Você sabe a diferença entre paquera e assédio nas redes sociais?

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      Para nós, mulheres, a rua sempre se assemelhou em demasia com um campo de batalha. Todos os dias desviamos do assédio naturalizado disfarçado de paquera:É um "fiufiu" daqui, um"gostosa" de lá e um medo que é todo nosso.

      Nos bares é ainda pior. Se uma mulher resolve estar sozinha com uma amiga para tomar uma cerveja (exatamente igual os homens fazem), para muitos significa que elas estão lá a procura de envolvimento.Há situações em que se torna praticamente inviável estabelecer um diálogo de tanta interferência por parte dos homens.Trata-se do retrato de uma sociedade incapaz de aceitar uma mulher livre.

      Hoje me deparo com a postagem de uma amiga que retrata nitidamente omo configura-se o assédio nas redes sociais:

“Queria saber o que se passa na cabeça desses ômi, que vêem você comentando em uma postagem de grupo aberto e veem imediatamente solicitar sua amizade.
Mas gente...

     A diferença de um assédio realizado através de uma rede social é que este, muitas vezes, se torna ainda mais repetitivo e constrangedor pela dificuldade de ignorar ou pela vergonha de bloquear o assediador.

     A paquera ela só é saudável quando ambas as partes de mostram interessadas em interagir. Tudo o que acontecer fora disso, é assédio. Veja algumas situações:

    1- É assédio se você persegue a mulher e ela não demonstra algum interesse.

    2- É assédio se você está em uma paquera e mesmo assim você pede insistentemente fotos daquele momento privado da mulher. (Qual mulher nunca recebeu um :"Manda foto sua de agora"?)

    3- É assédio se você tenta estreitar os laços, se você ultrapassa limites.

    4- Não é assédio se você faz um elogio sincero e respeitoso mas este passa a ser quando você emite comentários grosseiros, invasivos.

    5- Não é assédio se você chama uma mulher para uma conversa normal, mas configura-se assédio quando você insiste e quando inicia, por exemplo, algum assunto de conotação sexual sem que a mulher esteja interessada.

     Migos, internet não é mais terra de ninguém. Estejam atentos aos comportamentos abusivos. 

     Moça, você não é obrigada a aturar assediadores em suas redes sociais. 

 

Foto: Reprodução / Internet

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Outras 8 formas de violência contra a mulher além da agressão física.

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A violência contra a mulher jamais será associada somente a atos físicos agressivos. Relacionamentos abusivos e consequentemente violentos têm muito em comum. Embora o abusador não tenha um perfil pré-estabelecido, os comportamentos se repetem. Confira abaixo algumas outras formas de violência:

1. Violência Psicológica: Capaz de causar profundos danos na autoestima e na saúde mental da vítima. São exemplos: Humilhações, perseguições, ofensas, chantagens, ameaças, manipulação, vigilância constante, insulto, castigos.

2. Violência Sexual: Geralmente acham que esta se limita ao estupro e não é bem assim. Configura-se como violência sexual toda e qualquer atitude machista que faça com que o homem queira ter domínio no corpo feminino. São exemplos: Quando o homem "proíbe" o uso de métodos anticoncepcionais, quando se nega fazer uso de preservativo, quando a mulher é obrigada a realizar práticas sexuais contra a sua vontade. Também é caracterizada violência sexual a mulher que tem os limites sua intimidade violados e um exemplo claro e tristemente corriqueiro é o assédio que acontece nos transportes públicos, onde alguns homens se aproveitam do tumulto para "encoxar" ou "passar a mão". Não esquecendo ainda do estupro marital, onde a mulher é coagida a prática sexual sem vontade mas somente por acreditar ser "obrigação de esposa".

3.Violência Simbólica: É aquela que reforça os papéis machistas e reforçam estereótipos pejorativos às mulheres. Ex: "Toda mulher dirige mal", "loira burra", "não é mulher pra casar", "mulher minha não faz isso"

4.Violência Patrimonial: Destruição de bens materiais ou objetos pessoais pelo cônjugue, divisão de bens que favorece o homem, não pagamento de pensão, controle sobre os gastos e dinheiro da mulher, ocultação de bens e ganhos, proibição que a mulher trabalhe.

