O réu Elias José do Nascimento foi condenado a 37 anos e seis meses de reclusão em regime fechado pelo feminicídio de sua ex-companheira, Adjane Araújo da Silva.  

A sentença foi proferida pelo juiz Rafael Maia Correa após julgamento no Tribunal do Júri realizado na quinta-feira (20), no Fórum da Comarca de Teotônio Vilela, no interior de Alagoas.

O Conselho de Sentença rejeitou a tese de absolvição e reconheceu a autoria do crime, além de acolher duas qualificadoras: o descumprimento de medidas protetivas de urgência e o emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima.  

Além da pena de prisão, o magistrado determinou o pagamento de R$ 20 mil em indenização aos três filhos de Adjane, valor solicitado pelo Ministério Público Estadual (MPAL).

De acordo com os autos do processo, o crime ocorreu na tarde de 31 de julho de 2025, no centro urbano de Teotônio Vilela.  

A vítima exercia suas funções de gari em via pública quando foi abordada pelo ex-companheiro e atingida por disparos de arma de fogo, morrendo no local.

Conforme registrado na sentença, o réu permaneceu em um estabelecimento próximo ao local de trabalho da ex-companheira aguardando o momento da abordagem.  

Elias José fugiu após o ato e foi localizado por forças policiais 48 horas depois, portando um revólver, munições e R$ 20 mil em espécie. Em depoimento prestado à polícia, ele confessou a autoria do homicídio.