A partir de 2018 consolidou-se a ideia de que, na comunicação pelo Metaverso, o bolsonarismo ganha todas. O chamado campo progressista – a esquerda, se o leitor preferir – perde todas de goleada. Oito anos atrás, Jair Bolsonaro venceu a eleição beneficiado pela vantagem na carnificina das redes sociais. É o que apontam estudos divulgados ao longo desse período. A extrema direita avançou sem adversários.

Como se dá em qualquer fenômeno, e com qualquer novidade, tudo se transforma. No reino das batalhas virtuais – na gramatologia que nos apresenta “narrativas”, algoritmo, memes, inteligência artificial etc. –, o monopólio do reacionarismo desabou. Daí que bolsonaristas vivem a tomar bordoadas como jamais imaginaram.

É o que se vê agora, outra vez e de modo mais enfático, na presepada dos irmãos Bolsonaro com a vassalagem a Trump, o candidato a imperador. Deu tudo errado para os milicianos Eduardo e Flávio. Em visita à Casa Branca, acharam que conseguiriam se livrar do escândalo com Daniel Vorcaro e os milhões de reais para o filme sobre o pangaré.

O desastre foi tamanho que até agora os brutos estão zonzos em praça pública, sob a luz do Sol. O flagrante entreguismo, a sabujice, o rastejamento e a traição ao Brasil, enfim, levaram à lona o presidenciável favorito dos cidadãos de bem e do “mercado”. Até o Pix eles querem entregar para o tarado por guerras em todos os continentes. 

Eis aí, portanto, o incontornável Tariflávio. O neologismo a partir do nome do aspirante a presidente da República explodiu entre milhões de navegantes no universo das redes. Segundo aquele clichê milenar, temos o envenenador a degustar do próprio veneno. As tarifas de Trump contra o Brasil, em ampla medida, caíram nas costas dos Bolsonaro.

Como se tudo estivesse uma maravilha para eles, Eduardo, vadiando como milionário nos Estados Unidos à custa de rapinagem do nosso dinheiro, resolveu falar sobre o Pix. Numa entrevista para um canal amigo, danou-se a “explicar” como um governo deles poderia “negociar” o nosso Pix com Donald Trump. Agora, tenta negar o que disse.

Para quem defende a democracia e combate bandidaços com verniz de patriota, os últimos dias foram de boas notícias. Sem argumentos diante das próprias falácias, seguidores do ex-presidente golpista papagaiam o de sempre: “É culpa do Lula”. Não funciona. Ou melhor, serve para convertidos à seita. “Tariflávio” é traíra, inimigo do país.