Já está virando rotina. Quase que todas as vezes que vai para uma decisão, fazendo o primeiro jogo em casa, o ASA sempre perde a vantagem, tornando o jogo seguinte uma verdadeira guerra. Foi assim nos últimos campeonatos estaduais, mais recentemente pela Série C, contra o Rio Branco, e agora será contra o Icasa, após o empate de 1x1 deste domingo. É o retrospecto mais uma vez no caminho.
No jogo em que poderia partir para conquistar alguma vantagem, o Alvinegro não repetiu seus melhores momentos, mesmo jogando no Municipal com o total apoio da sua torcida, sentiu a ressaca da comemoração pela conquista de uma vaga na Série B, e por pouco não se complicou totalmente na partida contra o time cearense, que demonstrou ter um bom conjunto e muita determinação.
Com o retorno de três titulares – Paulo Foiane, Fábio Lopes e Paulão – o campeão alagoano terá mais forças para suplantar o Icasa, em Juazeiro, no próximo domingo; mas é bom adiantar que a esta altura o favoritismo fica para os cearenses.
O técnico Vica tem sido muito feliz na armação do time para jogos decisivos e o handicap adquirido nesses dois anos pode fazer a diferença.
Não seria nada mal Alagoas chega à final da Série C, o que reforçaria sua credencial para a disputa da segunda divisão em 2010.
Em tempo: fora do eixo nordestino, o Guaratinguetá sai na frente do América de Minas Gerais. Venceu o primeiro jogo por 2xs1, em casa, e vai para o segundo jogo na vantagem. A exemplo de ASA e Icasa, paulistas e mineiros disputam o direito de ir à final da Série C.
DOIS TOQUES
• Sem espaço no Santos, o destino do lateral Wagner Diniz é o Figueirense, que vem mantendo sob absoluto sigilo as negociações com o jogador alagoano, cujo passe está vinculado ao São Paulo. Wagner tem que pegar essa oportunidade de jogar pela Série B, impedido que está de atuar pela primeira divisão por já ter participado de uma transferência, neste caso do Tricolor do Morumbi para a Vila Belmiro.
• O baiano Arilson Bispo da Anunciação foi um desastre no comando de Corinthians x Botafogo, neste domingo, no Pacaembu. O árbitro marcou o que viu e não viu, inclusive pênaltis duvidosos, e validou um gol de mão assinalado pelo atacante André Lima. Mas no computo geral, o Fogão foi mais prejudicado. A Comissão de Arbitragem deve colocá-lo na geladeira, já.