Juiz mantém liminar que ameaça o SUS

03666143 fb24 446e b678 ec159e089e5e

    O Conselho Federal de Medicina entrou com uma ação contra a União questionando o exercício profissional do enfermeiro e a sua capacidade de solicitar exames no contexto da Atenção Básica, bem como de interpretar seus resultados.

    Houve pedido de reconsideração da liminar e o mesmo foi negado pelo juiz federal da 20ª Vara Federal Cível do Distrito Federal.

     Portanto, a decisão se mantém válida e amordaça os enfermeiros (que correspondem, de acordo com o Conselho Federal de Enfermagem, a 500 mil profissionais em todo o território nacional).

      O coorporativismo do Conselho Federal de Medicina parece estar preocupado em manter sua hegemonia e acaba esquecendo os verdadeiros prejudicados: A população.

      Para quem não compreende a função do enfermeiro, é necessário deixar claro mais uma vez que não estamos querendo assumir atribuições que pertencem a outra categoria. Nós somos habilitados e respaldados para solicitarmos exames de acordo com os protocolos da Atenção Básica.

     A solicitação de exames de rotina e complementares é realidade consolidada no Brasil desde 1997, quando foi editada a Resolução Cofen 195/97 (em vigor). A consulta de enfermagem, o diagnóstico de enfermagem e a prescrição de medicamentos em protocolos são competências dos enfermeiros estabelecidas na Lei 7.498/1986, regulamentada pelo Decreto 94.406/1987 e pela Portaria MS 2.436/2017.

     Tal decisão corresponde a uma verdadeira afronta ao que é preconizado pelo SUS, fundamenta uma verdadeiro colapso, um desrespeito a equipe multidisciplinar e uma ofensa aos enfermeiros e a população.

      Nós não nos calaremos. Resignação não se configura uma opção para a Enfermagem neste momento. Somos muitos. Somos necessários. Lutamos juntos. Merecemos respeito e não somos inimigos ou ameaça a nenhuma outra categoria que trabalha unida pela saúde deste país.

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Enfermeiros são proibidos de solicitarem exames.

26ed2b80 6493 410f 8694 55da327af1a8

     O Conselho Federal de Medicina entrou com uma ação contra a União questionando o exercício profissional do enfermeiro e a sua capacidade de solicitar exames no contexto da Atenção Básica, bem como de interpretar seus resultados.Foi concecida uma liminar favorável que culminou na suspenção desta atribuição.

      Tal fato configura-se como uma verdadeira afronta aos enfermeiros, ao SUS, a população e aos direitos, sobretudo, das mulheres. Ora, se não podemos solicitar exames, tampouco poderemos interpretar seus resultados. Logo, um pré-natal não poderá ser iniciado pelo enfermeiro, ainda que a mulher apresente um resultado laboratorial ou de imagem positivo. 

        Justamente no mês do Outubro Rosa, não poderemos mais solicitar mamografias.

        O médico passa a ser detentor de todo o cuidado e as prejudicadas, somos nós, mulheres. Tratar a gestação somente no contexto medicalizado é encarar esta como doença e isso configura um retrocesso para o empoderamento feminino.

       Os impactos na saúde pública serão desastrosos. Enfermeiros não poderão mais realizar testes rápidos de HIV, Hepatites e  Sífilis (mesmo o país enfrentando uma nova epidemia deste último). A prevenção também será prejudicada, pois os exames citopatológicos (popularmente conhecidos como Papanicolau), realizados por enfermeiros, também estarão suspensos.

       Não estamos interessados em ocupar espaços que pertencem a outros profissionais, são atribuições diferentes que de forma equilibrada, dão certo. 

       A Enfermagem é uma categoria que está na linha de frente da saúde deste país, há séculos lutando pela valorização profissional, buscando seu espaço e cumprindo com suas demandas.

      O Conselho Federal de Medicina não legisla sobre nós e não se faz saúde sem enfermeiros.

      Sigamos na luta.

         

      

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Relacionamento abusivo: O avesso do amor.

