A história brasileira, marcada por períodos de regimes autoritários de extrema-direita como o golpe militar de abril de 1964, também guarda exemplos luminosos de combate ao fascismo.
Na Segunda Guerra Mundial, os pracinhas brasileiros foram fundamentais para a derrota das tropas de Mussolini e de Hitler na Itália. Representados por uma cobra, deu-se vazão a expressão que nomeia esta crônica.
Eles enfrentaram imensas dificuldades, superando o rigoroso inverno europeu, o terreno adverso e o ceticismo inicial.
A vitória na Batalha de Monte Castelo simboliza a coragem cívica desses combatentes esquecidos pela juventude das redes sociais.
Enquanto a extrema-direita brasileira prefere exaltar figuras como o general Brilhante Ustra — cujas sessões de tortura incluíam a infâmia de introduzir ratos nas vaginas de mulheres, sendo eleito herói por Jair Bolsonaro —, os pracinhas representam a verdadeira defesa da democracia.
Eles sim são os verdadeiros Mitos da nossa história, cuja lembrança deve unir o povo contra qualquer forma de ditadura, e subordinação do Brasil aos interesses econômicos dos Estados Unidos.
O nosso grande legado histórico é a luta intransigente contra o fascismo e o nazismo, e nunca a tortura, a violência policial e a covardia contra indefesos, que simbolizam o regime de extrema-direita, que não deve se repetir, jamais, com todo respeito aos admiradores de suas práticas cruéis.
Os pracinhas brasileiros são verdadeiros Mitos da nossa história. Devem ser lembrados e reverenciados como inspiração das famílias e pessoas de bem da nossa pátria, como verdadeiros símbolos da luta contra as ditaduras.
* Promotor de Justiça, Ex-Procurador-Geral de Justiça de Alagoas, Ex-Procurador-Geral do Município de Maceió e Mestre em Direitos Fundamentais pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
