O escândalo do Banco Master assombra meio mundo da política brasileira, incluindo gente de Alagoas. Ninguém duvida de que o tema estará na campanha eleitoral por aqui, sobretudo se o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, confirmar a candidatura a governador. Como se sabe, a prefeitura “investiu” 97 milhões de reais em negócios que deram em água, ao adquirir papéis podres que não valem um centavo sequer.

Nesta terça-feira, 3 de fevereiro, a Polícia Federal prendeu o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, alvo da operação Barco de Papel. Ele comandava o órgão responsável pelo pagamento das pensões e aposentadorias dos servidores fluminenses. Liquidado pelo Banco Central, o Master será alvo de CPI no Congresso.

O Rioprevidência corresponde ao “Iprev de Maceió”. O Iprev (sem aspas) administra o fundo de previdência municipal para pagar aos pensionistas e aos aposentados. Quando o escândalo explodiu, no ano passado, JHC foi rápido no gatilho e afastou a diretoria do órgão. Além disso, a prefeitura não deu maiores explicações sobre o acontecido.

A gestão municipal se apressou em informar que o pagamento dos servidores não corre nenhum perigo. Ainda bem. Mas isso está longe de esclarecer o que de fato se passou nessa operação fracassada de investimento em papéis bancários bichados.

Segundo levantamento do G1, 18 entes federativos botaram grana no Master e perderam tudo. Maceió é o terceiro na lista dos que mais “investiram”, ficando atrás apenas dos estados do Rio de Janeiro e do Amapá. Terão de cobrir o rombo de algum jeito.

Não se trata de acusar autoridades e políticos de desonestidade. Os governos e as prefeituras seriam vítimas do banqueiro Daniel Vorcaro, o dono do Master. Esta é a linha de defesa do prefeito JHC e demais gestores na mesma situação Brasil afora.

Parece que não é o caso do Rio – uma vez que o então responsável pelo setor acaba de ser conduzido à prisão. E nos outros estados? Se não houve maracutaia, teria havido incompetência? Pois é! É por isso que a pauta pode incendiar a campanha eleitoral.

PS.: Peço desculpas pela ausência demorada e sem explicação. Voltei.