Ninguém mais acredita, a essa altura, que Jair Bolsonaro venha a desistir da candidatura familiar em nome de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo. Ao contrário do que cravaram alguns videntes e sabichões, segundo os quais o nome de Flávio Bolsonaro não passava de um balão de ensaio, de espuma sem consistência política, a realidade foi demolidora. Em poucas semanas, pode-se dizer que o cenário parece definitivo.
As pesquisas divulgadas até agora ajudaram o bloco do filho Zero Um do capitão a bancar a aventura da corrida presidencial. Nesta segunda-feira, novo levantamento Real Time Big Data reafirma a competitividade do senador na briga pelo Planalto. Um sinal de que Tarcísio já era é o fato de que seu nome nem foi testado na nova pesquisa.
Do lado da direita em geral, portanto, e do bolsonarismo em particular, parece não haver mais dúvidas de que a aposta para encarar o presidente Lula é mesmo o senador filiado ao PL. A disputa, para surpresa de ninguém, se projeta como duríssima, talvez com o mesmo nível de equilíbrio visto em 2022. É o que os números apontam.
Agora, se o candidato dos “patriotas” comemora seu desempenho nas sondagens ao eleitorado, Lula não tem do que reclamar. Preto no branco, os dados atestam que ele segue fortíssimo na guerra pela reeleição. Também aqui, os entendidos erraram tudo. Em qualquer cenário, o petista mantém a dianteira, com potencial de avanços.
Aos números. Nos três cenários de primeiro turno, o presidente aparece com 39% e 40% das intenções de voto. Flávio surge em segundo lugar, com 30% e 32% da preferência. Lula tem, portanto, entre oito e dez pontos a mais do que o senador. Muito atrás pintam os governadores Ratinho Junior, Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
Desse quarteto, o melhor desempenho é de Ratinho, que governa o Paraná com forte aprovação popular. Ele bate nos 10% das citações. Os demais se encaixam no intervalo entre 2% e 5% das intenções. Para eles, a parada está na categoria do impossível.
Dado como morto pelos pregadores do Apocalipse na economia e na vida dos brasileiros, Lula está mais no páreo do que nunca, visto até como capaz de levar a eleição no primeiro turno. Não é o provável. Mas que é favorito, sim, todos concordam.










