Em briga violenta de marido e mulher, se mete a colher.

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     Culturalmente, o bordão "Em briga de marido e mulher não se mete a colher" ganhou popularidade e como tantos outros, passamos a repeti-lo sem depositar nele maiores julgamentos de senso crítico.

     De acordo com dados recentes do Instituto Maria da Penha, a cada 7.2 segundos uma mulher é vítima DE VIOLÊNCIA FÍSICA (isso sem contar as demais formas de violências que se apresentam frente às mulheres).

   O que acontece é que num país que apresenta dados tão relevantes no que concerne a vida feminina em sociedade, é praticamente impossível levar a sério o dito popular em questão.

    No mês passado, em Curitiba, morreu Tatiane Spitzner. A advogada foi arremessada (ao que tudo indica, já sem vida) da varanda de seu apartamento. Diversos vídeos das agressões sofridas pelo seu marido e também do momento da queda passaram a circular na rede. Testemunhas informaram a polícia que ouviram os gritos de socorro de Tatiane quinze minutos antes de sua morte.

     Ela se foi. Abatida aos 29 anos pela cultura de violência que permeia a existência da mulher. Sua morte poderia ter sido evitada se passássemos a abandonar a falácia de que em briga de casal ninguém deve se meter.

     A verdade é que em briga violenta a gente precisa interferir. Os dados são assombrosos e é nossa responsabilidade estarmos atentas para que nossa vizinha, por exemplo, não vire também estatística.

     Quando há violência em uma briga de casal, a gente tem que meter a colher e também a polícia.

 

 

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Seu relacionamento te faz bem ou te maltrata?

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  Há diversas razões pelas quais casais permanecem juntos e se entregam anos a fio em relações fracassadas.

   Comodismo. Medo da solidão. Medo de enfrentar a vida lá fora quando se concebe a ideia do amor romântico ou ainda quando interiorizamos o conceito bíblico de que “o verdadeiro amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.

    Não. O verdadeiro amor não faz sofrer e tampouco ensina a suportar situações desagradáveis e degradantes - Isso é mais uma invenção do sistema patriarcal para que nós, mulheres, continuemos nos submetendo a relacionamentos tóxicos e abusivos. Ainda sobre o amor, quando este é genuíno e verdadeiro, não espera que as dúvidas do outro dissipem simplesmente porque elas jamais existirão.

    Fique com quem te assume, com quem te respeita, com quem tem a coragem para mandar as indecisões para bem longe. Fique com quem te impulsiona a crescer, com quem é capaz de te admirar sem invejar. Fique com quem tem coragem de amar, assim, preto no branco. Porque se manter ao lado de alguém repleto de hesitações é se apaixonar por uma progressão de tristes desistências.

    Se permita a um relacionamento que te liberte e jamais aprisione. Avalie se a pessoa que está ao seu lado sabe respeitar seu espaço. Reciprocidade, meus caros, é um artigo de luxo e não abra mão de ser amada em sua totalidade.

      Caso você esteja em qualquer relação que não te transborde, que te traga dúvidas, que seja permeada por joguinhos de poder, que te afaste de qualquer possibilidade de estabilidade emocional, que te arranque mais lágrimas que sorrisos, coragem! Corte laços, entregue ao universo. Estar com a cara apontada para a solidão pode ser muitas vezes doloso, mas é libertador.

     Deixo aqui meu carinho todo especial as mulheres que de alguma maneira se mantém presas a relacionamentos abusivos, as que hoje estão esperando desesperadamente qualquer migalha de afeto, as mulheres que, de tão violentadas, já perderam a fé no amor: Que a vida possa olhar todas vocês, todas nós, com um olhar mais confortador.

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O machismo silencioso que mata.

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 "Feminicídio é um termo de crime de ódio baseado no gênero, amplamente definido como o assassinato de mulheres."

O machismo, essa coisa cultural em que coloca os homens em condições superiores às mulheres, é capaz de provocar profundos danos a saúde de quem é vítima dele.

  Muitas vezes imperceptíveis pela sociedade, ele vai minando pouco a pouco a autoestima e a liberdade feminina.

  O fato é que o machismo mata um pouquinho todas as vezes que uma mulher é oprimida e colocada em condições de limite simplesmente porque a vontade masculina predomina.

  O machismo agride todas as vezes que a mulher tem sua liberdade cerceada por medo, seja de andar livremente na rua, expressar suas opiniões ou se relacionar com quem bem entenda.

  O machismo mata - e infelizmente não é só no sentido figurado da palavra - quando a mulher resolve se libertar de relacionamentos abusivos, onde egos inflados por sentimentos de posse decretam a morte pela dificuldade em lidar com a rejeição.

