O médico Roberto de Amorim Leite foi condenado por abusos sexuais cometidos contra duas pacientes na UBS Felício Napoleão, no Jacintinho, em Maceió. Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), os crimes ocorreram durante consultas, sob o pretexto de exames médicos.
Um dos casos foi classificado como violação sexual mediante fraude; o outro, como importunação sexual, envolvendo gestos e comentários de cunho sexual. Testemunhas confirmaram que os atos não foram isolados, e uma das vítimas chegou a deixar de frequentar a unidade por medo.
Sobre a condenação, o promotor José Carlos Castro afirmou que “a decisão reafirma que o consultório médico não pode ser espaço de violência, e o saber técnico jamais pode ser usado como instrumento de dominação, abuso ou silenciamento.”
Além disso, Castro acrescentou que “casos como este evidenciam a importância de denunciar, investigar e responsabilizar, para que o silêncio não seja imposto às vítimas e a impunidade não se torne regra.”
O juiz da 4ª Vara Criminal da Capital determinou seis anos de reclusão em regime semiaberto, perda do cargo e suspensão do exercício da função. Também foi fixada indenização por danos morais às vítimas.










