Segundo a medicina e a sociedade nasci 'menino', porém, nunca me identifiquei como tal.

6db1156f 08e7 4996 a868 36667fd85b2d

Sobre as mudanças e identidades , um texto de  Kyara Barbosa

Segundo a medicina e a sociedade nasci 'menino', porém, nunca me identifiquei como tal. Aos 11 anos já me relacionava afetivamente com meninos, não me sentia numa relação homo. Aos 14 anos Kyara nasceu, de tudo que existia dentro da caixinha, o ser mulher era o que mais se aproximava do mim.

Mesmo me sentindo realizada por assumir uma identidade feminina e viver na minha realidade essa condição, sempre senti que faltava algo.
Agora, aos 23 anos - 9 anos depois de começar minha transição - sinto que ainda estou no começo de tudo; hoje não me identifico como mulher, e muito mesmo como homem. O que sinto e o sei é que minha identidade enquanto ser humano não é limitada ao binarismo de gênero, mais sim, as possibilidades.

Continua sendo uma mulher trans que por questões politicas se reivindica travesti, mais que no fundo, essas questões de gênero é uma mera ilusão social. Posso ser livre sem ter um gênero, na verdade, se quer preciso de um.

Sou um ser humano que pensa, que respira e sente e isso me basta.
Minha voz é grossa de mais para ser feminina, e caralho, amo minha voz. Assim como minha voz, minhas medidas não cabem dentro de um padrão e é isso que eu acho lindo: é não caber em padrões. Me sinto um ser humano ilimitado, que posso ter quantas identidades quiser, quantas sexualidades bem entender e nada disso interfere diretamente no que sou.

Tem coisas que não entendo e nem quero entender, mas só sabe o sabor da liberdade aquele já foi preso.

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

A grande diva trans Jane Di Castro fará show na 16ª Parada do orgulho LGBTI+, em Maceió

A44f2bc0 3911 494b 8c60 d63faea2ed0d

 

Jane Di Castro cantou Edith Piaf, na cerimônia de encerramento  do IX Prêmio de Direitos Humanos Renildo José dos Santos, organizada pelo Grupo Gay de Alagoas (GGAL) e que aconteceu no prédio da Casa do Advogado, no centro de Maceió, em 15/12.

Com 50 anos de carreira artística, a  voz de Jane Di Castro calou as outras vozes presentes.

A voz de Jane Di Castro fala de muitas de nós, mulheres trans, que para uma grande parte da sociedade, ainda somos consideradas aberrações.

Durante a cerimônia quando foi premiada, a artista, cantora e cabeleireira falou da época ditadura, do preconceito, quando não se tinha direito a nada e não podia reclamar.

Nós apanhávamos muito-disse.

Jane Di Castro falou de tortura.

Falou de Crivella, o bispo e a homofobia reinante no Rio.

Jane foi torturada na época da ditadura. E resistiu.

E mesmo diante do preconceito continua resistindo.

Estrelou vários espetáculos de sucessos.

 E se fez show.

Recentemente participou, como ela mesma, da novela Força do Querer, na Globo.

E continua a ser ela: Jane Di Castro, cujo  “destino era ser star”, no palco e na vida.

Jane Di Castro será uma das atrações  da  16ª Parada do Orgulho LGBTI+ de Maceió/AL, que acontece no domingo, 17/12, com concentração às 14 horas, em frente ao antigo Alagoinhas.

A força, a garra de Jane Di Castro nos representa.

Nós, mulheres trans.

+Com informações

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

A cantora Rihanna diz que não pretende usar a população trans como ferramenta de marketing.

3d66e652 148b 4b4b 94c2 7b41f561c283

A cantora Rihanna acaba de lançar a marca Fenty x Puma, mas já declarou que não pretende abrir casting específico para pessoas trans. Ela explica dizendo que várias pessoas trans trabalham ao seu lado esponteamente e que não pretende usar dessa população como ferramenta de marketing.

A declaração ocorreu nas redes sociais, depois que um fã perguntou por que não havia representatividade trans na linha de roupa. Dizendo que uma modelo trans pode entrar na grife ser o alarde para sua transgeneridade, ela declarou que é contra a exploração midiática de pessoas trans para fins capitalistas. 

