O novo debate nas páginas da velha imprensa é sobre os rumos da direita e do bolsonarismo. Esse já seria o bate-boca natural após a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro. Quem seria a alternativa dos conservadores para 2030? Para a família Bolsonaro, a pergunta seria inadmissível, mesmo após o fracasso do Zero Um nas urnas. Afinal, ele poderia sacar os quase 60 milhões de votos como atestado de sobrevivência.
Seria o curso mais lógico, mesmo com a resistência ao comando absoluto da família de Jair Messias. Mas Flávio, derrotado pela vontade popular, saiu correndo para os Estados Unidos. Mais um fujão na família. Fugir sem avisar aos aliados e ainda posar de “líder” da oposição, aí foi um pouco demais. O racha tem tudo para avançar.
Gente como Tarcísio de Freitas e Nikolas Ferreira quer longa distância do cabresto bolsonarista. Eles estão preocupados em “fortalecer a direita”, e não o bolsonarismo. Não por acaso, ao longo dos dois últimos anos, o outro irmão foragido, Eduardo, recorreu ao fogo amigo contra aliados mais “rebeldes”. Agora, então…
O ex-deputado federal tinha certeza de que seu destino foi traçado para governar o Brasil. Mas, antes de Flávio, ele tratou de cometer barbaridades em série, para em seguida fugir. Os planos dos Bolsonaro estão sempre ligados à força bruta e ao drible na lei. Foi assim no governo do capitão, em 2022 e na eleição de agora. Não muda.
Dos integrantes da família, as urnas consagraram Michelle como senadora por Brasília. Ela deu sinais de que estaria pronta para uma candidatura presidencial já neste 2026. Mas, na tradicional família cristã brasileira, mulher cuida de filhotes e de panelas. Vamos conferir adiante o que a madrasta vai aprontar. Carlos, senador eleito, é perturbado.
Hoje, o sobrenome Bolsonaro está em baixa entre as turmas da própria direita – em todas as gradações, da frente “civilizada” aos saudosistas da ditadura. Quem vai tomar o bastão? Além dos citados Tarcísio e Nikolas, quem mais? Sergio Moro, Tereza Cristina, Cleitinho, Jorginho Melo, Rueda, Arthur Lira etc. Escolha aí.
Seis dias após a virada espetacular do presidente Lula, os adversários ainda tentam entender o que se passou. As forças mais atrasadas no país afiam as garras para 2027. Com maioria no Congresso, o caminho dos rivais de Lula é a sabotagem nas batalhas a ser travadas no Legislativo. A eleição 2030 começa em quatro meses.
Na danação em andamento, a direita tenta se livrar do bolsonarismo.
