Renan Calheiros (MDB), Arthur Lira (PP), Alfredo Gaspar (União), Davi Davino Filho (Republicanos), Ronaldo Lessa (PDT), Paulão (PT) e JHC (PL). Sete nomes (com seus respectivos partidos) que estão de olho em duas cadeiras no Congresso Nacional – as duas vagas em jogo nas eleições para o Senado. Cito a lista que aparece na imprensa alagoana sendo avaliada por nossos analistas do cenário eleitoral para 2026.

Mas, nessa multidão de aspirantes, quem é de fato candidato? E quais as reais chances de cada um na briga pelo bilhete premiado? Começando pelo óbvio, a candidatura natural é daquele que tenta renovar o mandato, no caso o senador Renan Calheiros. Nas pesquisas divulgadas até agora, do ano passado para cá, ele aparece na dianteira.

Mas nada de liderança folgada. À medida que o calendário foi avançando, a diferença para os adversários foi diminuindo. Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira escalou o baixo clero e cravou lugar entre os cabeças do Congresso. Com amplos poderes no cenário local, se impõe na disputa em que joga seu futuro.

Depois de uma derrota na eleição para prefeito em 2020, Alfredo Gaspar se elegeu fácil deputado federal em 2022. Nos últimos meses, ganhou protagonismo como relator na CPI do INSS. Aliado radical do bolsonarismo, o discurso “linha dura” de combate à violência e à corrupção rende a ele o apoio passional de boa parte do eleitorado.

Para concorrer, Gaspar terá de deixar o União Brasil, que apoia Lira para o Senado. Já o ex-deputado Davino Filho também precisa vencer uma briga doméstica para viabilizar a candidatura. Ele é pressionado por Lira e pelo prefeito JHC a desistir e tentar a Câmara Federal ou a Assembleia. O jovem político diz que “não abre pra ninguém”.

A encrenca para Ronaldo Lessa e Paulão é, mais ou menos, de outra ordem. Como vice-governador, Lessa depende do movimento do governador Paulo Dantas – e das ideias do grupo sob o comando de Renan Calheiros. Lessa, que já foi deputado federal, tentou o Senado há vinte anos, mas perdeu para o ex-presidente Fernando Collor.

Petista histórico, o deputado federal Paulão terá dificuldades caso tente renovar o mandato na Câmara. Para o Senado, então, com todo o respeito, uma candidatura parece o contrato “ideal” para a derrota. Definitivamente, o PT alagoano jamais decolou.

E finalmente a dúvida sobre o destino de JHC. É certo que deixa a prefeitura até abril, como impõe a legislação, mas sem confirmar o cargo que tentará nas urnas – se o governo ou o Senado. No meio do caminho, também pode trocar o PL por outro partido.

Até as convenções do meio do ano, é bagunça, é indefinição, é suspense.