A Justiça definiu uma nova data para o julgamento de Leandro Pinheiro Barros, acusado de matar a ex-esposa, Mônica Cristina Gomes Cavalcante Alves, crime ocorrido em junho de 2023, em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas.
A sessão do Tribunal do Júri, que anteriormente estava prevista para acontecer em 18 de agosto, foi remarcada para o dia 9 de novembro, conforme decisão do juiz Alberto de Almeida, titular da 5ª Vara Criminal da Comarca de Arapiraca. O julgamento ocorrerá no Auditório do Tribunal do Júri de Arapiraca.
O réu responde por feminicídio qualificado. Conforme denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime teria sido cometido por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima e em contexto de violência doméstica e familiar.
Recentemente, a defesa apresentou recurso contra uma decisão do processo, mas o pedido foi negado pelo juiz Elielson dos Santos Pereira, da Comarca de São José da Tapera, que considerou o recurso inadmissível e manteve a prisão preventiva do acusado.
Na decisão, o magistrado entendeu que não havia requisitos legais para o recebimento da apelação e determinou a continuidade da medida cautelar.
O caso foi transferido para Arapiraca por meio de desaforamento, instrumento previsto no Código de Processo Penal que permite a realização do Tribunal do Júri em outra comarca quando há risco de comprometimento da imparcialidade ou do andamento regular do julgamento.
Apesar da mudança do local da sessão, a Justiça esclareceu que a 5ª Vara Criminal de Arapiraca ficará responsável apenas pela realização do júri, enquanto os demais atos processuais e recursos seguem sob competência da Comarca de São José da Tapera.
O caso
Mônica Cristina Gomes Cavalcante Alves, de 26 anos, foi morta com um disparo no peito em 18 de junho de 2023, em frente ao Fórum de São José da Tapera, nas proximidades da residência onde morava com a família.
Segundo informações da Polícia Civil, o casal participava de uma festa junina quando teria iniciado uma discussão. O homem deixou o local e, posteriormente, o desentendimento teria continuado ao chegarem em casa, momento em que ocorreu o disparo.
Minutos antes do crime, Mônica gravou vídeos relatando que vivia um relacionamento abusivo e pedindo ajuda. Em um dos registros, afirmou temer pela própria vida.