2f43fdc0 b7ef 4d12 a9ac 62f0e53aa5ed

   

        Muito já conversamos acerca de relacionamentos abusivos e suas dolorosas maneiras.

         Compreende-se por relacionamento abusivo todo aquele que sufoca, machuca maltrata, trai, engana, controla, persegue. Também tem as suas maneiras sutis e quase sempre imperceptíveis que vem fantasiadas de "amor excessivo". Justificadas pelo sentimento exacerbado, ele nos humilha e nos mantém refém de uma sucessão de eventos adoecedores.

         O fato é que um relacionamento ruim é capaz de nos causar marcas para o resto das nossas vidas. Doloridas feridas, crônicas e difíceis de cicatrizar.

        Os abusadores - pessoas tóxicas e parasitas de sentimentos alheios - quase sempre nos deixam com a sensação de que tudo está perdido ao saírem de nossas vidas e fazem isso com o único propósito: a manutenção do nosso sofrimento que é o que os nutrem.

       Mas sempre há um recomeço. Uma saída limpa e o caminho para um amor sereno. Basta que não estejamos acomodados a dor.

           Há vida após o abuso e ela é toda nossa, prontinha para ser reescrita e vivida. Nós podemos e merecemos.

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Palestra discute autonomia da mulher na hora do parto.

8035d64f 32c2 4f22 9748 2319b53b010e

Carla Perdigão é enfermeira pós-graduanda em Obstetrícia e doula.

Irá acontecer nesta sábado (30) durante a Bienal do Livro de Alagoas, o 8º Ciclo Nacional de Conversas Negras, realizado pelo Instituto Raízes de Áfricas.

O evento acontecerá durante todo o sábado no Teatro Gustavo Leite.

Às 14h haverá uma palestra cujo tema é "Algemas: Quando elas estão presentes, ainda que invisíveis, aprisionando a autonomia das mulheres ao parir."

Tal palestra tem o objetivo de abordar temas relevantes ao contexto do parto, bem como suscitar a discussão acerca da institucionalização das prisões em outros segmentos da sociedade.

Entrada gratuita.

Vamos?!

Foto: Sombra Maceió- Everaldo Dantas

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Ciúmes excessivo não é amor.

948e3cc2 04fa 443b 9990 38fa3594ce49

           Nada desagrega tão pofundamente a personalidade quando passamos por algum relacionamento com excessos e consequentemente, abusos.

           A sociedade costumeiramente nos faz acreditar que o ciúme é produto do amor. Nos ensinam que se uma pessoa tem muito sentimento pela outra, ela gera dentro de si uma posse natural e é aí que mora o perigo: Passamos a achar normal surtos e tentativas de controlar nossas vidas.

         Nós, mulheres, somos vítimas de um feminicídio macabro e naturalizar um crime passional é também neutralizar os abusos, é simplesmente fortalecer a idéia de que é justificável a morte por conta de um ciuminho. (Se duvida, experimente colocar o termo "morte ciúmes" para pesquisar no Google).

        Controle excessivo, perseguição, falta de privacidade, questionamentos constantes, isolamento social são algumas maneiras de adoecer e estar refém a relacionamentos doentios, bem como é uma forma de transparecer através dele a necessidade de ajuda profissional. Não é normal sentir medo da pessoa a qual você se relaciona.

         "Se a pessoa que está ao seu lado se preocupa mais ONDE você está do que COMO você está, fique alerta!"

        Segue o link de uma matéria anterior sobre relacionamentos abusivos:  http://www.cadaminuto.com.br/noticia/309266/2017/09/01/sera-que-meu-relacionamento-e-abusivo-confira-doze-sinais

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

200 anos de um dos estados mais violentos para as mulheres.

82c501d8 2bf4 4a09 9717 c789d1016c9a

     Alagoas é o 11º estado brasileiro mais violento para as mulheres. A informação é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com dados de 2015.

     De acordo com a pesquisa, a taxa de mortes no estado foi de 5,4 para cada grupo de 100 mil mulheres, apresentando uma variação de 17,20% entre 2005 e 2010.

