Eu, Mulher Trans

Um brinde aos 5 anos do casamento homoafetivo,

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Em 5 anos mais de 20 mil pessoas disseram sim ao  amor,  e construíram  famílias com  o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

Desde  16 de maio de 2013,  LÉSBICAS ,GAYS , TRAVESTIS , TRANSEXUAIS E TRANSGENEROS podem  comemorar a conquista da realização desse sonhos, a partir da  resolução N° 175 que obriga os cartórios a realizarem o casamento homoafetivo, obriga também a conversão de união estável em casamento.

Por ser um casamento pode-se adotar o regime que melhor  interessar ao casal ,seja da comunhão parcial de bens ,da separação total ou da comunhão universal .

Caso algum cartório se negue a realizar o casamento homoafetivo,o casal pode procurar o Ministério Público ou o Juiz Corregedor que irá obrigar o cartório a realizar o casamento e ainda aplicar sanções administrativas.

Um brinde aos 5 anos do  casamento homoafetivo.

Nós LGBTI+  estamos felizes por essa conquista,

 

Por que mulheres trans não podem usar o banheiro feminino?

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Mulheres trans são mulheres e o uso do banheiro feminino é sempre um assunto que causa polêmica, principalmente no espaço de trabalho.

As afirmações de  desconhecimento sobre o que é identidade de gênero causa embates calorosos, que incitam o preconceito.

A colega de trabalho determina: o  correto é um terceiro banheiro  para uso das  trans. Além- acrescenta-   essa coisa de ser trans foge dos principais morais e da família.

Questionada se teria o mesmo procedimento  caso a trans fosse  um familiar seu  a senhora calou-se.

Para o movimento LGBT, os banheiros devem ser usados de acordo com a identidade de gênero e não de acordo com o sexo biológico.

Atualmente, não há  lei vigente que assegure o o direito de  mulheres trans utilizarem o banheiro feminino. Entretanto, já existe um movimento no Brasil em busca da aprovação de leis que garantam os direitos do público LGBT.

Por que mulheres trans não podem usar o banheiro feminino?

O que você acha?

Alagoana transexual é a primeira a ter,oficialmente, o nome social no título de eleitor.

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Com base na decisão unânime do  Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que aconteceu na quinta-feira 22,  de que travestis, transexuais e transgêneros poderão solicitar à Justiça Eleitoral a emissão do título de eleitor com seu nome social no lugar do nome civil, resolvi, como como transexual, apropriar-me  do direito e formalizei junto  ao Cartório eleitoral de CORURIPE, litoral sul de Alagoas, o que agora me garante a le. Faço uso do nome social no título  de eleitora.

Ao chegar ao cartório eleitoral de CORURIPE litoral sul de Alagoas ,eu Sophia Braz fui muito bem recebida por todos os profissionais que cintes das novas regras, fizeram a alteração, e a partir de hoje, meu  título eleitora traz meu nome: Sophia Braz .

As mulheres e homens trans conseguiram, a partir das reivindicações e lutas ,  mais uma conquista  pela igualdade de direitos.

Que nossas conquistas e lutas sejam reconhecidas por todos os brasileiros, e que um grande mal seja destruído de uma vez por todas o temido preconceito.

 Vamos a luta sempre.

Tudo vai dar certo.

Homem trans é discriminado no mercado de trabalho em Alagoas

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Cido, como é conhecido,  reside no bairro Vassouras em Coruripe, trabalha carregando e descarregando caminhão em uma loja de materiais de construção.

 Começou a trabalhar como clandestino. Hoje tem a garantia da carteira assinada.

O trabalho pesado incomoda o corpo. Cido reclama das fortes dores, de sangramentos no ouvido ,mas,em nome  da sobrevida não baixa a cabeça e acorda cedo. Vai  à luta todos os dias.

Cido, aos 44 anos,  não é alfabetizado e se entristece ao lembrar que não foi a escola. Relata que trabalha nesse ramo faz 15 anos.

Afirma desconhecer os benefícios do INSS, e lança a pergunta: Será que meu salário está correto ?

Os homens trans estão conquistando seu espaço no mercado de trabalho,mas será que homens trans ganham  iguais aos homens cis ?