Segundo Rihanna, o objetivo de contratar uma pessoa trans não deve ser apenas para chamar atenção e demonstrar que a marca é pró-diversidade. Ela defende que sabe muito bem o que é isso por ser uma mulher negra, usada muitas vezes como ferramenta de marketing. 

"Tenho tido o prazer de trabalhar com muitas mulheres trans talentosas ao longo dos anos, mas não penso em fazer uma escalação de elenco trans. Assim como não faço escalações específicas para mulheres não trans! Eu respeito todas as mulheres, e não é da minha conta se ela é trans ou não. É pessoal e algumas mulheres trans se sentem mais confortáveis para se abrirem sobre isso com os outros, então tenho que respeitar isso, como uma mulher também! Não acho que é justo que uma mulher trans, ou um homem, sejam usados convenientemente como ferramenta de marketing! Frequentemente, vejo empresas fazendo isso com pessoas trans e mulheres negras! Há sempre apenas um lugar na campanha para que simbolizar ‘nós somos muito diversificados’! É triste!”.

Fonte: http://www.nlucon.com/2017/12/rihanna-critica-marcas-que-exploram.html

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Mais uma transexual morta, em Alagoas. Até quando?

9d25e1c1 c8e6 4b19 8476 ab2c15c22169

 

A Associação LGBT Grupo Iguais de Coruripe visitou na tarde de hoje a família da transexual Milena, morta com requintes de crueldade, na manhã de sexta-feira 01/12,.
O corpo  foi encontrado no bairro Jardim tropical em Arapiraca por populares da região.
Segundo laudo do Instituto Médico Legal de Arapiraca Milena apresentava fraturas na cabeça causadas por arma de fogo, o corpo de Milena foi liberado nesta segunda-feira. A transexual foi enterrada de paletó e gravata.
A avó da transexual, que a criou desde pequena, dizia com muita tristeza no olhar:-  Meu Deus , ela está irreconhecível e lamentava o fato da neta não ouvir os conselhos   da família, que  enlutada pedia por Justiça,.
Associação LGBT grupo iguais de Coruripe na pessoa de Sophia Braz busca por Justiça.
Milena foi morta  justamente no dia em que se reuniram em Maceió um grupo de militantes , com a Comissão dos  Direitos Humanos da Câmara Federal, tendo como pauta o alto índice de violência e mortes da população LGBT em Alagoas.
Mais uma transexual morta, em Alagoas.
Até quando?

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

"Amo a minha raça, amo a minha cor e amo ser quem eu sou” dizia a artista trans Layla Ken que morre aos 32 anos.

Be9d2b14 f2e0 4f0f 93d9 f772237c2889

A artista trans Layla Ken morreu na manhã deste domingo (19) aos 32 anos. A informação foi confirmada por Bruno Oliveira no Facebook oficial da artista e deixou muitos familiares, amigos e fãs desolados. 

Não foram divulgadas as causas da morte, mas sabe-se que Layla enfrentava problemas de saúde e chegou a ser internada em estado grave há alguns meses. 
Layla é uma das artistas mais talentosas dos últimos tempos e galgou uma trajetória de 17 anos no palco com muito sucesso. Venceu diversos concursos de miss, arrasava no carnaval e fazia bonito nas maiores casas voltadas para artistas LGBT, como a Blue Space, em São Paulo. 

Começou a carreira como drag e, depois, nos últimos 10 anos, reinou como artista trans. Layla esbanjava beleza, glamour e carisma. Seus números cheios de energia e talento iam desde Whitney Houston, Elza Soares, Ru Paul à Yolanda Adams. Chegou a se apresentar como Beyoncé no Mais Você, da TV Globo, e receber elogios de Ana Maria Braga.
Nós do NLUCON jamais vamos esquecer dos números que fazia de Whitney Houston, Beyoncé e das presenças na festa Terça Trans. Uma de suas performances marcantes ocorreu no Halloween de 2014, em que dividiu o palco com a diva trans Marcinha do Corinto e protagonizou um beijaço ao som de Zombie de Cranberries, sendo um dos números mais aplaudidos da noite. 

