Bene Barbosa
Bene Barbosa

Bene Barbosa é advogado, presidente do Movimento Viva Brasil e autor no livro Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento.

Postado em 15/02/2017 às 12:54 0

Quando um deputado faz – e muito bem! - o dever de casa!


Por Bene Barbosa

Via de regra só público por aqui textos próprios, mas hoje recebi um artigo tão completo e cuja pesquisa profunda é tão latente que não tenho como não publicá-lo. Os autores são Victório Galli, deputado federal e mestre em teologia e Manoel Carlos de Oliveira, consultor político. Se mais deputados se debruçassem assim no “dever de casa” teríamos muito menos leis absurdas nesse país! Segue abaixo a íntegra:

 

O ESTATUTO DO DESARMAMENTO É UMA FARSA DE ESQUERDA

 

Após mais de uma década de Estatuto do Desarmamento, a lei não contribuiu para a redução das taxas de homicídios no Brasil.

 

Através de dados disponíveis no Sistema de Informação sobre Mortalidade e devidamente analisados, o Mapa da Violência (Publicação – Edição 2014 – Dados de 2011) registrou o maior número de assassinatos e a taxa mais alta de homicídios desde 1980. Os dados apontam a marca de 52.198 seres humanos que foram mortos no referido ano.

 

Em outro estudo, o Mapa da Violência apresentou a ocorrência de 56.337 homicídios no Brasil (Publicação – Mapa da Violência 2015 – Dados de 2012). Os assassinatos com o uso de armas de fogo responderam por 71%, segundo esse levantamento. Conforme destacamos, o número de homicídios no Brasil vem aumentando ano após ano; as taxas não diminuíram com o advento do Estatuto do Desarmamento, que entrou em vigor em 2005.

 

O Brasil apresenta um recorde em número de assassinatos — proporcionalmente temos muito mais mortes em nosso país do que nas Guerras no Oriente Médio. E como isso é possível se a população foi desarmada? A resposta é simples: o Estatuto desarmou a população de bem e não os bandidos; as armas entram no país através das fronteiras desguarnecidas e o indivíduo que tem a intenção de matar, ele o fará com qualquer tipo de arma, não necessariamente de fogo e a despeito da proibição do porte de arma.

 

Estamos prestes a realizar alterações no Estatuto do Desarmamento, pelo Projeto de Lei n. 3722/2012, e muitos mitos ainda pairam sobre essas alterações. Vimos que  algumas dessas “estórias” fantasiosas são difundidas com o objetivo de confundir a população brasileira, outros por ignorância e/ou despeito, Entre os mitos estão: (1) uma pessoa, mesmo com antecedentes criminais, poderá adquirir uma arma; (2) não haverá limites para comprar munição; (3) será permitida a compra de armamento exclusivo das forças armadas; (4) professores poderão portar armas em sala de aula; (5) uma pessoa investigada por crimes violentos poderá comprar uma arma; (6) a pessoa que for pega sob efeito de drogas ou álcool não perderá seu porte e (7) qualquer pessoa, sem qualquer critério, poderá adquirir uma arma. Afirmo, categoricamente, que estes pontos não são verdadeiros e este discurso não pode prevalecer sobre a verdade dos fatos, sobre a verdade do Projeto n. 3722/12 e nem sobre a verdade dos dados oficiais que revelam o fracasso desta política desarmamentista.

 

Precisamos realizar o cruzamento de alguns dados para confirmar o fracasso desta política-comunista-nazista-desarmamentista.

 

E, ao estudar o tema, fomos obrigados a tomar alguns cuidados, pois, ao mesmo tempo em que encontramos dados que comprovavam o fracasso do Estatuto, nos deparamos, também, com dados distorcidos, com o claro objetivo de ludibriar a população, passando a ideia de um sucesso desta política desarmamentista. Em outras palavras, “o fracasso querendo usar máscara de sucesso”. Aliás, marca dos governos esquerdistas e incompetentes que governaram o Brasil nos últimos 20 anos, diga-se de passagem.

 

Publicaram, há poucos meses, uma tese desarmamentista, ligada ao Governo Federal, e alguns “especialistas”, entre aspas, tentaram enganar a população brasileira, utilizando como argumento fundamental a falácia de que “o Estatuto evitou milhares de mortes”, e se empenharam — vejam o absurdo — em relacionar a entrega de armas pela população com a diminuição de homicídios. Colocaram, como assassinos prováveis, a própria população de bem. Essas afirmações não eram e não são verdadeiras. Não há, no mundo, qualquer possibilidade de estudar mortes que ainda não ocorreram. Realizaram um levantamento estatístico com números supersticiosos para, ideologicamente, tentar salvar este estatuto. Por mais que tentem espremer, manipular os dados, não há o menor indício que aponte para uma possível eficácia do desarmamento na redução da criminalidade violenta. E sabem por que? Simplesmente porque isso não aconteceu. O brasileiro está recebendo informação de grupos intelectuais, setores da imprensa e da política que não têm nenhum compromisso com a verdade; eles buscam aprovação popular para manter suas superstições, baseadas em ideologias e utopias fracassadas.

 

Somente a quantidade de armas registradas no país despencou; isso é óbvio e estatístico. Dos cerca de 9 milhões de armas com registro ativo em 2010, apenas cerca de 600 mil continuavam com seus registros válidos no ano de 2014, em vista das grandes restrições impostas ao cidadão e a discricionariedade descrita no Estatuto (Informações reveladas e exemplificadas na Obra “Mentiram pra mim sobre o desarmamento”). O Estatuto do Desarmamento, ao mesmo tempo, não contribuiu para a redução de homicídios, quando, na verdade, provocou um efeito oposto ao que se planejava. Precisamos, então, avançar para esclarecer como isso ocorreu.

 

Afirmamos que não há relação alguma entre o Estatuto do Desarmamento e a diminuição da violência. Primeiro, porque não houve diminuição, pois temos 10 anos de política desarmamentista e o Brasil se tornou um dos 11 países mais violentos do mundo; e esses números explodiram após 2004. Segundo, recorrendo aos dados do “Mapa da Violência”, o estado de Alagoas é o líder nacional no ranking de assassinatos, e, para espanto de muitos, foi uma das unidades da federação que mais entregou suas armas para a campanha desarmamentista nos anos de 2004 e 2005. Alagoas registrou, em 2012, somente 344 novas de armas de fogo, um número inexpressivo. Deve-se perguntar: Como, então, este mesmo estado é o líder nacional, em homicídios, com taxa de 55 assassinatos para cada 100 mil habitantes? E, como sua Capital Maceió apresenta a maior taxa do Brasil, 79,9 mortes para um grupo de 100 mil habitantes? Lembrando que no estado de São Paulo essa taxa é de 11,1 assassinatos por 100 mil habitantes e na Capital paulista o número é de 12,6 mortes por 100 mil habitantes, sendo uma das menores taxas do Brasil. Note-se que São Paulo é um dos Estados mais bem armados do Brasil e, seguindo a “lógica” dos comunistas brasileiros, São Paulo deveria ser um campo de guerra com as maiores taxas de homicídios do país. Seguindo a lógica correta, Santa Catarina é considerado o Estado mais bem armado do Brasil e que registra a menor taxa de assassinato do país, com 8,6 mortes para cada grupo de 100 habitantes. Como podemos acreditar, portanto, que o desarmamento gerou diminuição de mortes por arma de fogo, ou mesmo diminuição da violência? (Fonte: Mapa da Violência 2015 – dados de 2012)

 

Estamos vendo crimes com o uso armas de fogo? A resposta é sim. Mas estes crimes são cometidos com o uso de armas ilegais, e por marginais. Armas legais e em posse de indivíduos de bem não estão nas páginas policiais. E o argumento de que as armas legalizadas são roubadas e caem nas mãos de marginais, não é verdadeiro. Os dados indicam que as armas utilizadas no crime são objetos de tráfico, na sua maioria esmagadora. O número de armas registradas que são roubadas para abastecer o crime é ínfimo. Mesmo que roubassem todas as armas registradas legalmente no Brasil, algo em torno de 600 mil, não chegaríamos ao montante de 10 milhões, o número estimado de armas ilegais em circulação no território nacional. Não são armas registradas legalmente, portanto, que estão nas mãos dos assassinos, dizimando brasileiros indefesos.

 

E, para efeito comparativo, nos EUA existem mais de 300 milhões de armas de fogo em mãos de civis. A relação é de 83 a 96 artefatos por 100 habitantes, quase uma arma de fogo para cada cidadão norte americano. Os dados foram divulgados pelo “Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime” (UNODC) e pelo “SmallArmsSurvey”. Esse número posiciona os Estados Unidos como a nação mais bem armada do planeta e com taxas de homicídios infinitamente menores do que o Brasil.  Estes números dos Estados Unidos indicam 5,4 mortes por 100 mil e no Brasil a taxa é de 32,4 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes, o que desmonta, novamente, a relação entre o número de assassinatos e o de armas nas mãos de cidadãos cumpridores da lei (Fonte: Relatório Sobre a situação Mundial da prevenção à Violência – OMS/PNUD/UNODC).

