Vida sexual da mulher idosa: Enfermeira fala a respeito.

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Sandra Barbosa Araújo, enfermeira, pós graduanda em Obstetrícia vem falar conosco acerca da sexualidade da mulher idosa.

     Segundo o IBGE, os idosos  - pessoas com mais de 60 anos - somam 23,5 milhões de brasileiros.

   Sandra afirma que uma das maiores conquistas culturais de um povo em seu processo de ascenção social é o envelhecimento saudável da sua população. 

      "As pessoas acham que a vida sexual da mulher idosa está acabada ou limitada por conta da idade e não é bem assim. Naturalmente, a mulher tem a tendência de acumular funções ao longo da sua vida. Com o envelhecimento e o nascimento dos netos, a mulher tende a ser engolida pelas obrigações, não enxergando mais as possibilidades de prazer", afirma a enfermeira.

       Questionada sobre as possíveis restrições, relata: "Não há nada que impeça da mulher idosa ter sua vida sexual ativa. O que é acontece é a não aceitação do corpo, das mudanças ao longo do tempo. Também pudera, a sociedade desde sempre nos ensina a odiar nossos corpos."

       "Após a menopausa ocorre uma redução da lubrificação vaginal e da circulação sanguínea para a região genital e isso pode ser corrigido apenas com a estimulação mais prolongada."

      Sandra finaliza afirmando que não há nada que impeça a plena satisfação sexual da mulher idosa e ressalta: "Contudo, não se pode descartar o uso do preservativo em todas as relações."

         Sandra também é estudiosa acerca das relações entre HIV e terceira idade.

          Dúvidas? Facebook: Sandra Barbosa

 

 

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Cantor faz comentário machista justificando abuso sexual infantil.

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       Na manhã de hoje (14), o vocalista do grupo Raça Negra esteve ao vivo no Programa Encontro com Fátima Bernardes.

       A discussão se dava em torno do combate ao abuso sexual infantil.

       Num momento mais que oportuno para ficar calado, o cantor culpabilizou a vítima: "Hoje você vê uma menina de 12 anos, ela quer se portar como uma mulher. Mas ela é uma criança. A gente tem que prestar atenção também nessas coisas. 'Minha filha, você vai pra escola assim?', 'Na escola esse batom vai significar o que pra você?".

       Sendo interrompido pela apresentadora e rebatido por outros convidados que afirmaram que a culpa estaria no homem e jamais na criança ou pela forma como ela se veste, Luiz Carlos prosseguiu: "Tô dizendo da menina por que, de uma forma chula de falar, ela é mais caçada. O menino é sempre escondido. Quando a gente perceber a atitude do cara, a gente tem que dar uma surra no cara".

        Declarações como estas fomentam duas perigosas idéias: A primeira é que a culpa é da vítima (mesmo ela sendo criança) e a de que devemos fazer justiça com as próprias mãos.

        Toda mulher é livre para ser quem e o que ela quiser.  Abuso sexual infantil não tem justificativa. Nunca!

         

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Enfermeira orienta sobre a importância do aleitamento materno.

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Gheane Basílio é enfermeira pós graduanda em obstetrícia e fala pra gente a importância e algumas orientações acerca do aleitamento materno.

 

      O Ministério da Saúde ressalta que o aleitamento materno seja exclusivo e de livre demanda até os primeiros seis meses de vida da criança, pois o leite humano é prático, acessível, pronto para ser ofertado na temperatura ideal e além de tudo ainda fortalece o vínculo entre a mãe e o bebê.

      Gheane afirma: “Toda mulher possui condições fisiológicas de produzir leite, não existe nenhuma possibilidade desse leite ser fraco ou não possuir nutrientes necessários para suprir as necessidades do recém-nascido”.

      Sobre as vantagens do aleitamento, a enfermeira fala: “São inúmeras vantagens, tanto para a mãe, quanto para o bebê, protegendo a mãe durante puerpério, da depressão pós-parto, controle de peso. Favorece para ambos a troca de carinhos, uma comunicação com olhares repletos de satisfação.

     “Com o aleitamento materno exclusivo é possível prevenir doenças oportunistas e aumenta a defesa do corpo, além agir na produção de anticorpos que previnem alergias, infecções, diabetes, obesidade, desnutrição, entre outros.”

 

Como a família pode ajudar neste processo?