   No Brasil, segundo os dados, a cada duas horas uma mulher morre por morte violenta. De acordo com o último relatório da Organização Mundial da Saúde, o Brasil ocuparia a 7ª posição entre as nações mais violentas para as mulheres de um total de 83 países.

  Os consultórios psiquiátricos estão abarrotados de mulheres adoecidas por relacionamentos que muitas vezes são tão degradantes como o vício em drogas. 

   Cuidemos de nossa saúde. Protejamos nossas mulheres. Lutemos contra o machismo que mata. E mata muito.

  

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Mulheres empoderadas e o medo que elas dão.

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  Historicamente a mulher foi sempre alvo de grandes delimitações. Desde pequenas somos treinadas a não expressarmos nossos sentimentos . Silenciadas e segregadas, somos conduzidas a uma masmorra de mudez e constante supressão das nossas vontades.

   Com os avanços no que concerne a discussão de gênero presentes na última década, podemos despertar em nós a consciência e fortalecemos o debate  que nos permitiu uma adoção de novos comportamentos.

    Eis então que surge uma mulher empoderada (embora na maioria das vezes seja também uma mulher traumatizada):  Uma mulher que enxerga todas as amarras que a retém, que entende que não precisa mais andar de cabeça curvada, que argumenta, que muito pouco espera o príncipe encantado do conto de fadas. Uma mulher que se basta financeira e emocionalmente.

      A sociedade ainda não está preparada para lidar com uma mulher que mantém dedo em riste e uma língua que pretexta. E até chegar a este ponto de reafirmação, o processo é doloroso e muitas vezes solitário.

      A famosa solidão da mulher que briga faz com que assuste e afaste homens inseguros por natureza, amigos, parentes e amores. No entanto, este afastamento se dá somente em relações superficiais e controladoras.

       Amores de verdade ficarão e serão capazes de amar cada milímetro da coragem desta mulher que nada e quebra correntes. Homens se aproximarão com a certeza de que ficarão ao seu lado puramente por amor e que foram escolhidos por seu caráter, jamais por quaisquer outro motivo. Surgirá também uma rede de apoio que aprenderá a respeitar o destemor, a audácia e a valentia dela.

       Porque uma mulher empoderada põe muito medo mas também faz brotar flores de toda a maneira em quem está no seu entorno. Siga caminhando!

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A Enfermagem alagoana que sobretudo, resiste.

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     Você nunca entenderá todas as atribuições de um enfermeiro até ser ou conviver bem de perto com um. 

    Nossas ausências em nossas casas são contabilizadas a cada dia que deixamos nossas famílias e nos dispomos a cuidar de desconhecidos ou a cada vez que precisamos nos ausentar simplesmente para dormir porque nosso cansaço é quase sempre latente. 

    Estamos sempre em alerta. Somos nós que as pessoas chamam quando acaba o soro, a esperança e até mesmo a vida quando esta resiste por um fio. Eterna prontidão de verdadeiros lutadores prontos para resolver  qualquer problema.

      Anônimos. Milhares de profissionais que passam despercebidos pela falta da valorização profissional. Você certamente não saberá o nome da técnica de Enfermagem que lhe socorreu quando mais precisou mas com certeza irá falar com orgulho sobre o médico que lhe consultou.

       Desconhecidos seres que todos os dias têm suas vidas passando nas mãos dos pacientes e nunca ao contrário. Que riem e que choram. Que se apegam. Que estão em suas casas muitas vezes preocupados com aqueles que ficaram no hospital. Que quase nunca descansam.

      Estamos na linha de frente da saúde deste país, numa verdadeira trincheira. Grandes soldados que ainda que cansados, exaustos, não reconhecidos e tantas vezes sobrecarregados, nunca deixam de ser excelentes combatentes.

       Que a sociedade alagoana possa ter um olhar mais amoroso diante dos seus profissionais da Enfermagem. Que sigamos na luta pela valorização e pelo nosso espaço. Que tenhamos forças para continuarmos nossa missão e que o amanhã nos reserve melhores condições.

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A injustiça do mercado de trabalho diante da mulher trabalhadora

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           Apesar dos avanços femininos no que concerne a busca pelo espaço, o mercado de trabalho ainda soa com tom segregador e desigual para as mulheres trabalhadoras.

          Não somente pelo fato da mulher ganhar menos que os homens (embora de acordo com o IBGE, sejam a maioria com curso superior) ou estarem em menor quantidade nos cargos de chefia, por exemplo.