     Em 2015, O Hospital Geral do Estado (HGE)  atendeu 775 mulheres vítimas de violência doméstica e sexual, uma média de pouco mais de dois casos por dia.

     O fato é que estamos morrendo, dia após dia na terra das lagoas e ninguém parece se preocupar. A ferida entre nós está aberta e o derrame do sangue feminino alagoano continua.

    

      

    

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Vida sexual da mulher idosa: Enfermeira fala a respeito.

B00b10d4 ccef 4f18 ace9 8cf42d103ef3

Sandra Barbosa Araújo, enfermeira, pós graduanda em Obstetrícia vem falar conosco acerca da sexualidade da mulher idosa.

     Segundo o IBGE, os idosos  - pessoas com mais de 60 anos - somam 23,5 milhões de brasileiros.

   Sandra afirma que uma das maiores conquistas culturais de um povo em seu processo de ascenção social é o envelhecimento saudável da sua população. 

      "As pessoas acham que a vida sexual da mulher idosa está acabada ou limitada por conta da idade e não é bem assim. Naturalmente, a mulher tem a tendência de acumular funções ao longo da sua vida. Com o envelhecimento e o nascimento dos netos, a mulher tende a ser engolida pelas obrigações, não enxergando mais as possibilidades de prazer", afirma a enfermeira.

       Questionada sobre as possíveis restrições, relata: "Não há nada que impeça da mulher idosa ter sua vida sexual ativa. O que é acontece é a não aceitação do corpo, das mudanças ao longo do tempo. Também pudera, a sociedade desde sempre nos ensina a odiar nossos corpos."

       "Após a menopausa ocorre uma redução da lubrificação vaginal e da circulação sanguínea para a região genital e isso pode ser corrigido apenas com a estimulação mais prolongada."

      Sandra finaliza afirmando que não há nada que impeça a plena satisfação sexual da mulher idosa e ressalta: "Contudo, não se pode descartar o uso do preservativo em todas as relações."

         Sandra também é estudiosa acerca das relações entre HIV e terceira idade.

          Dúvidas? Facebook: Sandra Barbosa

 

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Cantor faz comentário machista justificando abuso sexual infantil.

B9dacc77 b2a3 424f ba52 934bf9479797

          

       Na manhã de hoje (14), o vocalista do grupo Raça Negra esteve ao vivo no Programa Encontro com Fátima Bernardes.

       A discussão se dava em torno do combate ao abuso sexual infantil.

       Num momento mais que oportuno para ficar calado, o cantor culpabilizou a vítima: "Hoje você vê uma menina de 12 anos, ela quer se portar como uma mulher. Mas ela é uma criança. A gente tem que prestar atenção também nessas coisas. 'Minha filha, você vai pra escola assim?', 'Na escola esse batom vai significar o que pra você?".

       Sendo interrompido pela apresentadora e rebatido por outros convidados que afirmaram que a culpa estaria no homem e jamais na criança ou pela forma como ela se veste, Luiz Carlos prosseguiu: "Tô dizendo da menina por que, de uma forma chula de falar, ela é mais caçada. O menino é sempre escondido. Quando a gente perceber a atitude do cara, a gente tem que dar uma surra no cara".

        Declarações como estas fomentam duas perigosas idéias: A primeira é que a culpa é da vítima (mesmo ela sendo criança) e a de que devemos fazer justiça com as próprias mãos.

        Toda mulher é livre para ser quem e o que ela quiser.  Abuso sexual infantil não tem justificativa. Nunca!

         

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Enfermeira orienta sobre a importância do aleitamento materno.

3890c840 6578 4aed 8ceb e6b44f9de74e

Gheane Basílio é enfermeira pós graduanda em obstetrícia e fala pra gente a importância e algumas orientações acerca do aleitamento materno.

 

      O Ministério da Saúde ressalta que o aleitamento materno seja exclusivo e de livre demanda até os primeiros seis meses de vida da criança, pois o leite humano é prático, acessível, pronto para ser ofertado na temperatura ideal e além de tudo ainda fortalece o vínculo entre a mãe e o bebê.

