Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo tentam de tudo, mas acabam passando vergonha mais uma vez. Mais uma vez, essa dupla que mora nos Estados Unidos foi às redes sociais escrever misérias sobre o encontro de Lula e Trump. As falácias, algumas embaladas em teorias da conspiração, sustentavam, antes da reunião, que tudo seria um fiasco, um desastre para o presidente brasileiro. Afinal, Trump apoia Jair Bolsonaro.
Paulo Figueiredo é aquele neto do último ditador que afirmava, com orgulho, preferir cavalos a pessoas. Assim como a dupla de celerados que atua nos Estados Unidos contra o Brasil, por aqui a extrema direita reproduz o discurso de que Lula seria praticamente escorraçado pelo presidente norte-americano. Erraram na mosca.
Ao que parece, nem os mais otimistas no governo imaginavam que o encontro na Casa Branca seria tão positivo para Lula. Os dois conversaram por mais de três horas, entre reunião fechada, almoço e agenda com ministros dos dois lados. Em rede social, Trump se referiu a Lula como “o muito dinâmico presidente do Brasil”.
Enquanto isso, os fanáticos bolsonaristas se portam como se estivessem falando diretamente de algum hospício. Não importa o que aconteça, de modo claro, diante de seus olhos, eles reproduzem versões imaginárias, de algum planeta distante, sem contato com o mundo real. Um engajamento tão doentio que o sujeito perde o controle.
Desde a volta de Trump ao comando dos Estados Unidos, a extrema direita se abraçou à bandeira norte-americana, simbólica e literalmente. A questão tarifária fez a oposição a Lula soltar uivos de arrepios prazerosos. A turma foi às ruas para apoiar abertamente as retaliações contra seu país. Vai ser patriota assim na casa do baralho!
O acanalhado governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com seu boné do MAGA, é a síntese perfeita e degenerada desse fenômeno sem precedentes na história brasileira. Entreguistas sempre houve, é verdade, mas com esse grau de depravação nunca se viu. Estamos diante de algo a ser devidamente estudado no futuro.
Em contexto de alguma normalidade política, seria mais uma visita de um chefe do Estado brasileiro a um país com o qual temos relações diplomáticas sólidas e mútuos interesses comerciais. Mas como estamos do jeito que estamos, a reunião de Lula e Trump provoca brigas, distorções e infâmias motivadas por patologias ideológicas.
Assim, Lula ganhou mais uma. Está na cara. Basta querer enxergar.
