Digamos que é uma mistura de terraplanismo ideológico e cinismo patriótico. Para o deputado federal Alfredo Gaspar, a trambicagem milionária de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro e o banco Master é, atenção, “cortina de fumaça”. Existem o áudio do filho de Bolsonaro e as mentiras em série contadas para explicar o inexplicável. Mas tudo isso, claro, foi armado pela esquerda – “porque Lula vai perder a eleição”.
Gaspar também revela outro motivo para as “calúnias” contra o Zero Um: “Flávio será o maior presidente da história do Brasil”. As declarações delirantes do parlamentar foram dadas em entrevista ao jornalista Wyderlan Araújo, na Gazetaweb. Como se nota, o discurso acanalhado do cidadão de bem transita numa realidade paralela.
A manifestação do “passador de pano” para seu corrupto de estimação se deu durante uma corrida de bolsonaristas pelas praias de Maceió. Foi uma manhã de domingo poluída por uma gente estranha, que apoia milícias, reverencia torturadores, celebra golpistas e protege ladrões. A estrela da festa foi o vereador Carlos Bolsonaro.
Outros invertebrados da extrema direita nacional estiveram no evento. Um deles foi Gilson Machado, empresário do turismo que foi ministro de Bolsonaro. A presepada pela orla juntou ainda tranqueiras como Leonardo Dias e Fábio Costa, a rataiada alagoana que lambe as botas do “capitão” condenado a 27 anos de cadeia por golpe de Estado.
A atividade é campanha eleitoral sem disfarce. Afora a declaração do corajoso Gaspar, os demais participantes correram do assunto Flávio Master Rachadinha. Seguindo as ordens do Jair Messias, a ultradireita tenta fazer de conta que está tudo bem no covil dos marginais. Mas fingir que o sol está brilhando no meio da tempestade não vai colar.
O mercado procura desesperadamente uma alternativa ao “irmãozão” do Vorcaro. De repente, o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa pinta na área como uma saída para os que amam odiar Lula. O contexto parece favorável à nova candidatura. Vamos ver.
Um sinal de que os aliados querem distância de Flávio ocorreu em São Paulo. Quando Tarcísio de Freitas soube de um evento de campanha do filho do ex-presidente, descobriu uma gripe medonha. O sujeito descolou até um atestado médico.
De volta a Maceió. Após a corrida contra Lula e para salvar o Brasil, Carlos Bolsonaro e convidados participaram de uma degustação de detergente Ypê. Depois assistiram a uma prévia do filme sobre o “mito”, financiado pelo Master, sem Lei Rouanet.