 

     “Quando nós falamos sobre o aleitamento materno, a mulher precisa de uma rede de apoio que contribua para que o aleitamento aconteça de forma tranquila, oferecendo condições físicas e psicológicas para incentivar a mulher a continuar amamentando para que esta siga firme em seu propósito com autonomia e o empoderamento necessário”, ressalta Gheane.

      É importante ainda salientar que o apoio nesta fase puerperal deve se fazer presente, para que o aleitamento materno seja contínuo, sem que haja introdução do leite artificial na etapa em que o bebe mais necessita, que é o desenvolvimento no inicio de vida.

     Sempre preocupada com os outros, Gheane Basílio lembra que é importante doar sempre que puder ao Banco de Leite Humano da Maternidade Santa Mônica, para que este tenha subsídios suficientes para fornecer alimento para outras mães que por alguma razão não conseguem amamentar seus filhos.

     Questionada sobre seu recado às mulheres, Gheane fala com sua voz serena: “Não desistam! Vocês conseguem! Apoiem as mulheres do seu convívio”.

 

      Gheane vivencia 18 anos de atuação em maternidades. Tem a humanização como o pilar de sua assistência. É um exemplo de profissional no que concerne a valorização da vida e no tratamento adequado as pessoas​​​​​, sobretudo às mulheres.

 

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Mulheres no tatame: O glamour por trás do Kimono

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Tatiana Rocha, praticante de jiu-jitsu e judô, conta para nós sobre os que é ser mulher com braços fortes e técnica. Vamos aprender com esta pequena-gigante?

  “Eu luto há mais de quatro anos. O esporte veio para a minha vida como uma válvula de escape. Foi um momento difícil e algumas pessoas ao meu redor estavam em um quadro depressivo, eu terminava absorvendo muito e o jiu-jitsu foi a forma que eu encontrei de não adoecer também.”

  Questionada acerca do preconceito, Tati fala que ele existe mas que este geralmente vem por pessoas que não conhecem o esporte ou por novatos. :”A minha equipe tem um acolhimento e um cuidado muito especial com nós, mulheres. Alguns novatos ficam com medo de treinar com meninas porque ficam com medo de tocar em alguma parte íntima sem querer ou de machucar.” Tatiana complementa, sorrindo: “E também tem aqueles, que geralmente são recém chegados, que temem ser finalizados ou não aceitam alguma instrução. Afinal, eu sou mulher, né?!”

  Sobre os benefícios gerais, afirma: “É uma forma dinâmica de sair do sedentarismo, de descarregar  energia acumulada pelo estresse cotidiano, bem como o esporte ajuda no controle da impulsividade e para nós, mulheres, é também um mecanismo de autodefesa e superação dos limites pessoais.

  Tatiana é um exemplo de garra, disciplina, amor ao esporte,respeito ao próximo e sobretudo de superação.       Uma grande lição de que sim, nós podemos! E podemos fazer sem perder o glamour, assim como ela e seus   dez lindos kimonos banhados com o suor de uma mulher que acredita em si.

   Foto: João Marcelo

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A mãe de um suicida: A grandeza da vida ensinada através dele.

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Totolinha Costa é uma mulher irreverente. Linda. Cheia de Personalidade. Carioca e comerciante, foi mãe aos 18 anos do seu único filho, seu bebê Lucas. Hoje ela conta para nós sua trajetória do luto a luta pela valorização da vida após o suicídio de seu rapaz.

 

“Lucas desistiu de viver no dia 30/04/16 aos 20 anos. Na verdade eu não sei o que o levou a tomar esta decisão mas eu aceitei e após a minha aceitação, de imediato eu me perdoei e fui capaz de perdoar ele também”. Afirma Totolinha.

Eu, Carla, ingenuamente a pergunto como conseguiu encontrar forças. Totolinha gargalha e diz: ”Força é uma coisa que eu não acho que tenho...A partir do momento que você encontra teu filho morto você tem duas opções: Ou você morre também ou você encara de frente.Sempre fui assim e acho que o danado do Lucas sabia bem disso e deve ter pensado: ‘minha mãe vai aguentar ’ E de fato ele estava certo”

“Quinze dias após fui para um grupo chamado GAME (GRUPO DE APOIO A MÃES E PAIS ENLUTADOS) e lá me ensinaram a viver um dia de cada vez e a vencer a dor pelo amor”.