 

Muitos desarmamentistas usam a falácia de que brasileiros são “esquentadinhos” e despreparados, como se os exemplos positivos fossem retirados somente da Suíça, Estados Unidos e nações com índices educacionais elevados. Os resultados positivos, porém, podem ser encontrados no Paraguai, país vizinho ao Brasil, considerado de 3º mundo, armamentista e com baixíssimos índices de criminalidade e homicídios. Ainda sobre o temperamento, cultura e educação, devemos trazer a verdade para o debate. Mesmo com o PL 3722/12, o registro e porte de armas no Brasil, considerando o restante do planeta, continuará sendo o mais rigoroso e exigente.

 

Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos morrem 5,6 jovens com idade entre 20 e 24 anos, para cada grupo de 100 mil habitantes, e sua população, como já afirmamos, é a mais armada do planeta. No Brasil temos, nesta mesma faixa etária, a taxa de 63,7 jovens assassinados para cada grupo de 100 mil habitantes; isso é 11 vezes mais assassinatos no Brasil. Precisamos deixar claro que temos este Estatuto há 10 anos, e os números de homicídios são crescentes. Estes dados estão descritos no Mapa da Violência 2014.

 

O Governo deve assumir suas responsabilidades, pois retirar o direito de defesa da população, com o argumento de que esteja combatendo o crime, não colará mais.

 

Se queremos diminuir as taxas de criminalidade, não é com discurso vazio e ideológico, mas com ações sérias. Devemos enrijecer as leis penais, combater a impunidade, fornecer as condições adequadas para as investigações policias. Os dados apontam que 92% dos crimes contra a vida não são solucionados no Brasil e, o assassino não é descoberto; isto é uma aberração. A impunidade gera a violência; passar a mão na cabeça de bandido e punir a sociedade já se provou ser uma ação fracassada e desonesta. E, qualquer pessoa em sã consciência sabe que devemos investir em tecnologia policial para a solução de crimes, melhorar salários, motivar e treinar nossos policiais, mas sabe-se, também, que é impossível ter um policial na porta da casa de cada brasileiro, por isso o direito de defesa deve ser protegido, e não relativizado.

 

Com tantas mentiras, após o “desarmamento”, “já-já” irão incutir na agenda política brasileira o “desafacamento”, na sequência estaremos retirando “estilingues”, “bastões utilizados em práticas esportivas”, “raquetes de tênis”, pois o entendimento dos esquerdistas/progressistas é de que “quanto maior o caos, melhor para colocar o Estado no comando da vida das pessoas e restringir direitos”. Usam a retórica desonesta, segundo a qual, armas matam pessoas, mas a verdade é que “pessoas más matam pessoas”. O problema não são as coisas; as coisas, bem utilizadas, empregadas para a defesa ou para qualquer finalidade de trabalho ou esporte, não causam qualquer dano à sociedade. O problema é a má utilização e o uso por criminosos, dos artefatos.

 

De nada adianta restringir armas para o cidadão comum, que somente as utiliza para se defender, quando o tráfico ilegal de armas e as mortes que ele produz não são punidas.

 

Países como Jamaica e Irlanda baniram esses artefatos letais há mais de 40 anos e em nenhum momento experimentaram redução em suas taxas de homicídio ou de outros crimes violentos. A Jamaica é o terceiro país mais violento do mundo, com taxa média de 45,1 assassinatos por 100 mil habitantes.

 

A esquerda costuma citar como um exemplo de sucesso a Inglaterra. Então precisamos esclarecer a verdade.

 

Na Inglaterra, que embora seja tida como um exemplo desarmamentista positivo, e é citada comumente por esquerdistas/progressistas para apoiar sua visão errada a respeito do tema, os dados, na verdade, não são favoráveis ao desarmamento. Quando checamos com cuidado todos os dados do referido país, constatamos mais um exemplo real de fracasso, que insistem em transformar em sucesso. A história revelou que a Inglaterra era um dos países mais tranquilos e seguros no século XIX, e que ao longo das décadas, até chegar no século XXI, suas taxas aumentaram, superando as norte americanas (país de população muitíssimo armada) em diversos tipos de crimes violentos. Mesmo sendo um país com um sexto (1/6) do número de habitantes dos Estados Unidos e com território setenta e cinco vezes menor.

 

Segundo números de 2013, a taxa de crimes violentos da Inglaterra é 80% maior do que a americana, em uma comparação per capita. Um outro dado interessante é comparar os Estados Unidos e a Inglaterra, comprovando que uma população armada faz com que um marginal pense duas vezes antes de praticar um delito: uma em cada 40 pessoas na Inglaterra e no País de Gales, por exemplo, tinha seu carro roubado em 1999, a maior taxa nos 17 países desenvolvidos analisados; por outro lado, nos Estados Unidos, apenas um em cada 200 americanos sofreram um roubo de carro. As taxas de homicídios na Inglaterra são, historicamente, baixas e todos os estudos não apontam relação direta entre o desarmamento com a diminuição da criminalidade. O exemplo norte americano, por outro lado, nos traz a certeza de que armas nas mãos certas são usadas para defesa e não no cometimento de crimes. Além de que os EUA vêm obtendo decréscimos recordes de homicídios, alcançando em 2011 a menor taxa em cinquenta anos.

 

A consciência cristã não permite fazer uso da arma sem a devida necessidade de defesa ou a estrita necessidade, os dados apontam neste sentido. Um cidadão de bem quase nunca faz o disparo da arma de fogo, “o simples ato de sacar a arma faz com que o criminoso desista da ação”. (Obra: “Mentiram pra mim sobre o desarmamento”, Bene Barbosa e Flávio Quintela).

 

É importante diferenciar o uso de armas para a prática de crimes, do uso defensivo da arma pela população civil. São pontos importantes de sustentação para comprovar o uso benéfico dos artefatos letais de forma defensiva.

 

Para os cristãos desarmamentistas, lembramos algumas passagens Bíblicas. No Velho Testamento, temos autorizada a "auto-defesa-civil". Em Êxodo 22:2, afirma-se: “Se o ladrão for achado roubando, e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue.” Esta passagem exclui a vingança, mas estabelece claramente o direito à "auto-defesa". No Novo Testamento, uma importante passagem revela a fala de Jesus sobre o tema. Vejamos, Lucas 22:36: “Disse-lhes pois: mas agora, aquele que tiver bolsa, tome-a, como também o alforje; e o que não tem espada, venda a sua capa e compre-a.”

 

Ninguém está defendendo uma guerra armada, nem motivando a população a comprar armas, indiscriminadamente, mas é nosso dever moral esclarecer a verdade sobre o debate e que o direito de defesa deva ser protegido.

 

Um argumento a serviço da verdade e que deve ser lembrado, sempre: “o ‘Estatuto do Desarmamento’ não desarmou os bandidos”. Isso é óbvio, até porque o criminoso não registrará sua arma e nem se submeterá aos procedimentos burocráticos para adquirir o porte legal; o criminoso saltará etapas e não registrará uma arma que será usada para a prática de crimes. Bandido não entra em uma loja para comprar uma arma e registrá-la, ele busca no tráfico.

 

O que o “Estatuto” conseguiu fazer foi justamente o inverso; as armas saem das mãos das pessoas de bem e permanecem nas mãos dos marginais. Um dos resultados práticos e maléficos do “Estatuto do Desarmamento” foi eliminar o elemento surpresa da atividade dos criminosos, pois hoje eles podem entrar em qualquer estabelecimento ou residência com a certeza, quase absoluta, de que não encontrarão cidadãos armados no local, portanto, não haverá resistência por parte da vítima. É uma tese, inclusive descrita de forma muito direta por Lênin, ditador soviético, que defendia o marxismo e o anti-cristianismo, durante o início do século XX: “Um homem com uma arma pode controlar 100 homens que não tenha uma arma.” Lênin em seu “Decálogo”, ponto 10, nos remete à clareza de suas intenções comunistas-ditatoriais : "procure catalogar todos aqueles que têm armas de fogo, para que sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência". Há, hoje, no Brasil, uma minoria de marginais armados colocando de joelhos milhões de brasileiros, ao lado de uma considerável parcela da classe política que apoia o Desarmamento Civil. Isso é algo comprovadamente desastroso, ineficaz e desonesto para com a população, retirando-lhe o direito de defesa justa. Não obstante, este líder comunista chamado Lênin é venerado pelo PT, pelo PSOL e pelo PC do B, por partidos socialistas e comunistas no Brasil. Outro regime a adotar de forma irrestrita o controle de armas e o desarmamento civil, foi o nazista. Um dos principais projetos do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, liderado por Adolf Hitler, foi desarmar a população civil.

