Quem puxa aos seus degenera sempre e mais um pouco. Assim é Flávio Bolsonaro, aquele que o mercado e parte da elite nacional tentam vender como um direitista moderado. O rapaz, no entanto, não decepciona a família, não renega o DNA criminoso. Sendo quem é, filho de golpista, o pré-candidato repetiu rigorosamente a delinquência retórica do pai, ao lançar mentiras sobre as urnas eletrônicas. A estratégia é isso daí.
Mais uma vez, querem ganhar no grito. E, para isso, quanto mais confusão, melhor. Foi nesta terça-feira 21 de julho. Num evento com diplomatas estrangeiros, o Zero Um danou-se a mentir com a naturalidade própria de sua tropa miliciana. Esses cidadãos de bem não têm jeito. Batem a sua carteira e saem gritando “pega o ladrão”.
Para representantes de mais de 40 países, o pistoleiro do PL, a facção pela qual pretende disputar a Presidência da República, insinuou que as eleições no Brasil são fraudadas. Provas? Relatório da CIA, empresa venezuelana e Judiciário corrompido. Jair Messias, preso por tramar um golpe de Estado, é um patriota, uma vítima do sistema.
Como se fosse uma novela com roteirista mequetrefe, Flávio repete o ataque feito por Bolsonaro – e que o tornou inelegível pelo TSE. Como tinha de acontecer. Só pode ser de caso pensado. Em queda nas pesquisas, carimbado por escândalos em série, o sujeito busca uma forma de virar a mesa. O atalho, claro, teria de ser pela esteira da farsa.
É como pensam os representantes do bolsonarismo em Alagoas. Os mais insolentes pagam tributo aos valorosos filhos de Bolsonaro. É com esse padrão de conduta que essa gentalha vai “salvar o Brasil” das garras do PT e do comunismo. Bando de picaretas. Produtores em série de fake news e defensores de milícia e torturador.
São os mesmos que praticam o “estancamento” de pessoas e o “cancelamento de CPF” nas periferias do país. Sim, estou misturando as coisas. Ou melhor, fazendo a conexão entre as esferas que se completam. Golpistas na política partidária, matadores na “política de segurança”. Os “conservadores” e “liberais” podem se orgulhar.
Flávio Bolsonaro, o farsante perigoso, empilha falsidades sobre o processo eleitoral brasileiro porque, no fim das contas, vale tudo para tomar o poder. Nem a faixa o marginal que está preso passou ao presidente eleito. É simbólico. Bom, sabemos do que eles são capazes. Que as instituições estejam atentas e firmes na defesa da democracia.
