Renan Calheiros, Arthur Lira, Alfredo Gaspar e João Henrique Caldas têm uma diferença em comum com a situação de Renan Filho. Se qualquer um do quarteto citado se der mal nas urnas deste ano, fica sem mandato. Já o ministro dos Transportes, na hipótese de uma derrota, tem mais quatro anos pela frente na cadeira de senador. Por isso, ele não enfrenta o dilema que tira o sono de seus colegas na política alagoana.

Na verdade, Renan Filho nem precisa disputar a eleição. Está na confortável posição de esperar o calendário avançar para decidir. Sim, ele já manifestou a ideia de voltar a disputar o governo de Alagoas. Nas últimas semanas, viu seu nome escalar alguns degraus na possibilidade de ser candidato a vice-presidente na chapa de Lula.

JHC também poderia não disputar, ficando como prefeito de Maceió até o fim do mandato. Mas isso está longe de ser o ideal diante do quadro que se apresenta – e diante dos acordos que fez, por exemplo, com seu vice Rodrigo Cunha. Como se sabe, ele mesmo ajuda a especular seu nome tanto para o governo quanto para o Senado.

O veterano senador Renan Calheiros não tem alternativa – vai à luta para tentar renovar o mandato. Ao menos até agora, todas as pesquisas o apontam como líder na disputa pelas duas cadeiras em jogo no Senado. A diferença entre ele e os demais aspirantes já foi bem maior do que é hoje. Será, tudo indica, uma corrida cabeça a cabeça.

Agora, o drama mesmo está para Arthur Lira e Alfredo Gaspar. Eles são deputados federais e – parece um consenso universal – seriam eleitos para o mesmo cargo, até sem fazer campanha. Ocorre que ambos estão decididos a brigar por um mandato de senador. Se der a lógica na hora do voto, não há dúvidas de que um dos dois vai dançar.

Para embolar um pouco mais o cenário nessa batalha pelo Senado, ainda correm por fora o ex-deputado Davi Davino Filho e o vice-governador Ronaldo Lessa. Mesmo que sejam vistos como azarões, são nomes com potencial de voto para provocar estragos.

É por isso que tal panorama gera tantas conjecturas e as mais variadas projeções. Como escrevi em texto anterior, o engarrafamento de candidatos faz desta eleição a mais concorrida e, pode-se dizer, a mais imprevisível das últimas décadas. Pode apostar.