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Senador Collor ironiza atos contra o presidente Bolsonaro que ocorreram neste sábado

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Num dia marcado por manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o senador alagoano e ex-presidente Fernando Collor de Melo (PROS) ironizou os movimentos isolados que ocorreram neste sábado (29) e que não atingiram as expectativas dos organizadores, mesmo nos grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.   

Collor acompanhou pela mídia nacional, as imagens dos atos contra o governo federal e com tom irônico disse que os movimentos respeitaram as medidas de isolamento social preconizadas pelas autoridades de saúde do mundo inteiro, desde o início da pandemia. O senador escreveu, em sua conta no twitter, que as manifestações deste sábado obedeceram ‘cirurgicamente’ tais recomendações.  

“Gostaria de parabenizar os participantes das manifestações de hoje contra o governo. As imagens mostram que foi obedecido cirurgicamente o distanciamento social de 5 km entre cada membro”, escreveu Collor.  

Outros políticos também comentaram o baixíssimo número de pessoas que foram às ruas contra o presidente Jair Bolsonaro, a exemplo de seu próprio filho e senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ). O parlamentar usou as redes sociais para ironizar os movimentos por todo o Brasil. 

Na legenda de uma imagem registrada por um drone, o senador escreveu: “Agora o “homi” cai”, seguida de uma hashtag que apoiava Jair Bolsonaro na presidência. Durante todo o dia de hoje, Flávio republicou mensagens que menosprezaram os movimentos pelo Brasil, além de publicações do próprio pai em que exaltava feitos à frente do governo federal. 

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) ironizou um dos atos. Ao publicar imagem de manifestantes espalhados, a parlamentar disse que o grupo não consegue “juntar gente”. “Realmente não é aglomeração. Pois vocês não conseguem juntar gente. Se tivesse 100 mil pessoas ali, seria impossível não aglomerar”, escreveu. 

O ministro das Comunicações do governo federal, Fábio Faria, ironizou os protestos ao dizer que as manifestações deste sábado são “aglomerações do bem”. Ele publicou uma reportagem do portal Congresso em Foco e criticou a abordagem do veículo sobre os atos.

“Gente, observem essa manchete e tirem suas próprias conclusões: ‘Protestos contra Bolsonaro ocorrem neste sábado com manuais de segurança’. É a boa e velha ‘aglomeração do bem'”, escreveu.

O deputado estadual Bruno Engler (PRTB-MG) criticou sindicalistas, funcionários públicos e estudantes que marcaram presença nos atos deste sábado.

“Manifestação composta por: funcionários públicos do segmento ‘fica em casa com salário em dia; sindicalistas; desesperados por dinheiro público; estudante vitalício que fica fazendo militância na universidade”, publicou o parlamentar. 

Manifestações grandes e pequenas, em sua maioria, aconteceram em mais de cem cidades neste sábado. Os atos traziam faixas e cartazes mostrando o descontentamento com a postura do presidente ante a pandemia de Covid-19 e os efeitos econômicos da crise sanitária. Os manifestantes também cobraram por vacinas para barrar a disseminação da doença viral.

O fato mais lamentável ocorreu na capital Pernambucana. O movimento que deveria ter sido pacífico, em Recife, terminou com forte repressão da Polícia Militar de Pernambuco (PM-PE), que chegou a disparar balas de borracha e usar spray de pimenta além de bombas de efeito moral contra centenas de manifestantes. Não há informações sobre presos e feridos. 

 

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