Nem Aldo Rebelo, nem Joaquim Barbosa. A jogada do ex-deputado João Caldas, presidente nacional do Democracia Cristã, se revelou um tremendo fracasso. No fim de janeiro, ele lançou Rebelo como pré-candidato ao Planalto, com a velha ideia de um nome da “terceira via” – alguém capaz de romper a “polarização” entre lulismo e bolsonarismo. O pai do ex-prefeito de Maceió JHC garantia que o projeto era pra valer.

O tempo foi passando sem que a pré-candidatura mostrasse algum fôlego nas sucessivas pesquisas de intenção de voto. Ao contrário, o ex-ministro nos governos do PT não decolou do piso de 1% das citações. Em alguns levantamentos, ele nem chegava a pontuar. Os planos de João Caldas e seu nanico DC começaram a mudar.

Em maio, a surpresa: sem dar satisfação ao anunciado aspirante, Caldas apresentou nova alternativa na corrida presidencial. O nome agora é o de Joaquim Barbosa, o afamado juiz do STF que comandou o julgamento do chamado mensalão. Rebelo se revoltou com a rasteira e foi bater às portas da Justiça. O projeto virou briga feia.

Independentemente dos rumos dessa ação judicial, a encrenca para Caldas é que Barbosa também não emplacou, não causou o efeito que muitos (ou alguns) esperavam. Assim como o descartado nome anterior, JB patina com o percentual de candidatura raquítica. Ao que parece, como terceira via, os dois combinam no teto do 1% dos votos.

Depois da repercussão inicial – e do barulho que veio a seguir, com insinuações pesadas por parte de Rebelo –, o caso sumiu do noticiário. Claro que, se até coisas mais relevantes perdem espaço para a Copa do Mundo, a aventura DC-Caldas desapareceu da imprensa. Mas, em algum momento, deve retornar com o desfecho sobre o impasse.

Três semanas atrás, JB criou perfis em redes sociais e anunciou a intenção de disputar a eleição. Mas até hoje não garantiu que tomará mesmo esse caminho. Já o mandachuva no DC afirmou à Carta Capital que “não existe plano C”. Segundo ele, “é Barbosa ou Barbosa”. Na prática, no entanto, os sinais estão mais para uma investida fracassada.

Entre 20 de julho e 5 de agosto, os partidos devem realizar convenções para oficializar as candidaturas. O prazo está em cima. O DC não tem alianças com outras legendas, e a escolha de um nome para vice, por exemplo, sequer aparece em especulações. 

Joaquim Barbosa não vai embarcar numa empreitada mambembe, correndo o imenso risco de um vexame. E ainda tem Aldo Rebelo para tumultuar o cenário com a disputa judicial. Hoje, diante da doideira, essa candidatura parece eliminada.