O senador Renan Filho tem 49,3% das intenções de voto na disputa pelo governo de Alagoas. O ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas aparece em segundo lugar, com 43,5% das preferências do eleitorado. A vantagem do pré-candidato do MDB é de praticamente 6 pontos percentuais sobre o aspirante do PSDB. Os novos dados são do Instituto Vox Brasil e foram divulgados nesta segunda-feira 13 de julho.
Registrada no TSE, a pesquisa foi contratada pelo grupo Paraíso das Águas Comunicação, que integra as rádios 96 FM, Metropolitana e Jovem Pan News. Bem atrás, a jornalista Lenilda Luna, do partido Unidade Popular, tem 2,6% das citações. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais – aqui, um dado com especial relevância.
É um número alto. Tão alto que permite duas leituras opostas sobre o panorama apresentado. O patamar de 49,3% põe Renan Filho muito próximo de 50% mais um voto – o que lhe daria uma vitória no primeiro turno. Mas, no limite da ampla margem de erro, de quase três pontos percentuais, ele e JHC podem estar em empate técnico.
Na simulação de segundo turno, o ex-governador e ex-ministro do governo Lula tem 51,5% das intenções de voto. O ex-prefeito da capital marca 45,4%. No quesito rejeição, o quadro é mais grave para João Henrique: 28,7% dizem não votar no virtual candidato de jeito nenhum. A rejeição de Renan Filho é de 23,3%. Pode ser fator decisivo.
A divulgação de pesquisas tem sido motivo de controvérsia, não apenas em Alagoas, mas por todo o Brasil. A desconfiança e, em alguns casos, até acusações de irregularidades não são propriamente uma novidade de 2026. Pelo contrário. É uma marca nas disputas a cada dois anos. Quem fica para trás, apela para o esperneio.
O Instituto Vox Brasil Opinião e Pesquisas é uma marca consagrada no ramo, com 35 anos de atuação. Com sede em Barretos (SP), realiza levantamentos de negócios e mercado para gigantes do comércio no país. No mundo das eleições, tem pesquisas contratadas por grandes veículos, como CNN, Exame, Band, Estadão e outros.
Sim, é apenas uma pesquisa. Vamos repisar aqueles clichês obrigatórios: o que temos é uma “fotografia do momento”, e eleição é “voto na urna”. Além disso, nas abordagens espontâneas, sem lista de nomes ao eleitor pesquisado, a maioria diz não saber em quem vai votar. Pesadas todas as ressalvas, a maré está melhor para quem? Diga lá.
