A Justiça de Alagoas manteve a prisão preventiva de um homem conhecido como “Rei do C3”, investigado por integrar um esquema de desmanche ilegal de veículos e aplicar golpes em Maceió. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta terça-feira (13), um dia após a prisão. A manutenção da custódia foi confirmada pela Diretoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL).

O investigado, identificado como Higgor Anderson Santos Souza, foi preso na segunda-feira (12) por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), em cumprimento a mandado expedido pela 4ª Vara Criminal da Capital. A decisão judicial atendeu a um pedido do Ministério Público de Alagoas, que defendeu a homologação da prisão e a necessidade da medida preventiva diante da gravidade dos fatos e da reincidência.

Segundo a Polícia Civil, Higgor se apresentava como mecânico especializado em veículos da marca Citroën, utilizando o suposto conhecimento técnico para atrair clientes com problemas mecânicos. As vítimas deixavam os carros em uma oficina indicada por ele e efetuavam pagamentos antecipados pelos serviços, que não eram realizados.

As investigações apontam que, após receber o dinheiro, o suspeito retirava peças dos automóveis e desmontava os veículos gradualmente, até restar apenas a carcaça. Em diversos casos, os proprietários só percebiam o golpe ao retornar para buscar o carro.

Durante as diligências, a polícia localizou quatro imóveis usados para esconder veículos das vítimas. Um dos endereços ficava a poucos metros da sede da própria Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos. Até o momento, mais de 20 vítimas já registraram boletins de ocorrência, número que aumentou após a divulgação do caso.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o suspeito já respondia a três inquéritos na DRFV. Em depoimento, ele indicou os locais onde os veículos estavam armazenados. Os automóveis serão recolhidos e levados ao pátio da Polícia Civil para identificação e posterior devolução aos proprietários.

A prisão foi cumprida por equipes da DRFV, com apoio de agentes de campo da unidade. As investigações continuam para apurar a existência de receptadores de peças e possíveis outros envolvidos no esquema.