5. Gaslighting: É uma forma de abuso psicológico no qual informações são distorcidas para favorecer o abusador ou simplesmente inventadas com a intenção de fazer a vítima duvidar de sua própria memória, percepção e sanidade mental. Exemplo: "Você está louca", "Você está criando essa situação", "Você gosta de criar problemas", "Não é nada disso que você está pensando".

6. Manterrupting: Quando um homem interrompe constantemente uma mulher, de maneira desnecessária, não permitindo que ela consiga concluir sua frase.

7. Mansplaining: Quando um homem dedica seu tempo para explicar algo óbvio a uma mulher, de forma didática, como se ela não fosse capaz de entender.

8. Bropriating: Quando um homem se apropria da mesma ideia já expressa por uma mulher, levando os créditos por ela. Exemplo: Muito comuns em reuniões de trabalho.

 

Estejamos atentas e determinadas a não aceitarmos aquilo que nos diminui.

Foto: Reprodução/Internet

 

 

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Mulheres encarceradas e a dificuldade de aceitar que presa também é gente.

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  Atualmente temos a triste realidade onde as pessoas enchem a boca para dizer com orgulho que "bandido bom é bandido morto". Trata-se, sobretudo, de um discurso de ódio reproduzido por quem não tem interesse em pensar além do senso comum.

  É fácil despejar palavras odiosas nas redes sociais. Mais fácil ainda é ignorar a reação causa-efeito de uma sociedade adoecida que empurra cada vez mais seres humanos celas adentro. Principalmente se estes seres humanos forem mulheres.

  Aproximadamente 34 mil mulheres estão em condições de privação de liberdade no Brasil. Estão povoando e se amontoando nos presídios pelas mais diversas causas (algumas nem tão diversas assim, já que aproximadamente metade delas adentram no mundo do crime em função do tráfico de drogas e através de seus companheiros).

  Quando um homem comete um crime, a sua família está quase sempre pronta para continuar lutando ao seu lado, basta fazer um comparativo nos dias de visita: as filas dos presídios masculinos estão sempre superlotadas enquanto o vazio se estabelece no entorno do Santa Luzia, aqui em Maceió. Não é comum que muitas delas sejam abandonadas: Pelos companheiros que as colocaram lá, pela família, pelos filhos e por uma sociedade inteira que acha que o mesmo crime cometido por uma mulher torna-se muito mais hediondo do que quando cometido pelo homem. (Reflexo de um arcabouço em que não permite o erro na conduta feminina).

  O fato é que a população carcerária tem crescido em progressão geométrica, colossal. A mulher presa parece ter cor, cep e fatores claramente determinantes. Mulheres pretas e periféricas com histórias de vida tão semelhantes.

  Vidas marcadas por tantos abusos e violências. Histórias escritas com lágrimas entranhadas nas digitais. A mulher presa - abandonada, esquecida, crucificada - é a mesma que traz consigo a ferida aberta de uma sociedade que não educa, não protege e nem recupera ninguém.

  E por mais que os analfabetos políticos gritem que precisa morrer, a mulher presa é aquela que resiste, que existe e que luta todos os dias pra sobreviver.

 

Foto: Enfermeira Carla Perdigão no Presídio Santa Luzia em 22/11/17, Conversas em Série: Vidas pretas, representatividades e identidades. Iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas em parceria com a SERIS (Secretaria de ressocialização e inclusão social).

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13 sinais de que você é vítima de abuso psicológico.

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       De acordo com Fernanda Vicente, o abuso emocional acontece de forma gradual e sem que a vítima perceba. Com o passar do tempo, esses padrões abusivos aumentam, fazendo com que a vítima se torne cada vez mais dependente da relação e muitas vezes se isole de amigos e familiares. O abusador utiliza de técnicas que vão desde a negação dos fatos, como “eu não quero ouvir de novo” ou “nada disso aconteceu”, passando pela banalização dos sentimentos da vítima “nossa, como você é exagerada” e “não é motivo para tanto”. O gaslighting (ex: "você está louca), tem consequências desastrosas na vida da pessoa abusada e podem gerar problemas sérios como depressão, isolamento, ansiedade e confusão mental. Confira alguns sinais:

1- Você se priva de algumas coisas por medo de como seu companheiro irá reagir;

2- Você evita tocar em alguns assuntos que considera importantes por medo de uma briga;

3- Você está sempre se desculpando ao seu parceiro;

4- Você frequentemente cria desculpas para justificar o comportamento do seu parceiro para seus amigos e sua família (ou até para si mesma).

