipal de Ação Cultural de Maceió, da Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte e da Polícia Civil do estado de Alagoas.
Ana Carolina Querino terá, também, como missão em Alagoas reunir-se com lideranças empresariais, visando à divulgação dos Princípios de Empoderamento das Mulheres, propostos pelo UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) e pelo Pacto Global das Nações Unidas.
Iniciativa Pioneira
No dia 25 de maio, as atividades começam às 8h e terminam às 16h.
Estão programados a exibição e lançamento da coletânea audiovisual “Mulheres no Cone Sul”, seguidos de debates, mesas-redondas.
As inscrições estão abertas para os diversos segmentos sociais como quilombolas, professore@, universitários, acadêmicos, organizações não-governamentais, representantes de outras corporações.
Serão entregues certificados com carga horária de 10 horas, aos participantes.
A inscrição é grátis e para solicitá-la é preciso escrever para o e-mail raizesdeafricas@gmail.com.

Serviço: Ígbà- III Seminário Afro-Alagoano
Data: 25 de maio
Horário: 08 às 16 horas.
Local: Federação das Indústrias do Estado de Alagoas
Avenida Fernandes Lima, 385 Casa da Indústria,
Informações: (82) 8827-3656
 

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A miséria em Alagoas e a gargalhada do poder econômico.


Os milhares de esfomeados que habitam os territórios da miséria alagoana têm pressa.
A pressa da dignidade roubada tornando-nos dessemelhantes e desiguais.
Alagoas pede mais do que piedade e filantropia. Exige a construção da cidadania a partir do livre trânsito dos direitos sociais. Equidade!
Educação não é uma chave única, entretanto abre porteiras de possibilidades, intrumentaliza pessoas para ir além. Educação cria consciências: eu quero e eu posso!
O conhecimento liberta!
Quanto custa a liberdade do povo na República dos Marechais?
O povo do estado nordestino grafado no mapa político do Brasil, pela invisibilidade de ações afirmativas e continuadas tem a pressa da cidadania, sem o forçado levantamento de bandeiras, por "vinte conto".
Os milhares de miseráveis despolitizados das enchentes que experimentam um calor cotidiano e rotineiro de 55% graus centígrados, embaixo de barracas-moradias assistem a mais um novo programa para resolver a miséria secular alimentada pela desigualdade plantada desde a passagem dos colonizadores.
A alagoniedade tem a pressa de romper com a intolerância institucionalizada que produz o escravismo contemporâneo do sangue jorrado nas ruelas da favelização humana.
A miséria em Alagoas é como uma hemorragia intermitente que mais do que tampão, exige a intervenção de políticas públicas consistentes para acabar com o jogo do perde e ganha, sem o foco em 2012.
A indigência dos muitos pobres, descendentes de Palmares, carece bem mais do que a política midiática do faz-de-conta e cabe ao povo despertar abruptamente da cômoda letargia de que “está tudo bem”.
Enquanto isso o homem branco, com grande poder econômico e dono do território explode em fartas gargalhadas como demonstração da dominação colonialista.
O povo atado as grilhões da impossibilidade espera.
Apesar da pressa!
Até quando?
Como bem o disse o filósofo francês Joseph-Marie Maistre , em 1753:”Cada povo tem o governo que merece”.
 

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No dia da Libertação da África, Entidade das Nações Unidas participa em Alagoas do “Ígbà- III Seminário Afro-Alagoano.

No dia da Libertação da África, Entidade das Nações Unidas participa em Alagoas do “Ígbà- III Seminário Afro-Alagoano.

A ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres foi criada no dia 2 de julho de 2010 pela Assembléia Geral da ONU, tendo como objetivo atender as necessidades e demandas das mulheres e meninas do mundo inteiro.
Segundo o secretário-geral adjunto Asha-Rose Migiro, com a criação da nova entidade a proposta é avançar em conjunto nos esforços para alcançar os objetivos de igualdade, desenvolvimento e paz para atender as necessidades e demandas das mulheres e meninas do mundo inteiro.
"Mulheres da ONU vai aumentar significativamente os esforços da ONU para promover a igualdade de gênero, expandir as oportunidades e combater a discriminação em todo o mundo", Secretário Geral da ONU Ban Ki-moon, disse.
Diplomatas da ONU disseram que as negociações sobre a criação da ONU Mulher levou quatro anos devido a desacordos entre países ocidentais e alguns países em desenvolvimento. A ONU Mulheres unifica quatro divisões existentes das Nações Unidas que tratam de questões das mulheres.
Dia 25 de maio, dia intitulado como Dia da Libertação da África e Dia da Indústria, Ana Carolina Querino- Coordenadora de Direitos Econômicos da ONU Mulheres, estará em Alagoas participando do “Ígbà- III Seminário Afro-Alagoano: “A ONU Mulheres e a Equidade de Gênero”, para promover o lançamento da coletânea audiovisual “Mulheres no Cone Sul”.
O Ígbà-III Seminário Afro-Alagoano realização do Projeto Raízes de Áfricas conta com a parceria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, da Fundação Municipal de Ação Cultural de Maceió, da Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte e da Polícia Civil do estado de Alagoas.
Ana Carolina Querino terá, também, como missão em Alagoas reunir-se com lideranças empresariais, visando à divulgação dos Princípios de Empoderamento das Mulheres, propostos pelo UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) e pelo Pacto Global das Nações Unidas.

Iniciativa Pioneira

Em curso desde 2004, os Princípios de Empoderamento das Mulheres são considerados a maior iniciativa global de cidadania corporativa e contam com a adesão de 7 mil empresas em mais de 135 países. Tem como objetivo proporcionar condições para que as mulheres participem plenamente da vida econômica em todos os setores e níveis da atividade econômica. Visa também atingir os objetivos internacionalmente acordados para o desenvolvimento, a sustentabilidade e os direitos humanos, melhorar as condições de vida para as mulheres, homens, famílias e comunidades e impulsionar as operações e metas dos negócios.
O Ígbà- III Seminário Afro-Alagoano acontece dia 25 de maio, das 08 às 16 horas, na Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, com certificação de 10 horas.
A inscrição é grátis e para solicitá-la é preciso escrever para o e-mail raizesdeafricas@gmail.com


Serviço: Ígbà- III Seminário Afro-Alagoano

Data: 25 de maio
Horário: 08 às 16 horas.
Local: Federação das Indústrias do Estado de Alagoas
Avenida Fernandes Lima, 385 Casa da Indústria,
Informações: (82)8815-5794/8827-3656

Programação

08h00- Abertura oficial
08h30- Composição de Mesa
8h40-Apresentação afro artística
9h00- Lançamento da coletânea audiovisual “Mulheres no Cone Sul”.
Ana Carolina Querino- Coordenadora de Direitos Econômicos da ONU Mulheres
Exibição de uma reportagem da série “Direitos econômicos para as mulheres
11h00- Debate
12h00- Pausa para almoço
14h00- Palestra:
O impacto do racismo e da violência sexual na construção identitária das meninas.
15h00- Socializando os Princípios de Empoderamento das Mulheres
Ana Carolina Querino- Coordenadora de Direitos Econômicos da ONU Mulheres
15h30- Debate
16h00- Encerramento

 

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Carlos Moore subiu a Serra da Barriga e chorou.