Ângela viu sua filha ser apedrejada somente por ser lésbica.

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Muitas vezes, as violências transfóbica e homofóbica começam desde cedo tanto no ambiente familiar quanto escolar e evoluem para agressões sérias no espaço público. Essa é a opinião de Ângela Moisés a partir de sua experiência como integrante da Associação de Mães pela Diversidade.

Ângela, que viu sua filha ser apedrejada somente por ser lésbica, considera que a família é uma das principais, se não a principal responsável pela perpetuação do desrespeito ao outro. Como solução, a mãe lista no vídeo acima atitudes que os pais e as mães podem tomar quando precisam lidar com a notícia de que seus filhos são homossexuais.

Do ambiente familiar para as ruas, a homofobia se concretiza de diversas formas: desde comentários ofensivos e xingamentos, até atos de violência física que matam.

O Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil, da Secretaria de Direitos Humanos, apontou o recebimento, pelo Disque 100, de 3.084 denúncias de violações relacionadas à população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), envolvendo 4.851 vítimas, no período de um ano. O documento de 2012 é a fonte mais recente de dados oficias do governo sobre a violência LGBT.

Em relação ao ano anterior, houve um aumento de 166% no número de denúncias – em 2011, foram contabilizadas 1.159 denúncias envolvendo 1.713 vítimas.

O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo.

Fonte: http://www.ebc.com.br/trans

 

 

Em qual 8 de março comemoramos o dia da mulher trans?

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Eu sou mulher trans. Descobri isso desde meus 12 anos. Desde essa idade sabia e sentia que nasci em um corpo errado. Eu era uma menina nascida com corpo de menino. Eu não sou gay. Sou uma mulher trans.

O preconceito social é muito forte. Sei que não é fácil entender essa nova realidade, mas, as pessoas devem respeitar. Afinal, cada um vive a vida como sabe viver.

Todo dia tenho me transformado na pessoa que sempre sonhei ser. Uma mulher. E todo dia lutamos para  manter a vida.

O Brasil é o país que, em números absolutos, mais registra assassinatos de travestis e transexuais, segundo levantamento feito pela ONG Transgender Europe.

Conseguir emprego é uma das maiores barreiras que as trans enfrentam. Ainda segundo o Relatório da violência homofóbica no Brasil, a transfobia faz com que travestis e transexuais tenham “como única opção de sobrevivência a prostituição de rua”.

Sendo eu trans, sei bem do que se trata o preconceito. É fundamental dar voz e espaço para todas, e em qual 8 de março comemoraremos a mulher que somos?

 

“O Diplo postou minha música no Instagram dele, socorroo”- exultou Danny Bond, a trans e rapper alagoana.

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Thomas Wesley Pentz, conhecido como Diplo, é um DJ  produtor musical, rapper

cantor ,compositor,produtor executivo norte-americano  que traz o hip-hop, como uma das influências musicais.  

 Diplo é membro das bandas eletrônicas Major Lazer, formada por Diplo, Jillionaire e Walshy Fire. E Jack U,  dupla formada com o DJ  Skillex. 

O DJ internacional  está no Rio de  Janeiro, e foi de lá que postou um foto em seu instagram  tendo como legenda  um trecho  de uma música da trans alagoana Danny Bond.

“Eu sou um sapatão e vou falar do que eu gosto…”

A  foto, que está sendo repercutida em todo o mundo, já conta com mais de 10 mil comentários. Danny faz sucesso com shows por todo o país e é conhecida como a Rainha do Jacintinho.

A rapper se mostrou bastante surpresa com a citação por parte do artista internacional: “O Diplo postou minha música no Instagram dele, socorroooooo”.

E a citação ao trecho da música da rapper deixou  seus fãs empolgados e ainda  mais Danny que mandou recado para o DJ internacional: ‘Tô te esperando diplo.”

Será que vai rolar parceria musical?

Torcendo por você, Danny!

 

Brasília inaugura jardim em homenagem às vitimas da Transfobia.