5- Você começa a esconder informações dos seus amigos e da sua família para que não tenha que explicá-las ou inventar desculpas.

6- Você não se acha "boa o suficiente" para estar ao lado do seu companheiro

7- Ele faz de tudo para destruir sua autoestima

8- Você sabe que algo está muito errado, mas nunca consegue expressar exatamente o que, nem para si mesma.

9- Você não tem mais controle da sua vida, nem das suas vontades, nem das suas amizades e já não existe mais privacidade.

10-  Vocês possuem um relacionamento sério onde ele te trai e te culpa ou tenta justificar isso (Traição em um relacionamento monogâmico configura-se como um sério fator determinante de adoecimento emocional para quem é vítima).

11- Em algumas brigas ele te "pune" com silêncio ou desprezo

12- Você acha que ele faz um favor em estar contigo e que ninguém irá lhe querer além dele (Aquele clichê que fizeram com que a gente acreditasse: "Ruim com ele, pior sem ele").

13- Ele te faz absurdos e justifica isso em nome do "amor" excessivo que sente por ti. (Amor não maltrata, não machuca, não humilha).

 

Moça, você merece um amor limpo. Há vida após o abuso. Liberte-se!

Foto: Internet/Reprodução

       Carla Perdigão.

 

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Rivalidade feminina: Outra mulher não é sua inimiga.

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      Esqueça tudo o que lhe disseram acerca das relações entre as mulheres. Nos fizeram acreditar que éramos competitivas e rivais. E fizeram isso com o intuito de nos enfraquecer (aliás, a sociedade vêm há séculos se dedicando a ceifar de nós, mulheres, a capacidade de organizção e união)

      Nos ensinaram, ainda muito cedo, que tínhamos de estar entre as mais bonitas da classe e assim nos impuseram a obrigatoriedade de seguir determinados padrões e foram maculando nossa autoestima desde a infância.

      Nos ensinaram também que a inveja sempre estaria presente das relações femininas e assim fizeram com que a gente acreditasse que  isso seria intrínseco à condição feminina.

       Em casos de traição, somos automaticamente levadas a acreditar que a culpa é da outra mulher, nunca do homem traidor e quem de fato deveria fidelidade.(A propósito ressalto que a traição é uma forma de abuso contra a mulher porque esta é capaz de ferir profundamente a sua saúde mental).

       Todos esses esteriótopos nos levam ao isolamento, a desconfiança, a falta de articulação entre nós. Nos enfraquece frente a uma possível construção de nova realidade. Uma realidade mais limpa, justa e igualitária que tanto sonhamos.

       Somos nós por nós mesmas. Proteja as mulheres ao seu redor. Desarme-se. Ame.

       E se há dúvidas sobre a importância do fortalecimento das relações com as muitas mulheres em sua vida, imagine-se vivendo um momento muito ruim. Pense na primeira pessoa a qual você pediria socorro: Ela provavelmente será sua mãe, irmã ou amiga. Uma outra mulher igual a você.

     

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Violência contra a mulher na internet.

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        Apesar de úteis e de facilitar ambientes de troca de informação e debate, as redes sociais e outras áreas da comunicação digital têm sido também um espaço de violências contras as mulheres. 

        Dentre as  várias possibilidades de extensão das violências contras as mulheres pela comunicação digital, duas formas têm chamado atenção da opinião pública pelo número crescente de casos que chegam às delegacias e tribunais: a “pornografia de vingança” e o “cyberbullying”.

     A “cyber vingança” ou “pornografia de vingança” pode ser definida como o compartilhamento de fotos e vídeos íntimos pela internet sem autorização de todos os envolvidos ou com o propósito de causar humilhação da vítima.

      Lembrando que quando uma mulher é vítima de um crime desse tipo, ela sente três dores de uma única vez: a da traição da pessoa que você amava, a vergonha da exposição e a dor da punição social.

      Já o cyberbullying é o uso de comentários depreciativos. Pode atingir qualquer pessoa, mas, geralmente, essa forma de violência mobiliza sistemas discriminatórios, como o sexismo, o preconceito de classe, o racismo e a homofobia.

