Logo depois das eleições municipais de 2024, começou o falatório sobre a corrida eleitoral seguinte, como sempre acontece no Brasil. Aqui em Alagoas, a coisa parece, algumas vezes, além da conta do razoável. Ao longo das estações de 2025, o público foi bombardeado com projeções, hipóteses e doideiras especulativas acerca de nomes para os cargos em disputa. O governo do Estado e o Senado dominam as atenções.
O ano de 2025 virou, e finalmente está aí a nova temporada de pré-campanha envolvendo velhos nomes da nossa política. Pelo volume de notícias na imprensa, a sensação era de que a esta altura estivesse tudo às claras – quem é e quem não é alternativa a aparecer nas urnas. Mas não é o que se vê até agora na superfície.
A verdade é que, como reza o clichê, até às vésperas da hora do voto, disputa eleitoral é assunto no jornalismo, passando longe do dia a dia de quem precisa pegar no batente, resolver as contas e tocar o barco. A pré-campanha pega fogo nas entrevistas, nas mesas redondas e podcasts. Tudo longe do eleitor, nos escritórios para conchavos.
Falei de velhos nomes na parada. De fato, não há novidade entre os cotados para o governo nem entre virtuais candidatos a senador. Há os veteranos e os mais jovens, é verdade, mas todos com trajetória e cargos na máquina pública, seja no Executivo, seja no Legislativo. Sempre tem algum sem-noção com papo de outsider. Nada disso.
Para o Senado, são listados Renan Calheiros, Arthur Lira, Alfredo Gaspar, Davino Filho, João Henrique Caldas, Ronaldo Lessa. Gaspar e JHC também estão nas apostas para o governo. Segundo leio de colegas analistas, JHC é 99% candidato a governador. Suas andanças pelo interior confirmam que o objetivo é o Palácio República dos Palmares.
Nesse caso, cada vez mais resolvido e sem volta – embora tudo seja relativo na política – seria uma disputa pelo governo entre o ex-prefeito JHC e o senador Renan Filho. O ex-ministro dos Transportes tenta voltar ao comando do Estado, e espera pelo adversário que ainda não assume tal condição. Em parte, um jogo de cena previsível.
Não há pesquisas recentes na quadra atual. A Justiça Eleitoral barrou levantamentos registrados, mas que estavam cheios de fragilidades – fiquemos com o eufemismo – nos dados levados ao TRE. Desse modo, pintam “pesquisas internas”, feitas por comitês, alvo de especulações talvez em nome de demandas duvidosas. Servem aos candidatos.
A imprensa espera as próximas falas “definitivas” de tops como Kelmann Vieira, Leonardo Dias e outros aventureiros da política alagoense. A 5 meses do voto, os envolvidos ainda vão às convenções, lá para julho, e depois terão até agosto para registrar as candidaturas. Quase tudo está decidido, mas não oficializado. Por aí.
