Jogadores da Seleção Brasileira voaram ao destino de mais uma derrota em Copas do Mundo. Desta vez, o evento ocorre em três países – México, Canadá e Estados Unidos. Em 2026 serão completados 24 anos sem uma conquista no mundial de seleções. Se tudo der certo, com uma preparação de longo prazo com Carlo Ancelotti no comando, chegaremos a 2030 como um dos favoritos. O Hexa, portanto, pode vir adiante.

Não será agora, porque o Brasil não tem uma equipe – tem um amontoado de jogadores, desorientados em campo, sem um sistema de jogo que funcione para valer. Dizem que o técnico italiano é um monstro, que sabe tudo quando se trata de montar um grupo forte, capaz de grandes conquistas. Se é assim, não teve tempo para armar seu esquema tático. Como renovou o contrato por mais quatro anos, 2030 será o triunfo.

Nas casas de apostas da Europa, Espanha, França, Inglaterra e Argentina pintam como as mais cotadas. O Brasil aparece em quinto lugar, seguido da Alemanha. Alguns analistas apontam Portugal em melhores condições do que o nosso elenco. As posições variam, com alternância nos primeiros lugares, mas estas são as mais citadas.

Tradição tem peso. Por isso o Brasil está, desde sempre, no balaio dos times com potencial para o título máximo. Vale o mesmo para os demais gigantes, como Argentina e Alemanha, por exemplo. Os argentinos são “favoritos” por serem os atuais campeões – e contarem com Messi. O passado explica o otimismo sem base na realidade.

Porque Lionel Messi, de fato um gênio incontestável, chega à competição a poucos dias de completar 39 anos de idade. Não será, nem por milagre, dez por cento do que já foi. Aliás, por falar em gênios da bola, tal definição não pode ser empregada a nenhum dos selecionados de todas as seleções. Há um craque ou outro, nada demais.

E o nosso Neymar? Pela primeira vez, vamos a uma Copa do Mundo com um jogador imaginário. É o caso mais espetacular de um “ídolo” que não joga nada vezes nada há não sei quantos anos. Nem nas Arábias o cara conseguiu render o básico. Decadente, voltou ao Brasil e, no Santos, é um fiasco a cada jogo – quando entra em campo.

Na imprensa brasileira, os comentaristas que defendem o atleta imaginário são mais torcedores do que... comentaristas. Não é o caso de Tostão, fenômeno único no mundo: craque como jogador e, décadas depois, o melhor analista de futebol no jornalismo. A quase totalidade dos demais palpiteiros só faz gritar. Nos textos, o vexame é assustador.

Espero que este texto seja desmoralizado pelos convocados de Ancelotti. Mas, não sendo “especialista” na área, não vejo razões para acreditar no título. Eu não sou brasileiro, com muito orgulho e com muito amor. Bola pra frente, vamos perder!