A advogada Adriana Mangabeira, envolvida em uma confusão na qual recusou intimações, hostilizou duas oficiais de Justiça e atacou um magistrado no Fórum do Barro Duro, em Maceió, já cumpre pena de suspensão do exercício profissional aplicada pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Alagoas (OAB-AL). Além da sanção disciplinar, a profissional responde a mais de dez processos judiciais na Justiça de Alagoas, sendo acusada da prática de crimes em pelo menos oito deles.

As informações sobre o histórico da advogada foram reveladas em nota oficial divulgada pela diretoria da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis), que reagiu ao episódio registrado na última quinta-feira (8). 

Na ocasião, a advogada abordou aos gritos as servidoras em serviço público, tomou os papéis de suas mãos, arremessou-os ao chão e atribuiu irregularidades a um membro do Judiciário.

A cena foi gravada por pessoas que estavam no local e circulou nas redes sociais ao longo do dia. Nas imagens, Adriana Mangabeira alega sofrer perseguição do desembargador Tutmés Airan, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL). 

Testemunhas relataram que a advogada precisou ser escoltada por policiais para fora do prédio do Fórum da Capital após o tumulto.

Em posicionamento público, a Almagis e o Sindicato dos Oficiais de Justiça do Estado de Alagoas (Sindojus/AL) repudiaram veementemente o comportamento da profissional. 

A associação dos magistrados classificou o ato como uma afronta à dignidade do Poder Judiciário e confirmou que já adota todas as medidas cabíveis nas esferas legais para coibir a impunidade. 

O Sindojus/AL também prestou solidariedade às oficiais de Justiça e informou que tomará providências administrativas e jurídicas para resguardar as prerrogativas da categoria.

Procurada pela reportagem para prestar esclarecimentos sobre a ocorrência e o encaminhamento das apurações, a Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) informou que o Poder Judiciário não se pronunciará sobre o episódio.