      Gheane afirma: “Toda mulher possui condições fisiológicas de produzir leite, não existe nenhuma possibilidade desse leite ser fraco ou não possuir nutrientes necessários para suprir as necessidades do recém-nascido”.

      Sobre as vantagens do aleitamento, a enfermeira fala: “São inúmeras vantagens, tanto para a mãe, quanto para o bebê, protegendo a mãe durante puerpério, da depressão pós-parto, controle de peso. Favorece para ambos a troca de carinhos, uma comunicação com olhares repletos de satisfação.

     “Com o aleitamento materno exclusivo é possível prevenir doenças oportunistas e aumenta a defesa do corpo, além agir na produção de anticorpos que previnem alergias, infecções, diabetes, obesidade, desnutrição, entre outros.”

 

Como a família pode ajudar neste processo?

 

     “Quando nós falamos sobre o aleitamento materno, a mulher precisa de uma rede de apoio que contribua para que o aleitamento aconteça de forma tranquila, oferecendo condições físicas e psicológicas para incentivar a mulher a continuar amamentando para que esta siga firme em seu propósito com autonomia e o empoderamento necessário”, ressalta Gheane.

      É importante ainda salientar que o apoio nesta fase puerperal deve se fazer presente, para que o aleitamento materno seja contínuo, sem que haja introdução do leite artificial na etapa em que o bebe mais necessita, que é o desenvolvimento no inicio de vida.

     Sempre preocupada com os outros, Gheane Basílio lembra que é importante doar sempre que puder ao Banco de Leite Humano da Maternidade Santa Mônica, para que este tenha subsídios suficientes para fornecer alimento para outras mães que por alguma razão não conseguem amamentar seus filhos.

     Questionada sobre seu recado às mulheres, Gheane fala com sua voz serena: “Não desistam! Vocês conseguem! Apoiem as mulheres do seu convívio”.

 

      Gheane vivencia 18 anos de atuação em maternidades. Tem a humanização como o pilar de sua assistência. É um exemplo de profissional no que concerne a valorização da vida e no tratamento adequado as pessoas​​​​​, sobretudo às mulheres.

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Mulheres no tatame: O glamour por trás do Kimono

C0a2d440 d9d0 47c5 bd19 9c5b51458a6b

 

 

Tatiana Rocha, praticante de jiu-jitsu e judô, conta para nós sobre os que é ser mulher com braços fortes e técnica. Vamos aprender com esta pequena-gigante?

  “Eu luto há mais de quatro anos. O esporte veio para a minha vida como uma válvula de escape. Foi um momento difícil e algumas pessoas ao meu redor estavam em um quadro depressivo, eu terminava absorvendo muito e o jiu-jitsu foi a forma que eu encontrei de não adoecer também.”

  Questionada acerca do preconceito, Tati fala que ele existe mas que este geralmente vem por pessoas que não conhecem o esporte ou por novatos. :”A minha equipe tem um acolhimento e um cuidado muito especial com nós, mulheres. Alguns novatos ficam com medo de treinar com meninas porque ficam com medo de tocar em alguma parte íntima sem querer ou de machucar.” Tatiana complementa, sorrindo: “E também tem aqueles, que geralmente são recém chegados, que temem ser finalizados ou não aceitam alguma instrução. Afinal, eu sou mulher, né?!”

  Sobre os benefícios gerais, afirma: “É uma forma dinâmica de sair do sedentarismo, de descarregar  energia acumulada pelo estresse cotidiano, bem como o esporte ajuda no controle da impulsividade e para nós, mulheres, é também um mecanismo de autodefesa e superação dos limites pessoais.

  Tatiana é um exemplo de garra, disciplina, amor ao esporte,respeito ao próximo e sobretudo de superação.       Uma grande lição de que sim, nós podemos! E podemos fazer sem perder o glamour, assim como ela e seus   dez lindos kimonos banhados com o suor de uma mulher que acredita em si.

   Foto: João Marcelo

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.
Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 comercial@cadaminuto.com.br
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 cadaminutoalagoas@hotmail.com