 

Impedir que a população se defenda, é poupar a vida de criminosos e, ao mesmo tempo, ampliar o número de mortes de pais e mães de família; pessoas honestas e retas estão ganhando lápides. A vida não pode ter dois pesos, todavia. Um marginal tem consciência, livre escolha, de que pratica um crime e sabe dos riscos do ato criminoso e de sua vida de marginalidade, tanto sob a ótica terrena quanto sob a ótica divina. Reforçamos, mais uma vez: “não podemos castrar a sociedade de seu direito de defesa”.

 

Muito se fala sobre o desarmamento, mas nossa atenção deve se voltar para o direito de defesa, de autopreservação da vida. Por que alguém que tenta cometer suicídio deve ser impedido pela autoridade policial — ou por qualquer pessoa? Porque é um dever moral preservar a vida. E, está claro: preservar a vida não é defender o Estatuto do Desarmamento. Se os dados — ou mesmo a operação lógica mais elementar — mostra que um indivíduo armado pode inibir a ação que visa ceifar sua vida, qual é a razão para este mesmo Estado que deve preservar a vida humana — como vimos — retirar meios que tornam isto possível? Senhores, estamos diante de um problema moral gravíssimo.

 

Há outro fator que não pode estar ausente neste debate. O direito à posse de armas não visa apenas a defesa da propriedade, mas também a autodefesa do indivíduo contra as ditaduras. Não a temos? Até isto começa a se tornar discutível em nosso país. Vejam a que ponto chegamos, senhores. Não é à toa que um dos mais sanguinários ditadores da história, Lênin, — não por coincidência, um comunista igualzinho àqueles que vimos em campanhas eleitorais, em discursos acalorados no Congresso e em postos de comando no Governo, que nunca desistiram de criar uma ditadura igual no Brasil — defendia abertamente o desarmamento da população. E então, senhoras e senhores, vamos permitir mais este ataque às liberdades individuais? Os fatos, como vimos, nos mostram que se trata de uma consequência lógica e de uma monstruosidade moral. Saibam vocês, que os defensores do desarmamento são contra a democracia, pois, inclusive repudiaram e desrespeitaram o resultado do “referendo” realizado sobre a comercialização de armas de fogo no Brasil, com a vitória esmagadora do “Não à proibição do comércio”, em 2005.

 

O “Estatuto do Desarmamento” é um fracasso, mas o(s) Governo(s) não irá(ão) admitir, pois a decisão é ideológica, e isso deve ser registrado.

 

O que dizer sobre os últimos acontecimentos no estado do Espírito Santo? Em uma semana sem policiamento, mais de 120 pessoas foram assassinadas. Centenas de lojas foram saqueadas e o prejuízo estimado já passa dos R$ 5 milhões. Logo, podemos destacar diversos pontos sobre o problema, mas sempre iremos retornar ao Estatuto do Desarmamento. Então, vamos lá:

 

  1. relativização de valores e da moralidade;

 

  1. falta de investimento em aparatos tecnológicos de investigação e armamento policial;

 

 

  1. desvalorização do policial; e

 

  1. O Estatuto do Desarmamento. Como peça chave, o Estatuto do Desarmamento deixou toda a população nas mãos de uma minoria de marginais “armados ilegalmente”. Logo, diante dos problemas ocorridos no Espírito Santo, podemos citar diversos outros pontos que contribuíram com a violência, mas sempre estará entre esses destaques, o famigerado e fracassado Estatuto do Desarmamento, como já mencionamos acima.

 

 

Está claro que esta política desarmamentista é equivocada sob todos os aspectos, e queremos registrar, por fim, mais uma passagem bíblica que mostra o viés perigoso sobre o Controle Absoluto de Armas, inclusive para o domínio de uma população inteira, uma nação inteira sob o comando de um governo mal-intencionado. A passagem está descrita no Velho Testamento (1 Samuel: 13:19-23): "1 Samuel 13:19" – “E em toda a terra de Israel nem um ferreiro se achava, porque os filisteus tinham dito: Para que os hebreus não façam espada nem lança.” "1 Samuel 13:20" – “Por isso todo o Israel tinha que descer aos filisteus para amolar cada um a sua relha, e a sua enxada, e o seu machado, e o seu sacho.” "1 Samuel 13:21" – “Tinham, porém, limas para os seus sachos, e para as suas enxadas, e para as forquilhas de três dentes, e para os machados, e para consertar as aguilhadas.” "1 Samuel 13:22" – “E sucedeu que, no dia da peleja, não se achou nem espada nem lança na mão de todo o povo que estava com Saul e com Jônatas; porém acharam-se com Saul e com Jônatas seu filho.” "1 Samuel 13:23" – “E saiu a guarnição dos filisteus ao desfiladeiro de Micmás.”

 

Autoria do Artigo:

VictórioGalli, deputado federal e mestre em teologia; e

Manoel Carlos de Oliveira, consultor político

 

 

Fontes:

Obra “Mentiram pra mim sobre o sobre o desarmamento” (Bene Barbosa e Flávio Quintela).

Mapa da Violência 2014

Mapa da Violência 2015

Relatório Sobre a situação Mundial da prevenção à Violência – OMS/PNUD/UNODC

Movimento Viva Brasil - www.mvb.org.br

ONG Viva Rio

Artigos: Bene Barbosa, Fabricio Rebelo e Rogério Peninha Mendonça


Postado em 13/02/2017 às 12:04 0

Armas e Cristianismo


Por Bene Barbosa

“Naquele tempo não havia nem mesmo um único ferreiro em todo o território israelita, porquanto os filisteus haviam proibido os hebreus de fazer espadas e lanças. Por este motivo, todo israelense tinha que dirigir-se aos filisteus para afiar seus arados, enxadas, machados e foices.” 1 Samuel 13; 19-20

O desarmamento como ferramenta de domínio e subjugação não é nenhuma novidade, porém, ao que parece, muitos tendem em ignorar esse fato. Povos e nações foram aterrorizados, genocídios ocorreram, ditadores se perpetraram no poder, esse é o rastro do desarmamento na história. Assim foi com os israelenses em tempos bíblicos, assim foi no Japão feudal, na Alemanha nazista, na extinta União Soviética, na Coréia do Norte, em Cuba, em Angola, no Iraque de Saddam Hussein e mais modernamente na Venezuela dos ditadores Chávez e Maduro que neste momento implementa o desarmamento enquanto levam seus cidadãos à fome e esmaga a oposição. Confesso que apenas esses exemplos já seria mais do que suficientes para que qualquer cristão se posicionasse firmemente contra qualquer tentativa de desarmamento, ou melhor, de qualquer tentativa de governos em criar o monopólio da força em suas mãos, mas podemos ir um pouco mais fundo nesse lamaçal de mentiras que se criou no Brasil nesses últimos anos sobre o assunto.

 

Embora o Brasil tenha em toda sua história sofrido com algum tipo de controle de armas, foi no governo do ditador Getúlio Vargas que surgiram as primeiras campanhas “voluntárias” de desarmamento e as restrições de calibres e tipos de armas que vigem até hoje no país. Seu único objetivo era evitar levantes como a Revolução Constitucionalista e que os coronéis nordestinos continuassem tendo poder local. Até a década de 90, tal legislação, embora já bastante restritiva, nunca foi impeditiva para que os cidadãos possuíssem e portassem armas de fogo e nunca foi um problema de ordem moral para qualquer cristão brasileiro a posse desses instrumentos. A coisa começa a mudar no governo de Fernando Henrique Cardoso que “importa” as diretrizes da ONU no que diz respeito ao controle de armas e aliando-se aos marxistas do CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil e da CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, começa a incutir na cabeça dos desavisados que cristãos devem ficar longe das armas de fogo... Um tabu que nunca existiu! Um falso tabu criado única e exclusivamente para intuitos ideológicos.

 

Não foram poucos cristãos que já pegaram em armas e a Guerra Cristera, ocorrida no México e que se desenrolou entre 1926 e 1929, é um desses exemplos. Não tenho como aqui me aprofundar nos detalhes de tal conflito e de forma resumida posso afirmar que a Igreja Católica teria sido exterminada naquele país se milhares de cristão, homens, mulheres e até crianças não tivessem pego em armas e lutado contra o governo. Em todo Oriente Médio, neste exato momento, cristão se armam e combatem as tropas muçulmanas que sistematicamente exterminam aqueles que não professam de sua fé. Estão esses cristãos em pecado? Melhor seria entregar-se aos milhares para o abate como ovelhas? Não, claro que não!