Mais que uma representante da negritude e da mulher trans, Layla Ken também tinha orgulho de ser quem é, ser uma artista LGBT e ter contato com esse público. Em um bate-papo, declarou "Amo a minha raça, amo a minha cor e amo ser quem eu sou. Também amo muito o que eu faço e todo o carinho que recebo. É uma realização plena". 
Deixando muitas saudades e o legado do talento, Layla finaliza sua trajetória recebendo muitos, muitos e muitos aplausos. O velório ocorre neste domingo (19) a partir das 17h no Araçá. O sepultamento ocorre na segunda-feira, às 8h45 da manhã no cemitério São Pedro (Vila Alpina).

Fonte:http://www.guiagaysaopaulo.com.br/1/n--morre-aos-32-anos-a-artista-trans-layla-ken--19-11-2017--5606.htm

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Além de preto é gay?

E7386d7f 71ff 47c7 a78d 09822c3392aa

A internalização da masculinidade branca pelos homens negros como tentativa de ser reconhecido como pessoa, como homem, como alguém digno de valor, se manifesta, por vezes, em comportamentos violentos para com aqueles do seu próprio povo que questionam e se deslocam desse padrão heteronormativo colonizador. Aqui, me refiro especificamente aos homossexuais negros como sendo esse alvo de violência, ainda que mulheres negras e pessoas trans negras também o sejam.

Diante da convocação da masculinidade para a heterossexualidade como única sexualidade aceitável e diante da recusa subjetiva dos garotos negros homossexuais a se submeterem inteiramente a ela – recusa essa que num primeiro momento se dá à sua própria revelia, posto que é comum homossexuais negarem ou camuflarem a sexualidade para se protegerem – os garotos negros homossexuais experimentam a diáspora uma segunda vez.

A descoberta da homossexualidade pelos garotos negros, que a partir deste momento do texto chamarei de bichas pretas, os faz experimentar uma segunda diáspora porque os retira novamente da possibilidade de serem integralmente e genuinamente acolhidos, mas de forma ainda mais nociva, posto que essa segunda barreira à aceitação se dá em seus próprios quilombos, ou seja, em suas famílias, em suas comunidades e até nos movimentos negros. Sendo assim, um impasse é colocado frente às bichas pretas: negar a própria sexualidade e aderir ao ideal de masculinidade estabelecido para se proteger e preservar o amor de seus pares ou afirmar a própria sexualidade e ficar desprotegido, correndo o risco de não ser aceito em seu próprio espaço familiar de pertencimento.

Qualquer uma dessas escolhas implica em sofrimento. Em ambas é o aconchego do lar, do lugar onde se sentem mais seguras, que está em jogo. Desde muito cedo as bichas pretas precisam enfrentar o próprio corpo e o próprio desejo como inimigos em potencial porque a descoberta do segundo pode vir a deixá-las ainda mais desamparadas, como se viver num país no qual a cada 23 minutos mata-se um jovem negro já não fosse terrível o suficiente.

 

Fonte:https://www.revistaforum.com.br/osentendidos/2017/08/28/as-diasporas-da-bicha-preta/

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Você é preto e gay. E candomblé é religião de preto e homossexual- disse o chefe.

22abb1bc 719a 48b9 a58e 0a02e4ad8ff7

 

Sinto-me humilhado. Minha vida virou um inferno, desde o dia que meu gerente descobriu a minha religião, no meu Facebook. Desabafou o funcionário público F.E.S que prefere não revelar o nome temendo perder o emprego.

O que mais entristeceu o funcionário público, foram as palavras dirigida a ele pelo seu chefe,:-Você é preto,é gay. E  candomblé é religião de preto e homossexual

F.E.S  desabafando  em lágrimas e revela: Vocês não tem noção do que é ser perseguido devido a isso. Até a forma de me olhar mudou, não agüento mais sofrer humilhações, que vão desde as piadinhas, até punições pelo simples fato de ser preto e gay, e adepto do  candomblé religião de matriz africana, por minha religião ser diferente da dele, preciso do emprego, e me sinto sozinho!!!

Nasci no quilombo, sou quilombola com muito orgulho, e não nego minhas raízes! Sou preto, sou gente, e mereço respeito.

 

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Pai é suspeito de estuprar filha lésbica para fazê-la “virar mulher” e gostar de homem.

