“Me atacaram de leviana, vagabunda, adúltera. Disseram que vão matar a minha filha. Eu sou mãe de uma menina indígena. E eles simulam imagens que estão empalando a minha filha, decapitando a ela e a mim”. O relato é da senadora Damares Alves (foto), filiada ao Republicanos, uma das estrelas do bolsonarismo e da extrema direita. Ela denunciou as ameaças na Comissão de Direitos Humanos do Senado.
Tem mais. “Nesta semana eu tenho sido vítima dos mais terríveis e vis ataques. Me deram até um amante. Atacaram a honra de uma mulher dizendo que sou amante de um pastor”, acrescenta a senadora ao revelar o pesadelo que passou a enfrentar desde que explodiu a crise envolvendo a ex-primeira-dama Michelle e seu enteado Flávio Bolsonaro.
Damares se refere a “eles” como os autores dos ataques rasteiros dos quais é vítima. Ela sabe os nomes, sobrenomes e filiação ideológica de seus algozes. É o mesmo grupo que achincalha Michelle nas redes sociais, tratada como prostituta e outras classificações de mesma categoria. Quem ataca? A ultradireita rastaquera e bolsonaristas.
A senadora é aliada de Michelle e, por isso, virou alvo dos delinquentes que pregam um moralismo hipócrita e a defesa dos valores da tradicional família. Sim, quem despeja a artilharia mais abjeta sobre Damares e Michelle são seguidores fiéis do bolsonarismo raiz. Seria, como a direita gosta de acusar a esquerda, apenas vitimismo e mimimi?
Lembram do gabinete do ódio chefiado pelo perturbado Carlos Bolsonaro? É isso o que ocorre agora. Uma ação coordenada para destruir pessoas a qualquer custo. É a especialidade dessa gentalha, cristã e patriota, que tanto trabalha para salvar o Brasil da ameaça comunista. Aqui em Alagoas operam filiados e paus mandados dessa gangue.
Uma mostra de como esse lixão atua nas sombras veio a público por meio de Paulo Figueiredo, aquele vadio que acompanhou Flávio e Eduardo na visita à Casa Branca para lamber o saco de Trump. Ele falou às claras uma porção mínima do que faz nas redes por meio de parceiros camuflados em perfis falsos e outros atalhos criminosos.
Damares e Michelle provam do veneno, da imundície e do chorume dos mais íntimos aliados. São os mesmos que elas aplaudiam quando eles praticavam um tipo de sujeira semelhante contra adversários políticos de Jair Bolsonaro. Nenhuma surpresa. Este é o padrão moral dos cidadãos de bem da “nova política”. Um padrão, é claro, indigente.