 

Você já ouviu falar de São Gabriel Possenti? Provavelmente não. São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, nascido Francesco Possenti em 1º de março de 1838, viveu na cidade de Isola del Gran Sasso, na região de Abruzzo, Itália. No ano de 1860 cerca de vinte mercenários renegados, ligados ao exército do comunista Giuseppe Garibaldi invadem a cidade. Sozinho e desarmado sai do seminário para enfrenta-los. Ridicularizado por um facínora que estava prestes a violentar uma moça, em um rápido movimento, retira a arma da cintura do mercenário e rendeu outro, tomando-lhe também a arma. Seus companheiros correram em sua defesa e a morte do seminarista era certa se, naquele momento, um pequeno lagarto não tivesse cruzado a rua e por um mínimo instante parado. Tempo ínfimo, mas suficiente para que Possenti fizesse mira e abatesse o pequeno animal com um único disparo. As tropas, diante da coragem e da pontaria do rapaz, revolveram que o melhor seria abandonar a cidade.

 

Poderia ainda citar vários outros exemplos e personagens como o pastor Sam Childers conhecido como o Pastor Metralhadora cuja história deu origem ao filme Redenção ou ainda   Charl van Wyk um missionário que com apenas 21 anos que salvou mais de mil pessoas de um ataque terrorista na igreja St. James localizada no subúrbio da Cidade do Cabo, África do Sul, ao disparar com seu revolver contra 4 homens que invadiram o local disparando seus fuzis e lançando granadas, mas gostaria de deixar como exemplo máximo da total compatibilidade – e muitas vezes da necessidade - da posse e do porte de armas e o cristianismo, ninguém menos que o Papa, não apenas o Papa atual, mas todos os Papa que são protegidos pela Guarda Suíça, tropa de elite do exército Suíço que usando submetralhadoras MP-5 e pistolas Glock 9mm protegem sumo pontífice.

Afirmo sem o menor medo, como católico e defensor da pacífica posse de armas de fogo, que não há a menor incompatibilidade entre esse instrumento e a fé cristã e como afirmou João Paulo II: “Em um mundo marcado pelo mal e pelo pecado, existe o direito à legítima defesa com armas e por motivos justos... Esse direito pode se tornar um grave dever para quem é responsável pela vida dos outros, da família ou da comunidade civil”.

Este artigo foi publicado originalmente na revista Verbum nº 2


Postado em 10/02/2017 às 09:59 0

Deputada Mara Gabrilli diz que vota pela vida. Vida de quem? Do bandido?



A deputada Mara Gabrilli do PSDB de São Paulo publicou em seu perfil do Facebook um longo texto (veja aqui: https://goo.gl/jD3zwQ) sobre quais seriam seus supostos motivos para apoiar o desarmamento e para votar contra o PL 3722/12 do deputado Rogério Peninha que revoga o Estatuto do Desarmamento e cria uma nova legislação que garantirá o direito de defesa do cidadão ordeiro. Pois bem, o texto, provavelmente escrito por algum assessor, é desonesto e fraudulento do princípio ao fim. Não há ali uma só linha verdadeira e por isso, embora admita que é cansativo fazê-lo, terei que desmontar ponto-a-ponto e espero que você tenha paciência de ler tudo. Acredite, valerá a pena! E vamos lá!

O título já mostra que há uma clara tentativa de demonizar os que são favoráveis ao projeto, pois se votar contra o mesmo é votar pela vida, votar a favor é o que? Votar a favor da morte? Nada mais falso! A diferença talvez esteja em uma pergunta simples: vida de quem? Do bandido ou do cidadão, do pai e mãe de família, do trabalhador? Eu também sou favorável a vida. A vida da minha família, dos meus filhos, dos meus amigos e de todos os demais bons cidadão que diariamente tombam sem defesa perante uma criminalidade cada vez mais violenta e armada.

Haverá retrocesso com a aprovação do PL 3722? Em partes sim, é verdade. E isso seria ruim? Bom, basta compararmos os dados criminais e em especial o número de homicídios atuais e os das décadas de 70, 80 e 90 quando o porte ilegal de arma sequer era crime e praticamente toda casa tinha uma arma em seu interior. Se o tal “retrocesso” for viver novamente em um país onde o criminoso tinha medo de invadir uma casa e levar um tiro de seu proprietário, para mim está de bom tamanho.

A deputada, ou seu assessor, sei lá, ainda chama de retrocesso o fim da renovação obrigatória do registro (eles falam em 3 anos, desconhecem até mesmo a legislação atual que recentemente já ampliou esse prazo para 5 anos). Para que serviu tal obrigatoriedade? Para nada! Ou melhor, não passou de uma dificuldade a mais para o cidadão que quer manter sua arma legalmente. Essa obrigatoriedade jogou na ilegalidade milhões de armas e diariamente vemos pessoas sem qualquer envolvimento com o crime sendo presas devido a isso.

Ao usar o Mapa da Violência tudo que eles conseguem é mostrar o quanto a atual legislação fracassou em impedir o acesso às armas pelos criminosos e que as dificuldades criadas pelo Estatuto do Desarmamento continuam não impedindo milhares de homicídios por ano! Interessante notar que sobre o percentual de homicídios com a utilização de armas de fogo tem subido nos últimos anos nem uma palavra, pois isso prova, como já disse, que a lei não impediu que os criminosos se armassem.

São Paulo tem uma taxa média de resolução de homicídios de 30% (acredite, é uma das melhores do país), portanto, 70% ficam sem serem esclarecidos e assim, impossível determinar com precisão os motivadores dos mesmos. A deputada – ou seu assessor, sei lá - desconhece ainda o fato que razões fúteis e torpes para efeitos de condenação são aquelas que ocorrem em total desproporção entre a ação e a reação. Um exemplo: se você está em um bar, derruba sua cerveja no pé de alguém que para o seu azar é um traficante homicida e ele o mata, foi por motivo fútil, banal. A intenção, absolutamente desonesta, é tentar fazer o seu incauto leitor acreditar que esses assassinatos por “motivos fúteis” foram cometidos por pessoas comuns que com suas armas legais e seus respectivos portes de armas. Conta outra, deputada!

As armas apreendidas em São Paulo que foram rastreadas foram apenas as que possuíam número de série intacto o que significa menos de 10% do total apreendido, só por isso já se concluiu que a amostra analisada está totalmente contaminada e qualquer analista sério e não mal-intencionado a descartaria de imediato. Não bastasse isso, apreendidas em que situação de crime? Registro vencido? Transporte irregular? Porte ilegal sem o cometimento de outro crime? Apreendida após o seu proprietário fazer um tiro de advertência para espantar um ladrão que pulou o seu muro (sim! Há apreensão da arma mesmo em casos de legítima defesa) Entenderam a desonestidade? Não é porque uma arma foi apreendida que ela automaticamente está envolvida em um “crime de sangue”.

Gostaria realmente de saber de onde eles tiraram o número de que 40% dos pacientes que são atendidos pela AACD são “vítimas de armas de fogo” (como se as armas saíssem por ai disparando sozinhas). Encontrei dados bem diferentes no próprio site da Instituição. Vejamos: “Destes, 77,4% tiveram lesões traumáticas (acidentes de trânsito, tiro, quedas, por exemplo) e 22,6% lesões não traumáticas (tumores, infecções, acidentes vasculares, por exemplo).

Dentre os números de vítimas de lesão medular por acidentes de trânsito, os acidentes com moto lideram o ranking com 43,6% dos casos, seguidos pelos acidentes de carro que representam 36,4%, atropelamento 12,7%. Acidente com bicicleta e acidente com caminhão somam 7,2%.”

Seja como for, quais são as histórias por trás daqueles que tragicamente acabaram permanentemente lesionados por disparos? A resposta é mais do que óbvia: a maioria absoluta foi pelas mãos de bandidos ilegalmente armados! E tome desonestidade! Aliás, pela lógica simplista apresentada e pelos números apresentados acima, muito mais útil seria proibir os veículos.

Como assim dizer que dos 285 atletas que participaram dos jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro 35,4% foram vítimas em acidentes de trânsito ou arma de fogo? Qual a porcentagem de um e de outro? 34,4% de acidentes de trânsito e 1% por disparo de arma? E, mais uma vez pergunto, desses quantos foram baleados por pessoas legalmente armadas? Claro que não saberemos essa resposta pelas mãos da deputada. Ah! Aproveitando, a nobre deputada poderia verificaras dificuldades quase intransponíveis dos atiradores paraolímpico.

Sim no Brasil a vida está banalizada! Não tenho a menor dúvida que há milhares de bandidos soltos e armados por ai que não pensariam duas vezes em me matar para roubar o meu celular e nada mais justo que eu tenha uma forma de me defender. É simples ou não? É! Basta um pouco de honestidade intelectual.

