O presidente Javier Milei é reprovado por 64% dos argentinos. Deve ser por isso que ele veio ao Brasil emprestar seu prestígio a Flávio Bolsonaro, que lançou sua candidatura presidencial na convenção do PL, realizada neste sábado 25 de julho. O elemento discursou durante poucos minutos, o suficiente para mentir desbragadamente, ofender as instituições brasileiras e pregar o vandalismo contra o Estado de Direito.
A verborragia do vagabundo vem embalada em tom messiânico, como se falasse para membros de uma seita. Reproduziu a bandalheira intelectual que a extrema direita e o bolsonarismo seguem por aqui. Nada sobre economia, projetos de governo, ideias para o desenvolvimento de um país. Milei pregou o ódio como modelo político.
É por isso que ele ostenta esse título de “campeão de popularidade” na opinião do povo argentino. Em seu governo, para seguir a receita americana de “ajuste fiscal”, milhares de empresas quebraram, o desemprego explode e parte da população busca comida no lixo. Mas, para a Faria Lima de lá, está tudo ótimo. Tá sobrando dinheiro.
A obra de Milei na Argentina se completa com um cardápio de escândalos de corrupção de causar inveja a Flávio e sua família. Karina Milei, irmã do presidente, está metida até o pescoço num megaesquema envolvendo pagamento de propina na compra de medicamentos. Ela foi flagrada em áudio negociando a maracutaia.
Pagamentos suspeitos, áudio revelador, propina... Lembra um episódio master brasileiro? A turma de Milei no coração do governo gastou fortunas na compra de imóveis de superluxo. A patota também meteu a mão grande em empréstimos camaradas, fora da lei, em banco estatal. A gestão Milei combina ladroagem e desastre econômico.
Sob tal inspiração, Flávio discursou sobre o nada. Suas palavras resumem o eixo da convenção. Todo o evento transcorreu em torno da exaltação a Bolsonaro. O ex-presidente preso por golpe de Estado apareceu num vídeo fabricado por inteligência artificial. O Zero Um falou da “responsabilidade” de carregar o glorioso sobrenome.
No auge da presepada, o rapaz precisou de lenços para enxugar as lágrimas. Com um presidente de país estrangeiro como grande atração, a convenção do PL foi mesmo borocoxô. Uma ilustração da candidatura que se debate entre flagrante de rapinagem, parceria com um sicário e alianças com a política ligada ao crime organizado.
“Lideranças” alagoanas que lá estiveram acharam tudo do carajo!
