Promessas de Flávio Bolsonaro no horário eleitoral no rádio e na TV. Bolsa Família continua e vamos aumentar o valor que é pago todo mês. Farmácia Popular continua e o custo dos remédios vai cair ainda mais. Minha Casa Minha Vida segue com tudo e com prestação lá embaixo, uma merreca. Benefício de Prestação Continuada será cada vez mais amplo com reajuste no valor. Enfim, dinheiro vai jorrar no bolso do trabalhador.

Não fica por aí. O salário mínimo vai crescer a cada ano muito acima da inflação. O senhor e a senhora que estão na folha do INSS podem comemorar. Pensões e aposentadorias seguirão com reajuste automático vinculado ao salário da ativa. Para isso, num possível governo Flávio, vai sobrar recurso nos cofres da Previdência Social.

Veja bem, tudo isso é promessa de “gastança” – a palavra mágica e maldita no Mercado, para o qual o candidato bate continência todo dia, no alvorecer e à boca da noite. Haverá ainda um corte geral nos impostos. Ou seja, uma perda bilionária na arrecadação para o governo cumprir as demandas sociais. Ainda assim, as contas estarão “saneadas”.

Aos podres de ricos, o Zero Um apresenta outras promessas. A principal é o corte brutal de gastos, na casa de até 300 bilhões de reais. Para tanto, vai passar a faca nos pensionistas e aposentados, no Bolsa Família, no BPC, nos programas sociais de todos os tipos, categorias e alcance. Os olhinhos dos ricaços brilham diante do estadista.

Combinando os dois mundos paralelos – o real e o imaginário –, uma gestão do parceiro de milicianos terá uma fortuna para investir em segurança pública. O mesmo tratamento vip será visto na saúde, na educação, nos transportes, na agricultura – na vida urbana em geral, nos campos e pradarias. Como diria o pai, será tudo isso daí.

Por que Flávio precisa, o tempo todo, “desmentir” que tenha intenção de atacar conquistas sociais do país? Quando alguém, para lhe convencer de algo, apela a esse recurso, é porque, provavelmente, tem um fundo de verdade naquilo que tenta negar. Ações para o povão são benesses para vagabundo – isso é Flávio Bolsonaro.

O candidato promete à elite depravada do país que será um Milei brazuca. “Tesouraço” sem dó nem piedade em todos os programas que dão uma força na vida de milhões de famílias. É o caminho único para o “ajuste das contas” e o “equilíbrio fiscal”. A turma rústica do topo da pirâmide, no cio, aplaude de pé. É a escória diante do espelho.

As promessas aos dois lados são uma contradição nos termos. Um discurso mata o outro e vice-versa. Imagine para quem o candidato das milícias está mentindo.