A nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira 24 de julho, consolida dois cenários na corrida eleitoral pela Presidência. O primeiro é a liderança de Lula nas simulações de primeiro e segundo turno. O outro é a chance praticamente nula de um nome da “terceira via” brigar pela vitória. O de sempre. Em relação à pesquisa anterior, os percentuais variaram dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais.
No provável segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista aparece com 48% das intenções de voto contra 43% do Zero Um. Numa parada acirrada desde sempre, a vantagem de cinco pontos é boa notícia para o líder. Em primeiro turno, Lula tem 40% contra 32% de Flávio. Estagnados, os demais concorrentes estão lá para trás.
Ronaldo Caiado (4%), Romeu Zema (3%) e Renan Santos (3%) – que tentam representar aquela via “alternativa” – formam o bloco das candidaturas nanicas. É um desalento para a turma do tal mercado e da elite que odeia o Bolsa Família. Decepcionados com o golpista Flávio, esses setores tentam de tudo para turbinar outro nome.
Nos dias que antecederam o Datafolha, alguns institutos trouxeram números tão exóticos quanto improváveis. Num desses casos, Caiado apareceu à frente de Lula em simulado segundo turno. Em outro levantamento, Renan Santos, de uma extrema direita tosca e delirante, chegava a 9% num primeiro turno. Tudo muito esquisito.
Ao contrário dessas projeções pouco plausíveis, digamos assim, o Datafolha mostra que, em segundo turno, Lula bate Caiado: 47% a 40% na preferência dos eleitores. Contra Romeu Zema, que espalha mentiras sobre Bolsa Família e outros programas sociais, o petista marca 48% contra 40%. Outra tendência que se mantém estável.
Outra boa notícia para Lula são os números que atestam a intenção espontânea de voto, quando o eleitor não é apresentado à lista com candidatos. O presidente é citado por 30% do eleitorado, e 17% cravam o nome de Flávio. Esse também é um cenário consolidado, sem oscilações a cada rodada de pesquisa. Ruim para o filho do Jair.
Neste sábado 25, depois da reconciliação ensaiada com Michelle Bolsonaro, Flávio será confirmado como candidato na convenção do PL. O rapaz tenta escapar da onda de escândalos e da crise que tomou conta de sua campanha. Não está sendo fácil.
A campanha de Lula enfrenta o tarifaço imposto por Donald Trump e traça estratégia para explorar o enrosco de Flávio no caso Master. Soberania e “pacote de bondades” aparecem no topo das investidas do marketing do candidato. Por ora, é isso daí.
