Amigos, simpatizantes e aliados de Alfredo Gaspar saíram pulando carnaval após o surgimento de uma história que provaria a inocência do parlamentar no caso do estupro de uma garota de 13 anos de idade. De repente, apareceu uma fonte para acusar o também deputado do PT Lindbergh Farias de forjar os fatos contra o alagoano. A testemunha-bomba é um tal Luiz Antônio Lopes. Quem é ele?
Antes de falar sobre o “denunciante”, vamos resumir o que ele contou à Polícia Legislativa. Lindbergh teria participado de uma farsa. Trocando em miúdos, ele pagou para que uma ou mais pessoas acusassem Gaspar. Lopes prestou esse depoimento em abril, mas somente agora o troço vazou. E conta uma versão toda enrolada
Mas quem é ele? Vejam só: Antônio Lopes é um notório desafeto de Lindbergh. Já fez várias outras acusações ao petista – todas cabalmente desmoralizadas. A mais espetacular é a de que o deputado foi o mandante da facada em Jair Bolsonaro em 2018. A credibilidade de Lopes não vale uma pataca no submundo da política.
Há outras estranhezas. Quem acionou a Polícia Legislativa para ouvir o acusador foi o próprio Gaspar. (O histórico dessa polícia muito peculiar não é brincadeira). O candidato a vice de Flávio Bolsonaro fez a queixa a essa tropa e levou Lopes a tiracolo para ele dizer o que disse. Pode ter falado a verdade? Pode. Mas isso cheira bem?
Outra extravagância em praça pública é a investigação propriamente dita por parte da Polícia Legislativa. Simplesmente porque essa tropa não tem a prerrogativa para tal, muito pelo contrário – como sabe o próprio Gaspar. Logo, a atuação investigativa envolvendo um parlamentar é abertamente ilegal. É muita marmota nessa resenha.
Tem mais? Tem. Uma semana após prestar depoimento para “inocentar” Alfredo Gaspar, Luiz Lopes se filiou ao PL – a facção partidária de Flávio e de Alfredo Gaspar. Como disse, é marmota demais. O trololó da testemunha arranjada pelo político alagoano agora está com o STF. Espera-se que esse nevoeiro seja dissipado em definitivo.
O vice enrolado de Flávio tem direito à presunção de inocência. Não deve ser pré-julgado como ele próprio faz com adversários políticos. A reação enfática de Lindbergh trouxe fatos eloquentes que põem em xeque a “narrativa” rocambolesca contra ele. O petista pode estar sendo vítima de uma armação. Em Brasília, é no que se acredita.