E para encerrar com chave de ouro vemos aquele número mágico de 160 mil vidas salvas. Número esse que varia de acordo com os humores de quem inventa, digo, de quem analisa. Já vi 120 mil, 74 mil, 200 mil. Ao que parece, não se acertam nem na hora de combinar os números. Pois bem, digamos que seja verdade que esse número exista (e não existe! Que fique claro.) não há qualquer comprovação que foi o Estatuto o Responsável pela redução e tais “vidas poupadas”! Nos últimos 10 anos a taxa de homicídios cresceu em 20 dos 27 estados brasileiros.

Oras, como explicar que em determinados estados (apenas 7) o Estatuto funcionou e nos outros 20 não? Não há como explicar, pois é mentira! O estatuto não foi o fator de redução em nenhum lugar! Políticas públicas é que fizeram a diferença, como por exemplo, em São Paulo que reduz seus homicídios desde 1999 (portanto muito antes do Estatuto) e conseguiu isso de uma forma que parece absurda para a deputada e sua assessoria: colocando bandidos na cadeia! Cadeia inclusive que a deputada fez questão de livrar os menores infratores quando votou contra a redução da maioridade penal.

Fica a pergunta que não quer calar: vida de quem, deputada?


Postado em 09/02/2017 às 16:23 0

No Espírito Santo, um legionário desarmado.


Por Bene Barbosa

A surrealidade brasileira costuma não respeitar barreiras, isso todos sabemos. Quando o assunto é arma nem se fala então. Eis que no meio desse caos que vive o Espirito Santo com a greve de policiais que deixaram os cidadãos totalmente à mercê da bandidagem surge mais uma dessas histórias fantásticas que, tal qual a jabuticaba, você verá apenas no Brasil.

Frédéric Decatoire, um amigo de Cachoeiro Do Itapemirim no Espirito Santo, tentou tempos atrás adquirir legalmente uma arma de fogo. Apresentou toda a documentação, fez todos os testes, tem mais de 25 anos, trabalha, tem família, renda lícita e todo o mais que seria necessário para lhe assegurar esse direito. Seria, senão fosse a tal declaração de efetiva necessidade exigida pela legislação atual e que, por sua subjetividade, acaba sendo usada com total arbitrariedade para negar a compra de armas legais. E assim ocorreu com Frédéric que teve seu pedido negado com a seguinte justificativa:

“A utilização da força na prevenção e combate à criminalidade é exclusiva e dever do Estado, através de seus órgãos de segurança pública. A aquisição de uma arma de fogo pode lhe dar uma falsa sensação de segurança, contrariando ao que se preconizam as campanhas em favor do desarmamento...”

Para o delgado da Polícia Federal, é a polícia que deve cuidar da segurança do cidadão, 24 horas por dia, 7 dias por semana e em todos os lugares! Não bastasse o absurdo utópico de uma declaração dessas - oras vejam só! – as polícias daquele estado estão nesse momento em greve e os cidadãos simplesmente sem ter a quem recorrer, acuados em suas casas, assustados, rezando para que o pior não aconteça e uma turba de bandidos irrompam pela porta. É, realmente o Estado cuida muito bem da segurança do cidadão, não é mesmo senhor delegado? Além de que, como já escrevi em outro artigo, o cidadão que busca a compra de uma arma não está atrás de justiça e muito menos em sair por ai combatendo a criminalidade. O que esse cidadão quer é o direito de sobreviver!

Não bastasse tudo isso, Frédéric Decatoire, é um ex-legionário francês – tropa de elite do Exército daquele país – que serviu de 1989 até 1994, participando de quatro operações militares na África e uma em Sarajevo. É, meus amigos, foi para ele que um delegado da Polícia Federal veio dizer que armas não trazem segurança. Muito fácil para quem está com uma Glock 9mm na cintura e não precisa ligar 190 para ser socorrido. Quando o 190 estiver funcionando novamente, claro.

 


Postado em 03/02/2017 às 16:47 0

Porte de armas liberados para deficientes mentais americanos? Culpa do TRUMP? FAKE NEWS ALERT!


Por Bene Barbosa

O jornal O Globo publicou ontem, dia 2, a seguinte matéria: EUA - Câmara derruba norma contra porte de armas a deficientes mentais”. Para qualquer leitor desavisado, só o título já poderia soar como um absurdo total e realmente seria se não fosse... Mentira! Fake News!

Primeiramente, os jornalistas brasileiros, em sua grande maioria, precisam imediatamente aprender a diferença entre portar e comprar armas, ou seja, em poder andar armado e possuir armas em sua casa, pois a tal norma, imposta por Obama nos minutos finais do seu péssimo governo, tratava da compra de armas, da posse e não do porte.

A norma do ex-presidente Obama, desarmamentista tão ferrenho quanto fracassado nesse objetivo, definia que pessoas que estivessem impossibilitados de gerir o seu Seguro Social ou o recebendo por afastamento do serviço por conta de algum problema de saúde mental, estaria proibido de comprar e manter armas em seu poder. Uma grande associação que estuda doenças mentais afirmou que tal norma era infundada e discriminatória pois alguém impossibilitado de gerir seu dinheiro não significa de forma nenhuma que ela é uma ameaça para outros e, portanto, não precisa ser privada de uma garantia constitucional.

Vejamos dois exemplos: No primeiro um grande colecionador de armas, com, sei lá, 200 armas, sofreu um acidente grave e impossibilitado de gerir seu próprio cheque do Seguro Social passou essa responsabilidade para um terceiro, seu pai, por exemplo. Pois bem, pela norma do ex-presidente toda sua coleção poderia ser confiscada. Ou ainda, alguém que acometido de agorafobia, que é medo irracional de espaços abertos ou multidões, fica impedido de exercer sua profissão estaria automaticamente destituído de comprar e possuir armas. Um absurdo total, desses que os brasileiros até já se acostumaram, afinal vivemos em um país onde estar desempregado já é motivo para que uma pessoa não possa ter uma arma legalmente...  

Na reportagem do O Globo e de outras mais pelo mundo, o uso do caso de Adam Lanza que matou 20 crianças e outros tantos adultos, incluindo sua mãe, a tiros na escola primária Sandy Hook, em Connecticut é uma total desonestidade! Lanza não comprou armas, ele as roubou de sua mãe que assassinou na sequência. Ou seja, pela lei anterior ou pela norma de Obama esse caso simplesmente não seria impedido! O que a imprensa nacional não disse é que depois desses caso o que cresceu foi a pressão para se mudar a lei antimanicomial que vige nos EUA. A mãe de Lanza tentou interna-lo diversas vezes, mas não conseguiu. O fim foi trágico para todos. Procurem na Internet por um texto chamado “Eu sou a mãe de Adam Lanza”.

O objetivo de Obama era simplesmente ampliar as restrições já existentes, falhou mais uma vez. Uma falha póstuma, é verdade, mas que claro, já está sendo jogada na conta dos Republicanos e do presidente Trump que deverá assinar o cancelamento da absurda norma. Nos jornais brasileiros já podemos esperar a manchete: “Trump libera porte de armas para doentes mentais nos EUA”. Pobre imprensa e mais pobre ainda aquele que se deixa enganar pelas Fake News travestidas de jornalismo sério e imparcial!

 


Postado em 03/02/2017 às 12:58 0

Se armas não protegem, por que autoridades fazem tanta questão em tê-las por perto?


Por Bene Barbosa

Duas notícias me chamaram a atenção nos últimos dias. A primeira é que o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu uma licitação para a contratação de 149 seguranças sendo que 47 deles trabalharão armados com pistolas em calibre .380 acp. Os seguranças trabalharão na proteção dos ministros no tribunal, em suas residências e nos trajetos entre um e outro.

A segunda notícia é que todos os motoristas dos juízes da Paraíba receberão a autorização para portarem armas. Serão pistolas em calibre .40S&W, o que me parece ilegal uma vez que trata-se de calibre de uso restrito. Além desses, todos os servidores que trabalham na segurança dos fóruns e tribunais também serão autorizados a portarem armas durante o serviço e para isso bastará comprovarem aptidão psicológica e prática.

Antes de continuar, se faz necessário relembrar que hoje, juízes e promotores, já possuem o chamado porte funcional, ou seja, portar uma arma de fogo, em calibre restrito é um direito legal dessas categorias. Que fique claro: não vejo o menor problema em que os mesmos possuam esse direito, o problema está quando vemos que alguns brasileiros têm mais direito de se defenderem, de defenderem suas famílias e seu patrimônio do que outros. Todos são iguais perante a lei, mas alguns são mais iguais que os outros...

