Esta é uma época de arrumar papéis, planejar, refletir sobre o que fizemos e, em especial, sobre o que podemos fazer.

Por esses dias encontrei um desses pequenos livros com vários textos curtos de uma página que versam sobre muitos temas.

Lá estava também uma das fábulas que mais gosto e que divido aqui com vocês.

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Certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio.

O escorpião vinha fazer um pedido:

"Sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?"

O sapo respondeu: "Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralizado e vou afundar.

Disse o escorpião: "Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos." 

Confiando na lógica do escorpião, o sapo concordou e levou o escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio. 

No meio do rio, o escorpião cravou seu ferrão no sapo. 

Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou: "Por quê? Por quê?"

E o escorpião respondeu: "Por que sou um escorpião e essa é a minha natureza."