Bolsonaristas que pregam tortura e apoiam golpe de Estado agora defendem a Constituição Brasileira. É de chorar de rir. Eis um paradoxo que não resiste a trinta segundos de informação e a imagens fartamente espalhadas internet afora. Os patriotas que pretendem, ao lado de Flávio Bolsonaro, “redemocratizar o Brasil” são os mesmos que clamavam por “intervenção militar com Bolsonaro no poder”. Danação é pouco.

Em vídeos para redes sociais, políticos com mandato gaguejam para negar o que o candidato das milícias pretende fazer: corte no salário mínimo, redução de pensões e aposentadorias e arrocho generalizado na vida dos mais pobres. É a receita de Milei na Argentina. Miséria é miséria em qualquer canto. É o “tesouraço” flaviano.

Milei, que destrói a economia de seus país e mata o povão de fome, deu a receita certinha para o Zero Um. Não é do nada que Flávio é adorado pelo topo da pirâmide, pelos donos da grana e pela entidade suprema para ele – O Mercado. Como diria Justo Veríssimo, quero mais é que pobre se exploda. Chega de Bolsa Família para vagabundo.

Assim, as duas variáveis para um governo Flávio Rachadinha se completam – programa social sem povo e povo tratado no pau de arara. Em outras palavras, “assistência social bolsonarista” e “segurança pública” inspirada em Brilhante Ustra. É o modelo ideal de “democracia” que o país tanto almeja. Como se fala por aí, tudo precificado.

Para o ministério da Fazenda, Paulo Guedes daria conta do recado. Ele mesmo, que serviu a Bolsonaro, mas não teve as plenas condições de aplicar o plano que tanto a turma esperava. Agora não haveria freios para ele eliminar empregadas domésticas em aeroporto. Pobretões viajando de avião? Não dá. Que país é esse? Volta, Guedes.

No campo da segurança e da garantia dos princípios democráticos, precisamos aliar pacifismo e pulso firme. Há nomes de sobra para comandar essa área. Todos muito qualificados. Alfredo Gaspar, Delegado Fábio Costa e Cabo Bebeto preenchem todos os requisitos. Bandido bom é bandido morto. Cancela CPF em nome de Deus!

Por que a cachorrada extremista ataca, neste momento, universidades públicas Brasil afora? Porque ouviu o apito do chefe. O campus da Ufal em Arapiraca foi um dos alvos. É um clássico. Aconteceu ao longo da história. Se Flávio Bolsonaro for eleito, no arrastão da moral e dos bons costumes, faculdades estarão livres de esquerdista e maconheiro.

Para quem dedica orações por um Brasil democrático, o modelo é isso daí.