As revelações de que o senador petista Jaques Wagner está metido no escândalo do Master não tiraram votos de Lula, candidato à reeleição. É o que mostram os números da nova pesquisa Atlas Intel divulgada nesta quarta-feira primeiro de julho. Nas simulações de segundo turno, o atual ocupante do Planalto aparece com 48,8% das intenções de voto, contra 42,3% de Flávio Bolsonaro. Uma diferença de quase 7 pontos.

Nas últimas semanas, desde a divulgação de que Wagner teria recebido repasses e até um apartamento avaliado em 2,5 milhões de reais, a tropa bolsonarista tentou ligar o episódio a Lula. Parece que não colou. Um quadro oposto ao visto com o próprio Flávio, após a descoberta de que ele recebeu 60 milhões de reais de Daniel Vorcaro.

Como se sabe, em várias pesquisas desde o começo do ano, o Zero Um e o presidente estavam em empate técnico. Depois do escândalo Dark Horse, Lula se descolou e abriu em média até 8 pontos em relação ao oponente. Agora, os novos dados confirmam esse panorama. Lula vence em todos os cenários. Os adversários fingem que não é assim.

Um aspecto que chama atenção são as simulações de segundo turno com Fernando Haddad e Geraldo Alckmin no lugar de Lula. O ex-ministro e o vice-presidente também derrotam Flávio. Salvo engano, é a primeira vez que isso aparece em pesquisa. O fato mostra que o candidato do bolsonarismo vive o pior momento na pré-campanha.

Na projeção de primeiro turno, Lula registra 46,3% das preferências, contra 36,6% de Flávio. Renan Santos tem 7,8%. O nome do Missão fica à frente dos ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema, que marcam 2,9% e 2% respectivamente. A histeria de ambos com o discurso do antipetismo não sensibiliza o eleitorado. Dois nanicos.

Michelle Bolsonaro também é testada no lugar de Flávio. Em primeiro turno, marca 19,3%. Já em segundo turno ela alcança 38,9%, contra 48,7% do presidente. Também numa primeira rodada, Aécio Neves tem 07%. O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa não passa de 1%. Como se vê, a miragem de uma “terceira via” não é capaz de decolar. 

Nesta quarta, Flávio disse “repudiar” a fala abjeta do parceirão Paulo Figueiredo, o bolsonarista raiz para quem “a mulher vota mal pra caralho”. O filho do Jair sente o perigo mortal de assumir o pensamento do núcleo duro da extrema direita que insulta o público feminino. Para quem precisa de voto, tal estratégia suicida seria perfeita.

Resumo da pesquisa: Lula segue favorito, apesar da ladainha da oposição, que vê o apocalipse em cada esquina – uma patética ficção descolada da realidade.