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Nesta sexta-feira, 02/02, no Parque da Cidade  Dona Sarah Kubitschek, em Brasília foi inaugurado um  espaço (jardim) tendo como objetivo prestar uma  homenagem às vitimas da Transfobia.  Marina Garlen, artista e ativista do movimento LGBT que foi assassinada quando representava a Bahia em um evento do Dia Nacional da Visibilidade Trans, na capital paulista, deu  nome ao  jardim.  Marina Garlen morreu na madrugada do domingo, 31/01/2016.

O Jardim tem também um espaço dedicado a Dandara, travesti assassinada a pedradas e pauladas e disparo de arma de fogo no Ceará em 2016.

Segundo ativistas do movimento LGBT este ano já conta com mais de 17 assassinatos em todo o Brasil. Tais ações têm como objetivo denunciar a crescente onda de violência e assassinatos contra a Comunidade LGBT e buscar formas de combater tais violências.

Durante a ação foram plantadas diversas mudas de Ipês de diversas cores.

Segundo a medicina e a sociedade nasci 'menino', porém, nunca me identifiquei como tal.

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Sobre as mudanças e identidades , um texto de  Kyara Barbosa

Segundo a medicina e a sociedade nasci 'menino', porém, nunca me identifiquei como tal. Aos 11 anos já me relacionava afetivamente com meninos, não me sentia numa relação homo. Aos 14 anos Kyara nasceu, de tudo que existia dentro da caixinha, o ser mulher era o que mais se aproximava do mim.

Mesmo me sentindo realizada por assumir uma identidade feminina e viver na minha realidade essa condição, sempre senti que faltava algo.
Agora, aos 23 anos - 9 anos depois de começar minha transição - sinto que ainda estou no começo de tudo; hoje não me identifico como mulher, e muito mesmo como homem. O que sinto e o sei é que minha identidade enquanto ser humano não é limitada ao binarismo de gênero, mais sim, as possibilidades.

Continua sendo uma mulher trans que por questões politicas se reivindica travesti, mais que no fundo, essas questões de gênero é uma mera ilusão social. Posso ser livre sem ter um gênero, na verdade, se quer preciso de um.

Sou um ser humano que pensa, que respira e sente e isso me basta.
Minha voz é grossa de mais para ser feminina, e caralho, amo minha voz. Assim como minha voz, minhas medidas não cabem dentro de um padrão e é isso que eu acho lindo: é não caber em padrões. Me sinto um ser humano ilimitado, que posso ter quantas identidades quiser, quantas sexualidades bem entender e nada disso interfere diretamente no que sou.

Tem coisas que não entendo e nem quero entender, mas só sabe o sabor da liberdade aquele já foi preso.

 

A grande diva trans Jane Di Castro fará show na 16ª Parada do orgulho LGBTI+, em Maceió

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Jane Di Castro cantou Edith Piaf, na cerimônia de encerramento  do IX Prêmio de Direitos Humanos Renildo José dos Santos, organizada pelo Grupo Gay de Alagoas (GGAL) e que aconteceu no prédio da Casa do Advogado, no centro de Maceió, em 15/12.

Com 50 anos de carreira artística, a  voz de Jane Di Castro calou as outras vozes presentes.

A voz de Jane Di Castro fala de muitas de nós, mulheres trans, que para uma grande parte da sociedade, ainda somos consideradas aberrações.

Durante a cerimônia quando foi premiada, a artista, cantora e cabeleireira falou da época ditadura, do preconceito, quando não se tinha direito a nada e não podia reclamar.

Nós apanhávamos muito-disse.

Jane Di Castro falou de tortura.

Falou de Crivella, o bispo e a homofobia reinante no Rio.

Jane foi torturada na época da ditadura. E resistiu.

E mesmo diante do preconceito continua resistindo.

Estrelou vários espetáculos de sucessos.

 E se fez show.

Recentemente participou, como ela mesma, da novela Força do Querer, na Globo.

E continua a ser ela: Jane Di Castro, cujo  “destino era ser star”, no palco e na vida.

Jane Di Castro será uma das atrações  da  16ª Parada do Orgulho LGBTI+ de Maceió/AL, que acontece no domingo, 17/12, com concentração às 14 horas, em frente ao antigo Alagoinhas.

A força, a garra de Jane Di Castro nos representa.

Nós, mulheres trans.

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