E então chegamos onde eu queria chegar. Oras, quantas vezes nos ouvimos e lemos que armas não trazem segurança, que foram feitas para matar, que uma arma pode trazer mais risco que proteção? Muita! Será então que os componentes do Judiciário são lunáticos que querem correr mais riscos ainda do que já correm se cercando de pessoas armadas? Será que o presidente, os ministros, os governadores, os senadores, os deputados federais e estaduais, os vereadores e toda gama de autoridades, muitas delas responsáveis pelo Estatuto do Desarmamento – que só desarmou o cidadão – não se sentem menos seguros cercados por um monte de gente armada?

A resposta é mais do que óbvia! Armas, em mãos corretas e minimamente treinadas, seja um juiz ou um barbeiro, um presidente ou um açougueiro, são sim instrumentos de segurança para aquele que a tem e para aqueles que o cercam. E não me venham com aquela bobagem que todos esses seguranças armados, sejam civis, sejam militares, sejam servidores públicos ou sejam funcionários de empresas de segurança possuem qualquer qualificação sobre-humana e treinamento inalcançável para nós, meros mortais. Pois todos sabemos muito bem que não é assim.

Em última instância e não com menor importância, essa “corrida armamentista” do judiciário mostra que a criminalidade continua em alta, que o tal Estatuto do Desarmamento foi uma aberração fracassada e que - oras vejam! - as instituições estatais responsáveis pela Segurança Pública não conseguem suprir a demanda por segurança nem mesmo dos seus membros e é exatamente em mais pessoas armadas que eles buscam proteção. Faça o que falo, mas não faça o que faço parece ser o eterno lema da autoridade brasileira.

 


Postado em 01/02/2017 às 11:03 0

Não reaja: a justificativa do bandido



“Não se reage a assalto!”

A frase acima poderia ter saído da boca de alguma autoridade, delegado, policial, “especialista” em segurança ou de um sociólogo qualquer... Pois bem, não foi o caso. Foi dita coisa de um ano atrás pelo assaltante Crispiniano Santos que em janeiro de 2016 esfaqueou e matou um marinheiro de apenas 19 anos na Bahia.

Eis que hoje, mais uma vez, me deparo com uma autoridade policial dizendo exatamente a mesma coisa. Um delegado da cidade de Cascavel no Paraná que nos últimos meses foi tomada pela criminalidade. Tenho absoluta certeza que o policial não faz essa declaração por má-fé, mas sim por pura ignorância do seu efeito deletério.

Não é de hoje que afirmo e aponto para o perigo da simbologia do discurso do “nunca reaja” adotado pelo governo, por instituições policiais, por jornalistas e por outros tantos que no desespero de proteger a vítima de algo pior que um roubo, adotaram o mantra de que a vítima deve fazer tudo que o bandido lhe ordena. Não deve tentar fugir, deve evitar gestos bruscos, não deve encarar o assaltante e nunca, em hipótese alguma, reagir.

Talvez isso fizesse algum sentido coisa de 30 anos atrás onde os criminosos, muito menos cruéis, buscavam apenas o bem material. Seja como for, o perfil criminal mudou muito. Hoje vemos diariamente notícias de pessoas que foram assassinadas sem esboçar qualquer reação. Isso, por si só, já seria motivo para se abandonar o fracassado discurso pseudo-protetivo que além de não garantir a segurança do cidadão, traz ao facínora a justificativa perfeita para seus hediondos atos.

Muitas coisas que são ditas quando o tema é segurança pública devem ser pensadas e olhadas não com a visão do trabalhador, do pai de família, do cidadão honesto. Devem sim ser olhadas pelo viés do criminoso. Oras, o que entende um assaltante quando ouve um delegado, um oficial da Polícia Militar, um secretário de segurança pública, afirmar que se o cidadão reagir o criminoso lhe matará? Óbvio que para o bandido isso soa como a mais pura justificativa para o assassinato. A fala do Crispiniano da Silva, assassino confesso, resume tudo isso. Não é o primeiro a invocar o “não reaja” em sua defesa e não será o último.

No mesmo patamar do perigoso simbolismo está a tal campanha de desarmamento que convida o cidadão ao desarme, mas que aos olhos dos bandidos apresenta-se como uma rendição da sociedade aos seus malfeitos. E é exatamente disso que decorre o fracasso total de descabida campanha.

Não, não estou pregando que o cidadão deva reagir! O que estou afirmando é que o discurso deve sumir, ser abandonado, ser substituído pela mensagem que o criminoso que mata sua vítima, seja lá por qual motivo, será caçado, encontrado e punido exemplarmente. Ao cidadão, cabe tentar decidir qual a melhor opção para escapar ileso de um crime.

A verdade é que o Estado não é onipresente, não pode e nunca poderá defender todos durante todo o tempo. Não aceitar isso é irresponsabilidade ou mau-caratismo. Já passou da hora de devolver ao cidadão o direito e as ferramentas necessárias para sua defesa ou continuaremos reféns dos monstros que seguem acreditando, e com razão, na impunidade e na incapacidade do Estado que não controla nem mesmo os criminosos presos, imaginemos os soltos.


Postado em 29/01/2017 às 11:22 0

Sobre muros, armas e os bilhões em narcodólares


Por Bene Barbosa

O muro de Trump com a fronteira mexicana continua dando o que falar, mesmo  que o tal muro já tenha sido em boa parte construído nos governos de Bill Clinton e Barack Obama.  Mas sabe como é, para muitos o certo e o errado dependem única e exclusivamente se o presidente é Republicano ou Democrata. O próprio México, que enfrenta grandes problemas por conta de criminosos ilegais na sua fronteira com a Guatemala, vem discutindo a ideia de se construir “barreiras físicas” com aquele país... Voltemos ao muro de Trump, o malvadão!

Os cartéis de drogas mexicanos vivem em eterna guerra, quase sempre pelo controle do mais importante mercado para eles: os EUA! Pela fronteira entram toneladas de drogas anualmente e estimativas do próprio governo mexicano é que a movimentação financeira seja na casa dos 35 bilhões de dólares por ano! Convenhamos que é um montante injetado na frágil economia mexicana que não se pode desprezar e os governantes de lá sabem muito bem disso. Esse montante ainda é engrossado por milhares de imigrantes, legais e ilegais, que mandaram 27 milhões para seus parentes que ficam por lá só em 2016.

Oras, não é preciso dizer que a construção do muro afetaria em muito esse fluxo de bilhões de dólares, talvez aí esteja o real descontentamento de todos os presidentes mexicanos com a ampliação da vigilância sobre a fronteira. Presidentes esses que não se furtam em criticar duramente os EUA por ser o responsável de abastecer os cartéis com armas contrabandeadas. Interessante é que as críticas sempre surgem na forma de controle e restrições para venda de armas em solo americano e nunca no controle de fronteira! Aparentemente, e eu posso estar enganado, os bilhões de dólares que entram ilegalmente em solo mexicano parecem não incomodar... Enquanto isso – que lindinhos! – querem acabar com a Segunda Emenda da Constituição Americana porque não conseguem controlar seus próprios criminosos!

Claro que o muro traz uma forte simbologia de separação, até de xenofobia, porém não podemos esquecer que a maioria dos mexicanos que estão ilegais no país entraram com vistos de entrada e não foram mais embora daquela nação preconceituosa, capitalista selvagem e xenófoba... Esse pessoal deve se maluco de querer ficar lá, não é mesmo? Seja como for, convenhamos, se o presidente mexicano estivesse realmente preocupado em minimizar o tráfico de armas e o de drogas, deveria sim apoiar o muro, fazendo garantir o respeito aos mexicanos que para lá vão em busca de uma vida melhor, de trabalho, de oportunidades e não para vender metafetamina e outras drogas às toneladas, mas ai, sabe como é, haveria alguns bilhões de dólares a menos na máquina da corrupção que garante a existência dos cartéis.


Postado em 27/01/2017 às 12:28 0

Assalto, tiroteio e mortos: apenas mais um dia comum em um shopping paulista... e eu estava lá.


Por Bene Barbosa

Foto: Divulgação/Arquivo

Bene Barbosa

Uma quadrilha tentou assaltar uma loja da Samsung em um dos maiores shoppings de São Paulo, o shopping União de Osasco. Quatro homens armados com duas pistolas, uma sendo em calibre .40, uma submetralhadora 9mm e um revolver, invadiram a loja perto das 10:30 e renderam funcionários no local. Cercados por policiais à paisana, que estavam presentes, abriram fogo e houve uma intensa troca de tiros.

Os bandidos pegaram uma das vendedoras de refém e conseguiram sair do shopping. Houve perseguição e após baterem em um ônibus acabaram baleados pela Polícia Militar de São Paulo, que mais uma vez agiu da forma que precisa agir! Dois morreram no local e dois foram encaminhados para hospitais da região. Ninguém mais saiu ferido.