Sobre como ela lida com isso, a mãe do Lucas afirma: “Eu acredito em reencarnação então a certeza que meu bebê vive é enorme. Em um ano e quatro meses tenho umas cartas e alguns recados que ele me mandou psicografados (através de Fernando Ben e as Cartas de Fátima, em Sepetiba - RJ) e isso me fortalece e me faz ter equilíbrio na montanha russa que tem sido a minha vida”.

Questionada sobre ajudar outras mães, responde: “Eu não sei se consigo ajudar outras mães na mesma situação que a minha. Mas gostaria muito de abraçar cada uma e dizer que sei da sua dor, do tamanho da saudade que dilacera nossas almas e falar para elas viverem um dia de cada vez e tentarem vencer a dor pelo amor.”

Ela me diz: “Carla, não esqueça de dizer que eu sou a mãe do Lucas hoje e pra todo o sempre e que nada vai tirar isso de mim e que essa separação um dia vai acabar e vamos voltar a nos zuar muito! Diga também que a morte não é nada para quem ama verdadeiramente.”

Totolinha finaliza dizendo, com toda sua alegria: “Ameeee, abrace, beije, e não tenha vergonha de dizer que ama a quem quer que seja.” E cantarola ao meu ouvido com seu largo sorriso uma música da cantora Pitty:

“Não deixe nada pra depois, não deixe o tempo passar

Não deixe nada pra semana que vem

Porque semana que vem pode nem chegar..”

E eu, emocionada, desligo o telefonema encantada com a grandeza desta mulher que transformou seu luto em luta. Movida pelo amor, Totolinha nos ensina. E nos comove. E nos inspira.

PS: Ao final desta máteria, Totolinha me chama e diz:"Carla, juntas somos mais fortes e lembre-se de ser feliz.. só por hoje. Pois podemos escapar da morte várias vezes, mas da vida e sua grandeza, não escapamos e ela está dentro de cada uma de nós."

Precisamos falar sobre suicídio, independentemente do Setembro ser Amarelo.

Facebook: Totolinha Costa

 

 
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A violenta idéia de que ser mãe é suportar tudo.

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    A maternidade chega ao nossos braços quase que obrigatoriamente desde a primeira boneca que ganhamos na infância. Enquanto os meninos costumeiramente brincam com objetos e jogos que estimulam a cognição, lá estamos nós: Cheias de filhos e panelinhas.

     O fato é que a sociedade é cruel quando substituímos nossas bonecas por filhos de verdade. Caem em nossos ombros a maior parte da obrigação, romantizam quando o homem não cumpre o seu papel e precisamos suprir sua falta e acham que nosso fado é suportar absolutamente tudo simplesmente por sermos mães.

      Não se importam se a nossa saúde mental está sendo prejudicada. Não se importam se o filho ingrato feriu a alma de uma família inteira. Quase nunca perguntam a uma mãe se ela está bem ou se precisa de ajuda, como se sua sina fosse ser engolida e sobrecarregada dia após dia pelo vínculo materno.

      Ninguém questiona, protege a mulher ou faz isso com os homens.  

      Filhos podem ser abusivos. Tóxicos. Algozes. Manipuladores. Sujeitos ativos no processo de adoecimento.

       (Na mesma proporção que os pais também pode ser, é verdade).

      Mas quem vai ter o olhar amoroso sobre uma mãe que sofre e vai entender que ela é um ser humano com limites e limitações como qualquer outro?! Quem vai ouvir seu pedido de ajuda? Quem?

       Por um feminismo que acolha também as nossas mães. Facebook: Carla Perdigão;

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O parto da mulher surda e a violência da falta de comunicação.

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Esivete Javarotti é enfermeira e estudante de libras e vem contribuir suscitando uma discussão necessária: Quem consegue entender as mulheres surdas na maternidade?

       "O parto é um evento único, transformador e cheio de significados individuais. Também pode ser um evento dolorido e repleto de medos e ansiedades se esta mulher não for devidamente acolhida no seu pré-natal", afirma Esivete.

        A enfermeira fala ainda do alto grau de constrangimento da mulher surda ao dar entrada na maternidade e esta não conseguir uma comunicação direta com a equipe: "Não podemos ignorar sua existência. Fornecer uma assistência segregadora é fomentar as desigualdades, é colocar a mulher surda numa condição de extrema submissão, muito longe do protagonismo e do empoderamento que a mulher precisa assumir neste contexto, é praticar a violência obstétrica de não comunicá-la sobre os procedimentos e não perguntar seus desejos,vontades e sentimentos."

