Aquela velha expectativa: afinal, um debate pode influenciar o eleitor na hora da escolha de seu candidato? Talvez sim, talvez não ou muito pelo contrário? Nas era das redes sociais, há quem defenda que ninguém mais liga para esse tipo de programa. A começar pela duração. Quem diabos aguenta a maratona de uma hora ou mais de palavrório entre aspirantes a um mandato? Calma lá, que a coisa não é assim tão simples.
Temos mais uma oportunidade para verificar o peso desse tipo de enfretamento, cara a cara, entre adversários numa disputa eleitoral. Candidatos ao governo de Alagoas, Renan Filho e João Henrique Caldas, o JHC, têm encontro marcado na TV Asa Branca, afiliada da Globo. O debate ocorre nesta terça-feira 29 de setembro a partir das 22h15.
Até agora neste primeiro turno, quatro emissoras de TV agendaram seus debates entre os aspirantes ao comando do estado. Mas JHC foi apenas a um desses eventos, o da TV Gazeta. Nos outros três – realizados por TV Pajuçara, Band e TV Ponta Verde – ele desistiu de participar. Seu rival Renan Filho compareceu a todos. E hoje?
Segundo noticiado, a assessoria de JHC informou que hoje, sim, ele estará no debate da Asa Branca. Se não desistir de última hora, a previsão é de um embate duro entre os dois nomes que polarizam a disputa. A presença de Renan Filho sempre esteve confirmada. A cinco dias da votação, com a disputa acirrada, deve sair faísca no bate-boca.
Influência no voto. Para além da audiência ao vivo, a repercussão do encontro terá tudo a ver com a exploração das redes sociais pelas campanhas de cada candidato. Os incontornáveis “cortes” – se produzidos na mosca – podem provocar estragos de dimensões imprevisíveis. É no que apostam os pensadores do marketing de lado a lado.
Na TV Gazeta, única ocasião em que se enfrentaram, ao vivo e sem rede de proteção da propaganda, a troca de perguntas e respostas se deu em tom de agressividade desde o começo. É por isso que se espera para logo mais um embate ainda mais truculento. O dia é de preparação cuidadosa para cercar todas as possibilidades.
Como se sabe, a exploração dos “melhores momentos” de cada candidato começa ainda durante o debate. A cada lance de destaque, o corte vai à internet praticamente em tempo real. A ação marqueteira segue nas horas seguintes ao encontro. Dessa usina de artefatos virtuais pode sair alguma tacada mais certeira para convencer o eleitorado.
Na hora mais tensa da campanha, debate é tudo, menos irrelevante.
