Claro que se trata de vigarice política deliberada. O que mais chama atenção é como há tanta gente disposta a acreditar em balelas como esta: Brasil fora da Copa do Mundo é culpa do Lula. É claro também que esse trololó faz parte da ração periódica para manter a mobilização da bolha. É estratégia. Com o perdão pelo lugar-comum, é a pregação para convertidos. Será que isso tem efeito fora da seita bolsonarista?

O núcleo duro do bolsonarismo alagoano – sempre é bom ficarmos com os exemplos caseiros – produziu relinchos dessa categoria após o jogo entre Brasil e Noruega. Machos do jeito que são, os patriotas vomitaram aquela histeria típica desses momentos. Perdem o controle e descontam a frustração com Neymar Jr., o ídolo maior.

Foram todos saltitar em suas redes sociais, com o discursinho delinquente próprio da politicagem para enganar otários. Deputado, vereador e figuras sem mandato lamentam a derrota, mas, atenção, pedem que todos mantenham a camisa amarela pronta para a guerra eleitoral. Perderam a Copa, mas o triunfo virá com a eleição. 

Antes de aparecerem com suas papagaiadas nas redes, lustraram as ferraduras, recarregaram a pistola e deram uns gritos na patroa. Porque dentro de casa eles não têm paciência com “a mulher que vota mal pra caralho”. Foi o que disse aquela porcaria que vive nos Estados Unidos – e que é adorado pelos cabras da peste.

De fato, como já cansei de escrever por aqui, a ascensão da extrema direita – violenta, corrupta e ignorante – produz vasto manancial de matéria-prima para as ciências sociais. O aspecto rede social torna tudo mais ridículo. “Sujeito homem” agindo como moleques, querendo ser engraçadinhos em suas mensagens criminosas.

O metaverso impôs a realidade paralela – da produção de falsidades gerais às ações especificas contra adversários. É uma combinação de cafajestagem com fraude sobre todo e qualquer assunto. Do comércio ao futebol, da universidade ao carnaval, do Pix à vacina, a ordem no meio dessa gentalha é a manipulação e a farsa.

Esse comportamento está minando a aventura de Flávio Bolsonaro como candidato a presidente. Ao contrário do que dizem os pistoleiros do bolsonarismo alagoano, o Zero Um já é descartado até por uma ala do “mercado” – que sempre o bajulou.

Com uma pata na lua e outras três no pântano, a seleção dos cidadãos de bem segue espalhando suas ideias poluentes e pestilentas. Voltando ao começo para encerrar, ainda bem que, em boa medida, fica tudo onde já está, alimentando o rebanho abduzido.