Jair Bolsonaro, o mártir que agoniza na prisão, vítima do sistema representado pela figura do maldito Alexandre de Moraes. Eis a narrativa que Flávio, o escolhido pelo chefe do clã para disputar a eleição presidencial, tenta emplacar a todo custo. Para isso, ele torce para que o ministro do STF anule a prisão domiciliar e jogue o “mito” no regime fechado, em um presídio. Seria o motivo para o enredo perfeito na campanha eleitoral.

A cada semana, Flávio inventa alguma presepada para infringir as regras estabelecidas como requisitos à domiciliar. Telefonema vazado, visita fora de hora, gravação para rede social, suspeita de posse ilegal de arma, “carta ao povo brasileiro” e, a última armação, o vídeo feito com inteligência artificial na convenção do PL. Tem de tudo nas armações.

Dado o volume de episódios, resta evidente o planejamento para que o STF aja para punir o ex-presidente condenado por golpe de Estado. Os votos para o filho na verdade são do pai. Os súditos que matam e morrem pela seita agem em nome do Jair. Flávio é o laranja, o testa de ferro, o preposto que o eleitorado fiel aceitou por ordem do líder.

A estratégia não é de hoje. Em 28 de abril escrevi aqui um artigo com o título “Flávio Bolsonaro procura uma facada”. Essa operação segue na ordem do dia, agora com novos ingredientes. De modo mais amplo, o bolsonarismo busca desesperadamente um portal mágico que leve o país à bagunça e ao caos generalizado. Está no DNA dessa gente.

É na bagaceira que a extrema direita – mais ou menos bolsonarista, tanto faz – se move com desenvoltura. Flávio esbravejou que “dispensa” a proteção da Polícia Federal porque não confia nessa instituição “do Lula”. A segurança oficial vai para todos os candidatos a presidente. A picaretagem do Zero Um mostra que ele atira para todos os lados.

Nessa engrenagem para promover o tumulto o mais amplo possível, entram os recentes movimentos de Donald Trump, que vão das tarifas ao ataque ao nosso sistema de votação. O arruaceiro internacional é um especialista no modelo baseado na violação às regras do jogo. Primeiro, depredar e destruir. Depois a gente vê como é que fica.

Na mesma caravana pela demolição de princípios democráticos, cavalga o meliante do carajo Javier Milei. Acabamos de ver todos esses quadrilheiros em ação naquele circo partidário em São Paulo. Está tudo ligado no projeto do quanto pior, melhor.

Em baixa nas pesquisas, sentindo o ambiente cada vez mais negativo para sua candidatura, TARIFLÁVIO é um tipo rústico, com uma metralhadora giratória, disposto a tudo, fora de controle. Conta com o serviço sujo de patriotas nativos e de sicários lá fora.