       Além disso, ainda existe a perseguição. Há uma linha extremamente tênue que separa o que é paquera e o que é assédio, sobretudo nas redes sociais.

      A legislação atual permite o enquadramento do crime de cyber vingança sob a ótica da responsabilidade civil (danos morais) e criminal. Nesta última esfera, além dos crimes contra a honra (injúria, calúnia e difamação), as mulheres vítimas adultas, se sofrerem violência psicológica e danos morais, encontram amparo na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), e as menores de idade também são protegidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

      O artigo 7º da Lei Maria da Penha tipifica como violência psicológica qualquer conduta que cause dano emocional ou prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação da mulher; diminuição, prejuízo ou perturbação ao seu pleno desenvolvimento; que tenha o objetivo de degradá-la ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição, insulto, chantagem, ridicularização, exploração, limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio.

      A Lei Carolina Dieckmann é como ficou conhecida a LeiBrasileira 12.737/2012, sancionada em 30 de novembro de 2012 pela ex presidente Dilma Rousseff, que promoveu alterações no Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei 2.848 de 7 de dezembro de 1940), tipificando os chamados delitos ou crimes informáticos.

       Em Maceió, a delegacia que ampara os crimes virtuais fica no Maceió Shopping.

       Existe violência de gênero na internet mas existe também meios legais para combate e punição. Mulher, não se cale. 

        Violência não é somente física.

 

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TRF derruba liminar que impedia enfermeiros de requisitar exames.

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A notícia foi do Conselho Federal de Enfermagem e com imensurável alegria e sentimento de justiça, a replicamos.

O  presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região acatou recurso contra a liminar da 20ª Vara Cível do Distrito Federal, que impedia a requisição de exames por enfermeiros, prejudicando o atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A liminar está suspensa até o julgamento do mérito do processo.

Recurso da Advocacia-Geral da União apontou que a liminar baseou-se em “premissas equivocadas” e representou “indevida ingerência do Poder Judiciário na execução da política pública de Atenção Básica do Sistema Único de Saúde”, gerando “grave lesão à ordem público-administrativa e à saúde pública”.

A solicitação de exames de rotina e complementares é realidade consolidada no Brasil desde 1997, quando foi editada a Resolução Cofen 195/97 (em vigor). A consulta de Enfermagem, o diagnóstico de Enfermagem e a prescrição de medicamentos em protocolos são competências dos enfermeiros estabelecidas na Lei 7.498/1986, regulamentada pelo Decreto 94.406/1987 e pela Portaria MS 2.436/2017.

A restrição imposta pela decisão liminar afetou o atendimento a milhares brasileiros, atrasando ou inviabilizando exames essenciais, inclusive pré-natais, além de interromper protocolos da Estratégia de Saúde da Família, prejudicando programas como o acompanhamento de diabéticos e hipertensos (“hiperdia”), tuberculose, hanseníase, DST/Aids, dentre outros.

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen)  permanece firme na missão constitucional de regular e fiscalizar a profissão, e continuará tomando todas as medidas judiciais necessárias para salvaguardar o pleno atendimento à população.

“O bom-senso prevaleceu. Os profissionais de Enfermagem poderão continuar fazendo o que sabem e fazem bem: cuidar da Saúde das pessoas”, comemorou o presidente do Cofen, Manoel Neri. “É uma retumbante vitória da Enfermagem e do Sistema Único de Saúde”

 

Fonte: Cofen 

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Juiz mantém liminar que ameaça o SUS

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    O Conselho Federal de Medicina entrou com uma ação contra a União questionando o exercício profissional do enfermeiro e a sua capacidade de solicitar exames no contexto da Atenção Básica, bem como de interpretar seus resultados.

    Houve pedido de reconsideração da liminar e o mesmo foi negado pelo juiz federal da 20ª Vara Federal Cível do Distrito Federal.

     Portanto, a decisão se mantém válida e amordaça os enfermeiros (que correspondem, de acordo com o Conselho Federal de Enfermagem, a 500 mil profissionais em todo o território nacional).

      O coorporativismo do Conselho Federal de Medicina parece estar preocupado em manter sua hegemonia e acaba esquecendo os verdadeiros prejudicados: A população.

