Flávio Bolsonaro gostaria de apagar do calendário o dia de hoje, quarta-feira 15 de julho. Depois da pesquisa Quaest, com números terríveis para ele, apareceu a foto acima. Na imagem, vê-se o Zero Um fazendo sinal de tudo joia, tudo beleza. Ao lado, um parça fazendo sinal de arminha, a marca registrada da família amiga de milicianos. Flávio está à vontade, sem camisa, em clima de descontração, pegando uma praia.
O camarada que aparece na fotografia não é qualquer pessoa. Trata-se de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido no submundo do crime como Sicário. Ele foi apresentado ao Brasil quando veio a público o escândalo do banco Master. Era homem de confiança de Daniel Vorcaro. Ele se matou após ser preso pela Polícia Federal.
Mourão era o chefe de um grupo chamado A Turma. A Turma era um dos braços da quadrilha de Vorcaro, responsável pelo trabalho sujo – ameaças, intimidações e atos violentos contra quem atrapalhasse os negócios do banqueiro. Sicário é um termo associado à máfia, o equivalente a assassino de aluguel. Olha o nível da coisa!
Nesta quarta, a jornalista Juliana Dal Piva, do ICL Notícias, revelou essa foto ao Brasil. Flávio – o cidadão de bem, cristão evangélico, da tradicional família – correu às redes sociais para se explicar sobre a nova encrenca. Mais uma vez, ele acaba piorando a situação na tentativa de minimizar a gravidade dos fatos. Foi previsível na “explicação”.
Como é “muito querido”, em suas palavras, muita gente na rua pede para tirar foto com ele. Como saber da biografia de cada um? Olhando bem para a imagem, alguém acredita que esse é um encontro casual? Os súditos do bolsonarismo podem acreditar na fábula, mas é evidente que não se trata disso. É um encontro de dois amigões.
Ora, combina com a trajetória do hoje pré-candidato. Ele empregava milicianos em seu gabinete na Assembleia do Rio de Janeiro. Ele condecorou Adriano da Nóbrega, também miliciano, quando este estava na cadeia! Ser amigo do capanga de Vorcaro, portanto, está de acordo com o padrão de conduta de Flávio e sua família. É preto no branco.
Veja bem, Sicário agia em nome do banqueiro para quem Flávio pediu 134 milhões de reais a pretexto de financiar aquele filme sobre o Jair. Levou 61 milhões de reais – e não se sabe o destino dessa fortuna. As pontas estão interligadas, não é mesmo?
A extrema direita – incluindo Eduardo, Paulo Figueiredo e Sóstenes Cavalcante – saiu em ataque delinquente contra a grande Juliana Dal Piva e o ICL. Não adianta. Acachapantes, os fatos se impõem sobre a histeria dos patriotas. A imagem é irrespondível.