      Javarotti ressalta ainda sobre a importância de sensibilização da sociedade para o assunto: "É um absurdo que o serviço de saúde não esteja pronto pra receber pessoas surdas e que ignorem esta realidade de tal forma que deixem, muitas vezes, a mulher vulnerável a decisões que seriam unicamente dela, nas mãos de seus familiares."

       Finaliza, emocionada: "Quem se preocupa em entender e acolher estas mulheres?"

       Dúvidas? Facebook: Esivete Batista

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Queimaduras em crianças: O que fazer? Enfermeira orienta.

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Cacicleide Luísa é enfermeira, pós graduanda em Urgência e Emergência e fala para nós sobre os cuidados com queimaduras em crianças.

Cacicleide afirma que a curiosidade faz parte do universo da criança e que é característico do desenvolvimento infantil a exploração pelo desconhecido. O Sistema Único de Saúde (SUS), no período entre 2013 e 2014, registrou mais de 15 mil casos de internações por queimadura em crianças com idade entre 0 e 10 anos. Entre os incidentes mais comuns nas crianças de até seis anos de idade estão as escaldaduras, que são causadas pelo contato com líquidos quentes.

A enfermeira enfatiza ainda quais saõ ações para evitar acidentes com queimaduras:

  • Mantenha a criança longe da cozinha e do fogão, principalmente durante o preparo das refeições;
  • Cozinhe nas bocas de trás do fogão e sempre com os cabos das panelas virados para trás, para evitar que as crianças entornem os conteúdos sobre elas
  • Quando estiver tomando ou segurando líquidos quentes, fique longe das crianças;
  •  Não deixe as crianças brincarem por perto quando você estiver passando roupa nem largue o ferro elétrico ligado sem vigilância. Cuidado com os fios dos outros eletrodomésticos. Se possível, mantenha-os no alto;
  •  Fogos de artifício devem ser manipulados por profissionais e NUNCA por crianças.
  • Não forre a mesa com toalhas de pontas compridas, que possam ser puxadas.
  • Não deixe fósforos, isqueiros e outras fontes de energia ao alcance das crianças;
  • Guarde todos os líquidos inflamáveis em locais altos e trancados, longe do alcance das crianças;
  • Muito cuidado com o álcool. Ele é responsável por um grande número de queimaduras graves em crianças. Guarde o produto longe do alcance delas. Não deixe que ele faça parte da brincadeira, principalmente quando já houver alguma fogueira ou chama por perto.
  •  Procure conscientizá-los sobre os perigos das queimaduras, ensinando-os algumas atitudes de prevenção.

Em caso de acidente: 

  •  O mais importante é interromper o processo de queimadura da pele, lavando o local com água corrente, em temperatura ambiente, de preferência por tempo suficiente até que a área queimada seja resfriada.
  •  Também é importante buscar o auxílio de um profissional de saúde no posto de atendimento mais próximo do local do acidente, para que sejam tomadas as providências necessárias para o sucesso da recuperação e também para evitar o agravamento da lesão.
  • Se não houver Posto de Saúde nas proximidades, deve-se acionar os serviços de socorro do SAMU e do Corpo de Bombeiros ou procurar uma Emergência hospitalar.
  •  Os contatos pra ligação gratuita são: Samu 192 e Bombeiros 193 Algumas medidas devem ser tomadas quando houver queimaduras:
  •  Jamais aplique margarina, café, urina, pasta de dentes, clara de ovo, pomada ou qualquer outra substância na região, pois isso pode agravar a lesão.
  •  Não tente estourar as bolhas provocadas pela queimadura. Elas se manifestam nas queimaduras de segundo grau e devem ser manuseadas apenas por um profissional especializado. Ou seja, não devem ser rompidas, estouradas ou mesmo esvaziadas com uma agulha. Se houver necessidade de cobrir o ferimento a caminho do serviço de Saúde, o indicado é envolvê-lo num pedaço de pano limpo.
  • Tecidos ou materiais que grudam no ferimento, como o algodão, deve ser evitado. O paciente queimado não deve retirar a roupa que estiver usando, ainda que houver sido atingida pelo fogo. O ideal é molhar a vestimenta e permanecer assim até a chegada ao pronto-socorro, para evitar que as bolhas estourem e que a pele seja arrancada.
  • Outro cuidado é retirar acessórios, como pulseiras e anéis, pois o corpo incha naturalmente após uma queimadura e esses objetos podem ficar presos.
  • As queimaduras variam de acordo com a profundidade da lesão e são classificadas em 1º, 2º e 3º grau. As de 1º grau deixam o local vermelho e não provocam bolhas. As de 2º grau atingem uma camada mais profunda da pele, provocam bolhas e precisam ser avaliadas por um profissional, afirma Cacicleide. 

