Cenário número um: Flávio Bolsonaro vai enfrentar novo escândalo nos próximos dias, o que pode inviabilizar de vez sua candidatura. Cenário dois: com as novas revelações pesadas sobre o “porta-voz” de Jair Messias, ele segue como candidato moribundo num roteiro ideal para Lula. Cenário três: sobre a terra arrasada, Eduardo trabalha para a derrota do próprio irmão. Nesse caso, o deputado cassado joga todas as fichas no projeto 2030, sendo ele o candidato do bolsonarismo no pós-Lula. Que loucura é essa?
Pois é. Não sou eu que estou inventando. Essas e outras projeções estão por todos os lados, em diferentes grupos, com voz e audiência no velho YouTube. De colunistas do UOL a terraplanistas da Rádio Auriverde, as ofertas contemplam todos os públicos. O curioso é a convicção de cada um na defesa de suas ideias definitivas sobre as eleições.
Um dia desses, na Globonews, Merval Pereira disse que está a caminho algo que prova a ligação de Flávio com o crime organizado no Rio de Janeiro. Assim mesmo, com todas as vírgulas, letras e frases. Não foi muito diferente do que afirmou o insuspeito Alexandre Garcia em seu canal particular. As falas de ambos repercutem sem parar.
Leandro Demori diz ter “quase certeza” de que Flávio não será candidato. Até 15 de agosto, explica, tudo pode acontecer – e vai acontecer. Pedro Dória, no canal Meio, com outras palavras, vai no mesmo roteiro. Carlos Andreazza, no Estadão e na Band News aponta igualmente para a desistência de Flávio – dado o volume de escândalos.
Seja na CNN, na Oeste, no ICL ou na Jovem Pan, entre outros veículos, o debate em pauta é este. Acabou para o candidato Flávio Bolsonaro ou ele tem sobrevida? Reparem que citei espaços de jornalismo com perfis distintos na régua entre direita e esquerda. É sinal evidente de que todo mundo percebe o perigo sobre o ainda presidenciável.
Um ponto em comum no falatório geral é o seguinte: forçado a desistir, quem seria o substituto de Flávio? Que nome pode ocupar o lugar como representante da direita – da mais extremista à supostamente moderada? Afinal, quem poderia falar em nome do bolsonarismo? Caiado e Zema? Michelle, a ex-primeira-dama? Ninguém sabe dizer.
Uma coisa é certa. Se o debate se espalhou com essa dimensão, a crise bateu nas alturas, e pode não ter volta. Ou o homem desiste ou vai assim mesmo até o fim, rumo à morte anunciada. Por isso, todas as vozes do caos sobre Flávio concordam que ele é o inimigo mais querido de Lula. Nunca houve um adversário mais desejado.