Seria apenas mais um dos tantos casos que ocorrem diariamente em São Paulo e por todo o Brasil, se não houvesse o pequeno detalhe: eu estava lá, com meu filho do meio, de oito anos, minutos depois da ocorrência. Coisa de mil metros de lá, chegamos a ver várias viaturas passando em alta velocidade, incluindo uma que seguiu pela contramão em uma movimentada avenida. Chegamos ao shopping, que sequer foi fechado, e pudemos constatar as marcas dos disparos que atingiram vitrines e paredes do estabelecimento.

Tratei o caso com a máxima tranquilidade que consegui para não causar pânico no meu moleque. Conversei com vários vendedores e atendentes e todos, absolutamente todos, desejaram que a polícia desse cabo dos assaltantes. Havia revolta e medo na fala de cada um deles.

Uma moça, de uns 18 anos, dizia para a outra: “eu moro na favela, acordo cedo, trabalho muito e ganho pouco, estudo à noite e vem esses vagabundos para fazer isso. Tenho um menino de 4 anos me esperando em casa e a gente nunca sabe se vai voltar”. Todos, de todas as classes sociais estão de saco cheio da bandidagem. Nem todos, é verdade. Não duvido que apareça rapidamente aquele pessoal que ama a bandidagem para dizer que a polícia agiu com excesso, que os policiais à paisana não deveriam ter enfrentado os criminosos dentro do shopping e todo esse lengalenga politicamente correto que nos trouxe até agora.  Para esses, meu recado: vão à merda!


Postado em 24/01/2017 às 14:00 0

O pseudoparadoxo de Nogales: restrições às armas não trazem segurança!


Por Bene Barbosa

Nogales é uma cidade dividida onde parte fica nos EUA e a outra no México. Há então duas Nogales, separadas por um enorme muro construído com barras de metal em 1994 durante o governo de Bill Clinton. Imaginemos que dois irmãos, Juan e John, um nascido do lado mexicano e outro do lado americano resolvam comprar uma arma para sua defesa. Em tese, ambos possuem esse direito. Ambos estariam exercendo um direito constitucional. Vejamos o que dizem suas respectivas Leis Maiores:

“Los habitantes de los Estados Unidos Mexicanos tienen derecho a poseer armas en su domicilio, para su seguridad y legítima defensa, con excepción de las prohibidas por la Ley Federal y de las reservadas para el uso exclusivo del Ejército, Armada, Fuerza Aérea y Guardia Nacional. La ley federal determinará los casos, condiciones, requisitos y lugares en que se podrá autorizar a los habitantes la portación de armas.” Constituição Mexicana

“A well regulated Militia, being necessary to the security of a free State, the right of the people to keep and bear Arms, shall not be infringed.” Constituição dos Estados Unidos da América.

John vai até uma das muitas lojas de armas da pequena Nogales americana, olha uma infinidade de modelos e calibres de dezenas de fabricantes nacionais e estrangeiros. São revolveres, pistolas, carabinas, fuzis e espingardas. Se tudo estiver certo, formulário preenchido, checagem de antecedentes feita de forma on-line ele estará em posse de sua arma em até 30 minutos. Se no dia seguinte quiser comprar mais uma, e outra e depois outra, sem problemas!  Não há limite de armas e munições.

Enquanto isso Juan começa seu processo: primeiramente junta uma série de documentos como comprovação de residência, comprovante de trabalho lícito, antecedentes criminais e mais uma série de documentos burocráticos e trabalhosos. Toda essa documentação é enviada ao órgão estatal responsável pela autorização de compra. A autorização pode ser ou não dada, de forma totalmente discricionária. Imaginemos que o burocrata teve um boa noite anterior e autoriza a compra. Esse foi apenas a primeira parte de Juan e de qualquer um que tente comprar legalmente uma arma de fogo lá.

Juan, que é pobre, terá que pegar um ônibus e viajar por mais de 2.000 km. Serão aproximadamente 24 horas ininterruptas de estradas. Sim, é isso mesmo! Só há uma única loja de armas no México e fica na capital, em um distrito militar, sendo diretamente controlada pelo Exército daquele país. Poderá escolher entre meia dúzia de opções de armas importada pois não há no México uma só fábrica de armamento, o que faz com que 100% das milhares de armas ilegais apreendidas todos os anos seja de fabricação estrangeira. Também há restrições de calibres (.380ACP para pistolas e .38SPL para revolveres) muito parecida com a que vigora no Brasil. Caso ele escolha uma arma longa, uma espingarda ou carabina, terá que ser filiado a um clube de tiro e caça... Mais uma mórbida semelhança com a legislação tupiniquim. Agora é só encarar o caminho de volta...

Não é necessário dizer que na Nogales de John, o americano, há muito mais cidadão legalmente armados do que na Nogales do pobre Juan... Pela lógica desarmamentista, onde há mais armas há mais crimes e afirmar o contrário seria um paradoxo. Falso paradoxo! A Nogales americana tem baixíssimos taxas de crimes. De 2002 até 2012 ocorreram dois homicídios. Durante 8 dos 10 anos a taxa de homicídios na cidade foi ZERO! Estupros? Em média apenas um por ano. Enquanto isso, na Nogales latina, só em 2014, foram 74 assassinatos e altas taxas de todos os tipos de crimes.

Então vamos relembrar: Nos EUA a constituição garante o direito à posse e ao uso de armas de forma não condicionada. No México a Constituição garante apenas em tese pois coloca nas mãos do governo e das forças armadas todo o controle o que se traduz em uma arbitrariedade muito semelhante a brasileira. Nos EUA há aproximadamente 6 mil fabricantes de armas e munições. No México não há nenhuma fábrica de armas. Nos EUA há aproximadamente 50 mil lojas de armas e no México, apenas uma que fica e é controlada diretamente pelo exército. Em 2014 os EUA estavam na confortável 94º posição no que diz respeito à taxa de homicídios (5,4 por 100 mil habitantes) e o México com 22,0 homicídios por 100 mil habitantes sendo o 15º. País mais violento do mundo, posição ainda melhor ao Brasil que ocupa a 11ª posição com 32,4 homicídios por100 mil habitantes. No México, o governo autorizou a venda de 10.115 armas em 2015. Nos EUA, em 2015, o FBI processou mais de 23 milhões de checagens de antecedentes que em sua maioria absoluta resultaram na efetiva compra de uma ou mais armas.

No Brasil a situação não é muito diferente. Desde a implantação do chamado Estatuto do Desarmamento, 90% das lojas de armas fecharam. A venda despencou abismo abaixo e hoje não representa nem 10% do que foi nas décadas de 80 e 90. E a criminalidade? Bom, acho que não preciso nem falar sobre isso. Sorte de quem pode se mandar para Nogales.... Nogales do John, claro!

P.S.: algumas pessoas disseram que eu não estava sendo honesto ao não considerar a diferença de população entre as duas cidades. Sem problemas! Vamos lá: Na Nogales de John, nos dois anos onde houveram apenas dois assassinatos a taxa por 100 mil habitantes foi de 4,7. Nos outros anos a taxa foi ZERO. Na Nogales de Juan, em 2014 a taxa foi de 37 homicídios por 100 mil habitantes. Nos anos anteriores a coisa não foi diferente (embora os dados disponíveis sejam conflitantes):

2010 – 226

2011 - 81

2012 - 56

2013 - 43

2014 - 74

2015 – 46

2016 – 50

Fontes:

 

http://www.city-data.com/crime/crime-Nogales-Arizona.html

https://www.fbi.gov/file-repository/nics_firearm_checks_-_month_year.pdf/view

http://www.excelsior.com.mx/nacioal/2016/08/17/1111571

http://armasdefuego.mx/como-comprar-un-arma-legalmente-en-mexico/

http://statelaws.findlaw.com/arizona-law/arizona-gun-control-laws.html


Postado em 18/01/2017 às 17:18 0

Arma em formato de iPhone...A imprensa e seu eterno desconhecendo do mundo real...


Por Bene Barbosa

Foto: Divulgação

De tempos em tempos a imprensa é pega de surpresa com algum lançamento ou novidade no mundo das armas de fogo e munições e, claro, com total desconhecimento sobre a matéria sai em desabalada e histérica carreira publicando tudo aquilo que ela imagina ser verdade. Quase sempre um amontoado de bobagens e premonições catastróficas que deixariam Nostra Damus apavorado! Chamar alguém que tenha o mínimo conhecimento técnico sobre o assunto? Nem pensar! Muito melhor é consultar aqueles “especialistas” de sempre, do mais do mesmo, que no fundo não fazem a menor ideia do que estão falando. Para exemplificar temos o recente aparecimento das tais armas feitas em impressoras 3D. Lembram do alarde que foi feito? E ai, na prática o que ocorreu? Algum atentado? Um mísero homicídio? Armas sendo impressas e distribuídas pelas ruas? Nada! Só barulho. Festim!

