Carina Oiticica
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Consumo e comportamento pós-pandemia: que hábitos devem permanecer?

Carina Oiticica|

É certo que o mundo que conhecíamos mudou muito no último ano e nós também já não somos mais como antes da pandemia. Com isso, naturalmente, nosso comportamento e o modo de consumo também sentiram o efeito desse período e acabaram se adequando às necessárias e às involuntárias mudanças de hábito.

Coisas como a alta procura de cuidados com higiene, a preocupação com a saúde mental, a prática de exercícios e de lazer ao ar livre, a curiosidade para desenvolver novos hobbies certamente não devem ser ignoradas e devem permanecer. 

Entretanto, para você que, assim como eu, gosta de estar sempre antenado no mundo dos negócios, alguns hábitos foram impulsionados durante esse período e merecem um destaque especial e a atenção para prosperar nos futuros projetos. 

É justamente sobre eles que eu quero falar hoje e eu garanto que a nossa conversa pode ser bem produtiva, então continue acompanhando!

O seu consumidor tá on

A conectividade definitivamente chegou para ficar e quem quer se dar bem com seus negócios precisa se manter atualizado e atento a cada novidade. Nunca estivemos tão conectados como nos últimos tempos e a tendência é que nos tornemos ainda mais. O brasileiro é o segundo povo que passa mais tempo on-line, perdendo apenas para os filipinos. São mais de 10 horas diárias conectados, de acordo com o estudo realizado em uma parceria da Hoopsuite com a We Are Social em 2021.

Onde está a atenção da sua persona, você precisa focar sua comunicação criando uma presença digital relevante, produzindo conteúdo e estabelecendo estratégias por meio da Jornada de Compra. Crie uma presença digital marcante por meio de conteúdos que ajudem a sua persona, que tirem as dúvidas e que sejam úteis. 

Ascensão do e-commerce 

A revolução digital que já caminhava bem, recebeu um impulso gigantesco durante esse período de pandemia. Nesse sentido, o principal destaque vai para as plataformas de e-commerce, que se tornaram indispensáveis para boa parte das pessoas e empresas.

Com o comércio presencial fechado ou limitado nas poucas opções que puderam manter suas portas abertas, quem aproveitou para se inserir e consolidar no digital saiu ganhando e conseguiu manter a economia ativa mesmo com as dificuldades da pandemia. 

A pesquisa Webshoppers, realizada pela consultoria Ebit/Nielsen em conjunto com a Bexs Banco, traz números impressionantes: em 2020 as compras online bateram um recorde histórico no Brasil: 87 bilhões de reais, um crescimento de 41%. Engana-se quem pensa que esse novo comportamento ocorreu apenas no período das lojas fechadas, 83% dos novos consumidores disseram que voltarão a fazer as compras online. Outro dado interessante dessa pesquisa é que 55,1% das compras foram feitas por smartphones.

Long Life Learning 

Por fim, e também alinhado com os pontos acima está uma jornada constante de aprendizado. Um processo que já estava em curso, mas que foi muito potencializado com as incertezas da pandemia. Em curto período de tempo, tivemos que desenvolver ainda mais capacidades de adaptabilidade, resiliência, empatia, criatividade, flexibilidade e inovação.

Nesta crise da pandemia, vimos muitas empresas e profissionais que foram obrigados a se adaptarem à nova economia digital. Empresas que não possuíam canais de atendimento digitais, site de venda ou delivery, por exemplo, tiveram que tirar todos os projetos da gaveta e executar em tempo recorde para sobreviver à nova realidade. Quem não foi ágil para se adaptar, provavelmente fechou as portas.

Cada vez mais, as empresas precisam promover para seus públicos internos e externos trilhas de conhecimento que sejam capazes de gerar transformações positivas. Somos eternos aprendizes e estaremos sempre em uma jornada constante de aprendizado. 3 verbos devem estar em nosso dia a dia nesse novo mundo são: aprender, desaprender e reaprender.

SOBRE O AUTOR

Publicitária formada em Publicidade e Propaganda pela ESPM-SP e com pós-graduação em Comunicação Integrada e Comportamento do Consumidor pela ESPM-SP. Atuou como planejamento em agências de publicidade em SP e, em 2010, fundou a Yellow Kite em Maceió, agência digital focada em inbound marketing e 3 vezes finalista do Prêmio Melhores Agências de Resultados da RD Station.

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