           De acordo com a OIT (Organização Internacionacional do Trabalho), os dados indicam que, proporcionalmente, há mais mulheres com dificuldade de encontrar trabalho do que homens – e essa tendência vem piorando. Enquanto a taxa de desemprego para os homens no mundo é de 5,2%, para as mulheres é de 6%.

        O desemprego configura, além de tudo, uma grave ameaça a independência e a liberdade da mulher. Dessa forma, não obtendo maneira de sustento para si e seus filhos, mulheres são submetidas a casamentos e relacionamentos abusivos por não terem estruturas econômicas dignas.

          Além da dificuldade de inserção no mercado de trabalho, muitas mulheres estão sobrecarregadas com os trabalhos domésticos não remunerados em função da velha idéia que diz é reponsabilidade unicamente feminina o cuidado com a casa e os filhos. 

          Relações trabalhistas em que a figura masculina é detentora do poder, quase sempre podem reproduzir o machismo das mais diversas e agressivas formas.

          Sendo assim, organizações complexas permeiam a questão feminina frente ao trabalho. Todas elas ainda muito distantes do que nós precisamos. Que nós, mulheres trabalhadoras, possamos compreender as iniquidades e sigamos na luta.

           (Neste primeiro de maio parabenizo a todas as mulheres - que estejam inseridas em empregos formais ou não - e sobretudo, enalteço as trabalhadoras da Enfermagem - enfermeiras e técnicas - que estão na linha de frente da saúde deste país).

 

 

           

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10 sinais que você está em um relacionamento abusivo

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       Relacionamentos abusivos são capazes de acontecer de maneira extremamente discreta. Sempre devastadores à personalidade e a saúde mental de suas vítimas, deixam um rastro de destruição para quem sofre na pele seus agravos.

        1. Controle e domínio constante: Exigir livre acesso ao celular do outro e suas redes sociais, não respeitar a privacidade alheia, determinar tipo de roupa a ser usada são exemplos disso.

        2. Você faz coisas contra a sua vontade ou toma muito cuidado com as palavras por medo de como ele pode reagir: Não é normal você sentir medo de quem deveria ser seu companheiro.

        3. Ele faz você sentir que a culpa por ele ser agressivo ou ameaçador é sua: Uso de argumentos semelhantes: "Você me provocou", ou "Eu só fiz isso porque eu te amo", ou ainda: "Você me tira do sério"

        4. Ele te faz acreditar que você é uma pessoa difícil de ser amada: "Se você não ficar comigo, ninguém vai saber aturar esse teu jeito".

        5. Ele "nunca te bateu" mas age sempre de forma agressiva: Lembrando que violência não é só a física. Esta pode ainda ser emocional, moral, sexual e até patrimonial.

        6. Ele tenta te afastar das suas amizades e te induz ao isolamento social: Esta é uma estratégia comum dos abusadores para fragilizar ainda mais suas vítimas e impedir qualquer tipo de pedido de ajuda.

        7. Após um desentendimento ele age com indiferença: Estratégia usada para desestabilizar e fazer com que a vítima chegue ao ponto de quase implorar por um contato.

        8. Você ouve coisas como "você é louca", que "isso é coisa da sua cabeça" ou que você está fazendo drama à toa: Isso se chama gaslighting e é o abuso emocional em que o parceiro faz com que você comece a questionar sua própria compreensão da realidade.

        9. Ele sempre é agressivo ou violento, mas toda vez promete que não vai mais fazer isso: Volta sempre arrependido e posteriormente, recomeça o ciclo do abuso.

         10. Ele tem o costume de gritar com você: Para que a violência aconteça existe um escalonamento dela. Um grito, em proporções maiores, pode se transformar rapidamente em uma agressão física.

          Se você identificou algum destes sinais em seu relacionamento, procure ajuda.

 

Carla Perdigão

Foto: reprodução

  

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Conquista do voto feminino no Brasil completa 86 anos neste sábado

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      "O dia 24 de fevereiro foi um marco na história da mulher brasileira. No código eleitoral Provisório (Decreto 21076), de 24 de fevereiro de 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, o voto feminino no Brasil foi assegurado, após intensa campanha nacional pelo direito das mulheres ao voto. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo. Fruto de uma longa luta, iniciada antes mesmo da Proclamação da República, foi ainda aprovado parcialmente por permitir somente às mulheres casadas, com autorização dos maridos, e às viúvas e solteiras que tivessem renda própria, o exercício de um direito básico para o pleno exercício da cidadania. Em 1934, as restrições ao voto feminino foram eliminadas do Código Eleitoral, embora a obrigatoriedade do voto fosse um dever masculino. Em 1946, a obrigatoriedade do voto foi estendida às mulheres."