A última agora é o lançamento de uma pistola em calibre .380 ACP com capacidade de apenas dois cartuchos e que se parece com um celular, mais precisamente com um i-Phone. Pronto! Imediatamente pipocaram pelo mundo matérias sensacionalistas que fazem parecer que tal arma é imperceptível e alguém com uma dessas poderia entrar em qualquer local... Primeiramente ela não é invisível nem ao olho humano que com uma rápida examinada pode identificar que não se trata de um celular “comum” e muito menos é invisível aos detectores de metal, equipamentos de raio-X e scanners corporais... E, segundo, para espanto de muitos jornalistas, isso não é sequer novidade!

Desde que as armas foram desenvolvidas, sejam de fogo ou não, muito se empenharam em dissimulá-las em objetos comuns e inofensivos. Assim, se qualquer um der uma vasculhada no Google procurando por “armas dissimuladas” ou “Disguised firearms”. Encontrará armas dissimuladas em formatos de anel, relógio, crucifixo, caneta, isqueiro, bengala, fivelas de cinto, guarda-chuva, maleta, lanterna, maço de cigarros, cachimbo e mais uma infinidade de opções! Nem mesmo a ideia do telefone celular é nova. Lá pelos meados da década de 90, um produtor não identificado lançou uma versão onde o celular-pistola era em calibre .22 e podia efetuar 4 disparos consecutivos, é possível encontrar vídeos dessa arma no Youtube. Neste último caso, em especial, lembro-me muito bem do alarde da imprensa sobre como ele poderia ser usado por criminosos, terroristas e contra policiais... Até onde se sabe, não houve um só caso!

Não bastasse isso temos ainda armas em tamanho diminuto com os mini-revolveres da North American Arms, Derringers (pequenas pistolas de dois tiros) e pistolas semiautomáticas minimizadas em seus mecanismos e calibres. Todas elas podem ser – e são! – escondidas de várias formas.  Eu mesmo, na década de 90, portei – legalmente, é bom dizer - uma pequena pistola Taurus modelo PT 51 em calibre 6,35mm dentro de uma carteira coldre. Aqui faço um parêntese: a legislação brasileira proíbe qualquer tipo de arma dissimulada, ou seja, uma arma feita em formato de outro objeto com o intuito de evitar que a mesma seja identificada como tal.

O que demostro é que, mais uma vez, há muito barulho por nada. Histeria anti-armas já muito bem conhecida por nós e só isso. Pode alguém cometer uma atrocidade com a tal arma i-Phone? Sim, poderia. É provável que aconteça? Muito pouco provável. E mesmo que ocorra, a inexistência dela não impediria que ocorresse, pois há e sempre haverá existência de outras opções tão ou mais eficazes.

Michael Moore, um dos mais doentios defensores das restrições para armas, mesmo ele, não foi capaz de ignorar a verdade de que qualquer objeto pode se tornar uma arma mortal e após o fatídico 11 de setembro em NY, escreveu:

"Isto começou como um documentário sobre a violência com armas na América, mas o maior assassinato em massa de nossa história acabou de ser cometido - sem o uso de uma única arma! Nem um único projétil disparado! Nenhuma bomba foi explodida, nenhum míssil disparado, nenhuma arma (ou seja, um dispositivo fabricado especificamente e com o propósito único de matar humanos) foi usada. Um estilete! - Eu não consigo parar de pensar nisso. Mil leis de controle de armas não teriam prevenido esse massacre. O que estou fazendo?"

A imprensa precisa urgentemente parar de se retroalimentar sobre certos assuntos, parar de acreditar que o seu pensamento ou suposto conhecimento, discutido em mesas de barzinhos badalados com outros jornalistas que pensam exatamente da mesma forma, são a verdade absoluta e incontestável.  Publicar coisas assim, sem ouvir quem realmente entendo sobre o assunto, quase sempre acaba em vergonha daqueles que parecem fazer questão de viver fora do mundo real.

 


Postado em 12/01/2017 às 09:26 0

Quando o antimilitarismo bocó encontra a ignorância desarmamentista


Por Bene Barbosa

O deputado federal Paulo Teixeira (PT/SP) postou recentemente um artigo sobre como teria o Japão conseguido ter números tão baixos de homicídios com o uso de armas de fogo em seu território e para tanto resolveu usar como comparativo os EUA. Bom, vocês já podem imaginar o que acontece quando o antimilitarismo bocó e a ignorância desarmamentistas se encontram...

O que podemos esperar de alguém que se põe a falar sobre armas e desarmamento e não conhece nem mesmo a diferença entre posse e porte de armas? Em seu artigo - ou de seu “ghost writer”, tanto faz – o deputado afirma que 88,8% da população americana tem porte de arma. Errado! Essa porcentagem é de proprietários de armas e assim mesmo é bastante imprecisa, pois leva em conta apenas o número total de armas colocadas à disposição no mercado americano e o número de habitantes.

Bem, sabemos que é muito comum que cidadão daquele país tenha mais de uma arma. Portanto, essa porcentagem mostra no máximo a relação entre armas totais nas mãos de civis e o total da população e repito: NÃO SE CONFUNDE COM O PORTE DE ARMAS.

Dá para piorar? Sempre dá! O artigo afirma que ocorreram 33.599 em um ano... Em um ano? Como assim? É uma média? Em qual ano? Ninguém sabe! E além de tudo - e isso tira ainda mais credibilidade do texto - nesse montante de mortes estão contabilizados os homicídios, as mortes justificadas (legítima defesa e mortes em confronto com a polícia) e suicídios! Nada menos que mais de 20 mil mortes a mais! O autor ainda faz questão de excluir do artigo o número de suicídios no Japão, que com desarmamento, teve mais de 25 mil casos somente em 2014! Também não cita os quase mil assassinatos cometidos com facas e outros objetos em solo japonês.

E acabou? Pior que não... O deputado afirma que a polícia americana é militarizada. Falso! Absolutamente falso! Embora a estética dos quase 18 mil departamentos de polícia existentes nos EUA seja semelhante à estética militar, em mais nada se confundem. O nobre deputado – ou o assessor que lhe escreveu o texto – ouviu o galo cantar e não sabe onde, como diria minha avó. O que se discute hoje nos EUA sobre a “militarização” da polícia diz respeito tão somente ao armamento, equipamentos e uniformes utilizados. Eles saíram daquela estética do policial de uniforme impecável, quepe e gravata para uma vestimenta de combate. Isso gerou uma série de protestos e desconfortos em especial nos liberais (esquerda americana), libertários e até mesmo em vários conservadores.

Ao contrário do que se afirma no texto, não há nenhum estudo que mostre que essa “militarização” trouxe qualquer resultado negativo ou tenha aumentando a chamada letalidade policial. Ah, antes que eu esqueça: a polícia japonesa moderna foi profundamente influenciada pela ocupação americana após 1945 e abandonou o modelo militarista e centralizado para um modelo civil e descentralizado, à semelhança americana!

 

 

Sobre o desarmamento no Japão, suas causas e consequências, eu já publiquei dois textos e não incomodarei meus leitores com repetições. São eles: “Atenção BBC, Globo e Folha: Desarmamento não é responsável pela baixa criminalidade no Japão, mas vocês sabem muito bem disso!” que mostra as inverdades por trás da reportagem que foi inspiração para o deputado e o “Japão: desarmamento, opressão, dominação e a incapacidade de defesa de uma nação”, onde falo sobre os motivos para o desarmamento no Japão no século XVI e os efeitos desastrosos apontados por vários historiadores, entre eles a imposição da abertura de seus portos para o Ocidente após a nada amistosa visita de quatro navios de guerra da Marinha Americana.

A postagem feita pelo deputado em seu Facebook já recebeu centenas de comentários críticos. É, deputado, não estamos mais em 1964 quando a esquerda falava qualquer bobagem e não havia ninguém lá para contestar e mostrar, escancarar, as mentiras, as meias-verdades e as ignorâncias.

 

Publicação do deputado: https://www.facebook.com/DeputadoPauloTeixeira/photos/a.396715610372500.89447.123368671040530/1381396105237774/?type=3&comment_id=1382335971810454&notif_t=like&notif_id=1484169174550352&pnref=story

 

Japão: desarmamento, opressão, dominação e a incapacidade de defesa de uma nação.

http://www.cadaminuto.com.br/noticia/294802/2016/11/01/japao-desarmamento-opressao-dominacao-e-a-incapacidade-de-defesa-de-uma-nacao

 

Atenção BBC, Globo e Folha: Desarmamento não é responsável pela baixa criminalidade no Japão, mas vocês sabem muito bem disso!

http://www.cadaminuto.com.br/noticia/297722/2017/01/09/atencao-bbc-globo-e-folha-desarmamento-nao-e-responsavel-pela-baixa-criminalidade-no-japao-mas-voces-sabem-muito-bem-disso