*Carlos Moore,etnólogo e cientista político cubano, rompeu com o regime de Fidel e lutou pela emancipação de África. Trabalhou com Savimbi, viveu de perto o calvário de Viriato da Cruz, privou com Mário de Andrade e foi angolano por um ano. Na voz e no olhar, preserva o idealismo a que chamam utopia.
Carlos rodou o mundo quando saiu exilado de Cuba. Foram 34 anos de exílio.
O Doutor em Etnologia, Sociologia, História e Antropologia pela Universidade de Paris-7 (França) é um desbravador que põe crença na luta pela igualdade.
Carlos Moore militou ao lado de Malcolm X, Cheikh Anta Diop, Aimé Césaire, Maya Angelou, Stokely Carmichael, Lelia Gonzalez, Walterio Carbonell, Abdias Nascimento, Harold Cruse, Alex Haley, e tantos outros.
Carlos Moore esteve em Alagoas participando da Sessão Pública: Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo, no 13 de maio,ocorrido na Assembléia Legislativa e contextualizou para uma plenária, essencialmente, jovem  a importância das lutas negras atuais e da consciência do racismo que foi forjada, não tem só nos últimos 500 anos, mas, como algo com enorme amplitude, mais global e muito, mais intrusivo que uma ideologia.
Carlos Moore é uma personagem muitíssimo humana, cativante e coerente com suas convicções políticas. Em nome de todos os momentos adversos que viveu em busca da liberdade sem arrefecer da luta, propusemos o nome do cubano para a outorga da Comenda Zumbi dos Palmares pela Assembléia Legislativa de Alagoas, e ele disse não, sem a arrogância dos medíocres e sim com a humildade de quem viu e viveu a poderosa repreensão do estado.
Moore tem um desconforto natural em lidar com grupos institucionalizados. O discurso de Moore escapa da mesmice e das fórmulas prontas. Traz em si o sentimento de comunidade.
Um dos grandes sonhos do cientista político cubano era pisar o solo sagrado de Zumbi, o templo da resistência negra, na combalida, desigual e conformada Alagoas, que um dia foi de Palmares, da primeira sociedade política organizada das terras de Cabral e nesta manhã de sábado, dia 14 de maio, embaixo de uma chuva sonora e tímida, Carlos subiu a Serra e extremamente emocionado chorou o choro do reencontro ancestral.
Encantado com a grandiosidade da estrutura do Parque Memorial Quilombo dos Palmares ,o primeiro complexo arquitetônico de inspiração africana no Brasil e o único projeto afro-cultural do continente americano e da América Latina, Moore exclamou: “Ninguém nunca me disse que existia isso aqui! Eu simplesmente não tinha conhecimento disso! É uma maravilha! Eu pensei que na Serra da Barriga só tinha mato. Ah! Que coisa mais linda. Tudo tão estrategicamente pensando!
O encantamento ao depara-se com a memória das Áfricas nas Alagoas, como berço e túmulo do conceito e sentido de humanidade, reconstruída, pela determinação herculana de Patrícia Irazabal Mourão, fez Carlos novamente chorar.
Patrícia Mourão não é militante, não é uma ativista negra ou coisa que o valha.
Patrícia Mourão é mulher aguerrida e empreendedora que enxergou as potencialidades, seja histórica, turística, emprego e renda que o monumento histórico proporcionaria a comunidade do entorno de Palmares e do mundo e ousou construir o Parque, quebrando a hegemonia “dos donos do território e da história”.
Por ter insistido em romper com a história da acomodação colonialista e erguer o cenário da história de Zumbi, Patrícia Mourão foi execrada em praça pública.
Após ter pisado o solo sagrado do Quilombo dos Palmares de Ganga Zumba e Zumbi dos Palmares, herói nacional brasileiro, inscrito no livro do tombo, em 21 de março de 1996 (Dia Internacional pela Eliminação do Racismo) e de tantos e tantas guerreiras e guerreiros de cores diversas Carlos Moore sentiu a familiaridade da história.
Segundo ele: “Senti como se eu tivesse na República Negra dos Quilombos. Quando cheguei a Serra da Barriga, senti que estava voltando de uma longa viagem, porque senti tudo familiar”.
Carlos Moore saiu de Alagoas determinado a conhecer Patrícia Mourão e incorporar-se a história do Parque Memorial Quilombo dos Palmares,  inaugurado em 2007, abraçando assim a história negra de Alagoas.
Valeu Carlos!
Valeu Zumbi!
Valeu Patrícia Mourão!
Carlos Moore subiu a Serra da Barriga e chorou.
Você conhece o Parque Memorial Quilombo dos Palmares?
*Com informações de http://www.buala.org

 

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