      Para quem não compreende a função do enfermeiro, é necessário deixar claro mais uma vez que não estamos querendo assumir atribuições que pertencem a outra categoria. Nós somos habilitados e respaldados para solicitarmos exames de acordo com os protocolos da Atenção Básica.

     A solicitação de exames de rotina e complementares é realidade consolidada no Brasil desde 1997, quando foi editada a Resolução Cofen 195/97 (em vigor). A consulta de enfermagem, o diagnóstico de enfermagem e a prescrição de medicamentos em protocolos são competências dos enfermeiros estabelecidas na Lei 7.498/1986, regulamentada pelo Decreto 94.406/1987 e pela Portaria MS 2.436/2017.

     Tal decisão corresponde a uma verdadeira afronta ao que é preconizado pelo SUS, fundamenta uma verdadeiro colapso, um desrespeito a equipe multidisciplinar e uma ofensa aos enfermeiros e a população.

      Nós não nos calaremos. Resignação não se configura uma opção para a Enfermagem neste momento. Somos muitos. Somos necessários. Lutamos juntos. Merecemos respeito e não somos inimigos ou ameaça a nenhuma outra categoria que trabalha unida pela saúde deste país.

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Enfermeiros são proibidos de solicitarem exames.

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     O Conselho Federal de Medicina entrou com uma ação contra a União questionando o exercício profissional do enfermeiro e a sua capacidade de solicitar exames no contexto da Atenção Básica, bem como de interpretar seus resultados.Foi concecida uma liminar favorável que culminou na suspenção desta atribuição.

      Tal fato configura-se como uma verdadeira afronta aos enfermeiros, ao SUS, a população e aos direitos, sobretudo, das mulheres. Ora, se não podemos solicitar exames, tampouco poderemos interpretar seus resultados. Logo, um pré-natal não poderá ser iniciado pelo enfermeiro, ainda que a mulher apresente um resultado laboratorial ou de imagem positivo. 

        Justamente no mês do Outubro Rosa, não poderemos mais solicitar mamografias.

        O médico passa a ser detentor de todo o cuidado e as prejudicadas, somos nós, mulheres. Tratar a gestação somente no contexto medicalizado é encarar esta como doença e isso configura um retrocesso para o empoderamento feminino.

       Os impactos na saúde pública serão desastrosos. Enfermeiros não poderão mais realizar testes rápidos de HIV, Hepatites e  Sífilis (mesmo o país enfrentando uma nova epidemia deste último). A prevenção também será prejudicada, pois os exames citopatológicos (popularmente conhecidos como Papanicolau), realizados por enfermeiros, também estarão suspensos.

       Não estamos interessados em ocupar espaços que pertencem a outros profissionais, são atribuições diferentes que de forma equilibrada, dão certo. 

       A Enfermagem é uma categoria que está na linha de frente da saúde deste país, há séculos lutando pela valorização profissional, buscando seu espaço e cumprindo com suas demandas.

      O Conselho Federal de Medicina não legisla sobre nós e não se faz saúde sem enfermeiros.

      Sigamos na luta.

         

      

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Relacionamento abusivo: O avesso do amor.

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        Muito já conversamos acerca de relacionamentos abusivos e suas dolorosas maneiras.

         Compreende-se por relacionamento abusivo todo aquele que sufoca, machuca maltrata, trai, engana, controla, persegue. Também tem as suas maneiras sutis e quase sempre imperceptíveis que vem fantasiadas de "amor excessivo". Justificadas pelo sentimento exacerbado, ele nos humilha e nos mantém refém de uma sucessão de eventos adoecedores.

         O fato é que um relacionamento ruim é capaz de nos causar marcas para o resto das nossas vidas. Doloridas feridas, crônicas e difíceis de cicatrizar.

        Os abusadores - pessoas tóxicas e parasitas de sentimentos alheios - quase sempre nos deixam com a sensação de que tudo está perdido ao saírem de nossas vidas e fazem isso com o único propósito: a manutenção do nosso sofrimento que é o que os nutrem.

       Mas sempre há um recomeço. Uma saída limpa e o caminho para um amor sereno. Basta que não estejamos acomodados a dor.

           Há vida após o abuso e ela é toda nossa, prontinha para ser reescrita e vivida. Nós podemos e merecemos.

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