Adcdaf33 ac5f 4b68 8b34 92db74a93770

A postagem da notícia abaixo pode ser chocante, mas, não é um caso isolado. A homofobia é uma patologia contemporanea. Quais os caminhos para combatê-la?

 

Um homem é suspeito de tentar estuprar a própria filha em Araguaína, no Tocantins. A adolescente, de 14 anos, afirmou que a violência teria ocorrido no último dia 6 em um matagal a caminho de casa. A denúncia teria sido registrada no dia seguinte no Conselho Tutelar da cidade. As informações são do portal G1.

Segundo o portal, um professor da adolescente, que preferiu manter-se anônimo, afirmou que a tentativa de estupro seria motivada pelo fato de a jovem ter um relacionamento homoafetivo com outra adolescente, de 17 anos. O pai teria descoberto a relação e, apostando numa espécie de “estupro corretivo”, queria fazer com que a filha deixasse de ser lésbica e aprendesse a gostar de homem. “Ela disse que a intenção do pai era fazê-la virar mulher”, disse o professor.

Uma equipe do Conselho Tutelar visitou a casa da adolescente, que confirmou os abusos, e constatou que a jovem tinha hematomas pelo corpo. Ela teria sido levada para fazer exames no Instituto Médico Legal (IML) e, posteriormente, encaminhada para uma casa de acolhimento. O pai, suspeito do crime, segue em liberdade.

O caso está sendo investigado pela polícia e corre em segredo de Justiça.

 

https://www.metropoles.com/brasil/pai-e-suspeito-de-estuprar-filha-lesbica-para-faze-la-virar-mulher-e-gostar-de-homem

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Sou um menino gay, que faz drag e se relaciona com homens gays- afirma Pabllo.

3920b680 50cf 4b2d a961 20f7f15e1847

 Em  um dos trechos da entrevista concedida a revista Glamour, Pabllo despe a alma e fala sobre  identidades e gênero:

GLAMOUR: Pabllo, com qual gênero você se identifica?
PABLLO: Com o masculino. Sou um menino drag.

G: Muita gente questiona sua identidade de gênero?
P: Muitas. Acho que por conta do meu drag ser superfeminino, sabe? Eu realmente me esforço para me parecer com uma garota. Aí, já viu, né?! As pessoas pensam que estou passando por transições cirúrgicas...

G: Então você não está?
P: Não.Não sou trans! Não quero mexer no meu corpo, fazer cirurgias... Sou feliz como sou.

G: Você se relaciona com...
P: ...Homens. Sou um menino gay, que faz drag e se relaciona com homens gays.

Entrevista concedida a GLAMOUR.

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Que todas as crianças trans sejam felizes.

6b5a9364 2865 4cbd 81a4 4b2bf960af4a

 

Anne Celestino escreve sobre nossa busca de identidade e o blog compartilha:

"Eu lembro que com 5 anos de idade eu usava “ser palhaço” como justificativa para demonstrar quem eu sou, demonstrar minha feminilidade.

Foram tantas as vezes que perguntei a minha mãe se ela podia me emprestar o batom dela, porque eu ia me “fantasiar” de palhaço, isso porque eu queria, pelo menos por alguns minutos, algo feminino em mim, onde eu me sentia mais acolhida, onde eu me sentia mais eu.

Foram tantas as vezes que minha mãe chegou em casa e eu estava com as roupas dela.

Com a maquiagem dela.

Usando o perfume dela.

Foram tantas as vezes que eu, criança, me sentia aprisionada e apenas por instantes e escondida, conseguia ser quem eu sou e sempre fui.

Não cortem as asas dos seus filhos (as) deixem que eles se expressem da maneira que for, com maquiagem, com carrinhos, com bonecas, com o balé ou com o street dance, com o rosa ou o azul, deixem eles se descobrirem, não os aprisionem."

 

Fonte:https://www.facebook.com/transtornada.blog/?hc_ref=ARSF0DCZRaMGkga0-qsUC0HnENE_p5iu235Bt1nGORlZIzCsq4XYkXcpNtFQ_qbydxI

 

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.
Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 comercial@cadaminuto.com.br
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 cadaminutoalagoas@hotmail.com