Renan Filho e JHC foram à praia. Neste domingo 27 de setembro, as duas principais campanhas ao governo de Alagoas mobilizaram suas tropas à beira do mar, na “orla mais bonita do Brasil”. É a última grande caminhada dos candidatos que disputam a eleição – uma disputa, segundo as pesquisas, voto a voto. Na reta final, o empate técnico se consolidou entre os rivais, num cenário de suspense e forte tensão.
É também o último domingo de campanha, daí o esforço de ambos os lados para mobilizar o maior número possível de eleitores. Em uma semana, no próximo domingão 4 de outubro, vamos a campo escolher nosso candidato. À boca da urna, o que as candidaturas podem fazer para garantir os votos necessários na busca pela vitória?
Bala de prata. Historicamente, os últimos dias na caça aos eleitores são tomados pelo clima de apreensão e expectativa. A especulação recorrente nessa fase insinua que, de lado a lado, pode pintar uma “bomba” capaz de produzir um efeito decisivo na preferência do eleitorado. Seria a tão falada “bala de prata”, uma jogada fatal.
Essa tradição tem mais a ver com boataria do que com a realidade. Afinal, o que um candidato pode fazer – em algumas horas – que não conseguiu durante meses de campanha? Sim, pode ocorrer o inesperado, de consequências relevantes. Mas, quando isso acontece, é algo à revelia de candidatos e marqueteiros. Uma surpresa geral.
Ou seja: um acontecimento não planejado é que pode produzir estragos de última hora – como uma declaração desastrosa ou um gesto involuntário que mexe com a sensibilidade popular. Mais do que tomar alguma iniciativa temerária, o mandamento sagrado é não cometer um erro grave nesta altura. Porque não há tempo para correção.
Debate na Globo. Um compromisso para os candidatos é o último debate no primeiro turno. Em Alagoas, JHC e Renan Filho têm encontro marcado na TV Asa Branca, afiliada da Globo, nesta terça-feira 29, a partir de 22h15. Eis aí um evento que, mesmo com regras um tanto engessadas, escapa ao controle pleno dos rivais.
Com a disputa acirrada, o debate é um momento delicado para os dois adversários. Ao vivo, sem o socorro imediato da marquetagem, o principal é, de novo, evitar uma mancada evidente, uma lambança difícil de explicar depois. Se vacilar, já era.
No mais, é tocar o barco com precisão e tentar chegar ao momento do voto no comando das ações. Além disso, quanto a uma surpresa de efeitos “devastadores”, será alguma coisa tramada nos subterrâneos, fora dos atos oficiais de campanha, fora da lei. A ver.