     Somente mais de 80 anos após a conquista do voto tivemos a primeira presidenta no país. Em Alagoas, a representatividade feminina nas esferas de poder ainda é extremamene limitada. Sigamos na luta empoderadas e combativas, afinal: "Mulher bonita é a que luta" e na terra das lagoas tem resistência feminina.

        

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Enfermeira fala sobre cuidados com a pele neste carnaval.

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Crislandja Monteiro Lourenço é Enfermeira do Trabalho graduanda em Dermatologia e nos dá a sua contribuição acerca dos cuidados que devemos ter com nossa pele no período festivo.

 

De acordo com as recomendações da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), é imprescindível usar filtro solar e reaplicar a cada três horas para evitar queimaduras pelo sol nessa época do ano e, especialmente durante os desfiles dos blocos de rua.

Crislandja alerta sobre os horários recomendados à exposição solar: "Devemos estar atentos evitando o horário de pico do sol das 10h às 16h, além de usar chapéu ou boné, para evitar exposição direta do couro cabeludo aos raios solares."

Reforça ainda a importância dos cuidados com os pequenos foliões: "Os cuidados com a pele das crianças devem ser redobrados, não esquecendo de manter a hidratação, oferecendo- lhes bastante água e evitando o uso de adereços que possam ser causadores de alergia, como por exemplo, fantasias de materiais sintéticos e perucas."

De acordo com a enfermeira, o cuidado com os pés não podem ser esquecidos e estes devem estar usando sapatos confortáveis a fim de evitar calos e cortes.

"Deve-se evitar o uso prolongado de roupas e sapatos molhados que criam um ambiente propício para o surgimento de problemas específicos como a micose, por exemplo."

Crislandja reforça ainda sobre a cautela com o uso de maquiagem: "Maquiagens podem derreter ao longo do tempo de exposição ao sol e assim causar irritações na pele e nos olhos. é importante ainda que sejam usados materiais específicos para sua remoção."

“Não esquecendo também dos cuidados com os olhos. O uso de lentes de boa qualidade é necessário para protegê-los dos raios, bem como do contato com espumas tóxicas que são comuns no período carnavalesco.”

 

 

Instagram: @crislandjamonteiro / 82 98831-7672

 

 

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Você sabe a diferença entre paquera e assédio nas redes sociais?

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      Para nós, mulheres, a rua sempre se assemelhou em demasia com um campo de batalha. Todos os dias desviamos do assédio naturalizado disfarçado de paquera:É um "fiufiu" daqui, um"gostosa" de lá e um medo que é todo nosso.

      Nos bares é ainda pior. Se uma mulher resolve estar sozinha com uma amiga para tomar uma cerveja (exatamente igual os homens fazem), para muitos significa que elas estão lá a procura de envolvimento.Há situações em que se torna praticamente inviável estabelecer um diálogo de tanta interferência por parte dos homens.Trata-se do retrato de uma sociedade incapaz de aceitar uma mulher livre.

      Hoje me deparo com a postagem de uma amiga que retrata nitidamente omo configura-se o assédio nas redes sociais:

“Queria saber o que se passa na cabeça desses ômi, que vêem você comentando em uma postagem de grupo aberto e veem imediatamente solicitar sua amizade.
Mas gente...

     A diferença de um assédio realizado através de uma rede social é que este, muitas vezes, se torna ainda mais repetitivo e constrangedor pela dificuldade de ignorar ou pela vergonha de bloquear o assediador.

     A paquera ela só é saudável quando ambas as partes de mostram interessadas em interagir. Tudo o que acontecer fora disso, é assédio. Veja algumas situações:

    1- É assédio se você persegue a mulher e ela não demonstra algum interesse.

    2- É assédio se você está em uma paquera e mesmo assim você pede insistentemente fotos daquele momento privado da mulher. (Qual mulher nunca recebeu um :"Manda foto sua de agora"?)

    3- É assédio se você tenta estreitar os laços, se você ultrapassa limites.

    4- Não é assédio se você faz um elogio sincero e respeitoso mas este passa a ser quando você emite comentários grosseiros, invasivos.

    5- Não é assédio se você chama uma mulher para uma conversa normal, mas configura-se assédio quando você insiste e quando inicia, por exemplo, algum assunto de conotação sexual sem que a mulher esteja interessada.

     Migos, internet não é mais terra de ninguém. Estejam atentos aos comportamentos abusivos. 

     Moça, você não é obrigada a aturar assediadores em suas redes sociais. 

 

Foto: Reprodução / Internet

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