Dúvidas? Facebook: Cacicleide Luisa  Instagram: @cacicleide

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A importância da verticalização do parto para o empoderamento da mulher.

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     Antigamente o ato de nascer se dava em ambiente familiar, onde era uma celebração feita por mulheres do convívio da parturiente, sempre comandado por uma parteira tradicional da comunidade. No ano de 1593, Dr. Eucharius Rosslin, um médico alemão publicou o primeiro manual de gestação intitulado “The Rose Garden for Pregnant Women and Midwifes” (O jardim rosa para mulheres grávidas e parteiras). Tal livro, que foi campeão de vendas durante 200 anos, dedicava-se a explicar normas e condutas que a mulher deveria adotar durante a gestação e o parto. Não obstante, seus doze capítulos se preocuparam ainda em macular a reputação das parteiras.

      Logo em seguida, os médicos criaram o primeiro instrumento obstétrico: o fórceps. Criado com o intuito de atribuir função a figura masculina especializada e acelerar o processo fisiológico, seu uso foi instituído e para que houvesse melhor desempenho do objeto, era necessário que a mulher permanecesse deitada, de pernas abertas, com um foco de luz dirigido, sendo reduzida somente a seu aparelho reprodutor.

     A partir do século 19, ficou quase que obrigatório o parto no ambiente hospitalar. O patriarcado havia vencido. Afinal, seria absurdo que uma prática milenar dirigida por mulheres pudesse continuar dando certo longe de seus olhos. A literatura fala ainda de fatos históricos que teriam contribuído para tal mudança de posição, a exemplo da curiosidade do Imperador Júlio César que exigiu que a mulher fosse deitada para que ele pudesse ver o momento do nascimento do seu herdeiro.

    O fato é que em muitos lugares ainda estamos deitadas. Súditas. Vulneráveis. Sujeitas passivas das mãos e procedimentos que determinam como iremos parir e como irão nascer.

     Com movimentos limitados, a posição deitada – além de agir contra a gravidade - coloca a mulher numa condição de submissão. Sem direito de escolha e sem o conhecimento do que está sendo feito, a mulher simplesmente se resigna e aceita.

     Muito distante do que as boas práticas preconizam, a posição em que a mulher vai parir muito fala sobre a sua assistência recebida. Profissional, respeite- a. Verticalize-a. Empodere-a!

      Moça, levante-se!

 

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Doula: o que é e quais os seus benefícios para a mulher?

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     A palavra Doula vem do grego e significa “mulher que serve”, sendo hoje utilizada para referir-se à mulher sem experiência técnica na área da saúde, que orienta e assiste a nova mãe no parto e nos cuidados com bebê. Seu papel é oferecer conforto, encorajamento, tranqüilidade, suporte emocional, físico e informativo durante o período de intensas transformações que está vivenciando.

     Usando técnicas não farmacológica( massagens e técnicas específicas), a doula ajuda a manter o protagonismo da mulher no momento do parto, fazendo deste um evento mais satisfatório possível.

     Vantagens da presença da doula:

  • Redução de 50% nos índices de cesariana
  • Redução de 25% na duração do trabalho de parto
  • Redução de 60% nos pedidos de analgesia peridural
  • Redução de 30% no uso de analgesia peridural
  • Redução de 40% no uso de ocitocina
  • Redução de 40% no uso de fórceps
  • Aumento no sucesso da amamentação
  • Interação satisfatória entre mãe e bebê
  • Satisfação com a experiência do parto
  • Redução da incidência de depressão pós-parto
  • Diminuição nos estados de ansiedade e baixa auto-estima
  • A doula NÃO realiza procedimentos médicos e NÃO discute rotinas e procedimentos.
  • A Organização Mundial de Saúde recomenda desde 2001 a presença da doula no contexto do parto.

Dúvidas?! Facebook: Carla Perdigão

 

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